Amores e Consequências

22 Capítulo 21 – Final de semana juntos


Notas iniciais
Demorou mas saiu. Terminei o capítulo literalmente agora Não vou me ater muito aqui Espero que gostem

– Aonde ele está? — Mind estava pendurada na barra de divisão entre a porta do desembarque a área aonde as pessoas esperavam por seus amigos e parentes chegarem – Eu não estou vendo o papai em lugar nenhum.

– Ele já vai aparecer, Mind, ele deve estar pegando a mala dele – expliquei enquanto a pegava no colo e depois a fazia ficar em pé – Agora não fica se pendurando ai ou você vai acabar caindo e se machucando.

– Tudo bem, mãe... — revirou os olhos – É que eu estou doida para ver o papai, parece que faz tanto tempo que saímos de Mystic Falls.

– Eu sei disso, minha filha, também estou com saudades dele – afirmei – Só um pouquinho mais de paciência, o avião dele já chegou e daqui a pouco estará aqui conosco – apontei para o painel que estava a nossa frente, mesmo sabendo que ela não iria entender nada, ao lado da indicação do voo que veio de Atlanta estava a frase “avião no patio”.

Como já tinha previsto, não demorou muito para Damon sair do salão de desembarque. Eles nos viu imediatamente e acenou antes de caminhar na nossa direção.

– Papai! — Mind correu para mais perto dele, que se abaixou e pegou no colo – Que saudades!

– Também estava com saudades, princesinha! — deu um beijo no topo da sua cabeça antes de virar na minha direção e nossos olhos se encontrarem – Estava com saudades de vocês duas.

Então ele e inclinou para poder me dar um selinho. Quando se afastou, eu estava com um sorriso bobo nos lábios.

– Não acredito que você está mesmo aqui, papai! — nossa filha comentou enquanto estávamos indo na direção do estacionamento do aeroporto.

– Pode acreditar, eu estou mesmo aqui! — garantiu – E vamos nos divertir muito esse final de semana.

– Oba! — levantou os dois bracinho para o alto. Damon riu com essa reação.

– E então, aonde é que está a Eve? — quis saber – Pensei que ela também fosse vir para cá junto com vocês.

– Rebekah foi buscá-la no colégio e vai levá-la para casa mais tarde – expliquei – Era para a Mind ter ido também, mas ela preferiu vir ter buscar comigo.

– Por que eu estava doida para te ver, papai – terminou de explicar – Não ia aguentar esperar até de noite.

– E eu fico feliz que você tenha decidido isso, minha filha – afirmou.

Como o local não estava tão cheio, consegui arranjar um vaga bem perto. Assim que chegamos aonde o carro estava estacionado, abri o porta malas para poder colocar a bagagem e depois peguei Mind para poder sentá-la na cadeirinha e prendê-la no cinto de segurança.

– Bom, Damon, acho que já podemos ir... — avisei enquanto fechava a porta do banco de trás.

Meu namorado estava parado admirando os enormes arranha-céus de Nova York, que podiam ser visto ao longe. Queria muito saber o que está passando na sua cabeça nesse momento.

– Dam... — coloquei a mão nas suas costas, fazendo com que se virasse na minha direção.

– Acho que ainda não acredito que estou mesmo aqui – disse, por fim – A última vez que eu estive em Nova York era apenas um bebê. E, sinceramente, acreditei que nunca mais fosse vir aqui novamente.

– Sei que deve mesmo se difícil para você – dei um beijo no seu ombro – E agradeço muito por você estar aqui por mim.

– Você merece qualquer sacrifício, meu amor – passou a mão pelo meu cabelo – E, se quer saber, espero que Nova York esteja preparada para mim.

– Com toda certeza estará – o beijei no rosto – Agora vamos, tenho certeza de que não veio para cá apenas para ficar parado no estacionamento do aeroporto.

Concordou enquanto nos virávamos na direção do carro. Assim que entramos, eu liguei o veículo e logo estávamos a caminho das ruas movimentadas da cidade de Nova York.

***

Estávamos próximos da hora do rush, o que significa que o trânsito estava começando a ficar caótico, por isso levamos quase uma hora do caminho do aeroporto até o meu apartamento. A principio, Mind estava totalmente faladeira e dizendo toda animada as coisas divertidas que ia fazer com o pai nesses dias em que ele está aqui, mas na metade do caminho acabou caindo no sono.

– Chegamos... — disse enquanto dava a volta no prédio para poder entrar na garagem.

– Então é aqui que você mora? — Damon estava observando o local pela janela do passageiro – É prédio bem luxuoso, se quer saber a minha opinião.

– Sendo bem sincera, fui eu que escolhi esse apartamento, um pouco antes da Eve nascer – expliquei – Mas com o tempo acabei achando que era um exagerado demais.

– Ainda não vi o apartamento, então no posso dar a minha opinião – deu de ombros – Mas eu confio no seu bom gosto, Lena.

Sorri antes de pegar o controle do portão no painel do carro para podermos, enfim, entrar no local.

Dessa vez, meu namorado fez questão de pegar a sua bagagem e levar até o elevador. Depois ele ainda voltou para pegar Miranda no colo, que continuava adormecida, e só então subimos em direção a cobertura.

***

– Finalmente a senhorita chegou – Bonnie disse assim que eu abri a porta da sala.

– Pegamos um transito terrível até aqui – reclamei – Nova York está ficando cada dia mais caótica.

– Eu imagino... — minha governanta.

– Bom, Bonnie, esse é o Damon – comecei a fazer as devidas apresentações – E Damon, essa é a Bonnie, já te falei sobre ela antes, lembra?

– Sim, é claro – balançou a cabeça afirmativamente.

– E, finalmente, estou conhecendo o famoso, Damon Salvatore – ela disse, estendendo a mão para o meu namorado – Não tem ideia do quanto já ouvi ao seu respeito, não apenas da senhorita Elena, mas também das meninas.

– Espero que todas as coisas que ouviu ao meu respeito tenham sido boas – brincou, dando uma rápida olhada na minha direção.

– Pode ter certeza... — garantiu.

– O meu papai não é mesmo lindo, Bonnie? — Mind, que continuava com a cabeça deitada no colo do pai, parecia ter acabado de acordar.

– Agora a senhorita acorda, não é mesmo? — Damon revirou os olhos.

– Esse cheirinho de bolo de chocolate me acordou – murmurou, embora seus olhinhos ainda estivessem fechado – Parece estar delicioso...

– Decidi fazer um bolo pois imaginei que fosse chegar com fome da rua – comentou – Mas como você está dormindo, Mind, imagino que prefira comer só mais tarde.

– Não tudo bem, eu já estou acordada! — ela estava totalmente acordada agora, fazendo com o que o pai a colocasse no chão.

– Bonnie, leva a Mind para troca de roupa e depois dá uma pedaço de bolo pra ela – pedi – Enquanto isso eu vou levar o Damon até o meu quarto para poder colocar a mala dele lá.

– Está bem, senhorita – ela concordou com a cabeça e segurou a mão da minha filha para poderem subir as escadas.

Fiquei observando até que as duas tivessem desaparecido no andar de cima do apartamento. Assim que ficamos sozinhos, Damon ma abraçou pela cintura e deu um beijo no vão entre meu ombro e meu pescoço.

– E então, você vai me mostrar a casa agora? — sussurrou com os lábios bem perto do meu ouvido.

– Você quer que eu te mostre a casa? — perguntei enquanto me virava e ficava de frente para ele – Pensei que, agora que Bonnie deve manter a Mind ocupada por um tempo, poderíamos aproveitar um pouco o nosso tempo a sós... — nossos rostos estavam tão próximos agora que eu podia sentir a sua respiração quente contra a minha bochecha – Garanto que esses momentos vão ser bem raros durante esse final de semana, então...

– Tudo bem, acho que você me convenceu – concordou, dando um sorriso malicioso antes de me beijar.

– Perfeito! — sorri – Bom, o tour pela casa fica para mais tarde, mas agora você só vai conhecer..., o meu quarto.

O puxei pelo braço e foi a nossa vez de subir as escadas, apressadamente.

***

Antes de qualquer outra coisa, Damon disse que precisava tomar um banho, já que passou a manhã inteira no hospital e depois só teve tempo de ir em casa para pegar a mala e ir para o aeroporto. Então fiquei sentada na ponta da minha esperando que ele saísse de dentro do banheiro.

Quase no mesmo instante em que parei de ouvir o barulho da água do chuveiro cair, o celular dele tocou. Mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa, peguei o aparelho e descobri que era uma mensagem que tinha acabado de chegar o nome piscando na tela era o de Emery.

Sei que não deveria ler, mas era mais forte do que eu...

Damon,

Só queria saber se você chegou bem ai em Nova York, sei que avião é um dos meios de transporte mais seguro do mundo, mas não consigo deixar de ficar tensa quando alguém próximo a mim viaja.

Também quero dizer que está tudo bem comigo e com o nosso bebê. Ele ficou bem agitado quando saí do hospital, mas agora está bem quietinho.

Esperando que você volte logo,

Emery.

Foi impossível não revirar os olhos e fazer uma careta de nojo. Não tenho ideia de como era o relacionamento deles quando estavam juntos e, sinceramente, nem quero saber, mas tenho a impressão de que Emery está usando esse bebê se aproximar do Damon e tentar tê-lo de volta e essa é a tentativa mais baixa e desesperada que eu já vi na vida.

Sei que não deveria me rebaixar ao mesmo nível dela, mas quando dei por mim já tinha apertado o botão de “responder” e estava digitando uma mensagem.

Emery,

Aqui é a Elena, acontece que o Damon está ocupado agora. Mas você não precisa se preocupar que ele chegou muito bem e, com toda certeza, vai aproveitar muito aqui em Nova York comigo e com a nossa filha.

– Lena? — tinha acabado de enviar aquela resposta quando Damon abriu a porta do banheiro – O que você está fazendo?

Não consegui responder nada, pois ele já tinha tirado o celular da minha mão e verificava o que eu tinha feito.

– Você mandou uma mensagem para a Emery pelo meu celular? — voltou a me olhar, franzindo a testa.

Passei a mão nervosamente pelo cabelo, não tinha porque eu negar o que tinha feito, era melhor contar logo a verdade.

– Sei que isso pode parecer idiotice e que isso é coisa de adolescente ciumenta – estava encarando o chão, queria olhar qualquer lugar, menos para ele – Mas a mensagem que ela mandou, parecendo que você só veio passear em Nova York e depois vai voltar para ela. Isso me deu nojo.

A reação que Damon teve a minha resposta foi a mais surpreendente de todas, ele, simplesmente, começou a rir.

O que tem de tão engraçado no que eu acabei de falar? — cruzei os braços e me fingi de brava.

– É que você fica tão fofa quando está assim com ciúmes – explicou, dando um sorriso malicioso.

– Eu não estou com ciúmes! — tentei me defender, mas era mentira. Não queria sentir ciúmes, mas com toda a situação, não consigo evitar.

– Lena, não tem problema você sentir ciúmes – segurou o meu queixo, fazendo com que eu voltasse a olhá-lo – Não vou te achar boba, infantil nem nada parecido com isso.

– Obrigada por tentar entender – sussurrei – Embora não tenha certeza se eu mereça.

– Tudo que eu sei é que você não tem o menor motivo para sentir isso – garantiu – Posso estar prestes até um bebê com a Emery e coisa e tal, mas é com você que eu quero passar o restante da minha vida e isso é tudo que importa, está entendendo?

– Sei que não tenho motivos para ter ciúmes – dei um longo suspiro antes de continuar – Mas...

– Sei “mas”, Lena – me interrompeu e se aproximou para me dar um selinho – Agora vem aqui , sua boba ciumenta.

Damon me puxou para encostar a cabeça no seu peito e ficou passando a mão no meu cabelo. Tenho que admitir, estou me sentindo bem melhor com isso.

– É um menino – voltou a falar depois de alguns instantes em silêncio, eu me sentei para poder encará-lo melhor – Emery teve uma consulta hoje com a obstetra e fez a ultrassonografia.

– Uau! — comentei – Parabéns então, eu acho...

– Lena, você não vai começar com ciúmes de novo, não é mesmo? — quis saber – Eu já disse que a minha situação com a Emery não muda o que temos e continua não mudando.

– Acontece que todo cara sonha em ter um menino, se disso – lembrei – Sei que o Klaus, secretamente, queria um menino quando estávamos esperando a Eve e você...

– Eu amo a Mind! — completou – Eu a amo desde o primeiro momento que soube que ela existia e não a trocaria por mil meninos.

Dei um sorriso bobo. Claro que eu sei o quanto Damon ama a filha e ele já deu milhares de provas disso, mas era bom ouvi-lo dizer, sem contar que é meio difícil não se sentir insegura quando tem uma ex-namorada grávida de um menino na jogada.

– Você quer saber o que mais me deixou feliz por saber que o bebê da Emery é um menino? — balancei a cabeça afirmativamente em resposta – Pois assim vai ser mais difícil da Miranda sentir ciúmes.

Não tinha argumentos contra isso. Eve e Mind nunca sentiram ciúmes uma da outras e são até bem unidas, mas talvez as coisas fossem diferentes quando a atenção do pai esta em jogo.

– Então, como você pode ver, não tem motivos nem para você nem para a nossa filha tem motivos para se preocupar – completou – Tem Damon para todo mundo – deu um sorriso convencido passando a mão pelos cabelos.

– Seu bobo... — dei um tapa de leve no seu braço – Acontece que eu também tenho uma novidade para você. Desde hoje de manhã eu sou, oficialmente, uma mulher divorciada.

– Isso sim é uma excelente notícia! — pareceu mesmo bem animado com a novidade – Por que não contou isso antes?

– Queria esperar o momento certo – dei de ombros – Klaus telefonou hoje cedo dizendo que os papéis do nosso divórcio já estavam prontos então fui até o escritório dele na mesma hora. Como você estaria aqui hoje, queria que tivéssemos um motivo para comemorar.

– E como certeza esse é um grande motivo para comemorarmos – concordou.

Ele colocou a mão por debaixo dos meus cabelos para poder me puxar e assim voltarmos a nos beijar. Sem quebrar o contado um segundo sequer, ele me puxou para o seu colo, aonde eu pude sentir o seu membro rijo, estava tão exitado quanto eu e a nossa noite estava apenas começando.

***

– Quando é vamos marcar a data do casamento? — a pergunta dele me pegou totalmente de surpresa.

Estávamos deitados na minha cama depois de fazer amor duas vezes e depois de tomar um banho cheio de carícias. Com a cabeça encostada no peito nu do meu namorado, ouvindo as batidas do seu coração e quase caindo no sono.

– Como você está apressadinho, senhor Salvatore – comentei – Mal me separei e já quer que eu me case novamente.

– Já estávamos planejando isso antes de você voltar para Nova York e falar com o Klaus – lembrou – Então porque esperarmos mais?

– Tudo bem acho que você tem razão – concordei, revirando os olhos – Mas podemos esperar um pouco antes de começar a pensar em marcar a data do casamento. Vamos primeiro nos mudar para Mystic Falls e nos estabelecermos na cidade, o que acha?

Na verdade, queria dizer que era melhor esperarmos o bebê da Emery nascer antes de fazer qualquer tipo de plano. Mas eu não quero mais causar qualquer tipo de confusão a respeito desse tema.

– Acho que você tem razão sobre isso – concordou – Afinal, não seria legal casarmos morando em cidades diferentes.

– Exatamente... — disse – E não se preocupe, logo nos seremos marido e mulher, nada vai nos separar.

Então nós voltamos a nos beijar. Estávamos quase indo para o terceiro round daquela noite quando ouvi a campainha tocar no andar debaixo do apartamento.

– Deve ser a Rebekah vindo trazer a Eve – expliquei – É melhor irmos até lá falar com ela.

– Tudo bem, você tem razão – parecia levemente frustrado, mesmo assim, concordou – Quem sabe mais tarde não continuamos isso.

– Vou gostar muito disso – respondi.

Então eu me levantei e comecei a pegar as minhas roupas no chão para poder me arrumar o mais rápido possível.

***

Ainda na escada, pude ver que a porta da sala estava aberta e Bonnie estava parada em frente, falando com alguém. Só quando me aproximei mais que eu reconheci o meu ex-sogro.

– Olá, Elena! — ela sorriu assim que me viu – Bonnie disse que você estava descansando lá em cima, pensei que não fosse vê-la.

– Olá, senhor Mikaelson – dei um sorriso sem graça – Ouvimos a campainha lá de cima e viemos até aqui.

– Mamãe, a tia Bekah teve que resolver uns problemas no trabalho e me deixou na casa da vovó – Eve explicou – Então o vovô veio me trazer.

– Espero que não veja problema nisso – ele completou – Afinal, ela não te aviou sobre isso nem nada.

– Claro que eu não vejo problema – garanti – Você e Esther são avós da Eve e tem todo direito de vê-la.

Foi nesse momento que Damon segurou a minha mão com bastante delicadeza. Com todo esse choque de ver Mikael ali, esqueci completamente de fazer as apresentações.

– Senhor Mikaelson, esse é o Damon, o pai da Mind e, futuramente, meu novo marido – disse – Já falei sobre ele antes.

– Ah sim, claro! — estendeu a mão na direção do meu namorado – Você sabe, Elena, o quanto eu fiquei triste pelo seu casamento com o meu filho não ter dado cedo, mas fico feliz por estar com alguém que parece te fazer feliz.

– E pode ter certeza de vou fazer a Elena muito feliz, senhor Mikaelson – Damon garantiu, enquanto aceitava o cumprimento dele – Quanto a isso não tenha a menor dúvida.

Obviamente não consegui deixar de pensar no fato de que esses dois podem ser pai e filho. O que será que eles pensariam se soubessem disso?

– Bom, acho melhor eu ir embora, o motorista está me esperando lá embaixo – avisou – Eve querida, vejo você lá em casa na semana que vem?

– Claro vovô! — afirmou com a cabeça.

– E Elena, leve a Mind para vermos um dia – pediu – Eu e Esther estamos com saudades dela.

– Levarei ela sim – concordei – É só combinarmos.

– Falarei com a Esther para ela te ligar durante a semana – avisou – Quem sabe vocês não vão até lá no próximo final de semana junto com a Eve?

Bonnie esperou até que ele estivesse dentro do elevador e só então fechou a porta. Eve estava bem animada e nos contava tudo de emocionante que tinha acontecido com ela hoje.

– Bonnie, aonde é que está a Mind? — decidi perguntar.

– Ela está lá em cima assistindo televisão, senhorita Gilbert – explicou – Disse que a chamaria quando o jantar estivesse pronto.

– Eve, querida, porque você não vai até o seu quarto e depois vai ver televisão com a sua irmã? — ajoelhei para ficar na altura da minha filha mais velha – A Bonnie chama vocês para jantar, tudo bem?

– Claro! — balançou a cabeça afirmativamente antes de sair correndo para a escada.

Logo em seguida Bonnie voltou para a cozinha e, mais uma vez, eu e Damon estávamos sozinhos. Ele me puxou pela cintura para um abraço.

– Espera que essa situação toda não tenha sido estranha – comentei – O meu ex-sogro tendo vindo trazer a Eve e você estando aqui.

– Claro que não foi estranho, Lena, os Mikaelson continuam fazendo parte da sua vida, apesar de tudo – lembrou – E, pelo jeito você continua se dando bem com eles.

– Mikael e Esther sempre foram uns amores comigo e meu relacionamento com a Rebekah sempre foi muito bom também – expliquei – Realmente não queria perder o contato com nenhum deles mesmo não estando mais casada com o Klaus.

Ele apenas deu um beijo no topo da minha cabeça. Sei que também estava pensando que não quer que eu queira o contato com os Mikaelsons, só espero que continue pensando dessa maneira se toda aquela história sobre a verdadeira paternidade de Damon vier à tona.

***

Como já tinha dito antes, nós dois quase não tivemos tempo para ficarmos a sós depois disso. Após o jantar nos juntamos as meninas para ver mais um pouco de televisão e acabamos irmos dormir bem tarde, totalmente cansados.

Já no dia seguinte decidimos ir fazer um tour por Nova York para que o Damon pudesse conhecer a cidade. Fomos até a estátua da liberdade, ao topo do Empire State, demos uma volta pela 5ª avenida e, por fim, fomos até o Central Park.

Já estava escuro quando, finalmente, voltamos para o apartamento.

– Foi tão legal, hoje, mamãe! — Mind estava saltitando pela sala – Eu nunca tinha ido ao zoológico do Central Park.

Sabia que Eve tinha ido ao zoológico em um passeio do colégio, mas Mind não. Já tinha um tempo que queria levá-la, mas não tinha tido uma oportunidade para isso.

– Nós podemos ir lá outra vez? — pediu – Quero ver todos os bichinhos outra vez!

– Claro que pode ir, Mind – eu me sentei no sofá e a puxei para ficar no meu colo, assim ela ficaria quieta – Mas vamos esperar um tempo, pelo menos um mês, ir logo vai ser muito cansativo, você não acha?

– Tem razão – concordou – E papai tem que ir junto também!

– Mas é claro que eu vou – Damon concordou, na mesma hora – É só combinar com antecedência para não ser em um final de semana que eu esteja de plantão, então virei para Nova York encontrar vocês.

– Oba! — bateu palminhas, feliz.

O som do telefone interrompeu a nossa conversa. Como eu estava bem ao lado do aparelho, atendi sem nem ao menos olhar o identificador de chamadas.

– Alô! — disse ao retirá-lo da base e colocar no meu ouvido.

Elena Gilbert!– já tinha ouvido aquela voz antes, só não lembrava aonde – Aqui é Hermione Granger, amiga do Damon que trabalha com ele no hospital.

– Ah sim, Hermione! — ao ouvir aquele nome, fez meu namorado se virar na minha direção, totalmente atento a conversa – Claro que eu sei que você é, o Damon fala muito ao seu respeito.

Estou tentando ligar para ele desde hoje de manhã, mas o celular dele só cai na caixa de mensagem – explicou – Também tentei ligar nesse número, que o Damon passou para mim ontem antes de viajar, mas ninguém atende.

– Damon deixou o telefone desligado hoje – falei, ele achou melhor assim, para que ninguém atrapalhasse o nosso dia de passeio – E não tinha ninguém aqui em casa durante o dia.

Entendo....– comentou – Bom, será que eu posso falar com ele?

– Mas é claro que pode falar com ele – respondi enquanto chamava Damon para poder lhe entregar o telefone.

– Mione! — disse na mesma hora – O que houve?

Ficou algum tempo em silêncio,provavelmente ouvindo o que Hermione tinha dizer. Vi sua expressão mudar conforme os segundos iam passando, estava cada vez mais preocupado.

– Mas como é que ela está agora? — mais um instante de silêncio – Certo, vou ligar para a companhia aérea e estarei em Atlanta o mais rápido possível.

Ele mal desligou a ligação e já estava discando o telefone novamente. Ficou esperando pouco tempo até que alguém atendesse.

– Boa noite, eu quero uma passagem para o primeiro voo de Nova York para Atlanta – ao mesmo tempo que ele falava, ia subindo as escadas – Tudo bem, eu espero.

– O que está acontecendo com o papai, mamãe? — Mind perguntou quando nós três estávamos sozinhas na sala.

– Eu não sei, minha filha – neguei com a cabeça – Eve, fica de olho na sua irmã, vou tentar descobrir qual o problema.

– Tudo bem – disse.

***

Quando entrei no quarto, a mala de Damon estava em cima da cama e começava a jogar tudo dentro dela. Ainda estava com o telefone no ouvido, sinal de que ainda não tinha conseguido comprar a passagem.

– Damon... — o chamei, fazendo com que virasse na sua direção – O que foi que aconteceu? O que a Hermione te falou?

– Desculpa não ter falado nada – avisou, sem parar de fazer o que estava fazendo – Não consegui pensar em mais nada, só que eu deveria começar a arrumar tudo e ir para Atlanta.

– Tudo bem, eu entendo – avisei – Mas o que foi que aconteceu, Dam.

– A Emery passou mal durante a madrugada – explicou – A mãe dela está em Atlanta e levou ela para o hospital.

– Mas está tudo bem com ela e com o bebê agora? — ele não respondeu – Damon! Aconteceu alguma coisa com o bebê?

– Ela perdeu o bebê... — respondeu, por fim.

Essa notícia foi como um balde de água fria em cima de mim. Eu e Emery tivemos os nossos problemas, principalmente pelo fato de eu estar com o ex dela, mas jamais desejaria que ela perdesse o bebê ou qualquer coisa parecida.

– Sinto muito... — disse essas palavras com toda a sinceridade.

– Sim, ainda estou aqui – voltou a falar com o atendente do outro lado da linha – Sim, vou querer uma passagem, espera que eu vou pegar o número do cartão de crédito – estava retirando a carteira do bolso de trás da calça.

– Espera, Damon, compre duas passagens – pedi – Eu vou para Atlanta com você.

Notas finais
E é isso. Não vou falar nada sobre os fatos desse capítulo (principalmente sobre o final), vou deixar que você deem as suas opiniões. *** Agora comentem e digam o que estão achando Recomendações?