An Angel
2 A Garota
Notas iniciais
Quando percebeu que estava sobrevoando o poluído céu de Nova York, e que já estava anoitecendo, foi até o endereço da garota. Entrou pela janela, e encontrou Jake, provavelmente, o guarda da menina que seria de Andy agora.
Jake viu Andy entrar e soltou um suspiro de alívio. Sorriu grato, soltando suas asas para prepará-las para o voo.
— Não se preocupe, Andy.- Ele sorriu, ao ver a cara assustada de Andy.- Ela parece ser horrível, pela ficha, mas logo você se acostuma e passa a gostar dela.
Andy não respondeu, continuou apenas olhando Jake.
— Ela já chorou hoje, então...- Andy arregalou os olhos e Jake riu.- Calma, é que ela brigou com uma amiga hoje. Ela se sente culpada e começa aquele tipo de músicas... Cuidado para não ficar triste, cara.
Andy tentou sorrir, mas desistiu e deu um tapinha nos ombros de Jake, para que ele pudesse ir embora.
Pouco tempo depois de Jake sair, a porta se abriu. Uma garota baixinha, de pele pálida, olhos castanhos e cabelo loiro muito claro com mexas azuis, entrou, arrastando os pés, chorando, abraçada a um coração de pelúcia.
Ela ligou o rádio e se jogou na cama. Quando a música – melancólica, falando sobre amor não correspondido – começou, a menina chorou mais, deixando Andy desesperado. Ele não gostava que meninas chorassem na sua frente – mesmo ela não podendo enxergá-lo -, ele se sentia estranhamente vazio e triste.
Desviou os olhos da menina a sua frente. Se ela chorava o tempo todo, como Jake o havia informado, ele teria que se acostumar. Ele só queria saber por que a garota chorava tanto, e ainda mais com músicas como aquelas. Quer dizer, ela era uma garota muito bonita, ele tinha certeza de que muitos garotos gostariam dela.
Ele suspirou, e se sentou no chão, descansando as asas. Louise-Anne já estava chorando há cinco minutos. Andy fechou os olhos, imaginando que aquilo logo iria parar.
Pouco tempo depois, o telefone tocou. Louise-Anne se levantou e correu para atender. Limpou as lágrimas e a garganta e disse alô.
Andy ouvia a conversa com atenção.
— Shopping? Agora, Sophie? Ah, não! De novo? – Pausa – Deixem aqueles caras viverem a vida deles em paz! O que? Não, não faz isso! Tá bom, eu vou! Chego em meia-hora! Beijos.
Ela desligou e revirou os olhos sorrindo. Parecia ter se esquecido de que estava chorando há menos de 30 segundos.
Louise-Anne foi até o guarda-roupa. Ficou dez minutos tirando roupas e jogando dentro do armário de novo. Acabou por pegar uma meia arrastão, um vestido branco colado com uma blusa fina rosa–claro e um All Star preto comum.
Andy sentiu seu coração acelerar quando ela começou a tirar a camiseta. Era constrangedor, mesmo que a garota não pudesse vê-lo. Ele não estava acostumado – a última vez em que foi anjo da guarda foi há 200 anos, e ele fazia questão de se virar para não ver nada. Mas os tempos mudaram, e hoje em dia, os anjos se sentem à vontade para ver. O que é muito perigoso.
Se um anjo se apaixonar por um mortal, e não conseguir se controlar – na maioria dos casos -, ele corre o risco de se tornar mortal, e de matar a amada. Andy nunca havia passado por isso, mas tinha amigos que sim, e não era um bom caminho.
Por isso, deu as costas a Louise e deixou que ela se trocasse. Não que ele corresse o risco de se apaixonar por ela, só o fato de vê-la chorando o enjoou. Mas era melhor evitar. A maioria dos anjos que diziam “eu nunca vou me apaixonar por um mortal”, acabaram se apaixonando.
Quando sentiu que ela estava saindo, Andy se virou e correu atrás dela. Parou no corredor, onde ela estava no chão, esfregando a testa e um garoto a olhava com raiva.
— Pra onde você acha que vai com essa roupa, garota?- O menino perguntou, cruzando os braços e olhando para Louise como se ela tivesse feito algo muito errado.
— Não é da sua conta, Jinxx, me deixa em paz!- Ela se levantou e deu a volta para passar pela irmão.
— Como não é da minha conta? Você não vai sair de casa com essa roupa!
— Ah, cala boca!- Louise pegou a chave e saiu de casa, sobre os protestos do irmão. Andy reparou no anjo do irmão, era Ashley, que acenou, sorrindo tranquilamente encostado no batente.
Andy teve de atravessar a porta para poder seguir Louise. Quando alcançou-a, ela já estava entrando em um táxi com fones ouvido no último volume.
O anjo do taxista estava sentado no banco da frente e acenou entediado para Andy, que retribuiu.
Notas finais
Ignorem, é o meu Funk do Review. Fazer o que, não tenho culpa de ser maluca. '-'
Enfim, sigam O Funk do Review (8) e deixem revies o/
Beijos :*
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