And All These Little Things
14 Capitulo 14
Notas iniciais
Povs Dam
Acordei com o toque de mensagem do meu celular. Ignorei o aparelho e me levantei indo para o banheiro. Tirei a roupa e entrei embaixo da água gelada. Os acontecimentos da noite anterior rondam minha mente. Eu não tinha a ideia da intensidade do meu sentimento por Catherine, mas ontem tudo pareceu mais claro. Eu amo aquela mulher, mas ela não parece sentir o mesmo, já que não disse nada depois da minha confissão.
Enrolei a toalha no corpo e sai do banheiro, peguei o celular e havia uma mensagem de Lindsay. “vem pra cá, minha mãe está acabada e vc é o culpado, então dá um jeito”. Suspirei. Ela tinha razão eu era um idiota, eu simplesmente não penso no que dizer nem quando dizer. Não percebi na hora que aquilo só a faria se sentir mal por estar comigo e com Lou ao mesmo tempo.
Coloquei uma regata e uma bermuda já que estava muito calor. Passei no supermercado e comprei sorvete, Lindsay me pediu depois em outra mensagem. Quando estava voltando para sua casa, avistei um pet shop que havia sido aberto há pouco tempo. Isso me deu uma ideia.
Cheguei em sua casa quase na hora do almoço, enquanto caminhei para dentro pelo jardim da frente ninguém apareceu. Normalmente eu entraria sem tocar a campanhinha, mas dessa vez resolvi fazer diferente, afinal de contas, Catherine poderia nem me querer ali mais. Lindsay abriu a porta em poucos segundos.
– oi, você demorou.
– eu tenho uma coisa para você!
– para mim? Você já me deu o meu presente ontem. – ela disse e eu olhei em seu pescoço onde estava o delicado colar que eu havia dado a ela.
– pode devolver se não quiser. – eu disse e mostrei o cachorrinho que eu escondia atrás das costas. Ela abriu um largo sorrido e o pegou no colo, ele tinha o pelo branco e os olhos cor de mel.
– ah que gracinha. – ela disse o apertando contra seu rosto. Dizem que a companhia de um animal nos ajuda em momentos de dificuldade e Lindsay iria começar seu tratamento contra as drogas. Conseguimos que ela fizesse isso em casa mesmo, o que seria bom para ela e para Catherine. O pequeno filhote era para animá-la.
– ele é lindinho, temos que dar um nome. – ela disse me dando licença para entrar. Quando entrei Catherine estava deitada no sofá ainda em calças de moletom e um blusa de alcinha branca. Seus cabelos estavam bagunçados e ela parecia mais sexy do que nunca, porem seus olhos estavam vermelhos e tristes, o que fez minha culpa aumentar.
– olha mãe. – Lindsay disse mostrando a mãe o filhote. Catherine sorriu e Lindsay o entregou para ela.
– que fofura meu Deus! — ela disse e me olhou. Seu olhar parecia cansado para mim, como se eu a fizesse sofrer e ela estivesse esgotada por isso, mas então ela sorriu. Meu Deus, eu amo tanto essa mulher, eu faria tudo por ela.
– tem que me ajudar com o nome. – Lindsay disse.
– posso servir o sorvete?
– deixa que eu faço isso. – Catherine disse se levantando. Ela estava simplesmente linda e estava me louco, eu não sabia por que.
– tudo bem, eu te ajudo. – eu disse caminhamos até a cozinha. Ela estava descalça e incrivelmente ela tinha o meu cheiro, isso só provava que ela era minha. Ela pegou três taças no armário e eu servi duas bolas em cada taça.
– esta tudo bem? – eu perguntei pegando sua mão. Ela me olhou e se virou para ficar de frente para mim.
– está! – ela sorriu tristemente, pegando sua taça e a da Lindsay me deixando para trás. Ela ainda estava magoada e com razão.
Tomamos o sorvete sentados na mesa que tinha no jardim, apesar de o sol estar forte, ventava uma brisa fresca e o dia estava agradável. Depois de terminar mos eu e Lindsay começamos a jogar vôlei quando Catherine entrou.
– ela ainda está magoada comigo!
– e você não está cooperando. – ela disse rebatendo a bola enquanto, bumer (o nome ridículo dado ao cachorro por Lindsay) corria de um lado para o outro atrás da bola.
– eu me confessei a ela, e ela não disse uma palavra sobre isso.
– ela iria atrás de você, acho que só não foi para não causar mais confusão, Lou estava furioso. – imagino o que ela teve que ouvir dele, calada por estar errada. Minha vontade era de socar a cara dele e eu ainda tinha um estranho pressentimento de que teria que fazer isso mais cedo ou mais tarde.
Mas saber que ela queria ir atrás de mim, já era alguma coisa. Ela só devia estar confusa e com medo, pois ela já disse muitas vezes que eu não dou nenhum tipo de segurança a ela.
– ela ama você, mesmo que ela não diga, talvez ela nem saiba. – eu olhei na direção da janela e a vi, ela estava nos observando enquanto lavava a louça.
– ela ainda acha que você me ama?
– acho que ela superou isso.
– ela é linda. – eu sussurrei olhando para ela. Seu sorriso era encantador e seus olhos me fascinavam.
– acorda Dam. – me virei para a bola que acertou minha cara, Lindsay gargalhou e eu olhei de volta para Catherine que sorria também.
– você me paga sua peste. – eu disse e corri atrás dela a derrubando no chão e fazendo cócegas o que eu sabia que ela odiava. Bumer saltou sobre a gente e deu um latidinho fino. Eu ri e Lindsay se derreteu toda pegando o bicho no colo.
– você bem que podiam parar com essa bagunça e lavar o meu carro. – Catherine disse da varanda com um balde cheio de água e sabão na mão. Lindsay revirou os olhos.
– ah mãe,
– você prometeu. – ela disse.
– eu te ajudo. – eu disse e caminhei até ela pegando o balde de sua mão. Tirei seu carro para fora da garagem e o deixei parado sobre a grama. Lindsay trouxe a mangueira e começou a molhar o carro. Eu tirei a camisa e comecei a ensaboá-lo com uma esponja, enquanto Catherine nos observava sentada na mesa do jardim.
– vai ficar ai só observando e não vai ajudar? – Lindsay perguntou.
– não quero me molhar. – ela disse e Lindsay sorriu maleficamente.
– ah, não quer se molhar assim? – ela perguntou jogando água na mãe com a manguei. Catherine levantou da cadeira correndo na minha direção.
– filha de uma puta. – ela gritou com Lindsay nos fazendo rir mais ainda. Ela chegou ate mim e se escondeu atrás do meu corpo, Lindsay continuou a jogar água me molhando também.
– Lindsay para. – ela disse e Lindsay parou. Ela saiu de trás de mim. – filha ingrata. – ela disse e se virou para mim. – qual a graça? – ela perguntou e eu levantei as mãos em rendição. Dei um paço a frente para pegar o balde, mas me desequilibrei batendo em suas pernas e ela veio ao chão comigo, caindo sobre meu corpo. Soltei um gemido quando minhas costas bateram no chão.
Ela estava com seu peito colado ao meu, seus cabelos caindo sobre meu rosto, ela foi se levantar, mas suas mãos escorregaram e ela caiu sobre mim novamente batendo seu corpo sobre o meu, sua perna estava no meu das minhas e nossas bocas a poucos centímetros. Avancei minha boca na direção da dela.
– o que foi, morreram ai embaixo? – Lindsay perguntou e ela começou a se levantar.
– qual é Lindsay a gente ia se beijar. – eu disse e me levantando.
– não a gente não ia. – ela disse e entrou. Lindsay gargalhou da minha cara.
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