Amores e Consequências

5 Capítulo 4 – De volta a Mystic Falls


Notas iniciais
Oi gente, Era para eu ter postado mais cedo, mas o jogo não me permitiu... Eu já tava me preparando para deitar e ler A Escolha (estou totalmente viciada na saga A Seleção, alguém aqui já leu?), então lembrei que não tinha postado, então vim até aqui. Bom, sem mais enrolação, aqui está o capítulo, espero que gostem.

Senhores passageiros, dentro de instantes estaremos pousando no aeroporto de Richmond – a voz do piloto ecoou alto-falante do avião – Por favor, mantenham os seus cintos afivelados até a parada completa da aeronave.

Abaixei a janela e reclinei na poltrona, fechando os olhos. Ainda nem acredito que, finalmente, estamos chegando em Richmond, já que tivemos que ficar duas horas a mais no aeroporto devido ao mal tempo em Nova York, mas depois que a chuva passou, pudemos embarcar sem maiores problemas.

Dei uma olhada para o meu lado e vi Mind dormindo toda encolhidinha. Já, do outro lado do corredor, Eve conversava animadamente com a senhora sentada ao seu lado. Minhas duas filhas estavam bem empolgadas por passarmos algumas semanas em Mystic Falls e, para ser sincera, eu também.

Já faz quase quatro anos desde a última vez em que estive na cidade em que nasci, poder rever tudo isso e passar um tempo com o meu pai me deixava bem animada. Sem contar que o motivo de eu ir, a principio, é o casamento da minha melhor amiga e todo esse mundo.

Para melhor ainda mais tudo isso, Klaus decidiu não vir junto conosco. A nossa conversa sobre isso aconteceu há algumas semanas.

*Flash Back*

Já passava das dez da noite e eu estava no escritório de Klaus fazendo algumas pesquisas. Poderia ter pego o meu notebook e feito isso deitada na minha cama e debaixo das cobertas, mas aqui eu poderia fazer algumas anotações que fossem precisas.

Estava um pouco distraída quando ouvi o barulho da porta sendo aberta. Me virei e dei de cara com o meu marido, ele ainda estava vestido o terno, sinal de que tinha acabado de chegar do escritório ou de seja lá onde estivesse.

Não esperava te encontrar aqui – comentou – Pensei que você já estivesse deitada.

Eu precisava fazer uma pesquisa sobre um animal que temos lá na clínica e eu ainda não consegui fechar o diagnóstico – expliquei – Aproveitei que já coloquei a Eve e a Miranda na cama.

Entendi – mexeu no bolso do paletó e tirou um papel branco, que me entregou logo em seguida – Halley fez as reservas para o voo até Richmond, não sabia se também era para comprar as passagens de ônibus até Mystic Falls ou se você pretende ir de outra maneira.

Caroline disse que faz questão de ir me buscar no aeroporto – revirei os olhos, já tinha tido essa discussão com minha melhor amiga várias vezes, afinal, ela vai se casar deve ter um milhão de coisas para fazer em vez de se preocupar de fazer uma viagem de duas horas só para me buscar, mas nada disso adiantou – Então não precisa se preocupar com isso.

Então está certo – concordou com a cabeça – Bom, vou deixar você fazer a sua pesquisa a vontade, tive muito trabalho hoje na empresa e rudo que quero no momento a minha cama.

Espera só um minuto, Klaus – o chamei, fazendo com que parasse no meio do caminho – Aqui só tem três passagens, isso significa que você não vai mesmo para o casamento do Stefan e da Caroline?

Prefiro não ir – deu de ombros – Sabe que eu não posso me afastar muito de Nova York, a empresa precisa de mim.

Eu poderia dizer, nesse momento, que essa não era um desculpa, pois ele podia muito bem fazer qualquer trabalho pelo computador, mas decidi ficar quieta, claro que eu estava feliz em viajar sozinha, apenas com as minhas filhas.

Então está bem – foi tudo que eu disse – Só sei que eu vou me divertir muito lá em Mystic Falls.

Imagino que sim – senti um tom irônico na sua voz.

Claro que meu marido sabia muito bem que Damon estaria lá, afinal, ele é irmão do noivo. Por isso essa atitude de não insistir em ir é ainda mais estranha, certamente tem algum plano oculto por trás disso, mas decidi não provocar. Afinal, as chances de ficarmos juntos novamente são muito pequenas e Klaus deve saber disso.

Boa noite, Elena! — acenou para mm e saiu do cômodo antes que eu tivesse oportunidade de falar qualquer coisa.

Virei, novamente, para a frente do computador e continuei o meu trabalho. Não quero demorar muito para ir dormir.

*Fim do Flash Back*

No dia seguinte mesmo liguei para Caroline e avisei que Klaus não iria para o casamento, ela não pareceu espantada e ficou até bem feliz, além disso avisou que já tinha em mente quem poderia ser padrinho junto comigo. Ela não quis me contar que vai ser, mas confesso que estou bem curiosa.

Senhores passageiros, sejam bem vindos ao aeroporto internacional de Richmond – a voz do piloto ecoou, mais uma vez, no alto falante, tínhamos acabado de pousar – O desembarque será feito dentro de alguns instantes.

O avião parou e as portas foram abertas, mas eu decidi esperar a confusão acabar para poder sair e fiz sina para que Eve fizesse a mesma coisa.

– Mind, minha princesinha, hora de acordar – sussurrei bem perto da minha filha caçula – Nós temos que ir.

– Mas já? — ela se esticou e coçou os olhinhos – Foi tão rápido.

– Na verdade não foi não – tentei explicar – Foram várias horas dentro do avião, acontece que você dormiu.

– Ah sim! — completou.

Eu a peguei no colo e nós três saímos pelo túnel em direção a sala de desembarque para poder pegar as malas.

– Aqui é Mystic Falls? — Miranda perguntou, dando uma olhada pelo vidro, de onde dava para ver uma parte da pista do aeroporto.

– Não exatamente – respondi – Estamos em Richmond, uma cidade que fica a uma hora da Mystic Falls. Lá não tem aeroporto, então temos que parar aqui.

– E como é que vamos chegar em Mystic Falls então? — quis saber, mais uma vez.

– A Caroline já deve estar esperando a gente e vai nos levar até Mystic Falls – comecei a apressar os meus passos, aquele corredor era maior do que eu conseguia me lembrar, parecia que não chegávamos nunca a área de desembarque.

– Queri dizer que a tia Caroline está aqui? — foi a vez de Eve falar – Oba, estou com saudades dela. Faz tanto tempo desde que ela foi nos visitar lá em Nova York.

– A Car também me disse que está com saudades de vocês duas – comentem – Agora vamos rápido, ela já fez um enorme favor vindo aqui nos buscar, não vamos demorar mais tempo, não é mesmo?

Por sorte, não demorou muito para conseguir pegar as minhas malas na esteira rolante. Caroline estava nos esperando encostada na grade de proteção entre a área das bagagens e a área em que os familiares e os amigos esperavam pelos passageiros recém chegados, ela acenou para mim assim que me viu.

– Lena! — minha amiga me abraçou com bastante força – Que saudades eu estava de você.

– Também estava com saudades de você, Car – garanti – E, se quer saber, você está ótima.

Não sei se é a aproximação do casamento, mas Caroline estava com um brilho diferente nos olhos. Sem contar que seu cabelo, que estavam com uma aparência bem lisa.

– Você também está ótima, amiga – comentou – E adorei o que fez com o seu cabelo – referia-se as luzes que fiz há alguns meses.

– Obrigada! — sorri.

– Essa daqui deve ser a pequena Miranda – referiu-se a minha filha, que ainda estava no meu colo – Mas como ela cresceu desde a última vez que a vi.

– Mas é claro, Car, a última vez que você a viu ela tinha um ano – revirei os olhos – Mas aposto que o Dylan também deve estar enorme, ele era um bebê quando vocês estiveram em Nova York.

– E ele está mesmo enorme – garantiu – E cada dia mais parecido com o Stefan, não só na aparência, mas também na personalidade.

Tive que rir nesse momento. Essa deve ser uma característica dos Salvatores, pois Miranda também se parece muito com o Damon e isso, certamente, é o mais doloroso para mim.

– Mas você também está grande, Eve – ajoelhou-se para ficar na altura dela enquanto falava – Acho que eu não te reconheceria se te visse na rua.

Minha filha deu um sorriso tímido.

– Bom, é melhor irmos embora – comentei, por fim – Espero que você não tenha ficado muito tempo aqui esperando.

– Não se preocupe, não fiquei esperando muito tempo – garantiu – Sorte que você conseguiu me ligar avisando que o avião ia atrasar, assim eu fiquei acompanhando o tempo em Nova York pela internet antes de vir para Richmond.

– Que bom – suspirei aliviada – Mesmo assim, é melhor pegarmos a estrada o mais rápido possível, imagino que você deva ter várias coisas do casamento para fazer.

– Mamãe! — antes que ela pudesse responder ouvimos a voz de uma criança e viramos para trás ao mesmo tempo. Caroline tinha razão, ele estava muito parecido com pai, exceto pelos cabelos, tinham o mesmo tom de loiro do dela e, quando se aproximou, vi que seus olhos tinham um tom de azul esverdeado.

– Dyl, eu já te falei para não ficar correndo pelo aeroporto – minha amiga pegou o filho no colo – Aonde é que está a sua avó?

– Caroline, querida, me desculpe – e lá estava ela, era uma senhora que não devia ter mais que 60 anos, seus cabelos eram levemente esbranquiçados e os olhos em um tom azul que eu conhecia muito bem, estava bem claro que era aquela mulher – Eu disse a ele para ficarmos esperando na lanchonete e que logo você iria nos encontrar, mas ele não me ouviu.

– Está tudo bem, Edna – completou – Já ia me esquecendo: Edna, essa é Elena Gilbert, minha melhor amiga e vai ser uma das minhas madrinhas de casamento; Lena, essa é Edna Salvatore, minha futura sogra.

– É uma prazer conhecê-la, senhora Salvatore – disse, cumprimentando.

– Ora, querida, por favor, pode me chamar de Edna — pediu – E essas duas são as suas filhas?

– Exatamente – afirmei com a cabeça – Essa é a Eve e essa é a Miranda – apontei para cada uma enquanto fazia as apresentações.

– Mas que olhos mais lindos você tem – virou-se, diretamente, para Mind – Certamente vai dar muito trabalho para os seus pais quando for mais velha.

Ela deu um sorriso tímido e escondeu o rosto no vão entre meu ombro e meu pescoço.

– Mãe, eu estou com fome! — minha filha mais velha me chamou – Será que podemos comer alguma coisa antes de irmos para Mystic Falls?

– É uma boa ideia, Eve – foi Caroline quem respondeu – Abriu um restaurante perto da saída da cidade, podemos ir até lá.

– Oba! — ela pulou e bateu palmas.

– Car, não queremos dar trabalho, eu já disse – insisti – Você não tem nada do casamento para fazer hoje.

– Na verdade não, eu não marquei nada para hoje pois sabia que vinha te buscar – explicou – Quero um tempo com a minha melhor amiga, mais tempo do que dura a viagem de carro entre Richmond e Mystic Falls.

– Se você diz, vamos lá, eu também estou com fome – concordei, por fim – Mas antes eu preciso ir ao banheiro.

– Vou junto com você – avisou, ao mesmo tempo que eu colocava Mind no chão, ela não ficou muito feliz com isso.

– Por que eu não posso ir com você mãe? — quis saber.

– Fica aqui com a sua irmã e com a dona Edna, Mind – pedi – Não vou demorar muito e sem você vou ser mais rápida.

Eu e Caroline apressamos o passo na direção do banheiro, que não ficava muito longe de onde estávamos.

– Você está com raiva de mim? — ela perguntou quando sai de dentro do reservado e fui lavar a minha, a olhei, sem entender sobre o que estava falando – Por ter trazido a Edna junto comigo?

– Por que eu ficaria com raiva de você por causa disso, Car? — quis saber.

– Bom, ela é mãe do Stefan e minha futura sogra, mas também é mãe do Damon – deu de ombros – Pensei que você poderia achar essa situação toda meio que estranha.

– Não é exatamente estranha – expliquei – Mas, confesso, que fiquei surpresa por vê-la aqui. Quero dizer, eu imaginei que ela poderia já estar em Mystic Falls por causa do casamento, mas não esperaria que você pudesse trazê-la para me buscar no aeroporto.

– Eu poderia mentir nesse momento para você, dizendo que o Stefan me obrigou a trazer a mãe para que eu não fizesse uma grande viagem de carro sozinha com o Dyl e tudo mais – revirou os olhos enquanto falava – Mas essa não é a verdade e você sabe disso.

– Já imaginava – admiti – Então qual foi o motivo?

– Por mais que a Mind não saiba, a Edna é avó dela – lembrou – As duas tem o direito de se conhecer, da mesma maneira que o Damon também tem o direito de conhecer a filha. E você sabe que isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde.

Apenas afirmei com a cabeça, sabia muito bem de tudo isso.

– Eu tenho tanto medo de como vão ser as coisas quando o Damon a conhecer – admiti – Ele não teve contato com a filha durante os três primeiros anos da vida dela, como vai ser a partir de agora?

– Tenho certeza de que ele não vai tentar prejudicar seu casamento com o Klaus, se é com isso que você está preocupada – comentou – Afinal, foi isso que vocês combinaram, certo?

– Não é com o meu casamento com o Klaus que estou preocupada, sabe disso, eu não me importaria se o Damo tivesse mais contato com a Miranda – disse – Só não quero que isso prejudique minha convivência com a Eve.

– Sei disso – completou – Mas teve um lado bom, a Edna adorou conhecer a Mind.

– Isso é verdade – não pude deixar de sorrir com isso – Ela comentou sobre os olhos da Miranda, você acha que está desconfiando de alguma coisa?

– Acho meio difícil – respondeu – Agora vamos, estão esperando por nós.

– Quando voltamos para onde eles estavam Edna já tinha arranjado um lugar para se sentarem. Eve estava em uma cadeira ao seu lado enquanto Dyl e Mind estava repousados um em cada uma de suas pernas. Minha filha caçula gargalhava de alguma coisa que ela tinha falado, acho que nunca a vi tão feliz como agora; as duas estavam se dando muito bem e não sabiam que eram, na verdade, avó e neta.

– Pelo jeito a conversa está muito boa, não é mesmo? — comentei enquanto me aproximava.

– A dona Edna é muito legal! — afirmou – Ela tão legal quanto a vovó Mikaelson.

– Mikaelson? — Edna olhou para mim, parecendo bastante confusa – Mas eu pensei que seu sobrenome fosse Gilbert, Elena.

– Sim, Gilbert é meu nome de solteira – expliquei – Mikaelson é o sobrenome do meu marido, Klaus Mikaelson.

– Ele tem algum parentesco com Mikael Mikaelson? — quis saber.

– Você conhece o meu avó, dona Edna? — foi a vez de Mind fazer a pergunta, mas confesso que também fiquei curiosa com essa reação dela.

– Não o conheço pessoalmente, só ouvi falar muito dele – colocou as duas crianças no chão, sinal de que queria mudar de assunto rapidamente – Então, Caroline, vamos logo para o restaurante?

– Claro! — minha amiga deu uma rápida olhada na minha direção, ela também não entendeu o porque daquela reação.

Saímos do aeroporto para pegar o carro no estacionamento e ir ao restaurante que Caroline recomendou. O lugar não era muito grande, mas bem aconchegante; conseguimos uma mesa bem próxima da janela e logo o garçom veio anotar os nossos pedidos.

– Sorvete! — Dyl pediu, batendo palminhas, quando o homem já tinha se afastado.

– Agora não, Dyl, ou você vai perder o apetite – Car avisou, passando a mão pelo cabelinho do filho – Quem sabe depois de você também.

– Se o Dyl for tomar sorvete depois de comer, eu também vou querer – Mind pediu – Posso, mãe?

– Eu também quero! — Eve levantou as duas mãos.

– Certo! — dei um longo suspiro e revirei os olhos – Se vocês comerem os seus sanduíches direitinho, nós pedimos sorvete para vocês, não é mesmo, Car?

– Sim! — ela concordou com a cabeça.

– Sabe, Elena, agora que eu reparei que o seu sobrenome não me é estranho – Edna comentou, de repente – Só não sei de onde eu ouvi.

– A Elena é filha do doutor Grayson Gilbert – foi minha amiga quem respondeu – Ele foi o orientador do Damon.

– Ah sim, claro! — lembrou-se – Damon sempre falou muito bem do seu pai, inclusive cuidou dele quando teve um infarto há alguns anos.

– Eu sei! — afirmei – Na verdade, conheci o seu filho naquela época – tentei deixar o meu to de voz o mais natural possível, não estava preparada para falar sobre o Damon nesse momento.

– Sinceramente, até hoje eu não entendi porque ele decidiu ir embora de Mystic Falls – balançou a cabeça negativamente, deixando bem claro que ela reprova aquela atitude do filho – E eu que achava que ele estava feliz trabalhando aqui.

– Eu também não sei porque ele fez isso, Edna – Caroline deu uma rápida olhada na minha direção – Ele não comentou nada com o Stefan sobre essa decisão.

– Tudo que eu sei é que meu pai já comentou comigo o quanto ele faz falta aqui no hospital de Mystic Falls – isso não era realmente uma mentira, meu pai já falou isso comigo há alguns anos, sei que ele não fez isso por mal, mas fez com que eu me sentisse ainda mais culpada – Ele é um excelente médico, sei disso pela dedicação que nunca lhe faltou enquanto cuidava do meu pai.

O garçom chegou trazendo os nossos pedidos e o silêncio dominou a nossa mesa por um momento. Por mais que Edna não saiba, aquele era um assunto muito delicado para mim.

– Sabe, Car, me conte uma coisa que eu estou totalmente curiosa – pedi, mudando de assunto – Quem vão ser os seus outros padrinhos de casamento, além de mim?

– Eu Stefan escolhemos quatro casais de padrinhos – respondeu – Imagino que você esteja curiosa para saber quem vai ser o seu par. Acho que agora eu já posso te contar, é o Tyler.

Confesso que fiquei surpresa pela escolha, afinal, Car não tem a menor ideia do que aconteceu entre nós dois há alguns meses. Mas, de qualquer maneira, Ty é meu ex-namorado e temos um bom relacionamento, apesar tudo, essa não foi um decisão tão absurda assim.

– Oh sim, fico feliz com isso – comentem, por fim – Mas e os outros três casais, quem são?

– A Katherine e o Enzo, namorado dela; a Sutton e o Matt – começou a enumerar – E o Damon e a namorada, Emery.

Percebi que ela tinha ficado cautelosa para falar o último casal, agora entendi porque. Claro que eu não imaginava que Damon pudesse estar sozinho, mas ter a prova de que ele estava mesmo namorando é doloroso demais.

– Nem me fale dessa garota, Caroline – Edna revirou os olhos – Sei que eles já estão juntos há vários meses e o Stefan parece ter aceitado a escolha do irmão, mas eu não consigo aprovar esse namoro.

Certo..., esse comentário agora me pegou totalmente de surpresa.

– Não me leve a mal, querida, não sou o tipo de sogra que implica com as namoradas dos filhos, Caroline pode te provar isso – disse para mim – Acontece que a Emery é uma garota, só tem 19 anos, ainda está na faculdade, o que ela quer com um cara de 30 anos como o Damon.

– Talvez ela goste mesmo dele e e ele dela – dei de ombros, sugerindo.

– Duvido disso, ela é apenas mais uma escolha ruim do meu filho – garantiu -Tem sido assim sempre nos últimos três anos, ele tem feito uma escolha ruim atrás da outra.

Mais uma vez, Caroline deu uma rápida olhada na minha direção, espero que a outra mulher não tenha percebido isso.

– O pior é que, um pouco antes dele se mudar para Atlanta, pensei que ele tivesse conhecido alguém – continuou – Ele parecia feliz e disse que tinha uma novidade para nos contar, mas queria esperar a hora certa. Então ele anunciou que ia embora de Mystic Falls e nunca mais tocou no assunto.

Lembro-me perfeitamente disso; eu disse ao Damon que precisávamos contar aos pais dele que estávamos juntos e também sobre o bebê, mas ele insistiu que isso merecia ser anunciado em uma ocasião especial, então a data escolhida tinha sido o natal. Claro que não deu tempo, pois antes disso já não estávamos mais juntos e eu já tinha até voltado para Nova York.

– Bom, mas chega de falar de coisas tristes – mudou de assunto, mais uma vez – Caroline, conte-nos mais sobre o casamento.

Car, então, começou a contar tudo que teria no seu casamento e o quanto ela estava animada e ansiosa para que as próximas duas semanas passassem bem rápido. Depois de terminarmos de comer e as crianças tomaram seus sorvetes, nós voltamos para o carro e pegamos a estrada com direção a Mystic Falls.

Notas finais
Ai está a chegada da Elena a Mystic Falls. O que vocês acharam da Car ter levado a Edna com ela para o aeroporto assim ela conhecia a Miranda, mesmo não sabendo que é a neta dela? Gostaram da conversa das três no restaurante? E quando o assuntou virou o Damon? *** Ajudinha visual Dylan: http://4.bp.blogspot.com/_g4fBW1d5yQ4/TFt0YjwoEzI/AAAAAAAAB3o/IkeJOHoXnB8/s1600/DSC_1262.JPG *** Pequeno Spoiler: o próximo cap será, novamente, no ponto de vista do Damon e vai ter um encontro extremamente fofo... *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?