An Impossible Love
1 Introducing Myself
Notas iniciais

Oi para você que está agora lendo a minha história. Meu nome é Kurt e eu tenho vinte e um anos. Não preciso dizer como sou de aparência, pois você vai descobrir isso conforme vou contando para vocês o que aconteceu.
Vou contar a vocês sobre o momento em que minha vida parou de fazer sentido, quando eu tinha dezoito anos e perdi simplesmente todos que eu mais amava e, por conta disso, acabei conhecendo o garoto por quem me apaixonei perdidamente sem nem mesmo ter uma prova de que ele era real – algo que ele me provou mais tarde.
Um amor totalmente impossível, que eu queria ter ao meu lado para sempre. Mas nada bom nunca durou por muito tempo ao meu lado. Minha família é o maior exemplo disso.
Quando saí do ensino médio eu fui aprovado na faculdade, eu iria cursar moda. Coisa que eu claramente desisti de fazer. Eu desisti de tudo, só não desisti da minha vida porque eu tinha ele ao meu lado.
Talvez hoje eu já não possa mais dizer o mesmo.
Mas vamos voltar a aquele momento e nos atentar apenas nisso, pelo menos por enquanto.
No meu último final de semana em família, meu pai Burt, sua esposa, Carole e meu meio irmão, Finn, resolvemos dar uma volta de carro após o almoço.
Na volta para casa, estava chovendo torrencialmente e meu pai acabou perdendo o controle do carro. Todos fomos parar no hospital, ainda com vida.
Eu e Finn éramos os que estavam com o melhor estado, até porque estávamos no banco traseiro.
Um dia depois de ser internado às pressas eu recebi a notícia de que meu pai e Carole haviam falecido. Finn teve uma parada cardíaca ao receber a notícia e assim eu fui o único que sobreviveu ao acidente.
Meus dias de recuperação passavam se arrastando, como se fossem eternos. Eu não aguentava mais ficar enfiado naquele quarto branco e quando pensei em dar um fim em minha tristeza e simplesmente me atirar da janela do oitavo andar, fui impedido por uma voz, da qual nunca vou esquecer quais foram as palavras pronunciadas.
“Você não deveria fazer isso, Kurt.”
Eu o encarei confuso, mas sinto até hoje que quase babei por sua beleza. Ele estava todo de branco, tinha os olhos castanhos mais lindos que eu já havia visto e tinha uma confusão de cachos em sua cabeça. Ele era lindo.
“Como sabe meu nome? Quem é você? O que está fazendo aqui?”
Quem é que faz tantas perguntas de uma só vez? Pois é, eu faço, pois minha curiosidade é sempre enorme, ainda que minha vontade de morrer naquele instante tenha sido muito maior.
“Sou seu anjo da guarda. Me chamo Blaine. Vim te ajudar.”
“Me ajudar? Olha, Blaine, eu não preciso de ajuda.”
“Então você iria apenas pegar um ar ao se aproximar dessa janela? Acredito que você iria pular. Eu estava cuidando de você invisivelmente, mas precisei aparecer para poder evitar que essa catástrofe acontecesse.”
“Você se preocupa tanto assim comigo? Você nem real não deve ser.”
“É claro que eu me preocupo, Kurt. E sim, eu sou real. Estou aqui com você e não vou te abandonar, eu prometo.”
Eu queria que ele tivesse cumprido essa promessa. Mas, como eu disse, nada que fosse bom durava perto de mim.
Esse, infelizmente, sou eu.
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