Pov’s Catherine

O elevador se abriu e eu caminhei ate a recepcionista, um homem de uns quarenta anos estava apoiado sobre a mesa paquerando a pobre coitada.

– preciso falar com Dam.

– desculpe ele pediu para não ser interrompido.

– tenho certeza que ele não vai querer ser interrompido por mim. – eu disse ele saiu da sala apressado.

– John eu não disse que queria esses documentos ontem? – ele disse jogando uma pasta sobre a mesa. – deixe a minha secretaria em paz e vá fazer o seu trabalho. – ele estava tão nervosa que nem percebeu minha presença.

– sim senhor. – o homem disse e saiu. Eu sorri, ele deve morrer ao ter que se subordinar a alguém que tenha idade para ser seu filho.

– Ana... – ele se virou e me viu finalmente, achei que não era um bom momento já que ele parecia totalmente estressado.

– Catherine? – ele disse surpreso, mas com seu sorriso de moleque safado no rosto. Ele se aproximou de mim, sua secretária saiu de perto de nós.

– eu estava em casa, sozinha, pensando em você. – eu disse e vi seus olhos se escurecerem ainda mais.

– vamos para minha sala. – ele disse me guiando com uma mão nas minhas costas.

– Ana eu não quero ser interrompido em hipótese alguma. – ele disse autoritário. Sua frase me mostrando que ele sabia exatamente por que eu estava ali. Entramos em sua sala e ele fechou a porta, nos isolando completamente do resto do escritório. A porta era de vidro escuro, dos dois lados. Sua sala era grande e bonita, digna de um gerente executivo.

Ele se sentou em sua poltrona de couro preta e fez sinal para que eu me sentasse e eu me sentei, atrás dele eu podia ver todas as luzes de Las Vegas brilhando em meio a escuridão da noite. Eram sete e meia, eu vi em seu relógio de ouro branco que ele não tirava do pulso.

– a que devo a honra da sua visita? – ele perguntou me fazendo parar de reparar na decoração de sua sala e olhar para seus olhos cansados.

– eu estava sentindo a sua falta, mas não acho que vim em um bom momento. John que o diga. – eu disse e ele sorriu,

– estou estressado e com a cabeça cheia, mas não para você.

– é estranho ver ele te chamar de senhor.

– faz parte do trabalho dele, mas tenho certeza que você não veio aqui para defender meus subordinados.

– absolutamente não. – eu disse e me levantei caminhando ate ele me encostando a sua mesa. Ele me olhou de baixo.

– eu vim aqui por sexo. – eu sussurrei, ele começou a passar a mãos na parte de trás da minha coxa.

– você não podia esperar eu chegar em casa? – ele disse e eu me sentei em sua mesa apoiando cada pé em um lado do seu quadril sobre a cadeira.

– eu até poderia, mas acontece que eu não consigo mais fazer uma refeição em paz na minha mesa... – eu disse e comecei a abrir os botões da minha blusa. – então agora você não vai mais conseguir trabalhar em paz, por que eu quero que você foda aqui em cima. – eu disse, ele se levantou da cadeira rapidamente ficando entre minhas pernas no mesmo nível que eu, me encarando com fervor.

Sua mão subiu pelas minhas costas, chegando a minha nuca. Seus dedos agarraram um bocado do meu cabelo que ele puxou me fazendo jogar a cabeça para trás, e morder os lábios.

– isso é jogo baixo. – ele sussurrou no meu ouvido com os dentes cerrados. Suas mãos ainda no meu cabelo.

– é melhor a gente andar logo com isso. – eu disse levando minha mão a sua ereção que já empurrava contra sua calça. Ele soltou um gemido rouco no meu ouvido, apertando minha coxa, subindo minha saia.

– não podemos fazer isso aqui, as paredes são muito finas e meus funcionários muito curiosos.

– eu vou ficar quietinha. – eu disse o acariciando por cima da calça.

– meu deus, você sabe que não consegue. – ele disse, puxei sua camisa para fora da sua calça. Ele tinha razão eu não conseguiria segurar meus gemidos, mas eu não me importava, não quando ele estava no meio das minhas pernas.

– desculpe querida, mas não podemos mesmo fazer isso aqui, vamos para outro lugar. – ele disse dando um passo para trás. Eu o empurrei e ele caiu sentado na cadeira, me olhando. Seu olhar era pura luxuria e desejo o que me fazia abrir as pernas inconscientemente.

– tem razão que eu não possa fazer isso sem gemer, mas eu espero que você possa. – eu disse me sentando em seu colo.

– o que você quer dizer? – eu apenas sorri para ele e comecei a me abaixar entre suas pernas, ate estar ajoelhada no chão. Comecei a abrir seu cinto.

– o que você... Ah! – ele suspirou quando o puxei para fora de sua calça e o segurei em minhas mãos. Comecei a massageá-lo e vi quando ele jogou a cabeça para trás e sua boca se abriu quando ele repirava.

– caralho, isso! – sua mãos segurava meus cabelos em um rabo de cavalo, guiando o movimento da minha cabeça. Ele não gemeu menos do que eu gemeria, mas com certeza mais baixo.

– ah Catherine. – ele soltou meu nome como uma oração.

Pov’s Dam

Fechei minha braguilha enquanto ela deslizou seu polegar por seus lábios, limpando-os, em um gesto profundamente sexy. Depois do que ela acabou de fazer, eu provavelmente nunca conseguirei trabalhar em paz novamente, sem pensar em sua boca em mim.

– vamos? Eu preciso cuidar de você agora. – eu disse agarrando sua mão. A guiei para fora da minha sala, com a mão em suas costas, eu gostava de mostrar que ela era minha, mesmo que não fosse realmente.

John estava esperando o elevador quando saímos e minha secretaria digitava alguma coisa no computador, parecia tudo normal.

– Ana preciso que prepare os documentos para a reunião de amanhã.

– já estão prontos, senhor. – ela sorriu.

– obrigada Ana, deixe na minha mesa e eu vou dar uma olhada amanhã cedo. – eu disse sorrindo agradecido para ela. Peguei a mão de Catherine e caminhamos ate o elevador que John segurava para nós dois,

– obrigado. – eu disse e fiquei no meio dos dois, ainda segurando a mão de Catherine.

– deixe Ana em paz John ainda vai se encrencar com isso.

– olha quem fala. – ele murmurou, sabia que ele estava se referino a Catherine por causa da nossa diferença de idade, como a dele e de Ana.

– tem razão John, quem sou eu pra falar?! Só mantenha isso fora do seu local de trabalho e eu me mantenho fora da sua vida. – eu disse, o elevador descia lentamente. Catherine o fuzilou com o olhar de raiva. Ela sabia que ele estava se referindo a ela.

Coloquei a mão em volta de sua cintura possessivamente. Ela era minha e nada do que idiotas como John dissessem iria mudar isso. Ficamos em silencio, coloquei os dedos dentro de sua saia em sua cintura a puxando contra meu corpo. Senti ela suspirar em meus braços, sabia que ela ainda estava excitada com o que havíamos feito a pouco.

– eu vou resolver isso, meu anjo, só precisamos chegar em casa. – eu sussurrei em seu ouvido e ela abaixou a cabeça, corando de vergonha. O elevador chegou ao térreo e nos saímos, John indo para outro lado. Eu sorri para ela.

– o que foi? – ela me perguntou mal-humorada.

– não acredito que você ficou com vergonha do que eu disse.

– fiquei mesmo, ele podia ouvir.

– dane-se esse babaca.- eu disse e entramos no meu carro prontos para ir pra casa.

Estávamos no meio do caminho, quando meu telefone tocou. Ela pegou o aparelho no bolso do meu terno que estava jogado no bando de trás e olhou o identificador de chamada.

– é a Lindsay.

– atenda.

– não atendi você! – ela disse me entregando o celular. Encostei o carro e atendi a ligação.

Dam, sou eu. – Adam disse com a voz desesperada.

– o que houve? – eu perguntei calmamente já que Catherine me encarava nervosamente.

– ela sumiu, nos estávamos numa festa. – ele disse desesperado.

– onde você está?

– o que foi Dam? – ela me perguntou em pânico. Coloquei a mão sobre a dela e ouvi Adam dizer o local de uma boate badalada que eu costumava ir. Desliguei o celular e a encarei, ela iria surtar.

Notas finais
Suspensee