Anônima

15 Capítulo 15 : Fogo Cruzado


Notas iniciais
Boa Tarde ! Espero que ainda se lembrem de mim! Acharam que eu tinha esquecido de vocês, não é? Pois bem, não é nada disso! Eu sou uma universitária agora e ainda trabalho, o tempo é muiiiito curto! Voltei a escrever graças ao incentivo de uma grande amiga e que também ´autora aqui no Nyah! Agatha Kastell, querida, só você sabe dos meus dramas e as minhas alegrias. Você me faz ter esperanças quando estou presa em um mar cheia de tristeza. Obrigada por me ajudar a voltar! Meus leitores, me desculpem por ser tão covarde e me esconder atrás da minha rotina cotidiana e nem ao menos respondê-los quando me pedem por mais capítulos ou para elogia a minha escrita. Sei que não posso concertar tudo, mas vou tentar fazer o meu melhor e levar essa e ouras histórias adiante. Nem que seja na marra! Desde já agradeço a quem retornar a ler a minha humilde fic e espero que gostem dos capítulo! Um beijo, Boa Leitura :)

Anônima

By: Archangel

Chapter 15: Fogo Cruzado

Pela primeira vez, ela sentiu o gosto amargo da falsidade entre os lábios. Olhar aquelas pessoas tornava tudo ainda pior. Segurar a máscara por tanto tempo, sorrindo e gargalhando sem realmente achar que devia fazer, só escondia a vergonha e o desconforto no estômago que subia para sua garganta.

– Então, você acha que ele é legal? – basicamente rolava os olhos de tanto tédio naquela mesa. Apesar de manter a postura ereta e a expressão suave, a vontade de pular como uma tigresa abocanhando sua presa no pescoço daquela líder de torcida sem noção estava consumindo seu cérebro. Já estava farta de responder perguntas como: “Você acha meu sapato legal, Sakura?” ou “ Meu cabelo fica melhor preso ou solto?”. Será que aquelas pessoas só sabiam falar de roupas e cabelos?

Respirou fundo e fingiu analisar o cara sentado do outro lado do pátio. Era um rapaz alto, cabelos castanhos e estava girando uma bola de baseball. Não parecia ser muito popular, mas agia como se fosse a pessoa mais conhecida e que era superior aos outros garotos da sua volta. Pelo canto dos olhos, percebeu que a líder de torcida tagarela ainda aguardava sua resposta. Sorriu. Quantas vezes já tinha feito isso hoje? Perdeu as contas quando passou da décima.

– Eu nem sei quem ele é, mas... Parece ser. — Disfarçou a ironia mordendo língua para não soltar um palavrão. Será que seria estupidez de sua parte perguntar por que sua opinião de uma hora para outra começou a ter tamanha importância? Sim, é estupidez. Sua pergunta seria respondida com “Você é legal agora, Sakura. Então precisamos saber o que acha” seguida de um dar de ombros e um sorriso amarelo. Bufou. Queria tanto dizer que não dava mínima para esse garoto e que ela devia procurar outra coisa para falar. Não! Que parasse de vez de falar abobrinha no seu ouvido. Era por isso que Sasuke odiava ficar no intervalo.

– Está vendo. Eu disse que ela sabe das coisas. – A líder de torcida enrolou a ponta do rabo de cavalo entre os dedos e acenou para o garoto. – A proposito, ele é o próximo.

Ficou em dúvida se devia perguntar ou não o que isso significava, no entanto, antes que a pergunta escorregasse, Karin se adiantou e respondeu sem tirar os olhos das unhas.

– Vai com calma, Tai. Semana passada você estava com dois e dormiu com o Thomas.

A garota soltou um som que podia ser considerado um pequeno rosnado e revirou os olhos castanhos. Ajeitou a mine saia do uniforme roxo e olhou para a multidão sem interesse.

– Eu enjoei. Eu não consegui chegar lá. – Os olhares espantados direcionavam – se garota em pé, que encenava sua falsa compostura. Todas as meninas daquele colégio tentavam imitar o comportamento das intituladas “nobres”. Sakura era uma delas e por vezes sentia vontade de arrancar seus bons modos, manda –los para o inferno e fazer o que lhe fosse mais prazeroso. Mal sabiam essas pobres meninas sofrimento que ela e outras meninas como Karin, Hinata e a tão glamorosa Ino Yamanaka, tinham que fazer para parecerem perfeitas e muito bem educadas. Sakura teve que aprender do pior jeito.

No entanto, naquela escola, talvez somente a Haruno se importava com o que era obrigada a fazer. As outras, somente obedeciam e fingiam seguir as regras para não desapontar seus pais e não perder os prestígios que o sobrenome podiam oferecer. Era só esticar os braços e pegar. Muito fácil para elas, enquanto havia pessoas sacrificando noites sem sono trabalhando em lanchonetes 24 horas, para na manhã seguinte ter que escolher um lugar a frente e não se misturar com a monarquia de uma sociedade cruel.

Sua têmpora estalou em uma pequena dor aguda. Fechou os olhos e reprimiu mais uma vez a vontade de soltar um palavrão e implorar aos berros por silêncio. Ser anônima tem sua vontades.

– Com nenhum deles. Chegava a ser entediante. — Completou a líder de torcida por fim. Sorrindo e fazendo o possível para chamar a atenção. Sakura fechou mais uma vez a expressão quando a gargalhada das outras meninas da mesa aumentou um décimo a mais, chegando á ponto de quase estarem gritando. Percebendo o desconforto da Haruno e a forma como se esforçava para manter a máscara de felicidade e seus sorrisos falsos não aparentarem mais naturalidade, Karin deu um basta batendo com força na mesa e mandou fecharem a boca.

– Não precisa ser legal com todo mundo. Você que manda. Esta lembrada?- Ela falou olhando em seus olhos e copiando sua expressão de tempos atrás. Curiosas, as meninas espiavam esperando descobri o que as duas pessoas mais comentadas da escola falavam em um tom baixo e discreto. A rosada sorriu mais uma vez e lhe direcionou seu olhar mais divertido que conseguiu.

– Como poderia esquecer? – Ela afirmou com acidez. Esfregou o polegar no anel da outra e fingiu olhar uma pessoa que passava a sua frente. Imediatamente os rostos se viraram para ver quem passava. Os olhos adquiriram um verde mais intenso e o rosto de repente adquiriu certa sombra. Sasuke atravessou o pátio a passos compassados e de repente seus olhares se encontraram. Pelo olhar ela entendeu tudo. Começou. Estava tudo pronto.

– Ele não me deixa esquecer – Sorriu tristemente. — Mas não posso culpa-lo. Não foi justo o que fizeram com ele.

Karin suspirou. Ela ainda estava magoada com as palavras que tinha ouvido dele na ultima vez que realmente se falaram.

– Sakura, ele não uma boa pessoa como pensa. Sasuke sabe muito bem usar as pessoas quando quer.

– E você que eu não sei? Acha que eu não faço ideia do que Sasuke é capaz? — Indagou com os primeiros resquícios de raiva. Descobriu recentemente qual o plano do Uchiha e como ele faria para conseguir tudo de volta e, definitivamente, ainda estava furiosa. – Só não venha dizer que o que fizeram com ele foi certo. Ele podia ter sido preso.

Karin franziu o cenho e a olhou como se fosse louca.

– Sakura. Ele foi visto perto de uma garota que aparentava ter sido estuprada. Para qualquer uma das pessoas daqui, ele é o pior cara que tivemos o desprazer de conhecer. Principalmente eu.

– Você diz isso por que ele terminou com você. – Aparentemente, não havia nada de errado. Duas garotas conversando e trocando olhares sugestivamente divertidos. Nem dava a chance de imaginar que por trás das expressões amigáveis, escondiam uma conversa perigosa, onde resquícios de magoa e frustações, eram atiradas como lenha na fogueira.

– Ele te contou isso?- A Uzumaki se surpreendeu. Não era tão difícil descobrir a razão de Karin ter se afastado da roda de populares .As festas não eram feitas na casa e raramente saia em grupo.

Sakura se aproximou da ruiva e sussurrou no seu ouvido com a delicadeza de uma fada. Ela sabia que uma hora teria que contar. Seria melhor que Karin soubesse antes e tivesse mais tempo para se preparar.

– Ele me conta tudo. Não escondemos nada. – Alisou uma mecha dos cabelos ruivos com cuidado. Riu de leve e seu riso provocou uma sensação suave de calor no pescoço da Uzumaki. – Precisava-mos confiar um no outro para que plano desse certo. Ele sabe ser bem persuasivo. Você era uma das peças do tabuleiro dele, mas eu pedi que deixasse você de fora. Não achei justo. Afinal, você me pediu desculpas. – A rosada se afastou da mesma forma que tinha se aproximado, de repente e com movimentos que não aparentavam estarem tendo uma conversa um pouco complicada.

Karin por outro lado estava se perguntando o que eles estavam planejando. Mas seus pensamentos tiveram que ser interrompidos quando uma gritaria no refeitório e as pessoas começaram a aglomerar –se no meu do refeitório e olharem espantadas.

Sakura levantou de supetão e se misturou rapidamente com o aglomerado de gente no refeitório. Estava assustada com as palavras da Haruno, porém nada foi pior do que o que viu quando chegou mais perto da roda de curiosos.

Hinata Hyuuga estava desmaiada e seus pulsos estavam com muitas marcas roxas evidentes que iam até o braço. Todos observavam em choque e não esboçavam reação alguma.

Será que tudo isso é parte do plano? Talvez Hinata estivesse pagando pelo que fez. Não podia ser! Se tudo era parte de algo arquitetado para os populares pagarem pelas coisas que fizeram, então Sakura mentiu e ela seria a próxima e pelas coisas que fez, ela enfrentaria algo muito pior que hematomas nos braços. Sabia como Sasuke sabia ser cruel vingativo.

Suas duvidas foram enterradas quando do meio dos alunos ainda abismados com a Hyuuga desmaiada, o próprio Uchiha abriu caminho e pegou a morena no colo. Naruto estava logo atrás e o pavor era visível em seus olhos.

– Sakura! – Ele chamou pela Haruno e suas mãos gelaram quando ela saiu dentre as pessoas e se juntou a Sasuke. Ele olhou nos olhos dela e ela soube imediatamente que eles não tinham nada a ver com isso.

– Leva ela para a minha casa. Vou ligar para o meu pai. – Ele acenou com a cabeça e saiu o mais rápido possível. Os outros dois o seguiram e elas os acompanhou ate sumirem de sua vista.

As pessoas se dispensaram aos cochichos e a ruiva ainda abalada, recolhe sua bolsa e livros e corre as presas correu para o banheiro.

...

– Tudo bem,Hinata. O que aconteceu será segredo. Você está segura conosco.- Naruto disse confiante enquanto sentava –se ao lado da morena ainda atordoada por acordar em um quarto diferente do que estava habituada.

– Ela tem que descansar, Naruto. – A voz doce da rosada interrompeu a conversa que o loiro estava tentando estabelecer. – Você pode ficar aqui o quanto quiser. Não se preocupe com o meu Pai, ele deixou para que eu resolvesse. Foi difícil convencê-lo, mas ele é um cara legal e compreendeu. – Sorriu arrumando as cobertas e afofando os travesseiros para que a morena ficasse mais confortável.

–Por que está me ajudando? – Hinata falou em um fio de voz. – Eu ajudei quando te machucaram e em outras coisas ruins com outras pessoas. Não vejo o motivo de estar aqui. Apertou o edredom entre os dedos e respirou fundo.

– Não acho que faz essas coisas porque quer. Tudo que fez por alguém. Alguém que ame. – Ela alcançou a mão da Hyuuga e segurou com carinho. – Não acho que deva te devolver tudo na mesma moeda. Muitos menos ferrar tua vida de uma vez , sendo que você só precisa de ajuda.

Por um segundo ela perdeu a noção do tempo e sentia como se o sangue tivesse parado de circular em suas veias. Ela continuou assim ate ela escutar o som oco dos saltos no assoalho e a porta se fechar. O cansaço tomou conta de seu corpo e ela finalmente conseguiu adormecer sem ajuda de remédios.

Pela primeira vez em anos, se sentiu segura.

Notas finais
Parabéns, você chegou até o final! Espero que tenha gostado. Sinta -se a vontade para deixar sua opinião. Por favor , não se sinta obrigado! Se deixar sua opinião aqui, será algo importante para mim e me incentivará a continuar com a história. Obrigada mais uma vez! Até a próxima!