Notas iniciais
sei que demorei mas meu computador precisou ser formatado e ai ja viu ne perdi tudo, mas sem desculpas ai vai!!!

Pov’s Catherine

Era hoje que ele iria embora, não conseguia esconder meu descontentamento. Ele havia saído cedo com Adam para arrumar a mudança. Recusei seu convite dizendo que iria depois, mas não sei se quero fugir. Sua insistência pela minha presença me fez repensar a ideia de dar um bolo nele que estava na minha mente. Mas Lindsay e o namorado estariam lá para me manter longe dos seus braços.

Ainda não havíamos conversado novamente sobre ele estar se mudando, mesmo sendo para algumas quadras da minha casa. Não havíamos tido nenhum contato físico depois daquilo, apenas conversas formais e olhares provocantes o que me deixava mais excitada. Resolvi finalmente ir e ajudar com algumas coisas. Não estava gostando desse novo namoro de Lindsay depois do ocorrido, então indo eu poderia manter os olhos nele e ver se ele era mesmo a pessoa boa que Dam dizia.

Fiz meu caminho até sua casa a pé mesmo, já que era perto. Abri o portão que estava encostado e caminhei pelo caminho de pedras no jardim. Toque a campanhinha e Lindsay abriu a porta.

Os moveis da sala já estavam todos no lugar, mas a bagunça ainda era grande. Caixas, plásticos e isopor estavam espalhados pelo chão que estava coberto por uma camada fina de pó de madeira provavelmente deixado pela furadeira.

– Dam está no quarto, primeira porta a direita.

Quando cheguei ao quarto ele fazia um tremendo esforço para fixar uma parte do guarda roupa. Ele nem percebeu minha presença continuando a empurrar a placa de madeira com bastante força. Ele era sempre muito focado no que fazia.

Fiquei o admirando, havíamos nos distanciado depois da nossa conversa, era o melhor a se fazer. Eu não podia manter um relacionamento com um garoto imaturo que iria me trocar pela primeira adolescente que cruzasse seu caminho, como Lindsay já havia me alertado.

Ele finalmente me encarou com seus olhos cor de mel. O suor escorria por sua têmpora contornando seu rosto, prendendo seus cabelos na testa, escorrendo por seu pescoço molhando o decote em V de sua camisa verde grudada em seus músculos.

Ele parecia ainda mais jovem com essa bermuda jeans. O terno e a gravata habituais me davam a falsa impressão de que eu não me deitava com um garoto rebelde.

– ei. – ele disse parando sua tarefa.

– precisa de ajuda com alguma coisa?

– não, tudo bem. Já ia mesmo fazer uma pausa para almoçar. – ele disse largando a parte de madeira que se fixou ao restante do guarda roupa.

Caminhei mais para dentro do quarto, era bastante espaçoso. Duas janelas ocupavam quase toda a parede oposta a cama ainda por montar. Uma mesa para notbook se posicionava abaixo das janelas. As paredes eram em um tom de cinza quase branco.

Quando voltei a olhá-lo, ele puxava sua camisa por suas costas largas, ele a tirou e a passou pelo rosto limpando o suor de sua testa e a jogou sobre a escrivaninha.

– fez uma boa escolha. – eu disse, olhando ao redor mais uma vez, somente para desviar minha atenção de seu corpo.

– o melhor é que é perto de você. – eu sorri tentando não parecer desconfortável com essa ideia. Eu o veria sempre, saindo para o trabalho, fazendo sua caminhada matinal ou empurrando um carrinho de bebê com uma linda e jovem esposa do lado. Parei de pensar nessas besteiras quando seu corpo se encostou ao meu. Um tremendo arrepio me paralisou e eu o encarei.

A pele de seu peito brilhava de suor. Ele tocou meus cabelos os colocando para trás da orelha, me arrepiei. Não consegui conter o impulso de tocar sua pele nua e levei minhas mãos ao seu peito, ele diminuiu ainda mais nossa distancia me puxando de leve pela cintura.

Ele aproximou sua boca da minha lentamente, como uma tortura, pareceu uma eternidade até que nossos lábios se relaram, mas antes que pudéssemos nos beijar um estrondo nos fez afastarmos um do outro rapidamente. A porta do guarda-roupa que ele tentava montar havia vindo abaixo.

– droga! – ele amaldiçoou olhando o pedaço de madeira no chão.

– o que foi isso? – Lindsay apareceu na porta com seu namorado atrás.

– essa coisa é impossível de monta. Chega disso, estou com fome, vamos comer.

Eu estava deitada em seu peito ouvindo seu coração bater lentamente. Sua respiração fazia minha cabeça subir e descer no seu ritmo. Nossas pernas estavam entrelaçadas e, sua mão estava na base da minha coluna.

A campanhinha tocou, olhei para ele, mas ele estava dormindo, então me levantei lentamente para não acordá-lo. Abri a porta era sua mãe, ela me olhou de cima a baixo e fez uma careta.

– Dam está?

– ele está dormindo! – ela passou por mim para dentro da casa.

– você é a CSI não é? – ela perguntou alto demais.

– sim!

– está noiva dele? – ela perguntou olhando para o anel no meu dedo, mas logo deixou de lado começando a procurar alguma coisa.

– não, nós...

– ah então tem um caso com ele? – ela disse, mais em afirmação. Tive que me segurar para não mandá-la para o inverno.

– Dam não presta mesmo! Mas você não é o tipo de mulher que ele gosta. – ela me provocava enquanto continuava a procurar alguma coisa.

– está no bolso da calça em cima da cadeira. – ele disse sem abrir os olhos. Ela pegou a calça e tirou a carteira dele do bolso.

– sua filha sim é bem o tipo dele, Lindsay... eu me lembro de quando os dois...

– só pega a porra do dinheiro e dá o fora daqui! – ele a cortou, ela enfiou 200 reais no bolso saindo de lá correndo. Fiquei parada ainda encarando a porta, se a mãe dele acha isso imagine as outras pessoas? Isso não esta certo.

Dam apareceu na minha frente levantando meu rosto com a palma da mão no meu queixo para encarar seus olhos de mel.

– você não vai dar bola pro que essa maluca diz vai? – eu suspirei, sei que ele não se importa com a opinião dos outros, muito menos com a da mãe, mas ele não está no meu lugar.

– essa maluca é a sua mãe e ela está certa.

– porra nenhuma! Ela não sabe nada da minha vida, se u traficasse drogas ela nem se importaria com tanto que a minha carteira esteja sempre cheia, esta tudo certo! – ele disse bravo me encarando, essa era minha oportunidade de perguntar.

– você trafica drogas? – eu perguntei e sua gargalhada jovial se espalhou pela sala.

– de onde você tirou isso meu anjo?

– você é bem de vida com pouca idade, sabe muito sobre drogas e conhece muita gente que mexe com isso.

– está falando do Teddy?

– por que mandou ele embora?

– por que parecia que você iria matá-lo. Não quero você na cadeia. – ele disse e num movimento rápido me colocou debaixo dele. Aproveitei que ele ainda estava sem camisa para traçar as linhas musculosas de seu peito e costas.