An Angel
1 Novo Emprego
Notas iniciais
Andy suspirou alto. Estava chateado por terem mudado seu cargo. Ele já tivera a experiência de ser anjo da guarda duas outras vezes e não gostara nem um pouco.
— Então, Andrew.- Disse o Supervisor, com suas asas inteiramente brancas balançando impacientemente, entediado.- A garota não pode ficar sozinha. Você sabe o que acontece se eles ficarem sozinhos por mais de um segundo, não é?
Andrew balançou-se nos calcanhares e cruzou os braços. Voltou os olhos suplicantes para seu Supervisor, esperando que ele mudasse de ideia e o deixasse continuar seu trabalho como Anunciador, também chamados de Anjos das Premonições.
— Mas porque eu? Porque não pode ser outro anjo? Não quero ser Anjo da Guarda de ninguém!
O Supervisor mirou Andy, sádico. Soltou uma breve risada e disse:
— Pensou mesmo que continuaria como Anunciador, mesmo depois do que aconteceu?
Andy hesitou, pensando em sua última desastrosa missão como Anunciador. Ficara irritado com uma garota ignorante que não conseguia decifrar o que ele tinha a lhe dizer, mesmo com todos os sonhos e sinais, e acabara aparecendo para ela e explicando toda a situação, o que era estritamente proibido de se fazer.
— Certo. – Suspirou Andy, desistindo – Eu fico com o trabalho.
— Mas é claro que sim, não tem escolha.- O Supervisor esticou os braços para pegar os papeis do contrato de Guarda de Andy, assinou e o virou para o outro lado, para que Andy pudesse assinar.
Andrew adiantou-se lentamente, e assinou o papel sem prestar atenção. Quando se levantava, o Supervisor agarrou sua mão e o olhou sério e sarcástico ao mesmo tempo.
— Quem sabe daqui há algumas centenas de anos você não volte a ser Anunciador, Andy? Não me interprete mal, isso é para o seu bem.
Andy soltou suas mãos delicadamente e saiu da sala branca frustrado. Isso é para o seu bem, Andy sabia de que bem o Supervisor estava falando. Dizia isso toda vez que Andy falhava em algum emprego, sempre com o mesmo olhar de sarcasmo.
Dirigiu-se aos portões e pegou das mãos da Recepcionista um papel indicando seu novo emprego.
Leu o nome, dirigindo-se a saída. Louise-Anne Campbell. Seu coração pareceu saltar, ele sabia que ao ler o resto da ficha, desejaria profundamente não ser um anjo.
Não que ele não gostasse de ser anjo, apenas... Não gostava do negócio de ser babá.
Respirou fundo e continuou. Saída recentemente de reformatório. Andy pensou com horror no jeito da menina. 17 anos. Pior ainda. Babá de adolescente era o que Andy menos queria.
Violenta, antipática, egoísta, dissimulada, melancólica, em constante estresse, mas tem um coração bom, apenas finge ser tudo aquilo para tentar se dar bem. Precisa de orientação.
Era o bastante.
Andy bufou e deixou que suas asas se abrissem. Viu o endereço da garota. Nova York. Soltou uma exclamação alta. Porque fora mandado para Nova York se seu departamento era Hollywood?
Sacudiu as asas, sentindo-se derrotado, e alcançou voo. Em pouco tempo chegaria a Nova York, mas não gostava de lá.
Ratos, prédios enormes, sujeira, muitas pessoas tentando ter seu lugar em apenas uma cidade. Pelo que seus amigos lhe contaram, não era exatamente um lugar para os anjos, pelo menos não os do bem.
Notas finais
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Obrigada
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