Amy

19 Mágico


Notas iniciais
Quero agradecer também a Ops Parrilla pela recomendação, então vou dedicar o capitulo a ela e agradecer o carinho pelas palavras que ela dedicou a essa historia. Muito obrigada.

Capítulo 19 – Mágico

Quando a música acabou eu olhei para ela, para seus olhos verdes que eu tanto amava. Ela se aproximou, roubando-me um beijo e em seguida sorriu. Pegou minha mão e me levou para a mesa, onde jantamos, sem as luzes das velas, mas não precisávamos iluminar mais nada ali, pois ela irradiava uma felicidade que conseguia preencher todo aquele cômodo.

Emma estava verdadeiramente empolgada e ao mesmo tempo assustada de como seriam as coisas de agora em diante. Porém, ela não tinha dúvidas de que era isso que ela queria fazer. Então, o medo não chegava perto de sua ansiedade de voltar para casa.

“Vai levar todas as suas coisas?” Eu perguntei, assim que ela se levantou até a pia com nossos pratos vazios em mãos.

“Não. Algumas coisas eu vou doar. Basicamente só vou levar minhas roupas e alguns objetos pessoais.” Respondeu, encostando-se a pia e me encarando.

Ela tinha suas mãos apoiadas, seus ombros ligeiramente levantados, de modo que camiseta subiu, deixando suas coxas a mostra. Eu sabia que ela estava fazendo isso para começar seu joguinho de sedução e eu sabia que se eu ousasse ir em sua direção, ela provavelmente encontraria uma forma de me impedir, apenas para prolongar o seu jogo. Resolvi contrariar o seu jogo e ao invés de deixá-la no controle, eu puxei as rédeas para mim e me esforcei para ignorar a cena a minha frente.

“Ainda tem vinho?” Perguntei, levantando a taça que se encontrava quase vazia.

A expressão de seu rosto foi uma mistura de desapontamento e frustração. Ela balançou a cabeça e olhou ao redor, pegando a única garrafa que havíamos aberto. Não havíamos bebido praticamente nada e, para ser sincera, hambúrguer com batatas fritas não combinavam muito com vinho, mas era a única bebida que ela tinha disponível.

Ela se aproximou de mim com a garrafa em mãos, sua expressão de frustração por eu ter ignorado seu convite era bem evidente agora. Ainda assim, ela sorriu, enquanto me servia a bebida. Quando a taça se encontrou completamente preenchida, ela parou e permaneceu onde estava, encarando-me com seus olhos verdes. Eu cruzei minhas pernas e levei a taça aos lábios, delicadamente, sem pressa alguma e a vi se mexer em inquietação a minha frente.

Eu tomei o vinho com a maior calma que pude, enquanto traçava em minha mente um plano para surpreendê-la. Eu sabia que ela havia arquitetado algo e que era provavelmente algo extremamente excitante nos aguardava em seu quarto, mas eu queria desarmá-la por completo, mesmo que isso significasse frustrá-la por alguns minutos.

“Você ainda quer mais?” Ela perguntou, ainda segurando a garrafa e aparentemente se segurando para recomeçar seu jogo de provocação.

“Não. Eu já estou satisfeita.” Eu respondi.

Minha resposta pareceu agradá-la, ela se aproximou de mim, colocando uma de suas mãos em meu joelho, fazendo com que eu descruzasse minhas pernas, de modo que ela pudesse sentar em meu colo. Emma sentou sobre minhas coxas, permitindo que um espaço desnecessário ficasse entre nós duas. Minhas mãos caminharam pelas suas costas, enquanto ela levava seus dedos até a minha nuca, deslizando sobre os meus cabelos e os agarrando com força, puxando-me para um beijo.

Ela deslizou o seu corpo por entre minhas pernas, se encaixando completamente em mim. Seus beijos eram vorazes e a cada instante que nossas línguas se tocavam, seu corpo se juntava mais ao meu. Suas mãos deslizavam agora pelos meus ombros, descendo a alça de meu vestido. Seus beijos eram intercalados entre meus lábios, pescoço e ombro, deixando explícito a cada toque de seus lábios em minha pele que a cadeira em que nos encontrávamos já era pequena demais para o que ela tinha em mente.

“Eu tenho uma surpresa para você no quarto.” Ela disse, sussurrando em meu ouvido e colocando suas mãos em meu rosto, beijando-me de leve no canto da boca.

“E se eu te disser que eu tenho uma surpresa para você em outro lugar?” Eu perguntei e isso a fez cessar os beijos e inclinar o corpo para trás a fim de me ver. “Você trocaria a surpresa que você planejou para o que eu acabei de criar em minha mente?”

Ela mordeu lentamente o lábio inferior e pareceu refletir a respeito. Suas mãos, que antes estavam em meu rosto, agora deslizavam em meu ombro, colocando no lugar a alça do meu vestido.

“Talvez.” Ela respondeu. “Parece promissor.”

“Então isso é um sim?” Eu perguntei e ela se aproximou de meus lábios, mordendo-os antes de me roubar um beijo.

“É um sim.” Ela concluiu.

“Ótimo.” Eu respondi e minhas mãos caminharam até a sua cintura, enquanto eu continuei a falar. “Então vá para o seu quarto. Se arrume e me encontre aqui na sala em uma hora.” Eu disse e ela franziu o cenho e perguntou, em um tom de confusão, o que deveria usar. “Coloca seu melhor jeans apertado, uma camiseta básica e aquela sua jaqueta vermelha de couro que eu adoro.” Eu respondi, fazendo-a rir.

“O que você tem em mente?”

“Ah.” Eu continuei. “E use isso.” Eu disse, estendendo minha mão a sua frente, mostrando-lhe uma venda negra que eu acabara de conjurar.

Ela segurou o pedaço de pano com as duas mãos e olhou para ele por alguns instantes, antes de me encarar.

“O que você quer que eu não veja?” Ela perguntou, colocando a venda em seus olhos.

“É só para dar um suspense. Eu quero que você veja tudo...” Eu respondi. “Mas na hora certa.” Eu continuei e me aproximei dela, beijando-lhe uma última vez, antes de ela se levantar e caminhar em direção ao quarto.

“Te vejo daqui a uma hora?” Ela perguntou, antes de entrar no quarto.

“Exato.” Eu respondi, divertindo-me com o fato de eu ter conseguido deixá-la completamente curiosa. “E saia do quarto apenas quando eu disser que pode sair.”

Eu completei e ela abriu a boca para me questionar, mas eu não fiquei para ouvir o que ela tinha a dizer. Usando minha magia, eu desapareci dali e fui para o local que eu tinha em mente.

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Eu voltei para o apartamento dela uma hora depois. A porta do quarto estava trancada e não havia sinal de Emma na sala ou na cozinha. Eu bati à porta e a chamei pelo nome. Ela demorou apenas alguns segundos para me responder.

“Já posso sair?” Ela perguntou.

“Está usando a venda?” Eu perguntei e a escutei sua risada do outro lado, respondendo que estava sim com a venda.

Eu respondi que ela podia sair e, segundos depois, a porta se abriu revelando Emma que estava usando a roupa que eu lhe pedira antes.

“Eu não sei quais são seus planos.” Ela me respondeu, fazendo-me segurar o riso por vê-la usando a venda.

“Mas?” Eu perguntei, ela caminhou em direção a minha voz, mas eu a impedi de se aproximar.

“Mas nada, eu devo dizer que estou muito empolgada e eu realmente quero tirar essa venda.” Ela respondeu, em um tom impaciente.

“Se acalme, Emma. Você não gosta de provocações? Bem, então é isso que eu estou lhe dando hoje.”

“Certo.” Ela respondeu e eu segurei suas mãos.

“Pronta?” Eu perguntei e ela assentiu com a cabeça e novamente eu usei minha magia para tirar nós duas dali.

“Onde estamos?” Ela perguntou, assim que sentiu que nós havíamos mudado de local.

Eu não a respondi, apenas me dirigi para trás dela e lhe pedi para esperar alguns segundos. Eu desamarrei a venda de seus olhos e lhe pedi para que não se virasse para mim e que olhasse apenas para onde nós estávamos. Ela me obedeceu, a venda caiu no chão e eu dei um passo para trás, vendo Emma a minha frente.

Embora ela estivesse de costas, eu sabia que ela estava sorrindo. Estávamos na pensão da Granny. No mesmo quarto que um dia nós nos encontramos, há alguns anos atrás em um 4 de Julho.

“É o mesmo quarto daquela vez?” Ela perguntou, sem se virar.

Eu respondi que sim, mas que havia acrescentado algumas coisas para torná-lo mais especial, não que aquele dia não tivesse sido. A cama estava forrada com lençóis brancos e vermelhos. Duas cores que tinham muito a ver com nós duas.

Havia pétalas de rosas das mesmas cores espalhadas sobre os lençóis. Eu fiz questão de exigir que a cama tivesse um dossel e véu que havia nele era de um tecido branco, quase transparente. Espalhado sobre o tecido havia várias pequenas lâmpadas, todas acesas por magia.

Aquelas eram as únicas luzes naquele quarto. E a cama era a única coisa iluminada. Os lençóis de duas cores e as pequenas pétalas sobre o colchão eram tudo o que Emma podia ver. Por esse motivo, eu me aproximei do interruptor e acendi as luzes, dizendo a ela que podia se virar para me ver.

“Regina...” Foi tudo o que saiu de sua boca e um silêncio dominou o cômodo. Ela nem ousou se mover e me olhou de cima a baixo. Passados os segundos iniciais de surpresa, ela sorriu. “Tenho que dizer que essa é uma cena que eu sempre quis presenciar.” Ela disse enfim e então aproximei-me dela, com uma de minhas mãos eu lhe toquei os cabelos, jogando-os para trás do ombro.

“E está gostando?” Eu perguntei.

“Muito.” Ela respondeu, olhando-me novamente de cima a baixo “Devo dizer que você fica muito mais interessante com tanto couro no corpo.” Continuou e olhou novamente para o figurino que eu estava usando.

Eu jamais pensei que eu me veria usando-o novamente. Esse figurino pertencia à antiga Regina, a Rainha Má. Diferentemente dessa roupa, a antiga Regina não cabia mais em mim. Porém, a calça totalmente de couro, ainda coube em mim como uma luva e ainda parecia ter o poder de valorizar por completo todas as minhas curvas.

“Então esse era o seu look de Rainha Má?” Ela perguntou, caminhando em minha direção e andando ao meu redor.

“Era sim.” Eu respondi.

Ela olhou para as botas de salto, completamente de couro que iam até a minha canela. Em seguida, parou em minha frente, se aproximando o suficiente para ter uma visão melhor do espartilho negro que eu usava, que conseguia dar um enorme volume aos meus seios. Ela tocou gentilmente nele com a ponta dos dedos, sentindo os detalhes do tecido, até chegar a alça. Ela parou por um instante, olhou para o sobretudo negro, extremamente exagerado, que arrastava até o chão e depois para os meus cabelos, amarrados em um rabo de cabelo que caiam sobre um dos meus ombros.

“Você ainda teve tempo para um aplique?” Ela perguntou, roubando-me uma risada.

“Digamos que eu usei mais magia do que deveria.” Eu respondi e ela sorriu em resposta, aproximando-se de mim, suas mãos agora percorrendo o colar que eu usava.

“Então isso quer dizer que você será bem má essa noite?” Ela perguntou, em um tom extremamente provocante, enquanto se aproximava de minha orelha. “Ou que a noite vai ser mágica?”

“Vai ser o que você permitir que seja.” Eu respondi, assim que ela se afastou. “Você permite?” Eu perguntei e ela fez que sim com a cabeça.

Eu a puxei para mim e nossos lábios novamente se encontraram. Cada beijo era coberto de saudades, como se tivéssemos ficado muito tempo longe uma da outra. Nós caminhamos juntas em direção a cama, sem em nenhum momento quebrar o beijo.

“Então você sempre quis me ver assim?” Eu perguntei, jogando-a sobre a cama. Ela riu em resposta e apoiou as mãos sobre o colchão, inclinando-se para trás. “Por que então não me pediu antes?” Eu continuei e me aproximei dela, usando minha magia para apagar as luzes do quarto.

“Eu não sei.” Ela respondeu, observando-me aproximar da cama. Eu me encontrava de pé, próxima ao colchão. Permiti que o sobretudo caísse, deixando que ela tivesse uma melhor visão do espartilho que eu usava. “Mas estou feliz que eu não tenha precisado pedir.” Ela continuou e sorriu. Eu caminhei em sua direção, ficando por cima dela na cama. “Então você usava tudo isso para parecer poderosa?” Ela perguntou, sua voz era baixa e as luzes das lâmpadas do véu sobre a cama davam ao seu tom de pele um toque mais mágico.

“Talvez.” Eu respondi, beijando-lhe o pescoço. “Mas o tipo de poder que eu tinha antes não se compara ao que eu tenho agora.” Continuei e fui obrigada a usar minhas mãos para descer a gola de sua jaqueta de couro, a fim de ter acesso a sua pele. Ela gemeu em resposta ao toque e se contorceu um pouco embaixo de mim.

“Bem.” Ela começou a dizer, roubando minha atenção para ela. “Espero que seja o único poder que você queira de agora em diante.”

Eu não lhe respondi com palavras, apenas tomei seus lábios para os beijos. Nossos beijos em nenhum momento foram calmos. Sempre tomados por uma urgência e por uma paixão, que mesmo depois de tantos anos, continuava em nós duas. Eu me deitei ao seu lado e ela não perdeu a oportunidade de ficar por cima de mim. Ela sentou-se sobre meu quadril e não demorou a tirar sua jaqueta de couro, jogando-a para fora da cama, tirando em seguida as próprias botas e sentando-se ao meu lado.

Seus olhos percorreram todo o meu corpo e suas mãos caminharam em direção as minhas botas, tirando-as com toda a calma que tinha. Seu olhar estava sempre bem fixo nos meus quando ela tirou a primeira bota, jogando-a para fora da cama. Em seguida, repetiu o processo tirando a segunda bota e segurando meu pé, acariciando-o gentilmente e se inclinando para beijá-lo. Ela distribuiu inúmeros beijos sobre ele, subindo então pela minha perna, beijando-a por cima da calça de couro, até chegar a minha barriga.

Emma a beijou como se fossem meus lábios, roubando-me alguns suspiros e fazendo com que eu contraísse a barriga. Então ela voltou ao cós da minha calça, desabotoando-a e deslizando-a pelas minhas pernas, até conseguir acesso a minha calcinha. Ela me beijou por cima do tecido, fazendo-me fechar os olhos e soltar um gemido baixo, apenas imaginando até onde ela iria com isso. Emma não continuou, o que ela fez foi se ajoelhar diante de mim, sentando-se novamente sobre o meu quadril.

Minhas mãos percorreram suas pernas por cima do jeans que ela usava. Ela tirou então a camiseta branca, revelando seu sutiã vermelho completamente rendado. Emma me deixou observá-la por alguns instantes e minhas mãos partiram de suas coxas até a sua cintura, passando pela sua barriga antes de ela se inclinar em minha direção e de tomar meus beijos.

“Eu amo o perfume da sua pele.” Ela disse contra o meu ouvido, descendo seus beijos até o meu pescoço.

Suas mãos caminharam por entre meu pescoço e ombro, enquanto meus dedos correram pelas suas costas à procura do fecho de seu sutiã. Não demorei para abri-lo, deslizando-o pelo seu braço. Ela riu com o gesto, permitindo que eu ficasse por cima dela.

Meus beijos foram direcionados aos seus seios e tudo neles me encantava e me excitava. Seu perfume, o gosto de sua pele na boca e a forma que os bicos de seus seios iam ficando inturgescidos à medida que ela ia ficando cada vez mais excitada. Ela respirava ofegante com cada beijo e soltava longos gemidos com as mordidas que eu lhe dava ao longo do caminho.

Os beijos foram descendo pela sua barriga, em direção a sua calça e não demorei a desabotoá-la. Com a ajuda de Emma, eu a deslizei pelas suas pernas, jogando-a em algum canto da cama. Eu a tinha por completo. Havia apenas uma única peça de roupa em seu corpo, que eu provavelmente não demoraria a tirá-la.

Eu segui por cima do fino tecido. Eu podia sentir o seu cheiro e isso me excitava de tal forma que eu não tive que me controlar e ir com mais calma. Eu senti suas mãos sobre meus cabelos e meus beijos seguiram na direção de suas coxas, beijando a parte interna delas, que se abriram, permitindo que eu pudesse beijá-las por completo.

No caminho de volta, eu parei em sua barriga, fazendo o mesmo que ela e sentando-me sobre o seu quadril, tirando o espartilho que eu ainda usava, revelando meus seios. No mesmo instante, ela se levantou e ficamos de joelhos, uma diante da outra. Ela me tomou em seus braços, beijou nos meus lábios e seguiu até o meu pescoço, roubando-me gemidos de prazer e dor.

Eu não me importava. Eu não conseguia me importar. Minha cabeça estava focada em apenas lhe proporcionar todo o prazer possível. Ela me jogou novamente na cama. Dessa vez suas mãos correram pelas minhas coxas e seus lábios se colaram aos meus. Seus dedos caminharam por debaixo da tira da lingerie que eu usava, deslizando pelas minhas coxas e tirando minha última peça de roupa.

Seus olhos se encontraram com os meus, por alguns breves segundos, antes de ela me beijar e de colar seu corpo ao meu. Meus lábios, mãos e dedos percorreram todo aquele corpo que eu conhecia e entendia tão bem. No final, as lâmpadas já não precisavam iluminar mais nada, pois a luz do Sol já invadia a janela. No final, a magia que as lâmpadas irradiaram durante aquela noite não chegaram nem perto do que fizemos sobre aqueles lençóis.

O sorriso que ela me direcionou, quando se aproximou de mim, envolvendo-me em seus braços, foi de pura felicidade. Ela me beijou, uma última vez e eu passei minhas mãos pelo seu rosto, completamente suado e me aninhei aos seus braços. Daqui a algumas horas estaríamos em nossa casa, em nossa própria cama, em nossos próprios lençóis. Fazendo exatamente o que nós sabíamos fazer tão bem: mais mágica.