An Endless Tale
2 Meu mundo vira de ponta cabeça
Notas iniciais
Ser raptada não é legal. Ficar presa num quarto pequeno também não é legal. O pior de tudo é não ter nada pra fazer. Não tinha conseguido dormir, mas pelo menos o enjôo passou e agora eu estava deitada na cama, esperando um milagre ou coisa assim, então eu começo a sentir o chão vibrar. Primeiro pensamento: legal, agora o Brasil tem terremotos. Segundo pensamento: no Brasil não tem terremotos, então os EUA entraram em guerra com o Brasil e ferrou-se tudo. Então a parede se rachou, parecia realmente que os EUA tinham entrado em guerra com o Brasil. A parede caiu e, felizmente, não era nenhum exercito ou resultado de uma bomba, na verdade tinham cavalos alados com pessoas em cima. Os cavalos alados eram a coisa mais linda do mundo, é serio. Voltando pra historia, parecia que eles tinham explodido a casa inteira e que iam começar uma guerra ou coisa assim. A maioria deles estava armada com armas tipo espadas e escudos. Uma minoria estava usando armas de fogo. Eles começaram a invadir a casa e eu tentei ficar fora do caminho deles, não queria virar panqueca amassada por cascos. Um garoto que entrou por ultimo me ajudou a sair de lá. Ele era pálido feito alguém pálido e tinha cabelos pretos que iam até os ombros e usava uma jaqueta de couro e jeans pretos, com uma camiseta preta. ele me fez subir no cavalo alado e me levou pra longe de lá. Eu não perguntei nada, ele tinha uma aura de poder que me deixava com medo. Ou ele era só muito bonito, whethever, importa muito. Descobri que seu nome era Jake e que ele tinha feito 14 anos na semana que tinha passado. Chegamos num hotel com alguns adolescente na calçada da frente olhando pro céu como se estivéssemos voltando da guerra. Pousamos lá e ele foi conversar com os seres vivos lá enquanto eu tentava descobrir pra lado ficava minha casa, então um garoto loiro com uma camiseta laranja vem até minha direção e pergunta se eu estou bem. Eu respondo que sim e então diz que vai me levar até meu quarto. Vou seguindo ele, então ele pergunta:
- Você não está se perguntando o que é tudo isso? Tipo, a maioria dos novatos sempre vem com um monte de perguntas pra cima de mim.
- Sério? Na verdade eu nem to mais ligando pra isso. Mas agora que você falou, quero que me explique o foi tudo isso que aconteceu. – Ele me olhou com uma cara meio estranha, mas começou a explicar:
- Então... Sabe os mitos gregos e tal? – Eu fiz que sim com a cabeça – Pois então. Eles ainda existem.
- Hã, certo. E eu sou presidente dos Estados Unidos. – Eu disse. Aquele garoto devia ter batido a cabeça muito forte ou coisa assim. Daqui a pouco vai me dizer que os Cavaleiros de Atena existem. Então ele continuou o discurso.
— Certo. Então como você explica o que aconteceu aqui?
- Hm... Er... Talvez eu tenha de acreditar em você. – Suspirei. Era chato admitir que talvez aquele garoto estivesse certo. – Então o que isso quer dizer?
- Quer dizer que você é uma semideusa, provavelmente.
- Legal, isso quer dizer o que?
- Que você é filha de um deus ou deusa gregos com um mortal.
- Eu sei o que que é um semideus. Eu to perguntando o que significa eu ser uma. – Falei. Aquele garoto podia me dar uma explicação decente.
- Hm... Quer dizer que você tem que ir pra um lugar chamado acampamento meio-sangue. É o único lugar segura para nós, semideuses, onde treinamos e nos preparamos para lutar contra monstros, e se tivermos sorte podemos até fazer uma missão.
- Hã... Legal, onde fica esse acampamento? – Acho que ele devia ter dado essa informação assim que começou a falar desse acampamento. Whethever.
- Fica nos Estados Unidos – Aquele garoto tava brincando comigo. – Em Nova York.
- Você quer que eu vá pros Estados Unidos? E se são deuses gregos, não deveria ser na Grecia? – Agora ele me devia uma explicação decente.
- Bem, na verdade isso é uma longa história, e já chegamos no quarto que vai ser o seu por enquanto. – Ele para na frente da porta do quarto 101. – Acho que você devia descansar por enquanto, e depois eu termino de te contar. – Ele me deu um cartão, eu me despedi dele e entrei no quarto. Era um quarto bem legalzinho. Tinha uma cama de solteiro, uma TV e um banheiro bem grande. Me deitei na cama e fiquei olhando pra cortina da janela, que se movia com o vento por um tempo, até anoitecer e eu dormir.
Acordei com alguém batendo na porta. Era o garoto de ontem falando pra mim ir até o saguão do hotel, eu fui até lá, pensando no café da manhã, mas quando cheguei me disseram que eu devia ir pra casa, o que era realmente verdade. Eu devia passar em casa e falar com meu pai. Também devia pegar minhas coisas. Me fazem subir num cavalo alado com o garoto irritante de ontem. Eu digo pro garoto onde fica minha casa e ele leva o cavalo até lá. Chegando lá, descemos do cavalo alado e entramos no prédio, indo até meu apartamento. Eu ainda tinha as chaves dele, então entrei. Meu pai estava em casa já que era Domingo. Ele estava fazendo uma ligação com o celular dele, mas parou assim que me viu entrar junto o garoto irritante.
- Meu Deus, você está bem. – Meu pai disse. – Porque você sumiu?
- É uma longaa história. Acho que o garotinho aqui pode explicar tudo. – O garoto irritante começou a contar tudo o que ele sabia. Meu pai foi bem compreensivo com toda aquela história de eu ser uma semideusa e tal. Depois disso e dele ter me deixado ir pro tal acampamento, eu fui até meu quarto, tomei um banho e arrumei minha mala com tudo o que ia precisar(e com o que não ia). Levei também uma katana que eu havia comprado uma vez que viajei com meu pai. Isso não acontecia muito porque ele é um médico e é muito ocupado, mas quando tira férias, nós aproveitamos. Nossa despedida não foi muito melosa. Só nos abraçamos e pronto. Eu e o garoto fomos até o cavalo e não sei como, ele consegue nos levar junto com a bagagem pro hotel.
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