Amores e Consequências
12 Capítulo 11 – Livre
Notas iniciais
Damon
Passei o caminho todo entre a casa do pai da Elena até a casa do meu irmão pensando em como e o que eu iria falar para a Emery. Aquela não seria uma conversa fácil e a cada segundo que passava eu ficava mais nervoso, mas não tinha jeito, é melhor eu fazer isso logo, quanto mais tempo eu adiar essa conversa, vai ser pior.
Cheguei na porta e ouvi algumas risadas vindas do lado de dentro da casa. Então, quando entrei, dei de cara com minha a minha mãe, Katherine e Caroline, que estava com Dylan deitado no colo, sentadas no sofá da sala.
– Dam! — minha irmã se levantou e me abraçou – Finalmente você decidiu aparecer.
– Ela tem razão, meu filho – foi a vez da minha mãe comentar – Você saiu ontem a noite, não veio dormir em casa e ainda não atendeu o celular.
– A bateria do celular acabou – e era mesmo verdade, o meu celular estava com a bateria fraca ontem a noite e quando acordei hoje, já tinha descarregado totalmente – Sinto muito, se não fosse isso eu teria ligado para dizer que estava bem. Não era a minha intenção deixar nenhuma de vocês preocupada.
– E será que podemos saber, exatamente, aonde é que você tinha ido? — Katherine estava com um sorriso malicioso e, ao mesmo tempo, curioso – Ou isso é alguma espécie de mistério?
– Estava resolvendo algumas coisas da minha vida – dei de ombros tentando parecer o mais indiferente possível – Mas vocês vão saber que é, na hora certa.
– Que não vai gostar nem um pouco disso é a Emery – continuou – Nós aqui ficamos preocupadas com o seu sumiço, mas a Emery, simplesmente surtou.
Por alguns segundos tinha conseguido me esquecer da minha namorada, mas agora tive que me lembrar e, consequentemente, de tudo que teria que falar para ela daqui a pouco.
– Como assim simplesmente surtou? — decidi perguntar – E aonde é que ela está?
– Lá em cima – Kath apontou na direção das escadas, monotonamente – Acredite em mim, quando ela acordou e viu que você não ainda não tinha aparecido, estava prestes a chamar a polícia.
– Acho que ela estava quase ligando para o necrotério, isso sim – Caroline se manifestou pela primeira vez desde que eu cheguei e as duas começaram a rir.
– Meninas, por favor... — minha mãe chamou a atenção delas, antes de olhar para mim e ver qual tinha sido a minha reação.
– Ora, mãe, você também não gosta dela – revirou os olhos enquanto comentava – Sem ofensas, Dam, mas a sua namorada é muito chata.
– Ela pode até ser chata, Katherine, mas é a namorada do seu irmão – lembrou – Por mais que a gente não apoie, é preciso respeitar as escolhas dele.
Apenas cruzei os braços e fiquei observando aquela conversa. Se elas soubessem que eu estou prestes a terminar tudo com Emery tenho certeza de que ficariam muito feliz.
Foi nesse momento que eu ouvi passos vindo da cozinha, me virei e dei de cara com Enzo, o namorado da minha irmã. Ele estava usando um avental e segurava uma bandeja que tinha uma espécie torrada com alguma coisa em cima.
– Demorou mais aqui está – comentou – Espero que gostem da minha pizza na torrada, eu coloquei queijo, presunto, tomate e um pouco de orégano.
Ele levou a bandeja até minha mãe, Katherine e Caroline, cada uma delas pegou uma torrada.
– Olá, Damon, finalmente decidiu aparecer – disse, se virando para mim – Vai querer uma pizza na torrada também?
– Não obrigado, não estou com fome – neguei com a cabeça – Será que eu posso saber o que você estava fazendo na cozinha?
– Eu e Kath viemos aqui para passar o dia em família – explicou, dando de ombros – Como todos ficamos com fome, eu decidi ir cozinha alguma coisa.
– O Enzo é uma excelente cozinheiro, Dam – minha irmã explicou – Sempre que estámos com fome e não tem nada pronto, ele prepara alguma coisa para nós – deu uma mordida na sua torrada – E está mesmo uma delícia, amor, como sempre.
– Obrigada, Kath – abaixou para poder beijá-la.
Não pude deixar de revirar os olhos e fazer uma careta de nojo. Embora sejam casos diferentes, da mesma maneira que ela não gosta do meu namoro com a Emery, também não aceitou a minha irmãzinha junto com um cara qualquer.
– E aonde é que está o Stefan? — decidi perguntar, só agora que eu percebi que eu tinha reparado que meu irmão era o único que não estava ali.
– O Stefan teve que ir até Richmond resolver um problema no escritório- Caroline respondeu – Mas ele já deve estar vindo para casa.
– Entendo... — comentei.
– Mamãe... — Dylan tinha acabado de acordar e estava se espreguiçando, colocando os dois bracinhos para cima, seu tom de voz era totalmente manhoso.
– Oi, meu bebê – minha cunhada colocou a mão sob a testa do filho – Edna parece que a febre voltou, acha que já é hora de dar o remédio que o pediatra passou?
– Acho que é melhor – minha mãe afirmou – Mas também possa ser uma boa ideia dar um banho nele, isso pode abaixar a temperatura um pouco.
– É uma boa ideia – ela se levantou e pegou o menino no colo – Vamos até lá, Dyl, tenho certeza de que você vai se sentir melhor depois do banho e de tomar o remédio.
– Se quiser eu posso fazer uma sopa para ele – Enzo sugeriu – Pode não ser uma boa ideia ele tomar o remédio de estômago vazio.
– É mesmo uma boa ideia, Enzo, obrigada – sorriu em resposta – Tem batata baroa, frango na geladeira e macarrão no armário acima da pia, é o favorito dele.
– Vou até lá – avisou, voltando para a cozinha.
– Será que alguém pode me explicar o que está acontecendo? — pedi – O que foi que aconteceu com o Dyl?
– Ele acordou com um pouco de febre hoje de manhã – minha cunhada explicou – Chamamos o pediatra dele aqui, ele aplicou uma medicação e a febre passou, mas disse que se voltasse, era para darmos novamente.
– E o que foi que ele disse era? — perguntei, mais uma vez.
– Apenas uma virose, coisa de criança – deu de ombros, como se isso não fosse nada de mais – O doutor Parker disse que isso é comum em crianças na idade do Dyl, é esse calor de início de verão.
– Se ele diz – fiquei encarando os meus próprios pés – Sei que não sou pediatra, mas eu posso dar uma olhada nele, você sabe, uma segunda opnião.
– Sei o que você está pensando, Damon, mas eu confio no doutor Parker – Caroline revirou os olhos – Ele foi o pediatra que ficou no centro cirúrgico quando o Dyl nasceu e cuida dele desde então.
– Tudo bem, não está mais aqui quem falou – me defendi.
Ela não disse mais nada, apenas se virou e subiu as escadas em direção ao andar de cima da casa. Dyl estava com a cabeça encostada no seu ombro, parecendo que ainda estava com bastante sono.
– Bom, vou ver se o Enzo está precisando de ajuda – Katherine também se levantou e foi na direção da cozinha, mesmo lugar para onde seu namorado tinha ido alguns minutos antes.
Agora eu estava sozinho com minha mãe na sala. Tinha dito para Elena que queria contar para ela sobre o nosso relacionamento antes que anunciássemos isso para o mundo e aquele era o momento perfeito para fazer isso.
– E então, você não vai lá em cima falar com a Emery? — perguntou, cortando os meus pensamentos – Imagino que sua namorada esteja preocupada com você.
– Eu já vou – afirmei – Mas eu queria te falar uma coisa antes, se não for o problema nesse momento, é claro.
– Claro que não é problema, Damon – garantiu – Ainda mais se você for me contar aonde é que você foi ontem a noite e onde você estava ontem o dia inteiro.
– Era exatamente isso que eu ia fazer – me sentei ao lado dela, no sofá – Como já deve estar imaginando, eu estava com uma pessoa, e essa pessoa é a Elena.
– Elena Gilbert? — balancei a cabeça afirmativamente – Poderia dizer que estou surpresa com isso, mas a verdade é que não estou nem um pouco surpresa.
– Nós temos uma história antiga, da época em que eu morava aqui em Mystic Falls – decidi admitir – Para ser mais específico, da época em que pai dela teve um infarto.
– E ela já era casada na época – aquela não era uma pergunta – Ah, Damon, eu nunca imaginei que...
– Sei que parece uma coisa ruim – a interrompi – Mas, por favor, me deixa explicar tudo, não garanto que você vá entender o meu lado, mas eu vou tentar.
Ela não disse nada, apenas ficou em silêncio, como que dizendo que eu podia falar o que quer que fosse.
– A principio era para o nosso relacionamento ser apenas profissional, eu estava tomando conta do pai dela e como ela estava aqui cuidando dele, tínhamos que conversar sempre – comecei – Quanto mais eu conversava com a Elena, mais eu via a pessoa maravilhosa que estava ali na minha frente e sei que ela estava pensando a mesma coisa ao meu respeito e, quando eu vi, já tinha acontecido.
Minha mãe abriu a boca para poder falar, mas eu a interrompi, queria terminar a minha história.
– Antes que você pense qualquer outra coisa, o casamento dos dois já estava em crise – expliquei – A minha presença foi apenas um empurrãozinho, por assim dizer.
– Mas depois ela voltou com o marido, não foi? — perguntou – Então...?
– Eu ia chegar nessa parte – avisei – Depois de alguns meses juntos, a Elena descobriu que estava grávida, isso era o que eu estava esperando para, finalmente, pedi-la em casamento que aceitou na mesma hora, é claro. Já estava tudo pronto, ela ia pedir o divórcio para o Klaus e viria morar aqui em Mystic Falls comigo: apenas nós dois, a Eve e o bebê.
– Mas não foi isso que aconteceu – lembrou.
– Não quero entrar em detalhes, mas aconteceu e eu fui obrigado a fazer a Elena voltar para Nova York junto com o marido – soltei um longo suspiro, esse ainda era um assunto delicado para mim e era muito doloroso relembrar – E o Klaus ainda assumiu a minha filha como se fosse dele.
– Espera só um minuto – foi a vez dela me interromper – Você está dizendo que a Miranda é sua filha?
– Exatamente! — afirmei, foi então que a minha mãe abriu um enorme sorriso.
– Mas isso é maravilhoso, meu filho – me abraçou com bastante força – Eu me identifiquei com ela no momento em que a vi pela primeira vez. E saber que ela é minha neta é incrível.
– Eu e Elena conversamos e decidimos arriscar tudo novamente – completei – Vou assumir a Mind como minha filha e nós dois vamos voltar para Mystic Falls e vamos morar juntos.
– Só tenho mais uma pergunta – pediu – Era sobre ela e o bebê que você queria falar conosco há quatro anos, não é mesmo?
– Sim! — foi tudo que eu respondi.
– Então você e a Elena tem a minha benção – disse – Você parecia feliz quando estava com ela e parece feliz agora.
– Obrigado, mãe, é muito importante ter o seu apoio – sorri – Só peço que não comente isso com ninguém, nós queremos anunciar tudo no jantar de ensaio do Stef e da Caroline.
– Pode deixar que ninguém vai ficar sabendo disso por mim – garantiu – Mas agora você vai falar com a Emery, não é mesmo?
– Sim! — soltei um longo suspiro – Não vai ser nem um pouco fácil, é claro, mas eu estou preparado isso.
– Se a Emery gostar mesmo de você vai aceitar a sua decisão – passou a mão pelo minha orelha, como sempre fazia quando eu era pequeno – Ela vai querer a sua felicidade, é claro.
–Assim eu espero – foi então que eu me levantei do sofá – Agora eu vou mesmo, me deseje sorte.
***
O quarto em que eu estava dormindo ficava bem no inicio do corredor, logo ao lado da escada. Antes que eu pudesse entrar a porta oposto, que era do quarto de Dyl, foi aberta e Caroline saiu lá dentro, ficou totalmente surpresa ao me ver.
– Oi, Damon! — deu um fraco sorri para mim.
– Oi! — acenei na sua direção – E como é que está o Dyl? A febre dele já baixou? Ele tomou o remédio?
– Na verdade a febre baixou depois que eu dei um banho nele, e como ele estava com sono, o coloquei na cama – explicou – Daqui a pouco eu trago a sopa que o Enzo está preparando e se a febre tiver voltado, eu do o remédio.
– Certo! — afirmei.
– Crianças são assim mesmo, ficam doentes, mas logo estão correndo por ai – comentou – Você vai ver agora que vai conviver mais com a Mind.
– Eu imagino.. — foi só então que eu percebi o que ela tinha acabado de falar – Espera, como é que você...?
– A Lena me contou sobre a proposta que você fez a respeito da Mind ir morar com você – deu de ombros – Mas, levando em consideração que você passou a noite fora, imagino que o acordo tenha sido um pouco diferente.
Não disse nada. Acho que não consegui esconder nada da minha querida cunhadinha.
– Agora eu imagino que você queria trocar os casais de padrinhos no meu casamento, não é mesmo? — perguntou.
– Acho que seria uma boa ideia – concordei – Seria um pouco estranho ter que ficar na igreja com a Emery e ver a Elena com o Tyler – ainda mais sabendo que os dois estiveram meio que juntos há pouco tempo, completei mentalmente.
– Então considere isso feito! — garantiu – Agora, com licença, eu vou lá para baixo fazer companhia para a sua mãe e para a Katherine. Imagino que você esteja querendo falar com a Emery agora.
Esperei até que Caroline descer as escadas e eu não poder mais vê-la e só depois eu abri a porta do quarto. Emery me abraçou com força no momento em que entrei no local.
– Dam! — deu vários beijos no meu rosto – Aonde é que você estava? Não tem ideia do quão eu fiquei preocupada com você.
Sinto muito, Emery, eu devia ter avisado que não iria dormir em casa para não te deixar preocupada – respondi – Da próxima vez eu não vou fazer isso, prometo.
– Próxima vez? — me olhou confusa – E você pretende passar outra noite fora enquanto estivermos aqui em Mystic Falls?
– Sim! — eu estava encarando um ponto fixo na parede, não consegui encará-la nesse momento – Pretendo fazer isso muitas vezes, para falar a verdade.
– Damon Salvatore, é bom você me contar, exatamente, o que você foi fazer ontem a noite – insistiu – E é bom que você esteja preparando uma surpresa para mim.
– Olha, Em, eu não sou muito de ficar enrolando, então viu ser direto – avisei – Eu estava com a Elena ontem a noite, nós dois estamos juntos.
– Como é? — ela elevou, e muito, o seu tom de voz – Acho que eu ouvi mal o que você acabou de me dizer.
– Não, Emery, você ouviu certo – balancei a cabeça afirmativamente – Eu e Elena estamos juntos e pretendemos nos casar em breve.
– Bom, eu acho que isso é meio impossível – revirou os olhos – Já que ela é casada e você está comigo.
– Ela vai pedir o divórcio para o Klaus – expliquei – E eu vim aqui para falar com você, mas eu quero que a gente termine numa boa, sem nenhum topo de mágoa.
– Não, Damon..., não – balançou a cabeça negativamente e eu já podia ver algumas lágrimas no canto dos seus olhos – Não faz isso comigo...
Soltei um longo suspiro e passei a mão pelo meu cabelo. Apesar de ser exatamente o que eu queria, nunca gostei de ver mulheres chorando, ainda mais quando o choro é causado por mim.
– Eu te amo, Damon... — insistiu – Duvido que ela te ame da mesma maneira que eu te amo.
– Mas você tem que entender, Emery, eu nunca te amei desse jeito, para ser sincero – admitiu – É a Elena que eu amo dessa maneira, sempre foi e sempre será.
– Então você, realmente, já tinha tido algo com ela antes de me conhecer – comentou – Eu já devia ter desconfiado.
– Infelizmente o destino não quis que nós dois ficássemos juntos naquela época – continuei – Mas agora...
– Mas agora quem garante que vocês dois vão ficar juntos, já deu errado uma vez, pode acontecer de novo – lembrou – Já eu estou bem aqui, junto com você, para o que der e vier.
– As coisas entre eu e a Elena vão dar certo dessa vez,eu tenho certeza – Foi a minha vez de elevar o tom de voz – Sei disso pois vamos fazer dar certo, pela nossa filha.
– Emery ficou em total silêncio, acho que ela não esperava por essa revelação.
– Sim, a Miranda é minha filha – afirmei – E agora eu vou assumi-la algo que eu devia ter feito há três, quando ela nasceu.
– E foi por isso que você não saiu de perto dela naquele dia no almoço – cruzou os braços e balançou a cabeça negativamente – Isso era tão óbvio, era só ver a semelhança entre vocês dois.
– Acho que você deve imaginar que não pode mais ficar aqui na casa do meu irmão – continuei – Eu vou pagar um quarto no hotel para você até o dia do casamento, tenho certeza de que lá você vai sentir muito mais a vontade.
– Mais eu não quero um quarto de hotel, Dam, eu quero você – insistiu – Será que você não entende isso? Não existe outro cara para mim.
– Tenho certeza de que existe – garanti – Você ainda é jovem, Emery, bonita, está na faculdade e com todo um futuro pela frente. Logo você vai encontrar alguém que te faça muito feliz e tenha a sua idade.
– Isso não é justo comigo, Damon – sentou-se na beirada da cama, totalmente emburrada – Mas eu me recuso a sair daqui desse jeito, ainda nem tive tempo para arrumar todas as minhas coisas.
– Você pode dormir aqui hoje, eu vou dormir com a Elena hoje – avisei – Amanhã resolvemos isso.
– E você me diz que vai dormir com a sua namoradinha assim – reclamou – E ainda quer que eu aceite sem problemas.
– Eu já disse e vou repetir, não quero que fique um clima ruim entre nós – dei um beijo no topo da sua cabeça – Será que podemos ser amigos?
– Talvez – deu de ombros, não estava olhando diretamente para mim – É muita coisa para eu absorver agora, preciso de um tempo para pensar sobre uma possível amizade.
– Se você diz – completei antes de me virar na direção do armário.
Tentando ignorar minha, agora, ex-namorada, que estava sentada há pouco metros de mim e comecei a pegar algumas roupas para levar hoje e coloquei dentro de uma pequena.
***
Aquela conversa com a Emery foi até mais fácil do que eu poderia imaginar, embora ela pareça ter guardado uma certa mágoa minha. Depois de sair do quarto eu me despedi da minha mãe e de Caroline e fui embora.
– Dam! — antes que eu pudesse descer as escadas da varanda, ouvi a inconfundível voz da minha irmã caçula – Você já está indo embora.
– Sim! — cocei a parte de trás da minha cabeça, não era assim que queria que ela soubesse o que estava acontecendo – Kath, eu...
– Não precisa dizer nada, Damon – me interrompeu – Você e a Elena voltaram, não é mesmo?
– Não precisa perguntar nesse tom – pedi – E sim, eu e Elena voltaram, mas não é desse jeito que você está pensando.
– Ela continua casada, não é mesmo? — afirmei com a cabeça – Então é da maneira que eu pensei.
– Não, Kath, não é – insisti – Não posso te explicar agora o que é, mas no dia do jantar de ensaio do Stefan e a Caroline você vai entender tudo.
– Tudo bem, eu espero até lá para saber – deu um longo suspiro antes de responder – Até por que eu estou feliz por você ter, finalmente, se livrado da Emery.
– Imaginei que você fosse pensar assim – sorri com aquele comentário.
Ela me deu um beijo no rosto e voltou para dentro da casa e eu pude, finalmente, ir embora. Elena e a nossa filha estavam esperando por mim.
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