Amores e Consequências

23 Capítulo 22 – Tentando ajudar


Notas iniciais
E aqui estou eu como mais um capítulo da fic Espero que gostem... Nos vemos lá embaixo nas notas finais

Levantei do lugar aonde estava assim que coloquei o telefone no ouvido e fui caminhando para o outro lado do salão de embarque. Depois de quatro toques eu ouvi o barulho indicativo de que a ligação foi atendida.

Lena?– ouvi a voz da minha ex-cunhada do outro lado da linha – Está tudo bem?

– Está tudo bem sim – garanti afirmando com a cabeça, mesmo sabendo que ela não podia ver – Só liguei para saber como é que estão as coisas por ai.

Está tudo bem, Lena, pode ficar tranquila – respondeu – Assim que saímos do seu apartamento eu levei as meninas até uma lanchonete para comerem alguma coisa e agora o Marcel colocou um desenho para as duas assistirem.

Depois que conseguimos resolver os problemas as respeito das passagens para Atlanta eu liguei para Rebekah pedindo para ficar com as minhas filhas enquanto estou fora da cidade, que aceitou sem nenhum problema. Era muito bom saber que podia contar com ela para qualquer coisa.

– Mais uma vez, muito obrigada, Bekah – continuei – E não deixa elas dormirem muito tarde, principalmente a Mind, ou ela vai ficar insuportável amanhã.

Pode deixar que eu não vou demorar muito para colocar as duas para dormir – garantiu – Embora eu ache que isso não deva ser um trabalho muito grande. Elas estão tão cansada que parecem que vão desmaiar a qualquer momento.

– Oh sim, hoje foi um dia muito agradável e divertido no zoológico – um dia que acabou sendo interrompido dessa maneira, completei mentalmente – Conseguimos mantê-las ocupadas todos os minutos.

Isso é mesmo muito bom – concordou – E como é que está o Damon toda essa situação.

Foi nesse momento que dei uma rápida olhada no meu namorado. Ele estava sentado próximo a parede que era formada de vidro e observava um avião que, nesse momento, taxiava pela pita, parecia bem pensativo.

– Está tudo bem, na medida do possível – dei um longo suspiro enquanto falava – Ele não falou muito sobre a Emery ou o bebê desde que recebeu a ligação de Atlanta, mas tenho certeza de que logo ele vai se abrir e falar tudo o que está pensando. Lembro-me quando quase perdemos a Mind, Damon ficou tentando se fazer de forte por minha causa, mas sei que estava tão preocupado com tudo quanto eu.

Tudo que eu quero que você saiba, Lena, é que pode demorar o tempo que for em Atlanta – continuou – E não se preocupe com as meninas, vou cuidar muito bem delas.

– Obrigada, Bekah – respondi – Mas não vou demorar muito lá, afinal, preciso trabalho, não é mesmo?

Isso é verdade – riu – Olha, Lena, eu preciso ir, o Marcel está me chamando, nos falamos depois?

– Claro! — falei – O avião não deve mesmo demorar para sair.

Deliguei o telefone e voltei para o lugar aonde estava o meu namorado. Sentei ao seu lado e coloquei a mão sob a sua e ele se virou para poder me olhar.

– A Bekah disse que as menina estão ótimas... — sussurrei encostando o meu queixo no seu ombro.

– Isso é bom... — afastou-se um pouco e passou a mão pelo meu cabelo – Nem sei como te agradecer por estar indo comigo, não precisa fazer isso.

– Eu precisava sim – afirmei – Passei por uma situação parecida há quatro anos; a Mind está bem, mas a Emery não teve a mesma sorte. Por isso quero ir dar apoio.

Senhores passageiros do voo 302 com destino a Atlanta, queremos convidá-los para o embarque imediato pelo portão 5 – a voz no alto-falante.

– É o nosso voo – me levantei e coloquei a bolsa no ombro antes de segurar a mão de Damon – Vamos lá!

Fomos até a fila de pessoas que também esperavam para entrar no avião. Por sorte, não demorou muito para estarmos sentados na nossa poltrona.

***

A viagem até Atlanta foi bem tranquila, sem nenhum tipo de incidente. Quando pousamos no aeroporto já era quase madrugada, mas não tivemos grandes problemas para conseguir um táxi e Damon passou o seu endereço para o motorista.

– Vamos passar no meu apartamento para deixar as nossas coisas e depois vamos para o hospital – avisou, quando já estávamos passando pelas ruas, agora vazias, da cidade – Claro que, se você quiser, pode ficar.

– Não, Damon, eu vou junto com você... — neguei com a cabeça – Disse que vim aqui para ajudar e não vou conseguir fazer isso se estiver no seu apartamento, não é mesmo?

– Certo, você tem razão – concordou – Mas aconteceu que já está tarde e nós tivemos um dia bem agitado hoje, vou entender se estiver cansada.

Para falar a verdade eu estava exausta e tenho a impressão de que se eu deitar em algum lugar vou adormecer na mesma hora. Mas eu não posso decepcionar o Damon dessa maneira, então não vou dar o braço a torcer.

– Eu não me importo de dormir um pouco mais tarde hoje – garanti – Vou estar ao seu lado em todos os momentos.

– É por isso que eu te amo – ele deu um beijo no topo da minha cabeça – Você estar aqui comigo é mesmo muito importante.

Fiquei olhando a passagem que passava rapidamente e logo o carro parou em frente a entrada de um prédio.

– Chegamos! — o homem falou enquanto indicava o taxímetro, aonde podíamos ver o preço da corrida.

Meu namorado pagou e pegou as malas antes de entrarmos no local e irmos na direção dos elevadores.

***

A sala devia ser do mesmo tamanho que o apartamento de Damon em Mystic Falls e também estava todo arrumado, imagino que tenha alguém faça a faxina para ele aqui. Além disso, pude observar duas portas, uma que levava para o corredor e a outra para a cozinha.

– Então esse é o seu apartamento... — comentei enquanto olhava para todos os lados do cômodo – Parece mesmo bem simpático.

– Eu sei – fechou a porta atrás de nós antes de trancá-la – Bom..., você não vai morar aqui, já que nós dois vamos mudar para Mystic Falls; mas eu quero que você se sinta o mais confortável possível enquanto estiver aqui.

– Tenho certeza de que vou me sentir muito bem aqui – me virei e coloquei os braços em volta do seu pescoço antes de juntar meus lábios antes de juntar meus lábios nos dele.

– O que acha de irmos até o meu quarto para levarmos as nossas malas lá? — sugeriu depois de afastar o rosto alguns centímetros dos meus – E depois, podemos sair novamente.

– Acho melhor você ir para lá sozinho – respondi – Se eu entrar no seu quarto, não garanto que a gente vá sair de lá tão cedo... — sussurrei essa última frase grudando mais o meu corpo no dele, se isso realmente for possível.

Tudo bem, eu sei que não deveria estar pensando isso com todo esse drama do bebê da Emery acontecendo ao nosso redor. Mas simplesmente não consigo evitar quando Damon esta perto de mim.

– É uma proposta tentador – riu, estávamos prestes a nos beijar e não tenho certeza se vou conseguir parar se isso acontecesse – Mas você tem razão, não podemos fazer isso agora.

Ele afastou de mim, fazendo com que eu enrolasse a ponta dos cabelos com o dedo indicador. Damon pegou as duas malas no momento em que o telefone começou a tocar.

– Alô! — disse no momento em que pegou o aparelho e colocou no ouvido – Oi, mãe! Sim, acabamos de chegar, tínhamos acabado de entrar no apartamento quando o telefone tocou... — começou a caminhar na direção do corredor, até que estivesse longe o suficiente para não conseguir ouvir mais nada.

Agora eu estava sozinha na sala, então me sentei no sofá. Na mesinha de frente tinha dois porta-retratos, em um deles tinha uma foto nossa que foi tirada durante a nossa última viagem a Mystic Falls e no outro estavam Eve e Mind arrumadas para o casamento da minha melhor amiga. Dei um sorriso bobo ao ver aquilo, sentia que éramos mesmo uma família.

Dei uma rápida olhada no relógio perto da televisão e verifiquei que meu namorado já tinha ido até o quarto há quase dez minutos, certamente ainda estava conversando com a mãe. De repente, eu senti os meus olhos começando a pesar e, sem que eu nem ao menos percebesse, fui caindo, aos poucos, na inconsciência...

***

– Lena... — senti que alguém sacudia o meu ombro – Lena, meu amor, acorda...

– O que houve? — abri os olhos e, aos poucos, minha visão foi desembaçando e pude ver Damon ali na minha frente – Não acredito que eu dormi! Damon, eu...

– Não precisa falar nada, Lena – me interrompeu – Como eu disse antes, está tarde e você tem todo o direito de estar exausta. Se você quiser pode ficar aqui dormindo, vou dar uma passada rápida no hospital para ver como estão as coisas e também tentar falar com a obstetra.

– De maneira nenhuma, Damon, eu disse que vou com você e é isso que vou fazer – garanti – Eu só dormi porque estava aqui parada, mas tenho certeza de que consigo ficar mais um pouco acordada.

– Se você diz – apenas deu de ombros.

– Mas agora me diga, o que a sua mãe queria? — decidi perguntar, mudando levemente de assunto.

– Ela só queria avisar que tinha ido visitar a Emery no hospital – explicou – Hermione avisou para ela que eu estava vindo, por sabia que me encontraria em casa.

– Ah sim... — completei – Então agora é a nossa vez de ir visitar a Emery no hospital, não é mesmo?

– Claro – afirmou com a cabeça – Deixe-me apenas pegar a chave do carro, então podemos sair.

Damon foi, mais uma vez, na direção do quarto, mas agora não demorou tanto quanto antes. Em seguida, fomos até a porta que levava a saída.

***

O hospital geral de Atlanta não ficava tão longe assim do apartamento do meu namorado e chegamos lá em poucos minutos. Caminhando pelo corredor avistamos uma mulher que eu deduzi ser uma médica por estar de jaleco, assim que ela nos viu, acenou e apressou os passos para nos alcançar rapidamente.

– Damon! — ela o cumprimentou com um beijo no rosto – Fiquei imaginando que horas você iria chegar.

– Acontece que só tem um voo a noite que vem de Nova York para Atlanta e até demos sorte por conseguir uma vaga nele – explicou – E ainda passamos em casa para deixar as coisas antes de vir para cá.

– Entendo... — ela deu uma rápida olhada na minha direção.

– Eu já ia me esquecendo de fazer as apresentações – colocou a mão nas minhas costas – Mione, essa é a Elena, minha noiva; E Lena, essa e a Hermione, minha melhor amiga, acho que já falei sobre ela, não é mesmo?

– Claro que já falou sobre ela – estiquei os braços para cumprimentá-la – E nós também nos falamos pelo telefone hoje.

– Exatamente – aceitou o meu cumprimento – Finalmente estou conhecendo a famosa Elena Gilbert, embora a situação pudesse ser diferente.

Dei apenas um pequeno sorriso, não sabia exatamente o que pensar a respeito disso.

– E então, Mione, você foi ver a Emery? — Damon perguntou logo em seguida – Falei com a minha mãe antes de sairmos de casa, mas ela disse que passou pouco tempo aqui no hospital e não deu muitos detalhes.

– Eu fui até lá assim que a Emery saiu da curetagem, mas ela ainda estava dormindo – explicou – Tentei saber informação, mas só falam se for alguém da família.

– E quanto a doutora Bane? — quis saber, mas uma vez, imaginei que ela fosse a obstetra – Sabe se ela está aqui no hospital?

– Está sim, mas parece que foi fazer um parto de emergência – disse – Faz um seguinte, vão ver a Emery e depois tentar falar com ela.

– Essa é uma boa ideia – concordou – Vamos lá, Elena? — segurou a minha mão.

Foi nesse momento que começamos a ouvir uma música, que parecia um toque de celular. Então, Hermione retirou o aparelho do bolso do jaleco.

– Preciso atender, é o meu namorado – explicou antes de colocar o telefone no ouvido – Oi, meu amor, o que está fazendo acordado a essa hora?

Enquanto ela falava nós dois nos afastamos e chegamos a recepção para perguntar aonde é que Emery estava internada.

***

Os quartos da ala da obstetrícia ficava no terceiro andar do hospital, então precisamos pegar o elevador. Entramos no local e percebemos que a janela estava aberta e a televisão ligada, além disso, tinha uma mulher sentada na cadeira ao lado da cama, que eu imaginei ser a mãe dela.

– O que ela está fazendo aqui? — a pergunta se referia a mim – Você já não causou problemas o suficientes? Tinha mesmo que vir aqui e se divertir com o meu sofrimento?

– Emery... — Damon a repreendeu – A Elena só veio aqui ajudar, não tem necessidade de tratá-la dessa maneira.

– Exatamente... — afirmei, concordando com a cabeça – De maneira nenhuma eu iria desejar que algo de ruim acontecesse com o seu bebê, eu...

– Ajudaria mais se tivesse fica em Nova York, há milhares de quilômetros de distância – me interrompeu – Já não basta aquela mensagem que você me mandou hoje, deixando nem claro que o Damon estava com você e não comigo.

A mensagem... De repente, me bateu um sentimento de culpa. Sei que o estresse pode causar um aborto espontâneo, será que isso tudo está acontecendo por minha causa? Nunca vou conseguir deixar de me sentir culpada se for verdade.

– Agora chega, Emery – meu namorado elevou o tom de voz, levando em consideração que estamos em um hospital, essa não deve ter sido a melhor atitude a ser tomada – Eu estava na casa da Elena quando soube o que aconteceu e achou que não era uma boa ideia eu vir para cá sozinho e quis vir junto.

– Não sei se o Damon comentou com você, mas passamos por uma situação parecida com a Mind – disse – Nós quase a perdemos logo depois de sabermos que ela estava a caminho, então sei exatamente tudo que você está sentindo.

– Não, você não sabe como eu estou me sentindo – agora era ela quem estava gritando, com toda certeza logo vai aparecer uma enfermeira aqui para saber o que está acontecendo – Você tem as suas filhas, lindas e saudáveis, além disso, você tem o Damon.

– Será que alguém aqui pode me explicar o que está acontecendo? — a mãe de Emery se manifestou pela primeira vez desde que entramos, já tinha percebido que ela estava confusa com a nossa conversa – Essa é a mãe da filha do Damon, não é mesmo?

– Sim, senhora Whitehill, é ela mesma – Damon afirmou – E lamento dizer, mas mentimos para a senhora.

Agora foi a minha vez de ficar confusa. Ele se virou na minha direção e segurou a minha mão.

– Eu ia te contar isso quando estivesse perto do bebê nascer, Lena – explicou – Mas a verdade é que eu não sabia como iria fazer isso.

– Tudo bem – fiquei olhando para os meus pés – Você pode me contar agora, eu prometo que você entender, seja lá o que for.

– Emery me pediu para dizer aos pais dela que nós dois ainda estávamos juntos – falou, calmamente – Disse que seria só até o bebê nascer, então achei que não seria nada demais.

– Isso é verdade, Em? — a mulher perguntou para a filha antes mesmo que eu pudesse abrir a boca para expressar a minha opinião.

– Sim, mãe, é verdade – afirmou com a cabeça – Fiquei com medo de você e o papai sentissem vergonha de mim por ter um filho sem estar ao menos namorando com o pai do bebê, por isso eu pedi isso para o Damon.

Então ela começou a chorar, colocando as duas mãos no rosto. A senhora Whitehill a puxou para mais perto, para um abraço.

– Está tudo bem, meu bebê – deu um beijo no topo da cabeça – De maneira nenhuma, seu pai e eu sentiríamos vergonha de você.

Continuou a passar a mão pelo cabelo castanho de Emery até que pareceu que ela tinha se acalmado. Então ela se afastou para a filha e se virou na nossa direção.

– Talvez seja melhor vocês dois irem embora – pediu – A Emery passou por muita coia hoje, é melhor deixarem que ela se acalme.

– Te, razão, senhora Whitehill – Damon concordou com a cabeça – E desculpe por qualquer coisa.

Ela apenas acenou com a cabeça antes que nos dois fossemos até a porta e saíssemos do quarto.

***

– Sinto muito por aquela história toda da mentira para os pais da Emery – ele comentou quando nós estávamos no corredor do hospital – Não queria que você soubesse dessa maneira.

– Está tudo bem, meu amor – o abracei e dei um selinho nos seus lábios – Você não precisa se desculpar por isso.

– Mas a partir de agora nada de segredos entre nós – garantiu – Mesmo enquanto ainda estivermos morando em cidades diferentes, vamos sempre contar o que está acontecendo conosco.

– É uma boa ideia – respondi – E concordo com essa ideia de sempre contarmos tudo um para o outro.

Encostou os lábios nos meus mais uma vez. Infelizmente, escutamos um pigarro, fazendo com que nos afastássemos.

– Oi, Damon... — a mulher, que imaginei que pudesse ser uma outra médica,falou, parecia ligeiramente sem graça por causa da interrupção – Imaginei que fosse te encontrar por aqui.

– Sim, eu vim ver como é que estava a Emery depois de tudo – respondeu – Essa daqui é a Elena, minha noiva.

– Oi, Elena – me cumprimentou com um pequeno aceno.

– Essa é a doutora Bane, a obstetra aqui do hospital – me explicou – Ela tem atendido a Emery desde que voltamos para Atlanta.

– Ah sim... — olhei de um para outro repetidas vezes.

– Sei que está de plantão, mas será que eu posso conversar com você? — ele pediu para a outra mulher – Prometo que não vou tomar muito do seu tempo.

– Claro, eu ia ver a Emery agora, mas posso fazer isso depois – respondeu – Vamos até a minha sala.

– Se você quiser vir junto, Lena... — avisou.

– Acho que é melhor vocês conversarem sozinho – disse – Eu te encontro na lanchonete, tudo bem?

Ele afirmou com a cabeça, então eu o beijei antes de seguirmos por caminhos diferentes no corredor.

***

– O que a senhorita vai querer? — a garçonete perguntou no momento em que eu me sentei em uma das mesas da lanchonete.

– Vou querer um chocolate quente, por favor – disse, primeiramente pensei em pedir um café, mas tenho medo de que isso me faça perder o sono quando, finalmente, chegasse em casa. Normalmente, poucas gotas de cafeína são o bastante para me fazer ficar acordada por horas.

– Já vou trazer – completou antes de se afastar.

Como já estamos de madrugada a lanchonete do hospital está praticamente vazia. Além de mim só tinham algumas pessoas que deviam estar acompanhando os pacientes e alguns médicos e enfermeiros de plantão.

– Oi, Elena – quando virei para a frente dei de cara com Hermione parada bem na minha frente – Aonde é que está o Damon? Não me diga que a sempre bem humorada Emery te expulsou do quarto dela?

– Na verdade ele está falando com a obstetra agora – expliquei – Achei melhor de conversassem a vontade.

– Ah sim! — continuou – Importasse se eu me sentar aqui com você.

– Claro que eu não me importo, Hermione – garanti antes que ela puxasse a cadeira e se sentasse – Assim eu não fico aqui sozinha, não mesmo?

– Exatamente – afirmou – E, por favor, me chame de Mione, agora somos amigas não é mesmo?

– Com licença, aqui está o seu pedido – a garçonete voltou, colocando a caneca e chocolate quente na minha frente – Vai querer alguma coisa, doutora Granger?

– Vou querer uma xícara grande de café – pediu – Durante o plantão a única coisa que me mantei em pé é o café. Caso contrário já tinham me encontrado desmaiada em algum lugar – me explicou.

Foi impossível não rir, mas acho que eu conseguia entender essa situação. Por sorte trabalho em uma clínica veterinária que só funciona de dia e nunca precisei fazer plantão, preferi assim quando estava procurando emprego, assim não precisaria ficar tanto tempo assim longe das minhas filhas.

– E então, como é que foi a visita a Emery? — perguntou quando a outra mulher se afastou.

– Foi bem na medida do possível – dei de ombros – Você estava certa, ela não foi muito receptiva a minha presença no local.

– A Emery não muda nunca mesmo – revirou os olhos – Sabe, ela nunca gostou muito da minha amizade com o Damon, imagino também não deva gostar muito de você.

– Ela já não gostou de mim quando nos conhecemos em Mystic Falls, mas a situação só piorou ficou sabendo do meu passado com o Damon e mais ainda quando decidimos ficar juntos novamente – expliquei – Não a conheço muito bem, mas a Emery parece ser um pouco mimada, não é mesmo?

– Mimada é até um apelido para ela – fez uma careta.

– Eu me sinto culpada por estar falando mal dela assim depois de tudo que ela passou – comentei – Perder um filho não deve ser algo fácil, não é mesmo.

– Não precisa se sentir culpada – garantiu, então nos duas começamos a rir – Sabe, acho que nos duas vamos ser grandes amigas.

– Como você pode ter tanta certeza disso? — a olhei, confusa – Nós duas acabamos de nos conhecer.

– Mas eu sinto que te conhecesse há muito tempo – explicou – Pode acreditar em mim, acho que o seu nome foi o que eu mais ouvi nesses últimos quatro anos.

Fiquei extremamente sem graça com esse comentário. Era estranho saber o tanto que o Damon falava de mim para os outros é também é muito bom descobrir que ele não deixou de pensar em mim mesmo o tempo em que ficamos separados.

– Sou uma das únicas pessoas que sabe o quanto o Damon ficou sem você – continuou – Mas isso só aconteceu por ele te amar tanto. Então posso afirmar que a melhor coisas, para vocês dois foi voltar com o namoro.

– Também sinto a mesma coisa – sorri – E agora vai ser o momento em que você vai avisar que se eu magoar o seu melhor amigo vai ter que se ver com você? — brinquei.

– Acho que é uma boa ameaça – se fingiu de brava – Mas sei que você não vai magoá-lo, então não preciso fazer isso.

A mulher trouxe o café de Hermione logo em seguida e foi nesse mesmo momento que Damon entrou na lanchonete.

– E ai estão vocês – aproximou-se da nossa mesa e me deu um beijo no rosto – Lena, você se importa de irmos embora? Estou cansado e acho que preciso de uma boa noite de sono.

– Claro, vamos! — afirmei – Conversamos melhor outra hora, Mione, tudo bem?

– Sem problemas – garantiu – E não se preocupe com o seu chocolate quente, eu pago.

– Obrigada! — acenei para ela antes de me levantar.

***

Damon ficou quieto durante todo o caminho até o seu apartamento. Quando entramos na sala ele se jogou no sofá e passou as duas mãos no rosto.

– Está tudo bem? — sentei ao lado dele – Quer me contar o que a obstetra falou? Ela já sabe porque a Emery perdeu o bebê?

– A doutora Bane disse que foi mesmo por causa do descolamento de placenta – explicou – Ela falou que a placenta descolava mais a cada vez que ia até lá se consultar, não disse nada para não deixá-la preocupada. Achou que pudesse resolver com a medicação, mas isso não aconteceu.

– Sinto muito...- disse, sinceramente – Não sei se é a melhor hora para perguntar, mas a mensagem que eu mandei para ela quando você chegou em Nova York não...?

– Você quer saber se pode ter influenciado em alguma coisa na perda do bebê? — interrompeu com uma pergunta e eu balancei a cabeça afirmativamente – Não é Elena, a sua mensagem não teve nada a ver com isso.

Não pude deixar de suspirar aliviada. Era mesmo muito bom saber que não tive nada a ver com a perda do bebê deles.

– Isso teria acontecido de qualquer maneira, Lena – continuou – Acho que não era para ser, só isso.

Coloquei a mão sobre a dele e entrelacei os nossos dedos.

– Você ainda não me disse como está se sentido com tudo isso – sussurrei – Você sabe que pode se abrir comigo, não é mesmo?

– Para falar a verdade, eu estou me sentindo um pouco estranho – respondeu, dando de ombros – No inicio eu não queria esse bebê, achei que fosse atrapalhar tudo e influenciar alguma coisa no nosso relacionamento, mas mesmo assim apoiei a Emery, por ser a coisa certa a fazer. Só que a medida que o tempo foi passando, eu fui as consultas, ouvi o coraçãozinho do bebê, confesso que estava começando a ficar animado com a ideia de ser pai novamente.

– Eu imagino... — mexi no seu cabelo – Sei que isso não substitui o bebê que você perdeu, mas nos teremos outros filhos além da Mind, espera só a gente se estabilizar em Mystic Falls. Seremos muito felizes, eu prometo.

Ele puxou o meu rosto e uniu os nossos lábios. Foi um beijo rápido, simples, mas cheio de significado.

– Você não precisa me prometer, sei que seremos felizes com a nossa família – disse – Não sabe o quanto eu sou feliz por ter você ao meu lado.

– Também sou muito feliz – concordei.

Ele me puxou para perto de si e me deu um outro beijo, agora no topo da minha cabeça. Ficamos assim algum tempo, até irmos para quarto dormir.

Notas finais
Só tenho uma coisa para dizer, não esqueça da Emery, ainda não foi dessa vez que a Elena e o Damon ficaram livres dela... Quero saber a opinião de vocês sobre os acontecimentos do capítulo. *** Para quem lê A Light Touch of Vengance, eu estou meio enrolada nesse mês por causa de uma prova que eu vou fazer, então decidi colocar a fic em hiatus durante esse tempo, pois vai ficar ruim de escrever duas fics e essa daqui está com mais leitores (ou, pelo menos, com mais cometários) e também por ela já está praticamente na reta final (mas não fiquem tristes, ainda tem muitas emoções para acontecer e eu tenho certeza de que vocês vão AMAR a próxima fic que eu vou postar). *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações?