Amores e Consequências

24 Capítulo 23 – Sequestro


Notas iniciais
E aqui estou eu com um cap novinho para vocês Bom..., acho que o título fala por se só e não vou comentar muito sobre isso aqui, vou deixar vocês lerem, tirarem suas conclusões e não quererem me matar... Divirtam-se e nos vemos lá embaixo nas notas finais.

– Prontinho... — fechei o zíper do casaco da Mind e arrumei o gorro na sua cabecinha – Agora só preciso pegar a luva.

– Por que eu preciso usar esse casaco? — reclamou – Não estou conseguindo me mexer direito.

– Eu sei princesinha – a ajudei a se sentar na ponta da cama – Mas está muito frio lá fora hoje e você precisa estar bem agasalhada ou então vai acabar ficando doente, eu também estou de casaco... — dei um volta mostrando a peça de roupa que eu já tinha colocado antes mesmo de sair do quarto para ir tomar o café da manhã.

Fui até o armário da minha filha caçula e peguei um par de luvas dentro da gaveta. Quando me virei na direção dela novamente, estava olhando para os pés e os balançava para frente e para trás.

– O que houve, Mind? — me ajoelhei na frente dela – Parece tão pensativa.

– Eu só estava pensando no meu irmãozinho – explicou sem nem ao menos levantar os olhos para mim – O que agora está lá no céu...

Ainda estávamos em Mystic Falls quando eu contamos para Miranda que ela teria um irmãozinho ou irmãzinha, mas que seria apenas filho do Damon, da mesma maneira que Eve era apenas minha filha; ela ficou confusa, mas acabou aceitando a situação. Infelizmente, coube a mim ter que contar, depois de tudo, que o bebê não iria mais nascer e que agora estava no seu olhando por ela, da mesma maneira que a sua avó.

– Por que você estava pensando nisso agora? — quis saber – Já faz três meses.

Fiquei espantada com a minha própria frase, fazia mesmo três meses de todos aqueles acontecimentos. Eu falo com Damon todos os dias desde então e ele passou muito tempo pensando no bebê que perdeu e não tem como eu culpá-lo, mas agora perce já estar aceitando mais toda essa situação.

– É que a Lara, da minha turma, disse ontem que vai ganhar um irmãozinho ou uma irmãzinha – explicou – Acha que pode acontecer mesma coisa com o irmãozinho dela que aconteceu com o meu?

– Talvez sim ou talvez não... — tentei explicar de uma maneira bem simples, para que ela pudesse entender – O que aconteceu com o seu irmãozinho foi uma fatalidade, as vezes isso acontece, mas é bem raro.

– Entendo... — comentou.

– Olha, Mind, eu já te falei isso antes e vou repetir agora – coloquei a mão sob a sua – Seu irmãozinho não nasceu, mas você vai ter outros e vai amá-los muito, da mesma maneira que você ama a Eve.

– E eles vão ser seus filhos e do papai e não só de um dos dois, não é mesmo? — ela já sabia a resposta, mesmo assim perguntou.

Claro que eu quero ter outro filho e tenho certeza de que Damon pensa da mesma maneira, mas, depois de tudo isso que aconteceu, acho que é melhor esperarmos um pouco mais para “encomendar” o nosso bebe. Sem contar que é melhor estarmos morando juntos para isso também.

– Bom, agora chega de papo – completei enquanto colocava as luvas nela – É melhor irmos logo para vocês duas não cheguem atrasadas no colégio.

– Tudo bem! — ficou em pé e começou a andar em direção a porta do quarto.

Eve já estava nos esperando no andar debaixo do apartamento, também vestindo um casaco próprio para um dia frio como hoje. Por isso, não precisamos ficar esperando nada para enfim podermos sair.

***

Apesar de já estarmos no mês de dezembro e a temperatura ter caído drasticamente nas últimas duas semanas, ainda não tinha caído da primeira neve da estação. Isso era um verdadeiro alívio, pois com gelo na pista é muito mais difícil de dirigir, sem contar que os riscos de ter um acidente no caminho eram muito maiores.

Levei apenas cinco minutos do meu prédio até a escola das meninas e estacionei o carro para poder deixá-las la dentro.

– Ali está Amy! — Eve referiu-se a sua melhor amiga, que estava sentada em um banco de madeira não muito longe da lanchonete, parecia estar concentrada no livro que estava na suas mãos – Posso ir lá falar com ela?

– Mas é claro, filha – balancei a cabeça afirmativamente – Só vou mesmo levar a sua irmã até a sala de aula.

– Tudo bem! — deu um beijo no meu rosto e saiu correndo em direção a outra garota.

– Agora é a sua vez, mocinha – segurei a mão de Mind – Vamos encontrar a sua professora.

A sala do maternal ficava no térreo, bem em frente ao parquinho em que as crianças brincavam na hora do intervalo. A senhorita Cooper, professora da turma, estava ajoelhada entregando um carrinho para dois garotas que brincavam em um canto, mas, provavelmente ouviu o barulho dos nosso passos, pois assim que entramos, ela se virou.

– Oi, Miranda! — sorriu para a minha filha caçula – Por que você não vai brincar um pouco enquanto não começamos a aula de hoje, vamos fazer desenhos sobre o que queremos ganhar no natal.

– Legal! — sorriu antes de correr na direção ao baú de brinquedos que ficava ao lado da mesa da mulher.

– Espera ai – colocou a mão no seu ombro, fazendo com que ela parasse – Deixa o seu casaco aqui.

A professora ajudou Mind a tirar o seu casaco e as luvas e os colocou no cabide a cima da plaquinha escrito “Miranda”, junto com as peças dos outros alunos.

– Agora eu posso ir? — quis saber, parecendo totalmente animada para poder começar a brincar,

– Ainda não... — foi a minha vez de falar – Falta me dar um beijo de despedida.

– Tem razão – revirou os olhos e se aproximou para encostar os lábios na minha bochecha – Te amo, mamãe!

– Também te amo, minha princesinha – a puxei para um abraço e dei um beijo no topo da sua cabeça – Agora vai lá brincar.

– Eu a soltei e ela saiu correndo para onde estava indo antes. Assim que Mind estava longe, eu me virei na direção da senhorita Cooper.

– Bom, eu vou vir buscá-la na hora de sempre – avisei – Se ela aprontar alguma coisa, pode me contar.

– Pode ficar tranquila, senhorita Gilbert, a Miranda é sempre um amor – garantiu – Dificilmente está envolvida em qualquer confusão na sala.

– É bom saber disso – comentei – Bom, agora eu preciso ir, até mais tarde.

Ela acenou para mim enquanto saia de dentro da sala. Ainda tentei procurar Eve para me despedir, mas ela já tinha ido para outro lugar, então segui na direção do estacionamento para pegar o meu carro.

***

– E, prontinho... — peguei o cachorrinho e entreguei para a dona – A vacina não deve causar nenhum tipo reação, mas qualquer coisa, pode me ligar ou trazê-lo aqui.

– Certo, muito obrigada, doutora – agradeceu.

– Não fiz nada que não o meu trabalho – garanti – Bom, aqui está o meu celular, pode ligar se tiver alguma emergência – peguei um cartão e lhe entreguei – Você pode fazer o pagamento na nossa petshop.

– Perfeito, eu preciso mesmo comprar um pacote de ração – comentou.

Ela saiu do consultório e eu dei uma rápida arrumada na sala e joguei fora as coisas que tinham ficado em cima da mesa de exame. Então eu cheguei a loja no momento em que a mulher já tinha terminado de pegar e estava saindo do local, ao mesmo tempo em que Elijah chegava.

– Olá para vocês – nos cumprimentou.

– Olá, Elijah – respondi – O que você está fazendo aqui, pensei que hoje fosse o seu dia de folga.

– É mesmo, senhor Smith – Allana, a vendedora do petshop e secretaria da clínica, comentou – Está escrito na sua agenda.

– Eu sei disso, mas eu decidi dar uma passadinha aqui – explicou – Fique com saudades dessa lugar.

– Sei... — cruzei os braços e o encarei – Parece que você está fugindo de alguma coisa, isso sim.

Nesses quase três anos que trabalho aqui eu e Elijah nos tornamos amigos e também convivo bastante com a esposa dele, Celeste. Com toda essa convivência, sei muito bem que ele está fugindo de algo.

– Tudo bem, vou estar certa – revirou os olhos – Acontece que Celeste resolveu entrar no clima natalino. Já me passou a lista dos nossos familiares que vão passar o natal conosco e também quer que eu vá ao shopping com ela para comprarmos os presentes.

– Agora eu entendi – foi impossível não começar a rir – Sabe isso me lembra que eu também preciso fazer as minhas compras de natal. Só preciso arranjar alguém para ficar com a Eve a Mind enquanto isso, porque fazer compras com as meninas junto é praticamente impossível.

– Se quiser eu posso fazer isso – Elijah se ofereceu – Quem sabe se eu disser que vou tomar conta das suas filhas a Celeste não me libere de ir com ela ao shopping.

– Eu agradeço a sua “boa vontade” em querer tomar conta das meninas, mas não precisa – disse segurando a minha vontade cair na gargalhada novamente – Mas eu vou falar com a Rebekah ou com a Esther, uma das duas com certeza ficará com elas.

– Só você mesma para se dar bem com a sua ex-cunhada e a sua ex-sogra – comentou – Se eu me separasse da Celeste um dia, com toda a certeza eu não iria querer me dar bem com a família dela, mesmo com as crianças.

Nesses quatro meses em que eu e Klaus temos estados separados tenho falado o mínimo possível com ele, apenas com a Eve. Mas a história é outro quando o assunto é Rebekah, Esther e até mesmo Mikael, tenho só visto mais vezes do que quando éramos da mesma família.

– Rebekah e eu somos amigas e Esther tem sido uma mãe para mim desde que comecei a sair com o filho dela – expliquei, dando de ombros – Só porque as coisas não deram certo com o Klaus, não quer dizer que eu preciso me afastar deles.

– Se é assim que você quer – deu de ombros – Mas mudando de assunto, o movimento aqui esta vazio hoje não é?

– Desde de manhã eu só apliquei duas vacinas e atendi um cachorrinho com a pata quebrada – respondi – Inclusive eu vim aqui ver com a Allana como está a minha agenda para o resto do dia de hoje.

– A sua agenda está vazia senhorita – explicou – Se tiver mais algum paciente hoje, vai ser emergência.

– Perfeito – Elijah comentou – Você e eu vamos até o café que fica na esquina. Assim podemos conversar um pouco.

– Não tenho certeza se essa é uma boa ideia, Elijah – disse – Pode chegar algum cliente aqui e não vai ter nenhum veterinário para atender.

– Se chegar algum cliente a Allana tem o número dos nossos celulares e pode nos ligar – lembrou – Estaremos de volta em poucos minutos.

– Ele tem razão, senhorita – foi Allana quem falou dessa vez – Não tenho o menor problema em te ligar caso apareça alguém aqui.

– Vamos lá, Lena – insistiu, parecia uma criança de cinco anos querendo chocolate – Faz tanto tempo que nós dois não paramos para conversar.

– Tudo bem, você me convenceu – revirei os olhos – Apenas me deixe e pegar a minha bolsa lá na sala.

– Certo – concordou – Só não demora muito ou eu vou te buscar e te levar arrastada para o café.

– Pode deixar que eu não vou demorar – garanti enquanto ia na direção do consultório.

***

Estamos no meio da semana durante a tarde, sem contar que o frio que está fazendo faz com que as pessoas preferiam ficar nos seus ambientes de trabalham e não saiam para rua, então a cafeteria estava vazia quando chegamos. Sentamos em uma mesa bem longe da porta ou de qualquer janela e pedimos dois chocolates quentes, que não demoraram muito para chegar.

– E então, é verdade que você vai passar o natal em Atlanta com a família do seu namorado? — Elijah perguntou, de repente.

Não teve um natal em toda a minha vida que eu tenha passado longe do meu pai, nem mesmo quando me mudei para Nova York quando comecei a fazer faculdade, e planejava ir para Mystic Falls esse ano, mas Jeremy o convidou para ir para Richmond, já que o filho dele e de Anna está para nascer na segunda semana do mês e nosso pai está bem empolgado para conhecer logo o novo neto. Então quando Damon me chamou para ir até Atlanta passar o natal com os pais e os irmãos dele, não tive como dizer não.

– Sim, é verdade – respondi afirmando com a cabeça – Estou bem empolgada com isso e as meninas também. Acredita que a Mind já me perguntou milhares de vezes se vai está nevando lá em Atlanta quando chegarmos, porque ela faz questão de fazer um boneco de neve com o pai.

– Que graça – riu – Tenho certeza de que será tudo muito divertido.

– E vai ser mesmo – concordei – Viajamos em duas semanas e estou contando os dias para isso.

– Mas agora me diga, essa sua viagem para Atlanta é definitiva? — quis saber, mais uma vez – Preciso começar a procurar uma nova veterinária para a clínica?

Desde que contei ao Elijah que eu ia embora de Nova York ele ficou bem triste, mas disse que só iria começar a procurar alguém para me substituir quando eu não estiver mais aqui.

– Na verdade eu não estou me mudando para Atlanta – expliquei – Damon e eu vamos morar me Mystic Falls, achei que tivesse te falado isso.

– Ah sim, é verdade – concordou, se lembrando – Então vou reformular a minha pergunta. Você vai sair de Atlanta direto para Mystic Falls ou volta para Nova York?

– Volto para Nova York – disse – Ainda não tínhamos muita certeza de quando iriamos nos mudar para Mystic Falls, mas acabamos chegando há um acordo, vamos apenas no meio do ano que vem, assim as meninas terminam o ano letivo nessa escola antes de ir para a nova.

– Uma boa notícia então – completou – Será que tem alguma maneira de te convencer a ficar aqui e só o Damon e mudar para o seu apartamento?

– Na verdade não, estou encarando essa ida para Mystic Falls como uma grande mudança para mim, tipo uma vida nova – expliquei – Mas chega de falarmos sobre mim. Como estão as coisas com você e a Celeste.

– Fora ela estar querendo me arrastar para o shopping, está tudo muito bem – garantiu – Outro dia mesmo ela perguntou sobre você, disse que nunca mais se falaram e que está com saudades.

– Também estou com saudades dela – respondi – Tenho uma ideia, por que vocês não vão jantar lá em casa um dia desses? Antes da minha viagem, de preferência.

– É uma ideia perfeita – concordou – Vou falar com a Celeste hoje a noite e te falo amanhã, então combinamos melhor.

– Mas eu quero toda a sua família lá, não apenas vocês dois – lembrei – Assim as crianças podem brincar.

– Sim – afirmou com a cabeça.

Foi nesse momento que meu celular começou a tocar, interrompendo a nossa conversa. Peguei o aparelho dentro da bolsa e vi que era uma chamada da clínica, provavelmente era uma emergência que tinha chegado lá.

– Allana! — disse no momento em que atendi a ligação – O que aconteceu?

Não é nenhuma emergência, senhorita, não precisa se preocupar – avisou – É que chegou uma mulher aqui querendo orientação sobre como alimentar um passarinho que entrou na casa dela.

– Ah sim, entendi – falei, calmamente – Diga a ela que chego ai em alguns minutos e passo toda a orientação que for necessária.

Está bem, senhorita!– disse antes de desligar.

– Acho que eu devo pedir a conta, então – mesmo Elijah não tendo escutado a nossa conversa, já deve ter imaginado sobre o que era.

– Com certeza – afirmei antes que ele chamasse o garçom.

***

Ainda passei mais meia hora na clínica antes de sair para ir buscar as minhas filhas, como faço todos os dias. Peguei um engarrafamento, por isso cheguei ao colégio delas dez minutos depois que o sinal da saída tocou, com certeza elas estavam me esperando.

– Boa tarde, senhorita Gilbert – o porteiro me cumprimentou – Que surpresa tê-la aqui hoje!

– Não sei por que é uma surpresa – achei aquele comentário muito estranho – Estou sempre aqui e quando não venho, aviso que outra pessoa vem buscar as meninas.

Percebi que suas expressão ficou preocupada e seu rosto adquiriu um tom branco. Queria muito saber o que estava passando na sua cabeça.

– Ah sim, claro... — negou com a cabeça – Bom..., pode entrar.

Agradeci e passei pelo portão para entrar no local. Tinham várias crianças correndo por todo o pátio, mas não foi difícil encontrar Eve, que estava vindo na minha direção, seguida da amiguinha.

– Mãe! — abraçou a minha perna.

– Eve, minha princesinha! — me ajoelhei e dei um beijo no topo da sua cabeça – Como é que foi a aula hoje?

– Foi legal! — afirmou – Será que eu posso te fazer um pedido?

– Claro, pode falar – avisei – Farei o possível para deixar, mas não posso garantir nada.

– É que a Amy me convidou para ir dormir na casa dela no final de semana – apontou para a amiga, que estava parada atrás dela – Eu posso ir? Vamos fazer uma festa do pijama: comer pizza, tomar sorvete e ver filmes.

– Por mim não tem problema – disse – Mas esse final de semana é do seu pai, você tem que perguntar para ele.

– Tenho certeza de que ele vai deixar – garantiu – Ele me vê sempre, não vai se importar se eu não for um final de semana.

– Só que seria a última desse ano, já que no outro final de semana que seria dele estaremos em Atlanta – lembrei – Mas pergunte, quem sabe ele não concorde.

– Tenho certeza de que ele vai deixar – ficou totalmente animada nesse momento.

– Você viu a sua irmã? — comecei a olhar para todos os cantos, mas nenhum sinal da Mind – Ainda não a vi.

– Já vi vários garotos da sala dela por ai desde que a aula acabou – explicou – Mas ela ainda não.

Na maior parte do tempo os alunos da alfabetização, que são os mais velhos do colégio, não se misturam com o resto da educação infantil, isso só acontece no horário da saída.

– Ela deve ter ficado na sala – comentei – Vou até lá buscá-la, mas fique por aqui para poder te encontrar quando eu voltar.

– Tudo bem – garantiu antes que eu me afastasse.

Caminhei na direção da sala da turma de Miranda. Assim que entrei vi a senhorita Cooper apagando o quadro negro e ela era a única no local.

– Senhorita Gilbert! — se virou no momento em que me viu – O que está fazendo aqui?

– Estou procurando a Mind – expliquei – Ela não está no pátio, então pensei que estaria aqui, mas...

– A Miranda já foi embora – respondeu como se fosse óbvio – Antes mesmo do sinal do final da aula tocar.

– Como assim foi embora? — gritei tão alto que todo mundo do lado de fora deve ter ouvido – Eu disse que viria buscá-la!

– A senhorita disse, mas chegou uma garota aqui que disse que veio buscar a Miranda – disse, calmamente – E a ela parecia conhecê-la, disse que é amiga do pai dela.

– Qual é o nome dessa garota? — sabia qual era a resposta, mesmo assim decidi perguntar, precisava ter 100% de certeza.

– É um nome diferente... – colocou a mão no queixo enquanto pensava – Emery.

Isso foi como um balde de água fria direto na minha cabeça. Desde aquele dia nunca mais tínhamos ouvido falar nela, Damon até tentou vê-la no hospital, mas ela já tinha tido alta e decidiu trancar a faculdade por um tempo é foi para Austin com os pais. E agora está aqui em Nova York, com a minha Mind.

– Senhorita Gilbert, está tudo bem? — quis saber, se aproximando mais de mim.

– A Mind foi sequestrada... — minha voz saiu como um fio, ela só escutou pois estava bem perto – Essa garota veio aqui sequestrar a minha bebê...

– Essa não! — parecia genuinamente preocupada – E é tudo culpa minha, não devia ter entregue a Miranda para ela, devia ter te ligado antes e...

– Minha pequena Mind... — continuei falando, tinha consciência de que a mulher tinha feito algum comentário, mas não estava prestando atenção – Ela deve estar totalmente assustada.

– Vou até a sala da diretoria ligar para a polícia – completou antes de sair, assim que fiquei sozinha, simplesmente desabei na cadeira atrás de mim.

***

Aqui é Damon Salvatore, no momento eu não posso atender, mas deixe seu nome e seu telefone que eu ligo assim que possível – sentei na ponta da minha cama quando ouvi a voz do meu namorado na secretária eletrônica, seguido do sinal para que eu deixasse o recado.

– Damon, sou eu – tentei ao máximo esconder a minha voz de choro, mas não sei se era possível – Eu estou bem, mas preciso falar algo com você, mas não pode ser por uma mensagem de secretária eletrônica. Você deve estar no hospital atendendo, então me liga assim que tiver um tempo livre.

Desliguei e fiquei encarando o celular na minha mão. A sala da minha casa estava cheia de policiais e eu precisava dar informações que pudessem ajudá-los a encontrar minha filha; não estou com a menor vontade de falar com aqueles homens, mas eu preciso.

– Tudo bem, Elena, não adianta ficar aqui trancada chorando – me levantei antes de enxugar as lágrimas no meu rosto – O que você precisa é da Mind aqui, sã e salva.

Sai do quarto e segui na direção das escadas para chegar ao andar debaixo da casa. Os dois policiais estavam em pé no local, juntamente com Bonnie e Eve, que estavam no sofá.

– Eu ajudo a senhorita Gilbert a cuida das filhas desde que a filha nasceu e a Mind sempre foi um doce de criança – minha governanta falou – Por favor, me digam que irão conseguir encontrá-la.

– Faremos o possível, senhorita – um dele garantiu.

– Desculpe fazê-los esperar, mas eu precisava fazer essa ligação – avisei – Mas agora podem falar, do que vocês precisam.

– Nos já temos a descrição da criança e da sequestradora – o policial disse enquanto observava as anotações – Agora eu preciso de uma foto recente, das duas, se for possível.

– Bonnie, pega uma daquelas fotos do colégio que chegou semana passada – pedi – Da Emery eu não tenho, mas o Damon deve ter.

– Claro, senhorita – ela afirmou antes de ir até a estante da televisão aonde estão os envelopes, abriu o que estava com as fotos da Mind e pegou uma – Aqui está – entregou para o policial.

– Iremos mandar a foto da sua filha para todos as delegacias do estado de Nova York, qualquer lugar que elas apareçam, irão identificá-las – explicou – E não se preocupe, ainda é muito cedo para ela ter conseguido ir para qualquer outro lugar do país.

– Eu quero que você seja sincero comigo – pedi – Tem alguma chance de encontrarem a minha filha sã e salva?

– Com toda certeza, senhorita – garantiu – Faremos o possível para que ela esteja segura em casa o mais rápido possível.

– Assim eu espero – soltei um longo suspiro – Bom, vou levá-los até a porta.

Então acompanhei os dois policiais até a porta e esperei até que o elevador chegasse ao meu andar eles entrassem no local, só então eu voltei para dentro de casa.

– Mãe? — Eve continuava sentada no mesmo lugar de antes, balançava as pernas para frente e para trás, ansiosamente – A Mind vai ficar bem, não é?

– Claro que vai... — tentei sorrir para me fazer de forte, não queria deixar a minha filha preocupada também – Você ouviu o policial, eles vão trazê-la sã e salva.

– Foi a ex-namorada do doutor Damon que sequestrou ela, não é mesmo? — balancei a cabeça afirmativamente – Não entendo por que ela fez uma coisa dessas..., o que ela ganha com isso?

Pois eu sei exatamente o que ela ganha com isso. Emery está tentando se vingar de mim e do Damon por tudo que aconteceu ela, mesmo que não tenha sido a nossa culpa; ela perdeu o seu bebê, então decidiu levar a minha filha. Claro que esse é um assunto muito complexo para tentar explicar para uma menina de seis anos.

– Eu também não sei Eve – passei a mão pelo seu cabelinho castanho.

– Eve, por que não vamos comer alguma coisa lá na cozinha? — Bonnie colocou a mão no ombro da minha filha – Sua mãe está precisando ficar um pouco sozinha.

– Tudo bem – deu de ombros antes de se levantar, mas então ela se aproximou mais uma vez de mim e deu um beijo no meu rosto – Não se preocupe, sei que logo a Mind vai estar aqui.

Sorri para ela antes que se afastasse novamente, era bom ouvir isso, é o que vai me fazer ter esperança até que meu bebê esteja aqui comigo novamente, sã e salva.

Assim que fique sozinha na sala, decidi ir para o andar de cima do apartamento, voltar ao meu quarto. Bonnie tinha toda razão eu preciso ficar um pouco sozinha para tentar colocar a cabeça no lugar, sem contar que logo Damon deve ligar e preciso me preparar para contar a ele tudo que aconteceu.

Notas finais
Eu disse para vocês não esquecerem da Emery e espero mesmo que tenham seguido o meu concelho. O que acharam da reação dela? Achavam que ela teria mesmo coragem de sequestrar uma menina de três anos? Como será que vai ficar a Mind? E qual será a reação do Damon quando souber? *** Nesse momento eu devo reforçar o pedido para que vocês não queiram me matar, por favor... *** E é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações?