And All These Little Things
15 Capitulo 15
Notas iniciais
Povs Catherine
Pensei varias vezes em voltar para Lou, eu era o que ele precisava e ele era o que eu precisava, mas nem sempre o que precisamos nos faz feliz, às vezes temos que optar por aquilo que queremos. E eu queria o Dam, como eu nunca quis homem nenhum na minha vida. Deve ser por que ele é diferente de todos os outros que já cruzaram o meu caminho. Voltar para Lou só nos faria sofrer ainda mais.
No começo, para mim ele era apenas um garoto safado, querendo ter alguma experiência com uma mulher mais velha. Quando o vi pela primeira vez depois de ter passado a vontade de atirar nele, percebi que ele era muito bonito de uma maneira diferente. Ele é tão jovem e ao mesmo tempo tem um pensamento tão adulto. Ele pode ser um garoto ou um homem quando precisa ou quando lhe convém e eu gosto disso.
A vida ao seu lado parece melhor, ele me faz ver o que eu não dou valor e me faz saborear coisas que eu havia me esquecido do gosto. A maneira como ele cuida de Lindsay me encantou desde que eu vi sua cara assustada me dizendo para abaixar a arma. Cheguei a acreditar fielmente que Lindsay era apaixonada por ele, mas quem não se apaixonaria por Dam?
Mas mesmo estando me sentindo completamente entregue a ele, eu ainda tinha minhas duvidas. Ele ainda continua sendo um garoto de 23 anos e eu não posso simplesmente me entregar a ele de olhos fechados. Por mais que eu quisesse empurrar as palavras de Lindsay para o fundo do esquecimento da minha mente, ela sempre voltavam para me atormentar. Dam não é homem de uma mulher só. E isso tinha bastante fundamento já que ele vivia cercado de mulheres lindas e jovens que dariam a ele o que eu não posso dar. Mesmo que ele tivesse dito a mim que me amava e eu senti sinceridade em suas palavras, contos de fadas não acontecem realmente. Ele não tem motivos para se prender a mim e tenho certeza que uma hora ou outra ele ira perceber isso.
– Uma batida suave na porta me despertou. — Mal humorada coloquei meu robe por cima da camisola e fui abrir a porta. Meu coração disparou quando eu vi Dam encostado ao batente da porta vestido em um terno totalmente preto e bem alinhado. Uma camisa branca por baixo com dois botões abertos revelando seu peito liso. A manga da camisa dobrada para fora do terno.
– oi! ele apenas sussurrou já que estávamos próximos o bastante para ouvir nossas respirações e a minha estava completamente fora do ritmo apenas em vê-lo. Seu cumprimento me fez olhar para cima e parar de analisar seu corpo envolto perfeitamente por suas roupas.
Seus olhos brilhavam enquanto ele olhava para mim. Ele podia colocar a roupa mais adornada do mundo, mas seu cabelo nunca deixava seu bagunçado sexy de lado. Ele estava lindo e muito quente. Sua presença vazia meu sangue queimar em minhas veias, fazia meus pulmões sentirem dificuldade em respirar e meu celebro perder completamente o controle sobre meu corpo. Ele me fazia sentir coisas que eu não sentia há muito tempo, por homem nenhum.
– estou incomodando? ele perguntou, e me lembrei de que existia um mundo fora de seus olhos.
– não, desculpa. Entra! eu disse e ele entrou, deixando seu corpo tocar o meu levemente abandonando um rastro de perfume por mim.
– eu vim te convidar para jantar comigo. ele disse, "ah não pensei que fossemos ficar aqui e fazer amor no meu sofá até amanhecer."
– eu já estou de camisola Dam, pronta para ir para cama! eu disse com o duplo sentido estampado no meu olhar safado e ele me entendeu, pois sorriu passando a mão no cabelo como quando ele se encontrava em um momento de distúrbio interior, dividido entre atacar e deleitar-se com sua vitima mais um pouco.
– você está linda assim, mas tenho certeza que pode se arrumar em alguns minutos. Você não bateria o meu recorde de nove minutos e trinta e sete segundos no nosso primeiro encontro, mas tenho certeza que pode fazer isso. Por mim. ele disse já com seu corpo a frente do meu e eu sorri por ele lembrar daquilo.
– acho que posso me sacrificar. eu disse. Ele olhou para minha boca e eu tinha certeza que ele iria me beijar, mas ao invés de seus lábios, seus dedos se colocaram no lugar causando uma sensação não menos boa de formigamento.
– boa garota. ele disse e se afastou. Eu queria socar sua cara por isso, mas me contive e subi para o quarto para me arrumar.
Perdi a conta de quantas vezes ele me disse o quanto eu estava linda no caminho para o restaurante. Mas nossa conversa ainda parecia estar empacada com alguma coisa. Era obvio que ele quisesse a minha posição sobre a sua declaração de me amar, só estava adiando o propósito desse jantar, mas eu não tinha do que reclamar ele era uma companhia totalmente agradável.
Ele me levou a um dos restaurante românticos mais badalados do momento. A espera para uma reserva era de no mínimo uma semana, mas eu não estava preocupada com isso no momento. Estava magnetizada pela sua mão na base da minha coluna me guiando até a nossa mesa.
– gosta daqui?
– é lindo. eu disse reparando nas luminárias penduradas no teto que davam ao ambiente uma luz parecida com o fogo, como se estivéssemos sendo iluminados por uma lareira. Ele se incumbiu de pedir nossos pratos e escolher nosso vinho, ótimas escolhas por sinal.
– isso está divino! eu disse e olhei para ele, seu olhar estava vidrado sobre mim e ele tinha um sorriso doce nos lábios.
– eu estou deslumbrado! Você é uma mulher incrível Catherine! ele disse me deixando sem graça, me fazendo parar de comer.
– você está me deixando envergonhada. seu sorriso aumentou ainda mais e ele se levantou da mesa pegando minha mão e me convidando para dançar.
Eu fui de bom agrado, adorava dançar com ele. Alem de ser um esplêndido dançarino eu podia o sentir mais perto de mim. Seu braço envolveu minha cintura e sua mão pegou a minha quando ele começou a nos embalar ao ritmo de um bolero lento e romântico. Ele fazia giros suaves para que eu pudesse acompanhar e me puxava de volta para ele.
Quando a musica estava quase no fim alguém tocou o ombro de Dam, que se separou de mim e olhou para o trás.
– Bruno, quanto tempo cara. ele cumprimentou o rapaz acompanhado por uma mulher morena, muito bonita e alta, parecia modelo.
– caramba Dam, você até parece um homem vestido assim.
– eu sempre fui mais homem que você. eu observei não sabendo se eles eram amigos ou estavam a ponto de socar um ao outro.
– essa é a minha noiva Jasmine.
– você noivo? ele disse gargalhando. Comecei a ficar incomodada já que ele não me apresentou, então puxei minha mão que ele segurava, mas ele não a soltou. nunca pensei que alguém pudesse te suportar a ponto de se casar com você. ele disse e eu puxei minha mão mais uma vez, dessa vez ele me olhou.
– eu preciso ir ao banheiro. eu sussurrei, mas ele me puxou para frente junto a seu corpo com a mão nas minhas costas.
– essa é a Catherine, minha namorada. ele disse e eu tive vontade de rir, isso era tão infantil. Os dois ficaram imóveis olhando na minha cara como se não acreditassem no que ouviram.
– esse é bruno, perda de tempo, nem vale a pena conhecer. ele disse tentando quebrar o clima, mas os dois ainda me encaravam como se eu fosse uma extraterrestre.
– é serio isso? o tal bruno perguntou se dirigindo a Dam. Revirei meus olhos e tentei sair dos braços do Dam, mas ele não me deixou novamente.
– cara, ela não é a mãe da Lindsay?
– ela é minha mulher agora.
– eu não preciso disso! eu sussurrei para ele e tentei caminhar para longe, mas ele me segurou novamente um pouco mais forte dessa vez.
– mas eu achei que você e a Lindsay...
– você não tem que achar nada! Eu tenho certeza absoluta que ela é muito mais mulher do que todas as meninas que você pegou juntas e por isso eu sou muito mais homem do que você por ter ela. ele disse e nós saímos de perto deles.
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