Amores e Consequências
4 Capítulo 3 – Viagem marcada
Notas iniciais
Damon
Um dos sons mais irritantes do mundo era o som de um telefone tocando, principalmente quando ainda estou dormindo. Já estava claro do lado de fora, mas achei que ainda poderia ter mais alguns minutos de sono.
– Desliga isso, Damon – a morena ao meu lado reclamou e virou de lado, ficando de costas para mim.
– Eu preciso atender, pode ser alguma emergência lá do hospital – lembrei, afinal, eu sou médico, e as pessoas não escolhem hora para ficarem doentes.
– Então atende lá fora – pediu.
– Tudo bem – concordei antes de me sentar e pegar o telefone sem fio – Alô, Damon Salvatore falando – atendi, saindo do quarto.
– Finalmente consegui encontrar você em casa, Damon – ouvi a voz do meu irmão mais novo do outro lado da linha – Já tem cinco dias que eu estou tentando te ligar.
– Stef...! — passei a mão pelo cabelo e me encostei na parede da sala – Como é que você consegue estar acordado e de bom humor a essa hora da manhã?
– Diferente de você, irmão, eu tenho um filho pequeno que consegue acordar as seis da manhã pulando na minha cama – tinha quase certeza de que ele estava revirando os olhos nesse momento – O que significa que já estou de pé, preparei o café, levei o Dyl para o colégio e já estou no meu escritório.
– É por essas e outras que mamãe sempre falou que você seria um marido melhor do que eu poderia ser algum dia – comentei – Por isso não pretendo me casar.
– Bom, mas não foi por isso que eu te liguei – continuou – Como você deve se lembrar, eu me caso em duas semanas.
– Como eu é que eu poderia me esquecer disso – falei – Não só sua querida futura esposa, mas também faz questão de me lembrar disso todos os dias da semana – e juntamente com o lembrete vem a pergunta de quando eu pretendo me casa também, pelo menos agora que eu arranjei uma namorada ela parou um pouco com isso.
– Então você também deve saber que mamãe chegou aqui em Mystic Falls ontem a noite, certo?– afirmei com a cabeça, mesmo sabendo que ele não estava vendo – E a Kath chega amanhã com o namorado – tive que fazer uma careta com a menção ao namorado da minha irmã caçula, Enzo, os dois estão juntos há pouco mais de um ano, mas ainda não consigo aceitar o namoro do dois – Como papai só vai poder vir na semana que vem, por causa do trabalho, a única pessoa da família que está falando, meu caro irmão, é você.
– Olha, Stef, sendo totalmente sincero com você, eu ainda nem falei com a minha chefe sobre tirar as minhas férias – lógico que Rose já tinha dito que eu poderia pedir as minhas férias a qualquer momento desse mês, era só avisar a ela, lógico que eu não iria admitir isso para Stefan agora.
– Então fale com a sua chefe, hoje mesmo se for possível – insistiu – A Car está planejando várias atividades para os padrinhos até a data da cerimônia e exige a sua presença e da Emery aqui o mais cedo possível – péssima hora a que eu decidi aceitar ser padrinho de casamento deles, é isso que dá tentar ser um bom irmão.
– Vou fazer o possível, eu prometo – completei – Só tem uma coisa que eu queria te perguntar também, quem são os outros padrinhos?
– Se essa é a sua forma sutil de perguntar se a Elena vai vir ao casamento...– fiz uma careta, meu irmão me conhecia bem até demais – Sim, Damon, e ela vai ser uma madrinhas da Caroline, mas não sei quando ela chega, muito menos se o marido dela vai vir junto.
– Olha, Stef, eu adoraria ficar aqui conversando com você, mas preciso me arrumar para ir ao hospital – decidi mudar de assunto, rapidamente – Eu te ligo mais tarde para dizer o que eu consegui.
– Está certo – concordou – Mas lembre-se, se você não me ligar até as dez da noite, eu vou ligar para a sua casa – ri, entrando na brincadeira, mas o problema é que eu sei que Stefan está falando muito sério.
Assim que eu desliguei o telefone voltei para o quarto e o coloquei novamente na base, mas invés de voltar a deitar na cama, que era a minha maior vontade, eu fui para o banheiro, tirei a minha roupa e entrei no chuveiro.
Já debaixo d'água, tentei deixar que todos os meus problemas fossem levados pelo ralo, mas eu sei que isso é totalmente impossível. Meus pensamento, nesse momento, estavam focados em um deles, uma bela morena de olhos castanhos que atende pelo nome de Elena Gilbert.
Lena..., minha Leninha, não teve um só dia nesses últimos três anos que eu não tenha deixado de pensar nela, como será que ela está? E, o mais importante, como será que está a nossa filha? Sei que Stefan e Caroline tem contato com as duas e poderiam me dar notícias da Miranda, mas nunca quis perguntar, seria doloroso demais, levando em consideração que não posso vê-la.
Mas é claro que isso não me impede de pensar na minha filha. Com quem será que ela se parece mais? Comigo ou com a Elena? Qual será a cor dos seus olhos? Será que ela é doce e meiga como a mãe? Será que ela apronta como eu quando tinha essa idade? E, o mais importante, como seria a nossa vida se estivessem aqui junto comigo?
Foi um longo de espera e sofrimento, mas em algumas semanas eu teria que reencontrar a Lena e conhecer a nossa filha. Isso me deixa esperançoso e, ao mesmo tempo, temeroso.
Estava totalmente distraído com os meus pensamentos quando a porta do banheiro foi aberta.
– Ora, bom dia, Em! — cumprimentei minha namorada. Ela estava com o cabelo levemente desarrumado, sinal de que tinha mesmo acabado de acordar, seus rosto estava levemente amassado e ainda estava usando uma camisa minha, que batia no meio da sua coxa.
– Você não voltou para a cama depois de falar no telefone – fez um biquinho – Acabei acordando também.
– Acredite, gatinha, eu até queria voltar e ficar o resto do dia lá com você – garanti – Mas eu não posso, infelizmente, hoje não é o meu dia de folga.
– Tudo bem, Dam, eu também não poderia ficar o dia inteiro aqui – deu de ombros enquanto se olhava no espelho – Hoje eu tenho que entregar um trabalho na faculdade, é o último desse semestre, finalmente.
Emery Whitehill, também conhecida como minha nova namorada, tem apenas 19 anos e ainda está cursando Nutrição na Universidade da Georgia. Nós nos conhecemos, há seis meses ela foi até o hospital que eu trabalho fazer uma pesquisa de campo para um trabalho de anatomia, comecei a jogar o meu famoso charme para ela e a convidei para sair naquele final de semana. Aquela nossa primeira noite acabou aqui no meu apartamento, logo, outros “encontros” foram acontecendo e quando eu vi, nossa história estava mais séria do que eu poderia imaginar.
Logicamente, por causa da nossa diferente de idade, minha mãe implica um pouco com a Em. Ela diz que eu deveria procurar alguém um pouco mais velho (como a Hermione, por exemplo, mesmo eu insistindo que nós somos apenas amigos), sorte minha que essa conversa está cada vez menos frequente.
– Antes que eu esqueça de te perguntar – ela continuou, de repente – Que era no telefone?
– O Stef – respondi – Ele queria saber quando a gente pretende chegar em Mystic Falls.
– Oh sim, verdade, o casamento está chegando – observou – Como eu já disse, entrego o meu último trabalho hoje, depois disso estou completamente livre de qualquer coisa relacionada a faculdade até o inicio de setembro.
– Entendi... — peguei a minha toalha, para sair de dentro do box com ela enrolada na cintura.
– Mas eu pensei que pudéssemos tomar banho juntos, Dam – aproximou-se de mim e ficou passando a mão pelo meu peito.
– Não comece a provocar, senhorita Whitehill – pedi – Sabe muito bem que eu não tenho tempo para isso.
– Certo! — fez outro biquinho antes de se afastar – Acho que vou precisar me contentar em tomar banho sozinha.
– Enquanto isso eu vou fazer o nosso café da manhã – avisei.
– Certo! — ela começou a desabotoar a camisa, sei muito bem que continuava a tentar me provocar – Sabe, eu tenho que dizer o quanto estou ansiosa por conhecer Mystic Falls, você não comenta muito do tempo que moro lá.
Lógico que eu não comento muito sobre o tempo que passei em Mystic Falls. Qualquer história daquela cidade acabaria me levando para algum comentário a respeito da Elena, e acho que ela não iria gostar muito.
– É uma cidade pequena, mas é bem aconchegante, tenho certeza de que você vai gostar – aproximei-me e dei um selinho nela antes de sair do cômodo.
Já de volta ao quarto eu troquei de roupa antes de ir para a cozinha. Não estava com muita inspiração para preparar nada, então fiz apenas dois ovos mexidos com torrada, peguei uma xícara e servi café para mim e também coloquei em outra junto com leite para Emery.
Já estava comendo quando ela apareceu, também arrumada para sair.
– Acho que eu vou tomar só o café com leite hoje – avisou enquanto pegava a caneca de cima da mesa e bebia um gole – Não estou com muita fome.
– Não estou querendo parecer a sua mãe nem nada, mas o café da manhã é a refeição mais importante do dia – lembrei – Você, como futura nutricionista, deveria saber muito bem disso.
– Acredite, Dam, só de olhar para esses ovos meu estômago já embrulha – fez uma careta.
– Algo com o qual precise se preocupar? — quis saber – Olha, Em, eu sou cardiologista, mas eu posso te examinar mesmo assim. Você pode estar uma gastrite ou algo parecido.
– Provavelmente uma gastrite nervosa por causa do estresse do final do semestre – garantiu – Tenho certeza de que vai passar agora que as férias estão para começar.
– Tudo bem, mas sabe que se você continuar assim, é só me avisar – ela balançou a cabeça afirmativamente – E, se você não quer os ovos mexidos, eu como.
– Será que você pode me deixar na faculdade? — pediu – Eu não tenho aula hoje na parte da manhã, mas preciso passar no meu dormitório para pegar o Pen drive do meu trabalho e imprimir antes de levar para o meu professor.
Grande parte das coisas da Emery ficam no dormitório da faculdade, que ela divide com uma outra garota. Mas mesmo assim, passa a maior parte do tempo aqui comigo.
– Claro que eu te levo, é caminho para o hospital mesmo – disse.
Menos de meia hora estávamos saindo. O transito em Atlanta estava anormalmente bom hoje, então não demorou muito para chegarmos ao campus da Universidade da Georgia, parei o carro em frente ao prédio dela.
– Aqui estamos – falei enquanto Emery retirava o cinto de segurança – E não precisa se preocupar com o seu trabalho, vai dar tudo certo. Você é talentosa, tenho certeza de que está perfeito.
– Obrigada, Dam – deu um fraco sorriso – Espero que meu professor pense da mesma maneira.
– Ele vai pensar – dei um selinho nela antes que abrisse a porta do quarto – Você vai para o meu apartamento mais tarde ou vai dormir aqui no campus hoje.
– Vou para o seu apartamento, claro – revirou os olhos, como se aquela resposta fosse óbvia – Mas não precisa se preocupar em me buscar nem nada, eu pego um táxi.
Nos despedimos mais uma vez antes que eu fosse embora, ainda consegui chegar ao hospital cinco minutos antes de começar o meu horário. Dei um olhada no quadro da recepção, não tinha nenhuma emergência no setor de cardiologista, o que significa que vou poder ir falar com a Rose antes de fazer a minha ronda pelos pacientes internados.
Enquanto caminhava em direção a área administrativa, dei de cara com Hermione. Ela estava com uma cara bem cansada, sinal de que já devia estar há horas trabalhando.
– Bom dia, doutor Salvatore – me cumprimentou – Pela sua cara descansada, imagino que acabou de chegar ao hospital.
– Você está certa – afirmei com a cabeça – Mas acho que não posso dizer a mesma coisa a seu respeito.
– Estou contando os minutos para acabar o meu plantão, nesse momento faltam, vinte – explicou, dando uma olhada no relógio – Já estou ouvindo a minha cama me chamar lá de casa, embora eu não vá ter muito tempo de descansar, vou para a clínica de repouso depois do almoço.
Depois que eu consegui o emprego no Hospital geral de Atlanta, com ajuda de Hermione, eu tive que deixar a casa de repouso, mas ela continua nos dois lugares e está sempre me dando notícias dos meus antigos pacientes.
– Eu já disse que você trabalha demais, Mione – observei – Você também precisa descansar.
– Mas eu descanso, Damon, o problema é que eu não consigo ficar muito tempo parada sem fazer nada e o hospital não preenche todo o tempo do meu dia -revirou os olhos – Aliais, você precisa dar uma passada lá na casa de repouso, está devendo uma visita a meses.
– Pode deixar que eu passarei – garanti – Agora eu preciso ir lá falar com a Rose a respeito das minhas férias.
– As minhas férias ainda estão longe, só para o final do ano – comentou – Mas vai lá, e divirta-se. Depois que terminar, vai me encontrar na cafeteria.
– Claro, estarei lá – afirmei antes de me afastar.
Rose, que a diretora de todo os hospital, estava desocupada na hora que eu cheguei, por isso não demorou muito para a secretária dizer que eu podia entrar. Ela estava sentada atrás da sua mesa, olhando alguma coisa no computador.
– Damon Salvatore – disse, sem retirar os olhos da tela a sua frente – Veio pedir as suas férias, imagino.
– Exatamente! — respondi enquanto me sentava – Meu irmão vai casar em algumas semanas e eu preciso estar em Mystic Falls para a cerimônia.
– Mas que ótimo, casamento é sempre uma coisa boa, sinal de renovação –comentou – Então vamos ver o que eu posso fazer por você.
Ficou acertado que minhas férias seriam de um mês e meio, o que me daria bastante tempo para descansar, e começariam a partir de amanhã. Depois de assinar todos os papéis necessários eu pude sair de lá e ir encontrar minha melhor amiga na cafeteria do hospital.
– Até que foi rápida a sua conversa com a Rose – comentou – Normalmente demoro mais tempo lá.
– A Rose estava doida para me dar férias, daqui a pouco faria isso sem que eu pedisse – falei, fazendo com que ela sorrisse – Agora é só ir para Mystic Falls antes que meu irmão e minha cunhada venham até Atlanta me buscar.
– Ora, Damon, não parece ser tão chato, você passar um tempo com a sua família, aposto que você não vê seu irmão desde que ele, a noiva e o filho vieram aqui no último natal, estou certa? — sim, ela estava certa – A Emery vai junto com você para Mystic Falls?
– Sim! — afirmei com a cabeça – Ela vai ser madrinha do casamento, juntamente comigo.
– Isso me faz imaginar que o relacionamento de vocês está sério – observou – Fico muito feliz com isso.
– Por falar em relacionamentos, como é que está o seu namorado? — decidi perguntar também.
Hermione está namorando, há quase dois anos, um cara chamado Draco Malfoy, ele é um grande empresário daqui de Atlanta. Os dois parecem felizes, mas isso não é impedimento para a minha mãe tentar me empurrar para a minha melhor amiga, “namoros acabam, meu filho”, é o que ela sempre diz.
– Estamos muito bem, obrigada por perguntar – disse – Minha mãe quer que a gente vá para Londres para as festas de fim de ano, assim ela e meu pai podem conhecê-lo.
– Conhecer os sogros depois de dois anos de namoro – fiz uma careta – Tenho pena do Draco.
– Bobo! — me deu um tapa, de leve, no ombro – Mas eu estou te sentindo um pouco preocupado, o que está acontecendo? Sabe que pode conversar comigo, não é mesmo?
– Sim, eu se! — dei um longo suspiro antes de continuar a responder – Acontece que essa viagem, o casamento do meu irmão.... a Elena é a melhor amiga de infância da noiva, o que significa que ela vai estar lá.
– Agora eu entendi... — colocou a mão no queixo, pensativa.
Hermione era a única por aqui que sabia sobre a Elena e também sobre a Miranda. Eu estava sempre desabafando com a minha amiga, nem sei como ela ainda não tinha se vai cansado de mim.
– Vai ser estranho vê-la depois de tantos – admiti – E tem a minha filha, que nem ao menos sabe mim. Sem contar a Emery que também vai estar lá.
– Se quer saber a minha opinião, vai ser bom que você a veja, principalmente ao lado do marido, assim você vai conseguir admitir que acabou mesmo – admitir que acabou? Isso era tudo que eu não queria fazer – E você também vai conhecer a sua filha, tem que ficar feliz, mas claro que você tem que se lembrar que ela pensa que o pai é outro cara – outra coisa que eu não quero admitir.
– O grande problema é que eu não sei se consigo me controlar perto da Elena – decidi continuar – Foi assim desde que nos conhecemos.
– Mas você precisa se controlar, afinal ela é casada e você está namorando – lembrou – Por mais que eu não seja a maior fã do seu relacionamento com a Emery, não acho que seja justo com ela.
Era por essa e outras que Hermione Granger é a minha melhor amiga, ela sempre fala o que é preciso, mesmo que não seja o que o eu quero ouvir. Por mais difícil que será mais mim, vou ter que seguir esses concelhos.
– Doutor Damon Salvatore, por favor, dirija-se a emergência – a voz no alto falante começou a me chamar – Doutora Damon Salvatore, por favor, dirija-se a emergência.
– Bom, o dever me chama – avisei enquanto me levantava – Como eu vou entrar de férias a partir de amanhã, acho que só te vejo depois que eu voltar.
– Não pense que vai se livrar de mim tão fácil, senhor Salvatore – disse – Vou te ligar sempre para saber como estão as coisas, mesmo enquanto estiver em Mystic Falls.
– Vou estar esperando por isso, Mione – dei um beijo no seu rosto.
Depois de atender esse paciente, não tive mais nenhuma outra emergência e pude, finalmente, fazer a minha ronda dos pacientes internados, o resto da manhã foi bem tranquila e na hora do almoço eu pude fazer a reserva de duas passagens para Richmond, infelizmente, só consegui vaga em um voo para dali a quatro dias. Não tive mais muito tempo para pensar em qualquer um dos meus problemas, pois logo no inicio da tarde entrei em cirurgia, o que me tomou quase todo o restante do meu tempo de trabalho. Quando eu fui embora para casa, estava totalmente exausto.
Abri a porta do meu apartamento e dei de cara com Emery deitada no sofá e vestindo apenas uma lingerie preta. Aquela visão fez com que eu sorrisse.
– Boa noite, Damon – disse – Pensei que você fosse demorar um pouco a mais no hospital.
– Meu dia já foi cheio o suficiente, não precisava de mais horas de trabalho – respondi – A boa notícia é que eu já estou de férias e também consegui resolver tudo sobre a nossa vigem a Mystic Falls.
– É muito bom ouvir isso – admitiu.
– Mas e você, como foi o seu dia? — larguei a minha maleta em cima da mesinha de centro e me sentei no sofá, ao lado dela – Conseguiu entregar o seu trabalho direitinho.
– Sim! — afirmou – Também peguei as notas das minhas outras disciplinas, passei em todas. Só vai ficar faltando essa, mas o professor prometeu enviar por e-mail, no máximo, uma semana.
– Como eu disse, você não tinha motivos para se preocupar, você é muito inteligente, Em – lembrei – E a sua gastrite, melhorou.
– Ainda senti alguma coisa durante o dia, nem consegui comer direito – admitiu – Mas agora estou bem melhor e morrendo de fome.
– Por falar em fome, que cheiro bom é esse que estou sentindo? — foi nesse momento que eu percebi o aroma delicioso que estava vindo da cozinha.
– Na última vez que fomos almoçar na casa dos seus pais, sua mãe me deu a receita daquela macarronada deliciosa que ela faz – explicou – Não sei se ficou tão boa quanto a dela, mas eu tentei.
– Quem diria que além de bonita e inteligente, você também tinha dotes culinários – brinquei – Vamos provar então, não vou nem trocar de roupa, posso fazer isso depois.
– Um pouco mais de calma, senhor Salvatore – nesse momento, Emery tinha se sentado no meu colo e passava a mão pelo meu rosto – Não precisa ter tanta pressa assim, a comida não vai desaparecer.
– Mas pensei que você estivesse com fome – foi impossível não engolir em seco nesse momento.
– Não estou com tanta fome assim – deu de ombros – Além disso, pensei que você pudesse querer a sobremesa primeiro – ela abriu o fecho do sutiã e o jogou no chão, deixando seus seios a mostra.
Coloquei minha mão por trás dos seus cabelos e a beijei, depois de tudo que me aconteceu hoje isso era tudo de que eu precisava. Além disso, por mais que seja errado, estar com Emery era a única coisa que me fazia não pensar em Elena e nunca precisei tanto esquecê-la quanto agora.
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