Notas iniciais
Desculpem a demora para postar mimimi ;3;
OBRIGADA PELAS REVIEWS ♥

O loiro esticou-se até alcançar o moreno empurrando-o até deixá-lo deitado com a cabeça pros pés da cama.

- Então Kuro-quete, deixa o Phi brincar um pouquinho vai... – disse e logo depois subiu os dedos pela perna dele, chegando a virilha, vendo-o ficar tenso.

Kurogane sentia o membro despertar com os toques naquela região, e ver o mago assim, tão... entretido, lhe dava idéias. Muitas idéias.

Vendo o ninja avoado, sentiu-se magoado, e mordeu-o na coxa. Mas teve o efeito contrario. Pode sentir a excitação dele crescendo com aquilo.

Sorriu e levantou-se deixando Phi sozinho na cama e com uma enorme interrogação, indo-se até a pequena mesa que havia no centro do aposento, e voltando a passos longos até a cama.
O outro o olhava silencioso, apenas observando o moreno abrir a tampa de um pote.

- Deita – ordenou, vendo o loiro o atender de prontidão – Eu disse que não seria bonzinho, mas... – mergulhou o dedo no pote de vidro — vamos testar uma coisa – sorriu. Levou o dedo lambusado até a boca do mago, para então atacá-la num enlace de línguas beirando a violência.

Assim que sentiu o gosto doce adentrando sua boca juntamente com a língua hábil do ninja, Phi sentiu um arrepio percorrer seu corpo, e sua ereção já despertava.

Durante o beijo, Kurogane colocou a mão no pote novamente, e espalhou o chocolate pastoso num dos mamilos do outro, massageando-o e incitando-o.

Sentindo-se estimulado ali, não consegui conter o gemido que foi abafado pela boca do outro.

- Kuro-nin... – gemeu atiçando-o.

O ninja apartou o beijo, e desceu a língua lentamente, passando pelo pescoço, ombro, até chegar ao mamilo sujo de chocolate, iniciando ali uma sucção doce, muito doce.

- Ah – gemeu extasiado começando a massagear o membro do moreno, que intensificou a atenção que dava aos mamilos. Parou de súbito, e novamente colocou a mão no pote enquanto selava seus lábios ao do loiro. A mão melecada com o doce foi até o membro do mago, que só de sentir o contato ali jurou que poderia gritar.

-Ku-Kuroga...ne – tentou argumentar, mas o moreno não lhe deu atenção e abaixou o corpo até aproximar o rosto do membro já ereto e sujo de chocolate.

Kurogane mordeu levemente a virilha do outro, e ao ouvi-lo pedir por atenção, direcionou-se ao membro do mesmo, lambendo apenas a glande, para tirar o melado daquela região, colocando o falo inteiro na boca depois, num movimento continuo, alternando entre chupadas e lambidas. Retirou o membro da boca, porém ainda estimulando-o com a mão, e com a outra livre, pegou mais chocolate, direcionando-se a entrada do outro. Acariciou-lhe a entrada por alguns instantes, para depois penetrá-lo com o indicador, leve e lento.

Sentia-se enlouquecer. Onde aquele ninja estava com a cabeça? Queria tirar sua sanidade por completo? Queria... ahn... que ele... não pensasse em... mais... nada? Não conseguia nem pensar direito.

Adicionou mais um dedo à entrada do outro ouvindo-o reclamar, e enquanto o estocava, colocou o membro na boca novamente, dessa vez um pouco mais bruto.

- Kuro-nin... – o loiro chamou – Kuro... eu vou... para... não... eu... – não conseguiu avisar, pois sua sanidade se liberou na boca do outro quando este lhe chupou a glande com mais vontade.

A respiração estava descompassada enquanto seu corpo ainda sentia as sensações do orgasmo que experimentara. Logo pode ver o rosto do outro próximo ao seu, e acariciou-lhe a face, para então ser tomado em mais um beijo quente.

- Você é doce... Phi – disse o moreno saboreando-o – O único doce do qual eu faço questão de provar. Sempre – anunciou atacando-lhe o pescoço.

O loiro pode sentir a ereção do outro bem desperta, e a sua própria acordava novamente.

- Kuro-chan – disse inocente – precisamos dar um jeito nisso, não acha? – apontou sapeca para o falo do ninja.

- Sim eu acho – sorriu – você vai me agradar não vai? – perguntou malicioso.

Phi não respondeu, apenas se acomodou na cama e abriu as pernas.

- Vem – sorriu malicioso – O Phi vai agradar o Kuro-chan. Vai agradar muito.

Digamos que o quase nada de sanidade que existia na cabeça do moreno esvaiu-se com aquela frase, e ele não pensou em nada, apenas afundou-se de uma vez naquele corpo.

- AAAAAAAAAAAH – gritou ao sentir sua próstata tocada de supetão.

Kurogane já estava pra lá de excitado, e o chocolate provocava uma sensação gostosa no seu pênis que entrava e saia do loiro num ritmo absurdo.

- KURO! – o loiro gritou ao sentir sua próstata ser atingida pela enésima vez.

O mais alto aproveitou a situação e começou a tocá-lo no ritmo das estocadas, estimulando-o duplamente.

- AH! – sentia que não agüentaria muito mais, e podia sentir a excitação do outro crescer dentro de si – AHN! KU-KUROGA...NE! – tentava argumentar, dizer que estava enlouquecendo, mas ele não conseguia nem ao menos falar, quanto mais formular o que iria dizer – KUROOOOO! AAAAAAAAAAAAAAAAH! – gritou mais ainda rebolando quando sentiu algo quente o preencher, fazendo com que liberasse seu próprio sêmen sobre seu abdome.

Os corpos desabaram na cama e la ficaram durante um certo tempo, até o primeiro deles ter coragem de se mover.
Kurogane saiu de dentro do loiro, e rolou para o lado deste na cama selando seus lábios.

- Fizemos uma sujeira enorme – Phi sorriu olhando-o nos olhos.

O ninja sorriu leve concordando com a cabeça. O loiro esticou-se e beijou-lhe os lábios com calma, abraçando-o forte depois.

Sentindo a intensidade do abraço, retribuiu.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntou ainda com os braços envolta do corpo branquinho.

- Não... – disse inseguro.

- Phi... – começou – o que aconteceu? – permaneceu duro na pergunta.

- O que vai acontecer agora? – continuava na mesma posição, sem tirar o rosto do pescoço dele.

- Como assim o que vai acontecer agora? – ficou confuso. Lógico que não iria acontecer nada. Eles iriam para o próximo mundo e-

- Esta é a última pena – cortou os pensamentos do outro – Depois... nós vamos... embora – disse quase num sussurro.

Aquilo o atingiu como uma agulha quente, perfurando tudo que encontrasse. Eles iriam embora. Cada um para o seu país, cada um para seu lugar de origem. Iriam retornar ao zero. Estariam sozinhos, de novo.

Apertou o abraço.

- Quer dizer... Sabemos que a captura dessa não será fácil... – respirou fundo e continuou – Pode ser que algum de nós não consiga chegar... ao fim – falou com pesar.

Seu corpo foi erguido bruscamente pelos ombros, fazendo com que ficasse cara-a-cara com o ninja.

- Mas que merda você está pensando? – jogou-lhe as palavras na face – Você está pensando em se matar de novo? Porque se você tiver, acho melhor tirar essas idéias da sua cabeça ta me ouvindo? – gritou-lhe a última frase.

Não sabe se foi por seu próprio nervosismo, ou se foi real, mas pode jurar ver um acúmulo de lágrimas no olho do moreno que o trouxe para perto, deitando-o na cama novamente.

- Eu não vou deixar você fazer isso – disse tremulo.

Não conseguiu dizer mais nada. Estava exausto, e o máximo que pode fazer foi retribuir o abraço e adormecer.

Naquela noite, teve um sonho. Não que pudesse chamar aquilo de sonho. Talvez um presságio não muito agradável. Ele estava dentro de uma espécie de bolha opaca, que não o deixava ver o lado de fora. E não havia jeito de sair. O oxigênio estava acabando, e o ar ficando rarefeito. Difícil respirar. O pânico tomando conta. Ele podia sentir a presença de alguém la fora. Uma presença conhecida, mas ainda assim não saberia dizer quem era. Uma sensação de que essa pessoa estivesse se esvaindo, ou talvez fosse sua própria consciência que o estivesse abandonando.

Acordou num salto.

- Ei – disse Kurogane segurando seus ombros – Calma.

Aquele cheiro. Aquela presença. Agora sabia quem era do lado de fora da bolha. Sentiu o coração apertar e uma lágrima correu-lhe os olhos no momento em que o abraçou sentindo ser aquela a última vez.

- Ei. Phi... O que houve? – enlaçou os braços em volta do corpo ainda desnudo – O que foi?

Balançou a cabeça negativamente. Não queria dizer aquilo. Não queria contar-lhe que um dos dois não chegaria até a feiticeira na hora da despedida. Não tinha coragem.

- Senhor Kurogane! Senhor Phi! – ouviram a voz dos companheiros de viagem chamar do lado de fora da porta.

Kurogane levantou-se depositando um beijo suave nos lábios do loiro, direcionando-se para a saída do quarto.

- É melhor vestir-se e tomar um banho se não quiser ser estuprado – disse divertido indo para fora fechando a porta atrás de si.

Seu coração parecia sangrar. Por que doía tanto vê-lo longe de si? Por que doía tanto vê-lo se afastando? Não sabia dizer.

Continua...

Notas finais
Espero que gostem desse capítulo. É um dos últimos.