Amores e Consequências

10 Capítulo 9 – A nova decisão


Notas iniciais
Oi, gente, olha eu aqui... Eu estou estremamente gripada e escrevi esse capítulo entre um ataque de tosse e outro. Então, me perdoem se ele não ficou da maneira que vocês imaginavam, prometo que compenso vocês depois. Enfim, espero que gostem.

Eu nem ao menos troquei de roupa, os minutos seguintes eu usei para pedir ao meu pai para ficar com as meninas e deixar bem claro que não iria demorar para voltar. Claro que ele não acreditou muito nisso e, no fundo, acho que ele sabe que estou indo me encontrar com o Damon, parecia com uma certa esperança de que as coisas pudessem ser como há quatro anos.

Sai de casa e fui andando lentamente até o local em que combinamos de nos encontrar. Quando eu cheguei ele já tinha chegado e estava sentado em um banco de madeira e com uma sacola de supermercado ao seu lado.

– Oi, Lena! — levantou-se e já foi logo me abraçando.

– Desculpe, espero que não tenha demorado muito para chegar – comentei ligeiramente sem graça por causa daquele abraço.

– Na verdade, eu acabei de chegar também – deu de ombros – Eu tive que dar uma passadinha no mercado que fica aqui perto.

– Percebi! — olhei, mais uma vez, para a sacola, que continuava pousada no mesmo lugar – E será que eu posso saber o que foi que você comprou? — perguntei, totalmente curiosa, será que era isso que ele queria me mostrar.

– Macarrão e molho pronto – deu de ombros enquanto falava – Esse vai ser o nosso jantar de hoje, pensei que poderíamos comer enquanto conversamos.

– Certo! — o olhei de cima a baixo – E você pretende que a gente coma a onde? — na casa do Stefan e da Car é onde a Emery está e ela não ficaria nem um pouco feliz em nos ver conversando, já na casa do meu pai tem as meninas, que não vão nos deixar paz enquanto estiverem acordadas. Não consegui pensar em nenhum outro lugar para ir, a não ser um hotel...

– Por que você não vem comigo e descubra? — estendeu a mão para mim e eu acabei aceitando, apesar de um pouco relutante.

Saímos da praça e fomos andando em direção em uma área residencial de Mystic Falls. Aquele lugar já estava me parecendo totalmente familiar, principalmente quando chegamos em frente ao prédio em que Damon morava na época em que nos conhecemos.

– Damon... — disse sem conseguir parar de olhar para a entrada dos moradores – O que é que estamos fazendo aqui?

– Por que não vem comigo para descobrir? — foi tudo que ele falou antes de abrir a porta de vidro e nós entramos no local.

E lá estava, exatamente o mesmo apartamento que ele e Stefan dividiam quando ambos eram solteiros. Ainda por cima estava exatamente com os mesmo móveis de antes, parecia que tinha acabado de voltar no tempo, para uma das melhores época da minha vida.

– Não acredito... — eu estava parada olhando para todos os cantos da sala – Esse é o seu apartamento.

– Nosso apartamento – corrigiu – No momento em que você e a Eve vieram morar aqui comigo, passei a considerá-lo como seu também.

– Só passamos alguns meses aqui – dei de ombros – Mas eu pensei que você tivesse vendido o apartamento naquela época, quando se mudou de Mystic Falls para Atlanta – decidi mudar, levemente, de assunto, não precisava ficar lembrando de todas aquelas coisas.

– Eu até ia vender, mas não consegui – explicou – Tem muitas lembranças nessa casa, foi aqui que vivi as melhores alegrias ao seu lado: aonde nos beijamos pela primeira vez, passamos a primeira noite juntos... Só não foi aqui que você me contou que estava grávida, mesmo assim, são várias que aconteceram aqui.

– Mas também foi aqui que o Klaus ameaçou me tirar a Eve e eu acabei voltando para Nova York com ele – fiquei encarando os meus próprios pés, não estava conseguindo olhar para Damon enquanto falava desse momento ruim do nosso pequeno tempo juntos – E bom..., isso foi uma coisa ruim que, certamente, nós dois queremos esquecer.

– Uma coisa ruim não apaga as outras que foram maravilhosas – aproximou-se, lentamente, de mim e passou a mão pelo meu rosto, todas aquelas sensações, que só consigo sentir com ele, invadiram o meu corpo, no mesmo instante.

– Damon... — pedi para que parasse de fazer isso, parece que ele entendeu, pois afastou-se alguns centímetros – Bom..., e mais alguém sabe que você ainda mantém esse apartamento aqui todos esses anos? O Stefan, por exemplo? Afinal, ele também morou aqui antes de se mudar para a casa da Caroline.

– Ninguém sabe – negou com a cabeça – Foi minha escolha manter o apartamento, então eu pago as taxas de condomínio sem que ninguém descubra. Além disso, fora a pessoa que eu contratei para limpar uma vez por mês, esse local está fechado desde que que eu me mudei de Mystic Falls.

– Quer dizer que você manteve o apartamento, mas nunca trouxe ninguém até aqui? — o olhei, totalmente confusa.

– Queria que você fosse a primeira pessoa a estar aqui depois de tantos anos, junto comigo é claro – explicou – Quando você me ligou dizendo que tinha a minha resposta, achei que esse fosse o momento perfeito.

– Obrigada – dei um fraco sorriso – Foi muito fofo da sua parte pensar em mim, mesmo depois de tudo.

– Nunca deixei de pensar em você, Elena, e nunca vou deixar de pensar – passou a mão, rapidamente, pelo meu braço – Mas, como eu disse, a minha ideia era jantarmos enquanto conversamos. Então vou preparar o macarrão e esquentar o molho pronto, tudo bem?

– Claro! — concordei com a cabeça – Mas eu não posso demorar muito aqui, a Mind não consegue dormir sem ouvir uma história antes e meu pai não é muito bom nisso.

– Pode ficar tranquila quanto isso – garantiu – Não podemos deixar a nossa filha sem dormir a noite – foi impossível não dar um sorriso bobo ao ouvi-lo se referir a Miranda como “nossa filha de uma maneira tão natural era uma das coisas mais incríveis da vida, dava até para fingir que os últimos três anos não aconteceram.

Damon saiu em direção a cozinha e eu me sentei no sofá para poder esperar.

Claro que era bem provável que não estivéssemos morando aqui. Talvez tivéssemos pressa de procurar um outro lugar antes da Mind nascer, como Stefan e Caroline fizeram, pois esse apartamento é bem espaçoso, mas depois... afinal, as meninas adorariam ter um quintal para poder correr e brincar.

– Lena! — a voz de Damon me tirou dos meus devaneios, fazendo com que eu me virasse para a portada cozinha, aonde ele estava no momento – Você não precisa ficar ai sozinha, pode me fazer companhia aqui na cozinha.

– Está bem! — concordei com a cabeça antes de me levantar e segui-lo até o outro cômodo.

O macarrão já estava dentro da água fervente e ele também já tinha pego uma outra panela para poder esquentar o molho. Eu me sentei uma cadeira que tinha no local e apoiei o braço na mesa.

– Eu queria fazer o molho eu mesmo, tenho certeza de que ficaria muito mais gostoso – comentou agora virado para frente do fogão e de costas para mim – Mas iria demorar muito para preparar e não temos tanto tempo assim, como você mesma disse.

– Está tudo bem – garanti – Eu tenho certeza de que o molho pronto também vai ser ótimo.

– Apesar de ter voltado a morar sozinho em Atlanta, não tenho tanto costume de cozinha, pois passo a maior parte do dia no hospital – lembrou – Somente em ocasiões mais que especiais.

– Eu imagino... — comentei. Aposto que Emery deve adorar as comidas que ele prepara, afinal, ela parece que não sabe nem esquentar água.

– Mas vamos conversar, detesto cozinhar em silêncio – pediu – Me diga, como foi o dia de garotas de vocês lá em Richmond?

– Divertido! — disse na mesma hora – Estava mesmo precisando de um dia assim, é sempre revigorante.

Claro que a única coisa que não foi agradável no nosso dia foi a Emery, que passou o tempo inteiro reclamando e não queria fazer, mas eu não ia falar isso para ele. Estávamos nos dando bem e eu não precisava falar mal da namorada dele.

– E o dia dos caras de vocês como foi? — decidi perguntar também – Cheguei em casa e não demorou muito para eu sair de novo, então não tive tempo de perguntar isso para o meu pai.

– Foi um bom dia também – afirmou – Acho que não tinha noção da saudade que eu sentia de passar um tempo com o doutor Grayson até agora, tivemos uma boa conversa hoje.

– E sobre o que vocês conversaram? — quis saber – Se é que eu posso perguntar.

– Como você é curiosa, senhorita Gilbert – revirou os olhos – Você vai saber sobre o que nós dois conversamos, mas não agora. Terá um momento certo para isso.

– Tudo bem... — sorri – Mas saiba que você me deixou totalmente curiosa agora.

– Essa era a intenção – completou – E por falar em conversas, imagino que a Caroline tenha ficado satisfeita por você ter contado a ela sobre o que aconteceu entre você e o Tyler.

– O que aconteceu entre mim e o Tyler...? — olhei confusa para ele, foi então que eu me lembrei do comentário de Caroline hoje de manhã quando foi nos buscar, ele estava lá e tinha ouvido tudo – Damon, escuta...

– Você não precisa me explicar nada, Lena – me interrompeu, voltando a se virar na minha direção – Você está solteira, ou quase isso, tem todo o direito de ter alguém. Ainda mais o Tyler, afinal, vocês dois namoraram quando eram mais novos.

– Você está entendendo tudo errado, Damon – aumentei um pouco o meu tom de voz para ele poder me entender – Não está acontecendo nada entre a gente, eu e o Tyler somos só amigos.

– Está falando sério? — ficou totalmente surpreso, mas pude ver um pequeno sorriso se formar nos seus lábios – Não está acontecendo nada entre vocês?

– Não vou mentir para você, Damon, eu reencontrei o Ty há alguns meses, em Nova York, e acabamos nos beijando – decidi não mentir para ele sobre isso – Quando ele me chamou para conversar foi mesmo para perguntar se tínhamos alguma chance, mas eu disse que não. Eu não podia estar com ele enquanto...

Para na mesma hora. Não podia dizer para o Damon que a verdade era que eu não tinha esquecido ele, afinal, não temos a menor chance de ficarmos juntos e isso só iria piorar a situação.

– Enquanto...? — me incentivou a continuar.

– Tyler e eu tivemos um relacionamento legal durante a época de colégio, mas acabou – consegui disfarçar e continuei – Não tem porque tentar revirar isso agora, é como dizem: figurinha repetida não completa álbum.

– Fico feliz com isso – admitiu – Quero dizer, você merece alguém que te faça feliz, depois de tudo que você passou com o Klaus.

Pensei que fosse dizer que essa pessoa que iria me fazer feliz era ele, mas isso não aconteceu. Era melhor eu parar de me iludir, estávamos ali para discutirmos o melhor para a nossa filha e só isso.

– Parece que o nosso macarrão já está pronto – colocou o escorredor na pia para poder colocar o macarrão – Imagino que você esteja com fome.

– Estou mesmo! — foi nesse momento que o meu estômago roncou, aquele cheiro de comida estava me deixando com mais fome ainda.

Ele colocou todo o macarrão que tinha feito em dois pratos e colocou o molho por cima. Depois colocou um dos pratos na minha frente e o outro perto da cadeira do lado oposto da mesa, o que significa que ficaríamos nos olhando enquanto comíamos.

– Eu pensei em comprar uma garrafa de vinho também – explicou enquanto se sentava – Mas não sabia se você estava com vontade de beber ou não, então decidi não comprar.

– Foi melhor assim – afirmei – Acho que você se lembra que sou um pouco fracada com bebidas – e quanto estou bêbada costumo fazer besteiras, completo mentalmente.

– Não teria nenhum problema, se quer saber – deu de ombros – Estamos apenas nós dois e há poucos quilômetros da sua casa, eu poderia te levar até lá depois disso.

– Mesmo assim, acho melhor ficarmos assim – fiz uma careta – sóbrios e sem o menor risco de ficarmos bêbados.

– Se você diz – deu um suspiro que eu poderia interpretar como triste, mas logo se recuperou e já tinha começado a comer.

Peguei um pouco de macarrão no garfo e levei até a boca, estava mesmo muito bom. Ainda comi mais um pouco, em completo silêncio.

– Então, por que não conversamos agora sobre a sua resposta em relação a minha proposta para a Mind? — Damon falou, depois de alguns minutos – Afinal, foi para isso que viemos até aqui, não é mesmo?

– Tem razão! — repousei os talheres em cima do prato para poder olhá-lo melhor – Olha, Damon, confesso que essa não foi uma decisão fácil de ser tomada. É da Miranda que estamos falando, tudo que eu fiz nos últimos anos foi, especialmente, para protegê-la, mesmo sabendo que deixá-la ficar com você e com a Emery é o melhor para a nossa filha, isso ainda é difícil para mim.

– Eu sei – concordou com a cabeça – Mas, Lena, sobre essa história dela estar comigo e com a Emery, tem algo que eu quero te contar.

– Espera, deixa eu terminar – pedi – Como você mesmo já sabe, a Mind nunca teve amor e carinho do cara que ela acredita ser o seu pai. E isso tudo, de certa forma, é minha culpa.

– Não, Elena, isso tudo é minha culpa – foi a vez dele me interromper – Fui eu quem meio que te obrigou a ir embora com o Klaus naquela época. Apesar de ter parecido a melhor decisão, me arrependo até hoje.

– Mas eu poderia ter argumentado, não aceitado a sua decisão – insisti – Se eu não tivesse sido fraca, talvez as coisas fosse outras agora.

As lágrimas se formaram no canto dos meus olhos, mas eu consegui limpá-las quase que imediatamente. Esse não era o melhor momento para isso.

– Talvez eu não possa mudar o passado, mas posso mudar o futuro – continuei – Foi por isso que eu tomei a minha decisão. Você tem todo o direito de assumir a paternidade da Mind e quando isso ficar provado, vou lhe ceder a guarda dela, não serei quais serão as consequências depois, mas não quero pensar nisso no momento.

– Não Elena – ele balançou a cabeça negativamente enquanto falava – Não é assim que as coisas vão ser.

– Como assim? — olhei confusa para ele – Não foi isso que você me pediu? A guarda da Mind para que ela pudesse ter o carinho do pai de verdade?

– Sim, foi exatamente isso que eu pedi – respondeu – Mas as coisas mudaram desde ontem a noite quando eu eu falei com você.

Pelo jeito ele percebeu o peso das responsabilidade que tinha tentado assumir. Não posso culpá-lo, nem todos conseguem cuidar de uma criança pequena, ainda mais sozinho.

– Entendo... — comentei – Você não quer a guarda dela, tudo bem, mas, se quiser, ainda pode assumir a paternidade da Mind. Tenho certeza de que ela ficaria feliz isso.

– Você não entendeu nada do que eu quis dizer, Lena – corrigiu – É claro que eu quero a Miranda morando comigo, mas não só ela.

– Então você quer a Emery vá morar com vocês? — deduzi – Parece interessante, assim a Miranda não sente falta de uma “família completa” por assim dizer.

– Não é da Emery que eu estou falando – me corrigiu, mais uma vez – Estou falando de você e da Eve.

Tudo bem, essa me pegou totalmente de surpresa. Damon só pode estar brincando, ele sabe muito bem que isso não pode acontecer, é exatamente por isso que estamos aqui nesse momento.

– Damon, por favor não... — pedi – Você está com a Emery e eu, bom..., eu tenho toda uma vida em Nova York, não poderia, simplesmente pegar as minhas coisas e me mudar com você para Atlanta.

– Pensei de nós dois voltarmos aqui para Mystic Falls – deu de ombros, como se fosse a coisa mais natural do mundo — Quando eu fui embora, me disseram que eu poderia voltar ao hospital daqui a hora que quisesse e eu tenho certeza de que você consegue emprego em alguma clínica veterinária em Mystic Falls ou até mesmo em Richmond. Talvez a gente precise de algum tempo para organizar tudo, mas acho que vamos ter tudo resolvido até o final do ano.

Aquela era mesmo uma ideia tentadora, mas, com certeza, tinha tudo para dar errado.

– Sei que você deve estar pensando no que vai acontecer com a Eve – continuou – O Stefan pode nos ajudar a conseguir a guarda dela, dessa vez, temos várias coisas a nosso favor e, provavelmente, não vai ser muito difícil de conseguir.

– Mas e quanto a Emery? — decidi perguntar – Quero dizer, não que ela seja a minha pessoa favorita nesse mundo, mas ainda é a sua namorada. Não seria você, simplesmente terminar só para ficar comigo.

– Emery é mesmo uma boa garota e tem sido uma namorada incrível, mas não vejo futuro para nós, então, talvez, seja melhor terminarmos logo, antes que as coisas fiquem mais sérias e isso fique cada vez mais difícil – explicou – Ela já anda meio desconfiada desde que me viu com a Mind, então vou ter uma longa conversa, tenho certeza de que vai ficar tudo esclarecido.

Assim eu espero, afinal, Emery já não parece gostar muito de mime se ela souber que Damon terminou com ela para ficar comigo e a nossa filha, vai me odiar pelo resto da vida.

Fui pega totalmente de surpresa quando ele colocou a mão sob a minha, por cima da mesa.

– Lena eu te amo! Eu te amei desde o momento em que te conheci e vou te amar para sempre – estava olhando diretamente nos meus olhos – Tentei negar isso nos últimos três anos, mas desde que eu te vi novamente há alguns dias, tive certeza de que não podíamos mais negar isso. Temos uma chance de ficarmos juntos novamente, de sermos felizes; eu, você, a Mind e a Eve, você quer mesmo desperdiçar essa chance?

Antes que eu pudesse absolver todas as suas palavras, Damon já tinha se levantado, dado a volta na mesa, segurado o meu rosto de me beijado. No momento que sua língua entreabriu os meus lábios, coloquei os braços ao redor do seu pescoço, correspondendo ao contato, ele puxou minhas pernas, fazendo com que eu as enroscasse em torno da sua cintura.

– Não, Damon – nos separamos depois de alguns minutos e ele tinha passado a beijar o meu pescoço – Mesmo depois do que a gente conversou, isso aqui ainda é totalmente errado.

– Por que é totalmente errado? — deu de ombros e passou a mão pelo meu rosto – Pensei que tivesse ficado claro que nós dois vamos ficar juntos, não é mesmo?

– Eu não disse isso, Damon – consegui empurrar o seu peito, com toda força que consegui reunir – Por mais que eu queira voltar com você, não tenho certeza se essa é a decisão certa a se tomar.

– Claro que é – agora ele estava beijando o meu pescoço, bem perto da minha orelha – Se nós dois queremos voltar a ficar juntos, o que nos impedi disso.

Tinha tanta coisa que nos impedia que não sabia nem por onde começar. Mas eu não tive tempo para pensar nisso, pois Damon já tina voltado a me beijar, suas mãos estavam por dentro da minha blusa e abriu o fecho do meu sutiã. Foi impossível não soltar um pequeno gemido nesse momento.

– Não vamos pensar nisso agora, vamos viver o momento, amanhã pensamos em todas as consequências – insistiu – E então, o que você me diz?

Eu balancei a cabeça afirmativamente, então, no segundo seguinte, Damon me pegou no colo e, sem quebrar o beijo, foi caminhando até o quarto. A antiga cama de casal continuava ali, no mesmo lugar, apesar de estar sem nenhum lençol, mas isso não é importante. Ele me deitou no colchão e ficou por cima de mim, foi quando pude perceber o quanto ele estava animado.

– Não sabe o quanto eu esperei por esse momento murmurava, dando vários selinhos pelo meu rosto – A quantidade de vezes em que eu sonhei que estava aqui com você, na minha cama.

Puxei a barra da sua blusa, consegui tirá-la por cima da sua cabeça e a joguei no chão. Passei mão pelo seu peitoral, agora nu, até chegar ao cós da sua calça, foi quando eu comecei a acariciar seu membro por cima da roupa; era a vez dele gemer.

– Por favor, me diz que tudo isso é real – disse, em meio a sua respiração ofegante – Me diz que eu não vou abrir os olhos e descobrir que nada disso aqui aconteceu.

– Isso tudo é real... — garanti, eu estava mordendo o lóbulo da sua orelha e abrindo o seu cinto – Pode acreditar nisso.

– Perfeito! — afastou o rosto para que eu pudesse vê-lo sorrindo – Então vamos fazer isso valer a pena.

Não demorou muito para todas nossas roupas estarem no chão e não existir nenhum tipo de barreira entre os nossos corpos. Ambos estávamos com pressa e não tínhamos a menor paciência para preliminares, então ele me fez sentar com as costas na cabeceira da cama e com as pernas abertas, ficando entre elas, estando a um movimento de estar dentro de mim.

– Espere – interrompeu – Você tem camisinha?

– Não! — balancei a cabeça me xingando mentalmente por não ter pensado nisso, mas também, como eu ia imaginar que acabaríamos aqui?.

– Eu também não trouxe – passou a mão pelo cabelo – E agora? Imagino que você não queira arriscar, nenhum de nós dois está preparado para ter outro bebê agora.

Ele tinha razão, eu já terei bastante problemas quando revelar a toda a família Mikaelson que a Mind não é filha do Klaus, não preciso de uma nova gravidez para piorar toda essa situação. Mas...

– Não tem problema, podemos fazer sem – afirmei – Não estou no meu período fértil, tenho fértil, tenho certeza disso.

Damon voltou a me beijar e não demorou muito para me penetrar de uma só vez. Eu cravei todas as unhas nas suas costas e mordi o lábio inferior com força, tentando me impedir de gritar.

– Ah... Perfeito! — disse, por fim.

Começou a se mover lentamente, mas aumentou a velocidade quando eu pedi; não parava de murmurar o quanto me amava e o quanto me achava maravilhosa. Não demorou muito para eu chegar ao ápice e ele chegou logo depois se derramando dentro de mim.

Acho que eu tinha me esquecido do quanto sexo com você podia ser maravilhoso – disse depois de me recuperar um pouco daquele orgasmo.

– Pois eu não me esqueci em momento algum – colocou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha – Lembrava perfeitamente de todos os momentos ao seu lado e mal podia esperar para revivê-los.

Não pude deixar de sorrir e dei um selinho nos seus lábios.

– Você estava mesmo falando sério? — perguntei, sem especificar exatamente o que era, o que justificava o seu olhar confuso.

– Que eu me lembro de cada momento que nós dois passamos juntos? — quis saber – Sim, é verdade.

– Não é isso? — revirei os olhos, sem conseguir deixar de achar graça – Quero saber se é verdade aquela história de eu e a Eve também virmos morar com você?

– Claro que é, Lena! — afirmou – Quero fazer dar certo, se você também quiser.

– Pois eu quero! — respondi na mesma hora – Deveríamos ter feito isso há quatro anos. Talvez a gente enfrente algumas consequências, mas eu não me importo, não mais.

– Então amanhã vamos abrir o jogo com as meninas e eu vou falar com a minha família e, é claro, com a Emery – avisou – Depois disso, estaremos livres e desimpedidos.

– Perfeito! — consegui inverter as nossas posições, me deitando por cima dele – Mas isso tudo vai ser amanhã. Agora, eu estou pronta para o segundo round.

– Mas já? — ficou espantado – O que aconteceu com aquela história de ir logo para casa para colocar a Miranda para dormir.

– Ela sobrevive uma noite ouvindo as histórias do meu pai – dei de ombros – A partir de amanhã a nossa garotinha vai ter o pai e a mãe por perto, acho que ela vai superar.

Damon sorriu, concordando com o que eu tinha acabado de falar, antes de me beijar. Foi então que fizemos amor pela segunda vez naquela noite, a segunda vez de muitas, se dependesse de mim.

Notas finais
E ai está a primeira hot Dalena da fic (todo mundo comemorando!!!!) O que vocês acharam do Damon chamando a Elena para morar com ele? Será que vai dar certo? E como serão as conversas no próximo cap? *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?