Anatomy

28 Capítulo 28


Notas iniciais
AIÔ SIIIIIILVER! Olha quem voltou? Sim, a tia aqui õ/ minhas provas ainda não acabaram, mas cá estou eu, vos atualizando *0* tinha 1/5 pronto do capítulo e eu escrevi todo o resto hoje e agora pouco, então, peço que me perdoem caso haja algum erro gritante, até porque eu dei aquela revisada, mas... Enfim, gostaria de agradecer a CherryMoon pela recomendação *-----* fiqueeei muito feliz, obrigada mesmo lemda ♥ e obrigada a todas que aguardaram esse cap... e lá vamos nós:

Era quinta feira e os alunos do primeiro ano de medicina foram surpreendidos com a visita do coordenador do curso e o seu aviso de que as aulas de Zachary seriam suspensas por um mês, devido a uma licença médica. Todos ficaram surpresos, exceto por Brian, que sequer aparecera nas aulas faculdade desde o inicio daquela semana.

Após o aviso e a retirada do coordenador, Ashley e Joseph se entreolharam.

– Brian está faltando desde segunda e nunca atende o celular. Agora Zachary entrou em licença médica... Estou preocupada. – Ashley murmurou para Joseph que apenas acenou com a cabeça, voltando a rascunhar um desenho qualquer na carteira.

– Calma Ash... – o menor disse um tempo depois. — Vamos passar na casa de Brian depois da aula para procurá-lo. Talvez ele tenha adoecido ou Zachary. – comentou para a loira, sem a encarar.

– E você acha que eu já não passei na casa dele? — ela tirou a lapiseira da mão de Joseph, fazendo-o a encarar. – Não tinha ninguém. Eu estou muito preocupada!

– Ash, calma... – acariciou os cabelos da loira, sorrindo para ela da forma mais compreensível possível. – Vamos tentar falar com Brian novamente, ok? – a loira apenas concordou com a cabeça. — E qualquer coisa, nós passamos na casa dele e caso não o achemos, o procuraremos a casa de Zachary. – continuou.

– E você sabe onde ele mora? – Ashley perguntou enquanto ajeitava seu cabelo.

– Não. – o menor riu baixo. – Mas eu descubro.

A garota concordou, inclinando-se para selar rapidamente seus lábios nos de Joseph. Por fim foram interrompidos com a entrada de um professor, que certamente substituiria as aulas de Zachary.

– Estranho é ter aula de anatomia com outro professor e sem ter Brian atrás de mim suspirando por causa de Zachary. – Ashley comentou, rindo baixo em seguida. – Eu tive uma idéia.

– Lá vem... – Joseph bufou, rindo em seguida da cara que a loira fez. – Que idéia?

– Vamos matar a próxima aula e vamos à casa de Brian mais uma vez. – ela sorriu. – E eu não aceito recusas.

– Não tenho escolhas... – o rapaz fez uma cara de choro, rindo baixo em seguida. – Mas eu aceito.

– Ótimo. – Ashley piscou para o companheiro que apenas sorriu sem jeito, voltando em seguida a encarar a lousa e o professor substituto.

Joseph’s Pov

A aula se seguia e eu pouco me importava em prestar um pingo de atenção nela, até porque minha mente estava trabalhando em mil e um outros assuntos.

Se antes eu desejava que John encontrasse Collins o mais depressa possível, eu passei a desejar o inverso, e tudo isso por causa de Ashley. Eu gostava de passar todo tempo possível com ela, fossem nas aulas ou trancafiado no quarto dela ouvindo musica ou fazendo amor. E apesar de eu sempre ter tido preferência por pessoas do mesmo sexo que eu, ela conseguia me conquistar a cada dia mais, e se antes eu não gostava das reações que ela me causava, a partir de então eu só a desejava mais e mais.

Minha relação com John havia se tornado completamente “profissional” e sim, fora por causa de Ashley. Eu não gostaria de tê-la por perto sendo que eu o desejava, e já que ele nunca me viu com olhos de um homem que poderia servi-lo além de tudo na cama, eu resolvi esquecê-lo.

Se foi fácil? Nem um pouco, principalmente quando eu não tinha com quem falar sobre isso. Até por que quem me entenderia?

Mas aos poucos fui superando essa minha história de “amor não correspondido” e talvez a partir de então eu pudesse ser um pouco feliz, amando outra pessoa. E olha que antigamente eu achava que amor era somente coisa pra tolos... Ou eu havia me tornado um tolo, ou eu era um tolo em ter uma teoria como aquelas.

– Amor, massageie meus ombros? – ela perguntou manhosa, fazendo-me interromper meus pensamentos.

– Daqui a pouco vai querer que eu cozinhe, lave suas roupas e coisas do gênero. – murmurei rindo, enquanto colocava minhas mãos sobre seus ombros, massageando o local com os dedos.

– Isso eu já tenho quem faça. – ela respondeu, fechando os olhos. – Você é tão perfeito em tudo que faz. – comentou em seguida, fazendo-me corar.

E embora eu soubesse onde Brian e Zachary estivessem, eu tinha de fingir que não sabia de absolutamente nada. Até por questão de motivos óbvios. Se eu dissesse onde eles estavam, ela certamente perguntaria como eu sabia disso, e isso acarretaria o fato de eu ter que lhe dizer a verdade sobre mim, ato que sempre procurei ocultar.

Não que isso não me fizesse mal, até porque me fazia muito mal enganá-la, principalmente quando ela me perguntava de meus pais... Isso era o ultima assunto que eu gostaria de conversar com ela.

– Sabe, eu não gosto quando você fica muito pensativo. Você fica longe, muito longe. – ela sorriu. – E é verdade porque a aula já acabou e você está aí, encarando o nada. – pegou minha mochila e guardou meus materiais nela, já que as dela já estavam todas arrumadas. – Eu gostaria de saber sobre o que você tanto pensa.

– Quem sabe um dia desses, você não fica sabendo? – mordi meu lábio, me levantando e pegando minha mochila de suas mãos. – Vamos?

– Espero. – sorriu e pegou na minha mão e assim caminhamos pelos corredores da faculdade.

– Eu tive uma idéia. – sorri, parando e segurando sua mão com força, fazendo-a parar também. – Que tal se antes de irmos para casa de Brian, nós... – a puxei para dentro da biblioteca, cuja estava vazia. A encostei na parede e colei seu corpo contra o meu e beijei seu pescoço. — Aproveitarmos essa aula, que estamos matando e agimos feito dois colegiais na puberdade? – ri contra o seu pescoço enquanto sentia suas mãos percorrerem minhas costas.

– Eu estou preocupada com o Brian, Joseph. – murmurou baixo, entre um ofego.

– Eu também estou... Mas se chegarmos agora ou depois na casa dele, dará na mesma.

– Como sabe?

– Não sei, só estou supondo. — ri fraco, deslizando meus lábios até a região de seus seios. – Na verdade, inventando uma desculpa para te ter agora. – disse contra a sua pele, abaixando mais um pouco a blusa decotada que ela usava, deixando assim seus seios a mostra.

Ela gemeu baixo, puxando meu cabelo, enquanto eu sugava seu mamilo direito e acariciava o esquerdo.

– Pelo menos vamos para o carro. – ela disse afastamento gentilmente seu corpo de meus lábios. – Poderiam nos pegar aqui. – disse enquanto ajeitava sua blusa.

– Eu não me importaria se nos pegássemos. – ri, recebendo um tapa no braço. – Tudo bem senhorita, você venceu. – disse sorrindo, beijando-lhe nos lábios.

– Você tem um fogo, senhor Jacobs. – ela disse assim que voltamos a caminhar pelos corredores.

Apenas ri, enquanto íamos em direção ao estacionamento exclusivo aos alunos. Ao chegar próximo do local onde meu carro estava estacionado, a encostei no capo e me encaixei entre suas pernas, voltando a beijá-la, expressando todo o meu desejo de tê-la novamente. Ela suspirava baixo principalmente quando sentia minha mão alisar sua intimidade por cima do tecido que vestia.

– Você realmente tem um fogo... – ela disse entre suspiros, rindo baixo.

– Você me deixa assim. – respondi baixo, beijando, mordendo e chupando seu pescoço.

Ela mordeu seu lábio e me conduziu até o banco de trás do meu carro. Assim que entramos, eu encostei a porta ao meu lado e ela se encaixou em meu colo, depositando diversos beijos em meu pescoço.

Tirei de vez a blusa que ela vestia, retomando o trabalho que fora interrompido na biblioteca. Ela então gemia enquanto insinuava seu quadril contra o meu. E enquanto eu me “distraia” em seus seios, eu aproveitei para abrir o zíper de minha calça e abaixei o mesmo junto da boxer branca que eu vestia. Ashley mordeu seu lábio e sorriu maliciosa enquanto tirava seu short.

Logo estávamos fazendo amor dentro do meu carro.

Joseph’s Pov Off

Matthew’s Pov

– Olá, você poderia me dar uma informação? – perguntei para uma recepcionista loira do hospital, que acenou com a cabeça como resposta. – Um conhecido meu chegou a ser internado aqui e infelizmente ele não sobreviveu... Você saberia me informar sobre onde o corpo será velado e enterrado?

– E qual seria o nome desse seu conhecido?

– Zachary Campbell. – respondi, segurando o desejo de sorrir vitorioso.

– Zachary Campbell? – ela perguntou encarando a tela de seu computador.

– Sim, Zachary. Campbell. – respondi impaciente, rolando os olhos.

– Não sei quem lhe informou sobre o suposto falecimento... Ele deu entrada no hospital em estado grave, mas já recebeu alta.

– Ele o quê? – arregalei meus olhos.

– Isso o que você ouviu senhor... Ele já recebeu alta, então, ele está vivo. – disse óbvia, sorrindo forçadamente, me encarando com desdém. – Posso ajudar em mais alguma coisa?

– Não. – respondi seco, me retirando do hospital com a vontade de socar tudo e todos.

Como aquele maldito sobreviveu? Ele já estava agonizando na minha frente...

Eu deveria tê-lo matado com um tiro na testa... Sua morte seria mais certa.

– Inferno, inferno, inferno... – praguejava enquanto socava o volante de meu carro. – Mas ok Zachary... Você não vai se livrar de mim... – sorri sádico. – Vou pensar em algo novo que irá te derrubar. E você não vai se livrar dessa, não mesmo.

Estava na hora de me aproximar mais de Charles Howard.

Matthew’s Pov Off



Brian’s Pov

Acordei com os braços de Zachary me envolvendo. Sorri fraco e me desvencilhei de seus braços para preparar o café da manhã para que ele tomasse seus remédios.

– Bom dia. – disse rouco assim que eu me levantei da cama.

– Oh, te acordei! Desculpe-me. – murmurei, me inclinando na cama e selando nossos lábios rapidamente.

– Uma hora eu teria que acordar. – riu baixo. – Aonde vai?

– Vou fazer um café para nós... Trago na cama pra você, ok?

– Você vai ficar me paparicando e eu vou ficar mal acostumado.

– Eu posso te paparicar o resto da minha vida. – rimos baixo. – Já volto.

– Tá bom. – ele disse, se inclinando para pegar o controle remoto da TV, ligando-a em seguida.

Retirei-me do quarto e fui rapidamente à cozinha, tratando de fazer o café da manhã. Enquanto eu ajeitava uma bandeja com uma xícara de café, um pedaço de queijo branco, pão, e algumas frutas, eu aproveitava para reler as recomendações de Christopher e assim, pegando os comprimidos que Zachary deveria tomar naquele horário.

Peguei a bandeja e cuidadosamente fui até o quarto, deparando-me com Zachary rindo enquanto assistia a um desenho animado que passava na TV.

– Não sei se te comparo com um senhor de idade precisando de cuidados, ou com um bebê.

Zachary me encarou divertido enquanto se sentava na cama.

– Talvez com um bebê. – riu pelo nariz enquanto encarava a bandeja que estava em minhas mãos. – Tudo isso é pra mim?

– Claro! – sorri enquanto ajeitava a bandeja em seu colo. – Você tem que se alimentar bem e como médico, você deve saber disso.

– Mas agora eu sou apenas um bebê... – disse enquanto bebericava seu café. – Meu lado médico está de férias no Havaí há muito tempo.

– Ah claro. – ri baixo. – E desde que esse bebê não chore durante a noite... – permanecia rindo, enquanto me sentava ao seu lado.

– Chorar, eu acho difícil, mas talvez eu possa acordar a noite para sabe... Comer, fome. Sabe como é. – riu, me encarando malicioso.

– Tudo bem, eu levanto a noite para preparar um prato de comida pra você, não importa. – sorri, fingindo que não tinha entendido o sentido literal do que Zacky havia dito.

– Não é isso Brian... – ele disse manhoso, deixando a bandeja em cima do criado mudo e avançando em minha direção, beijando meu pescoço e deslizando sua mão sobre minha barriga. – E você sabe sobre o que estou me referindo. – disse contra a minha pele.

Fechei meus olhos, suspirando baixo.

– Sim, eu sei e a resposta é não. – ri baixo e nervoso, tentando afastá-lo. Era claro que eu queria e muito ter Zachary, mas eu pensava primeiro no bem estar dele. E se Christopher havia recomendado que ele devesse evitar relações sexuais, certamente tinha os seus motivos.

Mas meu professor tinha que ser tão gostoso, tão tarado, tão... Meu? Isso tudo dificultava na hora de negar seus carinhos mais ousados.

– Mas Bri... – ele resmungava contra a minha pele, beijando meu pescoço. Levantei seu rosto e selei nossos lábios, iniciando um beijo intenso e com muito desejo explicito. Sua mão deslizou até a minha coxa e ele a apertava e puxava minha perna para que eu a envolvesse em sua cintura. Sua mão então foi até as minhas nádegas e ele apertava com desejo, enquanto eu apenas arfava sobre seus lábios em aprovação, e ele procurava cada vez mais deixar nossos corpos colados. – Eu quero você, Brian. – disse rouco.

– Eu também te quero Zee. – murmurei. – Só tenho medo que...

– Shiu. – me calou com mais um beijo caloroso, enquanto sua mão tratava de levantar a minha camiseta.

Levantei meus braços e permiti que ele tirasse de vez minha camiseta, voltando a nos beijar, enquanto trocávamos nossas posições. Eu me deitei na cama e Zachary se deitou em cima de mim, passando a beijar meu pescoço, ombro, peitoral e barriga.

Era tão bom poder sentir seu cheiro, seu beijo, seus toques mais uma vez. Cada momento com Zachary sempre se tornava único e nós a cada dia ficávamos cada vez mais unidos. Nós éramos cúmplices, amantes, amigos. E era tudo isso que me fazia amá-lo a cada dia mais.

Zachary reaproximou seu rosto no meu, encostando sua testa na minha, nossas respirações se chocavam enquanto nossos olhares se cruzavam. Mordi e puxei seu lábio, iniciando mais um beijo, dessa vez mais lento e delicado. Minhas mãos foram para sua nuca enquanto as suas acariciavam minhas coxas. Porém ele parou subitamente, jogou sua cabeça para trás e começou a respirar pesadamente.

Ele saiu de cima de mim, e sentou-se na cama, fechando os olhos por instantes.

– Zacky? – perguntei, encostando minha mão em seu ombro. – O que houve?

– Nada. – ele respondeu baixo, voltando a me olhar. – Apenas uma tontura.

– Melhor a gente parar... – eu disse sorrindo fraco. – Tome o seu café.

Ele apenas concordou silenciosamente, pegando a bandeja, voltando a tomar seu café.

– Eu só queria ser o melhor pra você. – disse baixo.

– O que você quer dizer com isso? – perguntei, o encarando.

– Fazer amor quando você ou nós quiséssemos... Poder sair por aí com você ao meu lado... Essas coisas.

– Zee... – eu murmurei, acariciando seu rosto. – Essas restrições são só nos primeiros meses... Do jeito que você diz parece que nunca mais transaremos, nem nada. – sorri. – Você é o melhor... Você é tudo pra mim..

Ele me encarou e sorriu fraco.

– E nossa relação não é só sexo, sexo, sexo e sexo... Claro, isso é ótimo, principalmente com você, mas não é só isso. – continuei. – Estar com você em todos os instantes é uma das melhores coisas que poderia me acontecer...

– Mas você está trancado na minha casa, cuidando de mim, tendo o máximo de trabalho... Sendo que você poderia estar por aí com seus amigos...

– Pare de se martirizar, Zee. Eu estou aqui porque eu quero, estou aqui pra ficar ao seu lado, estou aqui porque te amo.

Trocamos olhares e sorrisos.

– Então deita aqui comigo. – disse manhoso, batendo no espaço vazio da cama.

– Deito. – me aconcheguei ao seu lado, e nos abraçamos. Caricias eram trocadas e não bastou muito para que adormecêssemos mais uma vez.

Brian’s Pov Off

O rapaz caminhava impaciente pela sala de seu apartamento de um lado para o outro enquanto encarava a tela de seu celular.

Ligou para sua noiva, mas a mesma não o atendia. E ele sabia que ela tinha seus motivos, mas ele apenas gostaria de sentar e conversar com ela. Agora que certamente ambos estariam de cabeça fria, mas nunca conseguia a encontrar.

A última semana havia sido péssima para ele, já que sua noiva havia rompido com ele, havia perdido uma causa de um cliente no tribunal, não tinha noticias de seu amigo, apesar de estar com certa raiva do mesmo, e pouco dormia. Sabia que se continuasse de tal forma, veria a própria vida cair em ruínas.

Mas por onde deveria começar?

Brian’s Pov

Fui acordado com Zachary me chacoalhando de um modo nem um pouco gentil.

– O quê? – perguntei sonolento.

– Tem algum celular vibrando por aí.

– Não é o seu? – perguntei olhando ao redor, esfregando meus olhos.

– Não. – ele me olhou. – Deve ser o seu.

– Se eu soubesse onde aquela merda está. – me levantei, procurando na minha mochila, bolsos de calças, nos lençóis e nada de encontrar.

– Nossa Brian, eu sei que você é gay, mas toque da Lady Gaga? – ele riu alto, fazendo-me mandar-lhe o dedo do meio.

– Falou o cara mais hétero do mundo. – eu disse em seguida, percebendo que meu celular estava dentro do meu casaco, cujo estava pendurado na cabeceira da cama. – Ashley. – disse sorrindo.

– Esqueceu até da amiga. – ele comentou rindo ainda, enquanto mudava de canal.

– Idiota. – ri. – Alô. – atendi.

– Espero que o idiota não seja para mim, porque se for... Enfim, Brian? Oi Brian, cadê você? Está tudo bem? Eu estou a uma semana te procurando e você não dá noticias... Onde você está?

– Meu Deus, pare para respirar um pouco e faça uma pergunta de cada vez. – ri, deitando-me na cama novamente. – Mas respondendo a primeira pergunta, eu estou com Zachary e na casa dele. – meu professor me olhou e voltou a olhar para TV. – E sim, estou bem, e ele também.

– Sério mesmo? Por que falaram que ele está de licença médica?

– Ele teve umas complicações no fim de semana e agora está de repouso. E eu estou trabalhando como enfermeiro.

– Enfermeiro, sei... E você não me fala nada? Que amigo desnaturado você é!

– Desculpe Ash... Eu estava muito ocupado cuidando dele.

– Sei, você não gosta mais de mim... – riu depois de ter feito uma voz de choro. — Eu posso ir visitar vocês? Quer dizer, eu e Joseph.

– Ashley perguntou se pode vir nos visitar. – perguntei para Zachary, tampando o viva-voz do celular.

– Claro, são seus amigos. – ele sorriu e eu retribui seu sorriso.

– Pode. – respondi para Ashley. — Você sabe o endereço?

– Não...

Passei o endereço da casa de Zacky e em seguida desliguei o celular, me aconchegando novamente nos braços dele, que sorriu largo com o meu ato.

– Zacky? – o chamei.

– Hm. – murmurou.

– Te amo, seu velho enfermo.

Brian’s Pov Off



Brian estava distraído assistindo a um filme na TV, até que a campainha tocou, sorriu consigo mesmo e se levantou, abrindo a porta a seguir, revelando Ashley e Joseph.

– Ah, sua bicha mal amada. Quer me matar do coração? – a loira foi a primeira a entrar e logo tratou de abraçar Brian. – Fiquei preocupada com você e atender o celular faz bem.

– Me desculpe Ash... Eu fiquei tão louco esses dias que a ultima coisa que me veio a cabeça foi celular. – sorriu sem jeito, cumprimentando o rapaz que a acompanhava com um aperto de mão.

– E quase matou Ashley por isso... Sério, ela ia me deixar louco se não te encontrasse. – ele disse, voltando a segurar na mão da loira.

– Oh, que preocupação por mim! – Brian riu, apertando as bochechas da garota que riu com o ato.

– E Zachary? Onde está? – ela perguntou em seguida.

– Ele dormiu agora pouco, os remédios que ele está tomando mudaram completamente os hábitos dele e se bobear ele dorme o dia inteiro. – Brian encostou a porta e indicou para que os amigos se sentassem.

– Mas você disse por telefone que ele teve umas complicações, mas não detalhou... O que aconteceu? – Ashley perguntou, sentando-se ao lado de Joseph no sofá.

– O envenenaram. – respondeu baixo.

– Como assim? – ela perguntou assustada e Joseph fingiu demonstrar interesse, embora já soubesse tudo o que havia acontecido.

– Ainda tudo está mal explicado e ele pouco se recorda... Mas ele se lembra de um homem entregando-lhe um copo de bebida. – suspirou. – Eu estou tão preocupado com isso...

– Por que envenenariam logo Zachary? Ele me parece ser um cara tão legal. – Ashley comentou olhando para o menor, que apenas concordou com a cabeça.

– Isso que eu venho me questionando, embora tenha minhas suspeitas... – Brian disse, olhando rapidamente para as escadas.

– Quem você acha que o envenevou? – a loira perguntou abaixando o tom de voz.

– Um ex namorado meu. – mordeu o lábio tenso e Joseph se remexeu no sofá, parecendo incomodado.

– Ex namorado? Como assim? Você nunca me contou sobre ex namorados... – ela comentou.

– Porque eu sempre achei desnecessário falar sobre ele. Mas a pouca informação que Zacky descreveu, bate com o próprio.

– Mas por que um ex namorado seu iria envenenar o Za...

– As visitas chegaram e você nem me acordou, Brian? – foram surpreendidos por Zachary que descia as escadas lentamente.

Brian engoliu em seco, orando para que o mais velho não tivesse ouvido nada.

– Você tinha acabado de dormir, achei melhor não acordá-lo. – encarou rapidamente o casal visitante e foi até o professor, o ajudando a descer as escadas.

– Olá Zachary, como se sente? – Ashley perguntou, sorrindo.

– Melhor que ontem e pior que amanhã. – riu fraco, cumprimentando suas visitas.

– Então isso é... Bom? – Joseph perguntou, fazendo todos rirem.

O professor se acomodou no sofá e logo os quatro começaram a conversar. Primeiramente Zachary lhes contou do ocorrido, depois Ashley e Joseph contaram quais foram as reações das pessoas ao saber da licença dele e por fim conversaram sobre a possibilidade de uma tempestade no final de semana seguinte.

Zachary’s Pov

O telefone começou a tocar e Brian fez menção de se levantar, mas eu o segurei pelo braço.

– Pode deixar que eu atendo. – sorri e me levantei sentindo um pouco de náuseas. Malditos medicamentos! Dirigi-me rapidamente até a cozinha e atendi ao telefone que se encontrava lá.

– Alô? – atendi, sentando-me numa cadeira.

– Zachary?

– Charles? – sorri. — Está tudo bem?

– Tudo bem?– ele perguntou mal humorado. -Eu e Alicia terminamos e tudo por causa de um cara. – bufou.

– Como assim por causa de um cara? – arqueei uma sobrancelha enquanto rabiscava num bloquinho.

– Você não se lembra? Porra, você me deixou sair com um cara, Zacky... Alicia não quer mais me ver, sequer quer saber de mim e tudo por eu ter saído com outro cara. Como você pôde?

– Ei, ei. Você está me culpando? – joguei a caneta em cima do balcão. — É isso mesmo? Você faz merda e eu que levo a culpa? – perguntei no mesmo tom de voz que ele falava comigo. — Se você não sabe, eu estava internado até ontem. – bufei. — E obrigado pela parte que me toca de você não ter sequer se preocupado em saber onde eu estava.

– Internado? E eu não te procurei porque eu estava e ainda estou com raiva de você.

– É, internado. – rolei os olhos. — Eu fui envenenado naquele dia, e eu não duvido muito que tenha sido o cara que você saiu. – falei sem pensar.

– Envenenado? E por que diabos o cara que saiu comigo te envenenaria? Você não pensa, Zacky? Isso não tem lógica.

– Claro que tem lógica. – soquei o balcão. — Mas eu não vou discutir com você, não com você todo nervoso desse jeito.

– E eu não tenho motivos para ficar nervoso né?

– Você pode até ter, mas não comigo.

– Ao contrário Zacky, você me deixou sair com outro cara.

– MAS QUE PORRA, CHARLES. – gritei no telefone, já extremamente nervoso. – Eu não tenho culpa... Nós dois bebemos muito e cada um se ferrou de alguma forma. Se você fosse inocente o tanto quanto alega, você não sairia com o cara, mas não você sa...

– EU ESTAVA BÊBADO, PORRA. – ele gritou no outro lado da linha.

– E EU TAMBÉM, CARALHO. – permaneci gritando, respirando fundo em seguida, tentando me acalmar. — Será que você não entende? Merda! Eu quase morri esse fim de semana, mas você está pouco se fodendo pra isso não é mesmo? Até porque você só sabe se preocupar sobre o que aconteceu consigo mesmo... Você é um filho da puta e um egocêntrico Charles.

Charles desligou o telefone na minha cara e eu joguei o telefone, bufando e passando a mão nos meus cabelos, socando a pia logo em seguida.

– Zacky? – ouvi Brian me chamar da sala.

– Está tudo bem. – respondi mal humorado, não acreditando ainda na discussão imbecil que acabara de ter com meu melhor amigo.

Lógico que essa não era a nossa primeira discussão, mas essa havia sido a mais estranha, para não dizer ridícula. Decidi voltar pra sala e me deparei com três olhares curiosos vindos em minha direção, sorri forçado e me sentei ao lado de Brian.

– Quem era? – Brian perguntou, me encarando.

– Do banco. – respondi, encarando a televisão.

– Deveria deixar que eu atendesse... Você não pode se exaltar tanto...

– Como esse Brian é super protetor, gente! – Alicia exclamou, fazendo todos rirem.

Conversamos a tarde inteira e eu tentava não pensar nas coisas que Charles havia me dito.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim... No próximo capítulo posso adiantar que haverá lemon (eee)e eu espero não demorar tanto para postar (FÉRIAS A VISTA)♥