Amores e Consequências

11 Capítulo 10 – Sem mentiras


Notas iniciais
Olha e aqui de volta!!!!!!!!! Bem melhor da gripe, ainda bem! Mas não vou me enrolar muito aqui, tudo que e tenho a dizer sobre o cap antes que vocês leiam é que ele está o mais fofo o possível e acho que vocês vão gostar. E é isso, divirtam-se.

Damon

*Flash Back*

– Mais alto, papai! — Dyl pedia enquanto o meu irmão o empurrava no balanço do parquinho, ele balançava as perninhas para frente e para trás, tentando ganhar impulso, e ria, parecendo se divertir muito – Mais alto!

– Estou indo o mais alto que consigo! — Stef fez uma careta enquanto empurrava, mais uma vez, o balanço.

– Não é o suficiente! — reclamou – Quero chegar até a lua.

– Certo! — fez mais uma careta, sem nunca parar de empurrar – Mais saiba que seu velho pai está um pouco enferrujado quando o assunto é mandar balanços para a lua.

Não pude deixar de sorrir com aquela cena, certamente a paternidade fez muito bem para o meu irmão. Sei o quanto ele e Caroline tinham ficado apreensivos no inicio da gravidez e um pouco antes do Dyl nascer, mas os dois parecem estar se virando muito bem.

E, é claro, ver Stefan assim com o filho me faz pensar, mais ainda, na minha pequena Mind. Quero muito poder assumir a paternidade dela, mesmo que Elena não concorde me dar a guarda e que eu a leve para morar comigo, só de poder conviver com ela já vai valer a pena.

– É mesmo muito divertido ver os dois juntos – o senhor Gilbert comentou, tinha até me esquecido de que ele estava ali do meu lado – Isso me lembra tanto a época em que as crianças eram pequenas.

– Me virei para poder olhá-lo, ele estava mesmo com um olhar nostálgico enquanto admirava aquela cena.

– Costumava trazer muito a Elena e o Jeremy nesse mesmo parquinho para brincar – explicou – Mesmo com o trabalho, eu tentava passar um tempo de qualidade com os meus filho, principalmente depois que perdemos a Miranda.

– Imagino como deve ter sido difícil criar os seus filhos e ainda trabalhar no hospital – observei.

– Você não vai estar exatamente sozinho, mas também vai sentir a pressão de ser um médico com uma filha pequena – lembrou – Com a Mind.

– Fiquei olhando totalmente chocado para ele. Será que estava querendo dizer o que eu achava que estava dizendo.

– Eu acabei ouvindo uma parte da sua conversa com a Elena ontem a noite – explicou – Principalmente a parte em que você pediu a guarda da Mind.

– E o que o senhor acha do meu pedido? — quis saber – Acha que é um absurdo eu tentar tirar a minha filha de perto da mãe.

– Sendo sincero com você, eu não acho isso um absurdo – admitiu – Sempre achei que você seria um grande pai para a Miranda e ainda acho isso. E isso é, certamente, o melhor para ela.

Ele ficou em silêncio para que eu falasse alguma coisa, mas fiquei quieta, esperando pelo resto.

– Acho que você sabe que nunca fui fã de Klaus Mikaelson, namorá-lo foi, de longe, a pior escolha que a minha filha já fez na vida – prosseguiu com o seu discurso – Mas ele é o pai da minha neta, então tive que aturá-lo, isso até você aparecer.

Claro que eu já sabia disso tudo, tenho ouvido Grayson Gilbert falando o quanto despreza o genro desde que eu me mudei aqui para Mystic Falls.

– Na época, quando vi a Elena com você pela primeira vez, percebi que nunca a tinha visto tão feliz – admitiu – E quando ela ficou grávida, achei que vocês dois fossem ficar juntos.

– Mas então eu estraguei tudo fazendo a Elena voltar para Mystic Falls com o Klaus – revirei o olhos enquanto completava – Sei que eu sou um completo idiota por ter feito isso.

– Você não é idiota, fez isso para proteger a mulher que ama e a sua filha – tentou me tranquilizar – Mas, confesso, que eu ainda culpo a Elena por tudo que aconteceu.

– Não precisa culpar ela, Grayson – pedi – Se alguém tem culpa nessa história toda, esse alguém sou eu.

– Mas você pode corrigir essa decisão que vocês dois tomaram – sugeriu – Você pediu para levar a Mind para morar com você, por que não estende o convite para a Elena e Eve também?

– Como assim? — perguntei, confuso.

– Ora, por favor, como se você não quisesse fazer isso desde que chegou aqui – revirou os olhos – Não é como se você tivesse superado a Elena nesses últimos quatro anos.

Claro que eu poderia dizer que estava com a Emery agora e coisa tal, mas essa não me pareceu uma desculpa descente para não fazer isso. Era o que eu queria, e sabia perfeitamente disso.

– Talvez ela fique um pouco relutante em aceitar, mas vai acabar dizendo sim – garantiu – O casamento com o Klaus é só de fachada, os dois não são felizes há muito tempo, sem contar todo o problema envolvendo a Mind.

– Acho que você tem razão – concordei – Era o que eu devia ter feito desde o começo, na verdade.

– Parece que esse mocinho cansou de brincar no balanço – Stefan tinha aproximado de nós com o Dyl no colo – Por que não vamos até o Grill beber alguma coisa.

– Boa ideia – concordei – Vamos até lá.

E estava decidido, da próxima vez que eu encontrasse a Elena, iria fazer essa nova proposta para ela.

*Fim do Flash Back*

Quando acordei já estava de manhã e o sol entrava no quarto pela fresta da cortina. Senti uma dor muito forte na parte do pescoço, provavelmente, resultado de ter dormido no colchão sem um travesseiro ou qualquer tipo de apoio, mas tudo bem, é algo suportável.

Me levantei com todo o cuidado para não acordar Elena, que dormia profundamente com a cabeça encostada no meu peito. Fui até o banheiro, por sorte tinha um pouco de sabonete líquido e até mesmo um shampoo, estava muito precisando de um banho.

Já debaixo da água, não pude deixar de lembrar da minha conversa com o Grayson. Aquele foi o melhor concelho que eu poderia ter recebido e foi o que me deu coragem para fazer algo que estava querendo há muito tempo; não sei como serão as coisas a partir de hoje, ainda mais depois das conversas que precisaremos ter, mas tenho certeza de que eu e Elena vamos conseguir superar isso juntos.

Estava tão distraído com os meus próprios pensamentos que não percebi quando a porta do banheiro foi aberta. E lá estava minha morena usando a minha camiseta, que batia na metade da sua coxa, e com o cabelo preso em um coque mal feito, nunca pensei que alguém poderia ficar tão sexy ao acordar.

– Bom dia! — ela disse, dando um sorriso tímido; sério, não acredito que, mesmo depois de tudo que fizemos, ainda consegui deixá-la envergonhada.

– Bom dia! — respondi – Dormiu bem?

Maravilhosamente bem! — admitiu, fazendo com que eu sorriso satisfeito. Elena se olhou no espelho fingindo ajeitar o cabelo, provavelmente esperando que eu falasse ou fizesse alguma coisa.

– Você vai mesmo ficar ai parada ou vai se juntar a mim? — decidi perguntar, por fim – Esse chuveiro está são solitário sem você aqui comigo.

Isso pareceu ser o que Lena estava esperando ouvir, pois, a seguir, já estava abrindo os botões da minha camisa e a jogando no chão, revelando que não estava usando mais nada por baixo da peça de roupa. Já completamente nua, abriu a a porta do box e, finalmente, se juntou a mim.

Comecei a beijar seu pescoço e fui andando pelo local, até fazê-la encostar a mão no vidro temperado que dividia o box do restante do banheiro. Tinha um enorme espelho em frente aonde estávamos, o que me permitia ver os nossos reflexos, aquela era uma cena extremamente sensual, fazendo com que eu ficasse exitado na mesma hora.

– Damon... — ela murmurou, jogando os quadris para cima de mim e da minha ereção – Eu quero você!

– Também quero ver! — meus lábios estavam, mais uma vez, grudados da pele do seu ombro – Eu sempre vou querer você.

Virei Elena para que ficasse em frente a mim e inverti as nossas posições, permitindo que eu a imprensasse contra a parede coberta de azulejos. Então eu a penetrei ao mesmo tempo que puxava as suas duas pernas para enganchá-las na minha cintura; sabia que aquela não era uma posição muito confortável para ela, então comecei a me mover bem rápido para podermos acabar logo.

– Damon... — gemeu alto em meio a sua respiração ofegante, jogou a cabeça um pouco para trás, permitindo que eu beijasse o seu pescoço – Isso é... Eu...

– Shhhh, não precisa dizer nada – avisei – Vamos apenas aproveitar o momento, apenas sentir um ao outro, do jeito que estamos fazendo agora.

Mais algumas estocadas e chegamos ao ápice, praticamente juntos. Ainda nos beijamos algumas vezes antes de eu sair de dentro dela e fazê-la colocar os dois pés no chão.

– Essa foi mesmo uma bela maneira de acordar – encostei as nossas testas enquanto sorria, ela repetiu o meu gesto – Mas agora preciso ir, temos muita coisa para fazer hoje, como você sabe.

– Tem razão – concordou com a cabeça – Pode ir na frente, depois das nossas atividades, acho que eu preciso de um banho completo.

Concordei enquanto me afastava dela. Me enrolei em uma das suas toalhas que tinha trazido para dentro do banheiro e peguei as minhas roupas que estavam no chão do banheiro e voltei para o quarto.

Já tinha vestido a minha cueca e a minha calça, mas antes que eu pudesse colocar a camisa, senti sua mãos sob o meu peitoral e um par de lábios beijando o meu ombro.

– Se você continuar fazendo isso acho que não vamos poder fazer nada do que estávamos planejando para hoje – lembrei – Pois eu vou te jogar nessa cama e não vou te deixar sair de lá tão cedo.

– É uma bela oferta, estou tentada a aceitar – brincou – Mas tudo bem, eu paro – tenho certeza de que ela estava revirando os olhos nesse momento.

Lena se afastou, mas não totalmente, colocou uma das mãos no meu ombro e ficou contornando, com o dedo indicador, uma pinta alta que eu tinha ali.

– Sabe o que é, engraçado? A Mind tem uma pinta exatamente igual a essa e no mesmo lugar – comentou.

– Tenho essa pinta desde que nasci – lembrei, quando era mais novo ficava incomodado com ela, mas era tipo a minha marca registrada – Vai ver é de família, pelo lado do meu pai, talvez.

Era engrado falar isso, ainda mais quando o assunto levava ao meu pai biológico. Durante meus mais de 30 anos de vida nunca tinha pensado nele ou na sua família, não precisava disso.

– Vai ver é isso mesmo – concordou – Seria até normal se o Klaus, a Eve e todos os Mikaelson não tivessem essa mesma pinta.

– O que? Isso é sério? — me virei para poder olhá-la melhor.

– Sim! — afirmou com a cabeça – Logo que a Miranda nasceu, eu vi aquela pinta, exatamente igual a da irmã, lembro que Esther, minha sogra comentou: “essa é a prova de que ela é uma verdadeira Mikaelson”. Na época eu pensei que era um empurrão do destino me ajudando a manter a farsa para a família do Klaus, mas agora...

– Agora quem está desconfiado sou eu... — cruzei os braços, me fingindo de bravo – Será mesmo que a Mind é minha filha? Estou achando que é melhor fazer um teste de DNA antes de assumir isso para o mundo.

– Seu bobo – deu um tapa, de leve, no meu braço. Claro que ela sabia que eu estava brincando, eu sabia que Mind era mesmo minha filha, nunca duvidei e nunca vou duvidar disso – Talvez você seja um Mikaelson.

– Ah claro! Talvez eu seja o irmão bastardo do seu marido – revirei os olhos – Talvez essa seja a grande piada do destino com a gente.

– Não exatamente irmão, talvez primo, primo em segundo grau, sei lá... — deu de ombros – O Mikael, pai do Klaus, tem um irmão mais novo, acho que nome dele é Finn. Só o vi uma vez, mas ele deve ter, mais ou menos, a idade da sua mãe.

– Claro que aquilo tinha me deixado com algo para pensar, será que eu posso mesmo ser um Mikaelson? Obviamente não iria levar aquela investigação a fundo, minha mãe nunca tinha falado absolutamente nada sobre o meu pai biológico, nem mesmo sem querer, e não era eu quem iria começar a perguntar.

– Bom, essa conversa está muito boa, mas está na hora de irmos – mudei de assunto – Está pronta para contar ao mundo sobre o nosso passado e sobre o nosso futuro?

– Mais do que preparada – afirmou – Vamos lá.

Percebi, pelo seu olhar, que ela tinha ficado bem curiosa sobre a história da “pinta de nascença da família Mikaelson” e não tinha gostado da indiferença a respeito do assunto. Mesmo assim, não falou mais nada sobre isso.

***

Antes de irmos para a casa do pai de Elena, passamos na padaria para tomarmos café da manhã, já que não tinha nada para comer no meu antigo apartamento. E lá estávamos nós andando pelas ruas de Mystic Falls de mãos dadas e algumas pessoas estavam começando a prestar atenção nisso, acho que tinha me esquecido de como as pessoas podem ser observadoras em uma cidade pequena, mas eu não ligo para isso, quero mais é que todos saibam o que está acontecendo.

– Suas mãos estão geladas – comentei enquanto entrávamos na rua dela – Você está nervosa?

– Um pouquinho – admitiu – Não sei o que esperar dessa conversa e isso me deixa um pouco... apreensiva.

– Você não precisava ficar preocupada, Lena – a puxei para um abraço e dei um beijo no topo da sua casa – Eu te garanto que seu pai vai adorar saber da novidade.

– Isso é verdade – sorriu em concordância, apesar de não saber da conversa que e tive com o Grayson, ela conhecia muito bem o pai.

– Eu te amo! — a beijei novamente, dessa vez nos lábios, antes de soltá-la.

– Eu também te amo – respondeu, passando a mão pelo meu cabelo – Bom, já estamos aqui, é melhor irmos logo.

Elena estava com a chave, por isso não precisamos tocar a campainha. Ela abriu a porta e não demorou para o senhor Gilbert aparecer saído da cozinha, vindo ver o que estava acontecendo.

– Finalmente você apareceu, minha filha – ele falou – Assim que tinha fugido e deixado as meninas aqui comigo – parou quando viu que eu estava junto e não pode deixar de reprimir um sorriso.

– Oi, pai! — acenou na sua direção – A Eve e a Mind já estão acordadas?

– Sim, elas estão na cozinha tomando café da manhã – explicou enquanto olhava de mim para Elena repetidas vezes, queria muito saber o que estava passando pela sua cabeça – Quer que eu vá chamá-las?

– Não precisa, vamos até lá, não é mesmo Damon? — segurou a minha mão, me puxando para perto de si – Precisamos ter uma conversa com as duas.

– Tudo bem, se precisar de mim eu estou lá em cima, preciso consultar um livro, sobre o caso de uma paciente – ele estava caminhando na direção da escada quando parou e se virou na nossa direção, novamente – Antes eu só quero dizer que eu estou muito feliz por vocês dois terem se acertado novamente, você seguiu mesmo o meu concelho, Damon.

– Obrigado, Grayson – sorri em resposta.

Assim que ele foi na direção do andar de cima da casa e nós dois fomos para a cozinha. As meninas comiam torradas com geleia e café com leite, totalmente distraídas.

– Tio Damon! — Mind correu na minha direção assim que me viu, como fazia todas as vezes – Que saudades eu estava de você!

– Eu também, princesinha! — dei um enorme sorriso antes de beijá-la no topo de cabeça.

– Quer dizer que você está com saudades do Damon, mas não da sua mãe? — Elena se fingiu de magoada – Tudo bem...

– Também senti saudades de você, mamãe – foi até ela e deu um beijo na sua bochecha – Aonde você estava ontem a noite?

– Tive que ir resolver uns problemas, como eu te disse antes – deu uma olhada para mim antes de se virar, novamente, até a nossa filha – Mas agora eu e o Damon precisamos ter uma conversinha com você, tudo bem?

– Claro! — concordou com a cabeça – Só preciso terminar o meu café da manhã, tudo bem?

– Tudo bem – respondeu enquanto ela ia de volta para a mesa – Também queremos conversar com você, Eve.

– Já estou curiosa – admitiu.

– Perfeito, nós vamos esperar vocês lá na sala – Elena completou antes de sair da cozinha e eu segui.

***

Não demorou muito para Eve e Mind aparecerem na sala depois de terminarem de comer. Elas se sentaram no enorme sofá, bem em frente a nós, que estávamos, cada um, em uma poltrona, então ficaram esperando que falássemos o que tínhamos de tão importante para conversar com as duas.

– Bom, meninas, o que eu tenho para conversar com vocês é algo bem sério – Elena começou – Mas antes de qualquer coisa, Eve, quero que você me conte o que você se lembra da última vez em que viemos a Mystic Falls.

– Eu? — ficou espantada com a pergunta da mãe – Quer que eu fale o que eu saiba que aconteceu naquela época em que viemos para cá cuidar do vovô?

– Exatamente! — concordou com a cabeça antes de olhar para mim, como quem diz que sabe exatamente o que está fazendo – Você diz que não se lembra de muita coisa, mas, às vezes, faz uns comentários, até mesmo para mim, por isso eu quero saber exatamente de tudo que você lembra.

– Certo – deu um longo suspiro e se ajeitou um pouco – Lembro quando a gente chegou aqui em Mystic Falls e que o tio Jer estava aqui, depois que ele foi embora e o vovô veio para casa e você passava muito tempo com o doutor Damon – olhou para mim enquanto falava – Eu via o quanto estava feliz com ele, por isso estava feliz também.

Eve deu um pequeno sorriso e Elena retribuiu o gesto da filha. Dava para ver o quanto elas se importavam com a felicidade uma da outra e isso era muito importante.

– Também me lembro de quando você me disse que estava grávida e de quando me explicou que o pai da minha irmãzinha era o doutor Damon, mas mesmo que nós duas não tivéssemos o mesmo pai, isso não fazia a menor diferença – estava com as duas mãos unidas sob o colo, nesse momento – E nós duas ficamos um tempo morando no apartamento do doutor Damon, mas então, um dia o papai chegou lá e a gente voltou para Nova York com ele. Fiquei confusa, mas, de qualquer maneira, fiquei feliz por esyar em casa, porque eu estava com saudades.

– Exatamente! — Lena completou – Tudo isso que você se lembra, aconteceu.

– Não estou entendendo – foi a vez de Mind falar – O que quer isso tudo que vocês estão conversando?

Ela parecia nervosa, até mais do que antes. Estiquei a mão para pegar a dela, minha maneira silenciosa de dizer que e estava aqui, obviamente esse gesto não passou despercebido pelas duas meninas.

– Bom, Mind, minha filha – Elena começou, calmamente – Isso significa que o Damon é o seu pai verdadeiro, não o Klaus.

Ela não pareceu chocada ou espantada com essa revelação. Apenas olhou, algumas vezes, de mim para a mãe.

– Isso é verdade? — essa pergunta foi dirigida para mim.

– Sim, Mind – afirmei – Desculpa não ter aparecido antes, é uma longa história. Quando você for mais velha, talvez a gente possa te explicar;

Miranda fez uma coisa que me pegou totalmente de surpresa, levantou-se do sofá e foi me abraçar.

– Eu não me importo – negou com a cabeça – Essa é a melhor notícia que eu recebi em toda a minha vida.

Não sou de chorar, mas ouvir a minha pequena falando aquilo, fez com que algumas lágrimas surgirem nos meus olhos. Coloquei Mind no meu colo e dei um beijo no topo da sua cabecinha.

– Saber que você estava a caminho também foi a melhor notícia que eu já recebi na minha vida – garanti – E, apesar de não estar presente nos primeiros três anos da sua vida, quero que saiba que eu te amei desde o inicio.

– Agora a gente pode recuperar o tempo perdido, não é mesmo, tio Damon? — quis saber – Quero dizer, papai – uma alegria invadiu o meu peito nesse momento, esperei três anos para ser chamado de “papai” e era, certamente, o melhor som do mundo.

– Sim, vocês vão poder recuperar o tempo perdido – Elena respondeu antes que eu pudesse pensar em dizer qualquer coisa – Por que agora, vem a melhor notícia de todas.

– E o que é? — Mind estava totalmente curiosa novamente, agora eu podia ver as milhares de coisas que ela tinha herdado de mim.

– Eu, você e a Eve vamos morar com o Damon, aqui em Mystic Falls – explicou – Talvez demore alguns meses, pois eu tenho algumas coisas para resolver em Nova York e o Damon também tem assuntos pendentes em Atlanta. Mas acho que, até o fim do ano, estaremos aqui.

– Sério? — bateu palmas, totalmente animada – Isso é maravilhoso, mãe! Eu, você e o papai vamos ser uma família!

– E a Eve também, é claro – lembrou, virando-se na direção da filha mais velha – Está tudo bem para você também, Eve? Nem pensamos em saber a sua opinião sobre isso.

– Claro que está tudo bem, mãe! — garantiu – Claro que eu queria continuar morando com o meu pai, mas se você está feliz com o doutor Damon, eu também fico feliz. Não é como se eu não fosse mais ver o meu pai, posso ir até Nova York vê-lo sempre.

– Exatamente! — afirmou – Agora vem até aqui me dá uma abraço!

Eve se levantou e abraçou a mãe com bastante força. Não demorou muito para Mind se levantar do meu colo e se juntar as duas.

– Venha aqui também, pai! — me chamou – Um abraço em família.

Então eu fui até lá e me juntei ao abraço grupal. Ainda não estava morando com aquelas três, mas tenho que admitir que já estava me sentindo parte da família.

***

Minha intenção era não demorar muito na casa da Elena, mas minha filha acabou me convencendo a ficar um pouco mais. Mind me mostrou todas os brinquedos que ela trouxe de Nova York e ainda puxou para ver televisão junto com ela, passamos mesmo um dia muito divertido juntos, o primeiro de muitos.

Já estava no começo da noite quando avisei que precisava mesmo ir em casa, então Lena foi me levar até a porta.

– Volto mais tarde – avisei – Estava pensando em me convidar para passar a noite aqui.

– E eu aceito o seu convite – ficou na ponta do pé e me beijou – Você vai conversar com a Emery agora.

– Exatamente – afirmei com a cabeça – E com a minha mãe também, o restante da família eu pensei em comunicar no dia do ensaio de casamento do Stef e da Car, certamente seria um grande acontecimento.

– Vai ser perfeito – concordou – E a Car vai amar saber que escolhemos essa data para fazer o anuncio.

– Mas antes de pensarmos nisso eu preciso mesmo terminar tudo com a Emery – passei a mão pelo cabelo – Essa não vai ser uma conversa fácil, disso eu tenho certeza.

– Talvez não seja, mas apenas lembre-se que eu estou aqui com você – comentou – E isso é tudo que importa.

– Tem razão – foi a minha vez de beijá-la – Então é isso, me deseje sorte.

Desci as escadas de acesso a varanda e fiz o caminho que levava a calçada. Dei uma rápida olhada em Elena antes de seguir o meu caminho; da próxima vez que a visse, seria um homem livre.

Notas finais
E então gente? O que vocês acharam da conversa do Damon e da Elena com a Eve e a Mind? E a reação das duas? E quando a flashback da conversa do pai da Elena e do Damon. Eu ia colocar a conversa do Damon com a mãe e com a Emery nesse cap também, mas ia ficar muito grande, então deixei para o próximo (resumindo, o próximo cap tambpem será no ponto de vista dele) *** Bom é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?