Notas iniciais
Sooolta negada!!! Trouxe mais um capítulo para vocês, mais cedo, e estou esperando as sugestões de fillers. Bom, as férias para a maioria dos mortais estão chegando ao fim, de modo que eu estou pensando em escrever algo em homenagem a esse fim. Se alguém tiver sugestões envolvendo férias e SasuNaru para um filler - coisa curta - fique a vontade. Segue o capítulo onde o nós se arrocha ainda mais para o Sasuke

Eu acordei praticamente expulso da minha cama pelo brado esganiçado da minha mãe. Isso alguns dias depois daquela fatídica noite, sendo que nunca mais eu havia posto meus olhos em Naruto de novo. A pergunta que não queria me deixar dormir era: como Naruto sobreviveu às doses de drogas que eu injetara nele? Recordei-me do seu distintivo brilhando preso ao cinto de sua calça. Policiais Sombras são treinados para suportar tudo, no fim das contas.

Por sorte, na noite anterior eu dormira de jeans preto, de modo que só precisei vestir uma camisa branca e descer para saber o que diabo teria feito minha mãe gritar e como eu deveria matar lentamente o culpado por tal ato.

Usei algumas da minhas influências pessoais para vigiar o meu Naruto. Sim, meu Naruto. Só meu. Segundo minhas fontes Naruto não manifestou absolutamente nada sobre o estupro ou qualquer coisa relacionada a ele. Se quer especulações de quem o havia atacado. Para a polícia, em depoimento, tudo o que Naruto disse, com o soro da verdade correndo nas veias, fora "Meus sentidos estavam embaralhados demais para perceber qualquer coisa... Eu perdi todo o controle sobre o meu corpo... Se alguém sabe do aconteceu comigo naquela noite, foi aquele lado que todos reprimem e escondem nas profundezas das suas mentes.". O lado reprimido e escondido? A que ele se referia?

Dane-se, eu não tenho tempo para pensar agora. Tenho que saber o que ou quem fez a minha gritar tão alto na parte térrea da minha casa. Um problema de cada vez. Depois que eu matar quem fez minha mãe gritar, eu volto a monitorar Naruto para saber se ele descobriu quem foi o seu estuprador.

Cheguei à sala empunhando um Colt 1911 e com a cara fechada, porque se tem duas coisas que me deixam possuído pelo demônio é ser acordado e mexerem com a minha mãe. Imaginem fundir as duas numa só situação? Lúcifer em pessoa. Mal eu sabia que essa lista ia crescer um pouco tempo.

Acontece que quando eu olhei em volta, vi meu pai, minha mãe e Itachi apreensivos, porém minha mãe estava mais nervosa pelos três, diante de uma senhora muito bonita e muito digna vestida em seu garboso kimono branco com vermelho. Uma cauda fofa e vermelha se movia lentamente atrás de seu corpo, seu cabelo estava ajustado em dois coques altos, cobrindo as orelhas, que combinavam com a tiara dourada que arrematava tudo, e seus olhos se mantinham fechados, enquanto minha mãe lia apressadamente a carta de cinco anos atrás que eu reconheci quase que imediatamente.

Eu não daria a ela mais do que a idade de mamãe.

Aquela mulher parecia ser a encarnação da ponderância, porém não era a da paciência, pois batia ligeiramente seus dedos sobre um punho apertado em cima de suas coxas cruzadas.

Essa mulher estava acompanhada por um homem alto de cabelos lisos e vermelhos, magro, muito magro, deixando-o ainda mais velho do que poderia ser, com as linhas, de seu rosto, bem marcadas e bem fundas. Do outro lado havia uma jovem de sorriso matreiro e óculos de armação vermelha que não parava de me observar, seu cabelo punk vermelho me recordou um pouco da Sakura, porém essa garota não tinha tatuagens e nem era uma coelha.

Imaginei que eram filhos daquela senhora, mas ao observar bem a fisionomia de ambos notei que a única coisa em comum entre ambos era a pelagem e a cor do cabelo. Quem eram aqueles? E mais importante, por que deixavam minha mãe tão fora de si?

–Bom dia. – apesar de ser madrugada, resmunguei tentando parecer cordial, mas não deu certo: minha voz saiu metálica e perigosa como uma navalha. – Quem foi que fez minha mãe gritar? – falei engatilhando a minha arma.

Alguns engoliram em seco, outros nem me olharam com medo.

A mulher de coque virou lentamente o rosto para mim abrindo seus olhos com delicadeza, sorriu gentilmente e sussurrou um “Bom dia” de volta, voltando-se para a minha família e fechando a cara novamente. Uma senhora educada, ao que parece. Aproximei-me e guardei o Colt, ainda não visto, atrás, por baixo da camisa e cruzei os braços.

–Desculpe-me Sasuke. – mamãe veio até mim e me fez desengatilhar a arma – É só que eu fui pega de surpresa, por isso que eu gritei. Desculpe-me por lhe acordar. Baixe a arma, por favor, querido. – assenti e guardei-a em minhas roupas.

–O que está acontecendo? – perguntei evitando que meu mau humor aflorasse novamente.

Ninguém falou nada e Mikoto continuou lendo.

A senhora olhou para mim e sorriu novamente, eu tive a estranha sensação que tinha me deparado com aquele sorriso antes. Mas não nos... Lábios de... Uma mulher! Eu o vira... No rosto de Naruto, sempre que perguntavam quem era ele. Será que eles têm algo em comum? Não pude evitar que uma cara de surpresa fosse feita depois da minha constatação mental e aquela senhora percebeu-a categoricamente.

–Parece que já viu um dos nossos por aí, não é jovem Uchiha? – ela falara comigo, mas eu demorei a responder, ainda absorto por minhas reflexões.

–Sim... Eu acho... Não sei. Não era bem uma pessoa ruiva, eu acho... Quem é a senhora, por favor? – abaixei-me perto da parte do sofá onda ela estava sentada, sem me importar com a carranca que o homem fez e nem com a cara safada que a jovem exibiu. A senhora sorriu com mais gentileza e ergueu uma mão.

–Eu me chamo Mito Uzumaki, jovem Uchiha. E esses são – ela apontou primeiramente para o homem e depois para a moça – Nagato e Karin Uzumakis.

–Eu sou Sasuke. – falei automaticamente. Aquele sorriso estava me hipnotizando, eu tinha certeza disso, me envolvendo numa redoma de controle que eu não conseguia entender – Sou o segundo filho de Fugaku com Mikoto.

–Eu sei, eu sei. – ela afagou lentamente minhas orelhas – Você é um belíssimo gato, muito forte e inteligente, ao que vejo. Um ótimo pretendente.

–Pretendente?

–Sim, um pretendente.

Como se a redoma tivesse se partido diante dos meus olhos eu me coloquei de pé e observei a Senhora Mito, depois encarando a jovem ao lado dela com sua cara safada para só então fitar a minha mãe, que acabara de terminar de ler a carta.

–Desculpe Senhora. – falei voltando meu olhar para ela – Já fui casado uma vez e não pretendo me casar novamente tão cedo. – mostrei a ela as alianças em meu dedo. A mulher arregalou os olhos e fitou furiosamente minha mãe.

–Mikoto! – ela chamou, fazendo a mulher se encolher com o tom de voz severo – Eu pensei que tínhamos um acordo, sua mulher negligente! Além de demorar cinco anos para ler minha carta, negando-me a resposta, você casa seu melhor filho com outra mulher! De outra família!!! E sem o meu consentimento? Por acaso procura guerra?! – ela cruzou os braços, irritada – Que diabos, mulher... Seu melhor filho...

Melhor filho? Não pude evitar um sorriso ao ver a cara de derrota de Itachi e de meu pai ao ouvirem uma afirmação daquela e de maneira tão pública, apesar de serem quatro e meia da manhã. Senhora Mito ergueu-se imperiosamente, fazendo a barra de seu kimono se abrir e revelar pernas que não poderiam ser de outra pessoa que não fosse uma adolescente. Meus parabéns, minha senhora, está muito bem, obrigado, pensei sorrindo discretamente.

–Eu... Eu... é que... Bom, eu... – para Mikoto Uchiha está gaguejando, a treta está realmente medonha. Esse é o problema de ser a esposa do chefe de família: todas as coisas que envolvem casamentos e filhos, fica sob incumbência da matriarca da família, nesse caso, a minha queridíssima mãe. – É que...

Avancei, colocando-me entre minha mãe e a Senhora Mito, e sorri com desdém. Eu estou irritado por ter acordado cedo e não vou deixar que façam caso da minha mãe. Impor-me-ei.

–Foi minha escolha casar-me com Hanami Haruno. – falei sorrindo tranquilamente, fazendo a mulher estreitar o olhar e suavizar seu semblante – Se a senhora, com todo o respeito, não estava aqui para sugerir o contrário, pois não tem o direito questionar a escolha que fiz.

Ela sorriu, quase que satisfeita com a minha resposta, e posicionou suas mãos em sua cintura de forma superior, foi levantando seu queixo até certa altura enquanto seu sorriso se abria, mostrando-se curiosa com a minha postura. O meu sorriso? Desapareceu quando me deparei com seus olhos profundamente marcados.

–Tem coragem jovem Uchiha. – ela fechou os olhos – Isso eu não posso negar e tem certa razão no que disse. No entanto – ela levantou uma mão, mostrando o indicador – O fato de eu não estar lá não quer dizer que não expressei a minha opinião sobre a sua união com a jovem finada Haruno, a qual já eu prestei as minhas condolências. Se sua mãe tivesse lido a carta que eu envie no instante que recebeu, essa inconveniente conversa a esta hora do dia poderia ter sido evitada e – ela me fitou sorrindo – Eu não estaria lhe conhecendo apenas hoje.

–O que isso quer dizer? Como assim não estaria me conhecendo hoje?

Encarei a minha mãe. Ela me estendeu o envelope com o papel dentro e eu dei uma rápida lida, tentando captar os pontos mais importantes para entender as angustias de minha mãe. Não se tratava de uma mera carta, mas um documento. Um contrato que fora criado a partir de um pedido que a minha mãe enviara para a Senhora Mito – fiz as contas mentalmente – quando eu completei minha primeira vida, isto é, estava entrando em minha adolescência e Itachi já era adulto. Pelos selos nas bordas internas e externas do papel, era um daqueles documentos que validade infinita. Um documento muito difícil de se criar.

Fiquei boquiaberto com o peso social que aquele papel antigo tinha sobre as duas famílias em questão: os Uzumakis e os Uchihas. Ele sugeria que as duas famílias mais antigas deveriam acabar com a guerra e com a concorrência unindo-se em matrimônio através dos filhos mais jovens. Dizia que só poderia se cumprir quando ambas as partes envolvidas tivessem filhos férteis e prontos para uma “união estável”, de modo que somente meu nome constava lá, no entanto não havia o nome da outra parte envolvida. Não havia o nome da pessoa com quem eu iria me casar. Franzi as sobrancelhas.

–Por isso me permitiu me casar com Hanami, mãe? — ela me fitou com vergonha e pesar, mas confirmou o meu temor — Só me permitiu me casar com ela porque sabia que Hanami iria morrer! Mesmo eu me casando ainda contava a resposta do seu pedido aos Uzumakis...

Um casamento arranjado e segredado.

Instintivamente olhei para Karin e engoli em seco. Eu teria que me casar com ela? Mas que inferno de decisões as pessoas estão tomando por minhas costas para ferrar ainda mais a minha vida e me afastar dos meus reais objetivos?

Voltei a ler. Segundo as cláusulas, de maior impacto, se houvesse quebra de contrato por qualquer uma das partes, a multa de rescisão era a mesma para ambos: perderiam 50% das posses para a outra parte, mais a hegemonia nos “negócios a parte” – isto é, a máfia – além de ter que pagar o alto reembolso dos valores matrimoniais.

Ou eu me casava ou minha família perdia tudo. Era isso mesmo?

–Mas que porra de... – arregalei meus olhos e encarei meus pais. Eu estava possuído pelo demônio, o que significa que meus olhos estavam vermelhos e provavelmente meu pelo estava arrepiado. – Roubada vocês me meteram sem o meu consentimento?! – gritei. Minha mãe encolheu os ombros e meu pai a abraçou em sinal de proteção – Mas que merda é essa aqui?! – falei jogando o papel na mesa.

Mito se assustou, bem como com Karin e Nagato, com a minha postura. Era a quinta vez em quase trezentos anos de vida que eu me irritaria além da conta, mas por sorte eu não extrapolei os meus limites. Por que isso estava acontecendo? Eu, que sempre soube de todas as coisas que aconteciam na minha casa, deixara passar uma coisa dessas? Eu teria que me casar obrigado, era a pior coisa que poderia me acontecer nessa vida, a pior.

Alguns segundos depois mamãe se levantou e suspirou, tomando coragem para me enfrentar, pois ela era a única de toda a família Uchiha que tinha cacife para isso.

–Desculpe-me Sasuke... Mas estávamos passando por uma crise séria, que só aumentou dessa época para cá, de modo que essa foi a única saída que eu encontrei.

–Por que não prometeu o Itachi?! – eu gritei desesperado. Será que minha mãe não entendia que ao me casar com aquele pessoal eu estaria me trancafiando para sempre e nunca mais eu poderia estar com quem eu queria? Ela estava me afastando de... – Ele é o mais velho! É responsabilidade dele garantir o futuro da família, não minha! Essa é a regra! Se esses Uzumakis querem tanto se envolver com a nossa família, que respeitem as regras!!!

Mito se aproximou, suspirando pesarosamente, de braços cruzados e com um semblante furioso.

–Simplesmente eu não suporto Itachi. – revelou erguendo levemente seu olhar – Eu tentei criar uma aliança matrimonial com ele, mas no momento que a futura esposa mais precisou, simplesmente Itachi deu as costas e abandonou-a para morte. Eu nunca mais confiarei nesse cara. – esse foi um dos estopins para que a chama da rivalidade entre os Uzumakis e os Uchihas inflamasse novamente. Ela sorriu com desdém – Ou é você, ou é guerra.

–Ou eu ou guerra?! – gritei – Como assim?! Por que os Uzumakis iriam lutar contra nós?! Estão quase extintos da face da terra! Vocês não têm poderio militar para entrar em guerra contra os Gatos da Noite!!! Não tem o direito de exigir nada de nós, porque vocês praticamente não existem! – sim, eu estava absurdamente desesperado. Em minha família, casamentos arranjados nunca davam certo. Os meus pais casaram-se obrigados e até hoje eles trocam, no máximo, vinte palavras por dia e maioria dela não são boas.

–Sasuke... Por favor Sasuke... – minha mãe tentava argumentar, mas eu estava fora de mim – Você não entende a situação! Se não houver esse casamento, vamos ter uma crise absurdamente grande! Nem nós poderemos combatê-la!

–Do que é que a senhora está falando, mãe?! Ninguém é mais poderoso do que os Uchihas!!! – eu ainda bradava encarando a minha mãe.

Aos poucos os nossos parentes foram acordando e se aglomerando do lado de fora da sala, se acotovelando pelos cantos para ver e ouvir o que estava acontecendo para provocar gritos tão altos de minha parte. Eu estava pouco me lixando para o que os vizinhos iam pensar. Eu me sentia, depois de tantos anos, desesperado por causa daquele casamento inesperado, que mais parecia uma sinuca de bico. Andei de um lado para o outro, esfregando nervosamente meus cabelos, tentando entender no que isso iria acabar, mas tudo o que eu via era um futuro obscuro e nefasto ao lado de uma ruiva safada.

–Não tínhamos outra escolha, Sasuke. – mamãe me segurou pelos ombros, obrigando-me a fitá-la – Tinha que ser você. É o único que pode fazer esse trabalho, o único que aguenta o tranco. – ela fora tão restrita que comecei a achar que realmente meus pais passavam por problemas que só eu poderia resolver.

A questão é que dessa vez eu não queria resolver. Eu não queria me envolver e fazer algo para eles, porque eu queria fazer algo para mim. Eu estar com Naruto e me casar com outra pessoa me afastaria dele.

A Senhora Mito veio até mim e me virou bruscamente, me fazendo encarar seus olhos e ali eu vi o mesmo brilho intenso e determinado que eu só percebia em Naruto. Ela estava tão ofendida quanto eu.

–Escute, rapaz. – ela me soltou e cruzou os braços – Acha mesmo que se eu não tivesse entendido a mesma situação da mesma forma que a sua mãe, eu teria aceitado essa proposta absurda de união das máfias pelo casamento? Eu também não queria que um dos meus tivesse que se casar com um Uchiha. Mas se não fizermos isso, não sobrará nada, absolutamente nada... Será pior do que o massacre dos Uzumakis.

Eu me recordei daquele acontecimento. O Grande Extermínio. Um genocídio e um etnocídio em massa de uma das famílias mais numerosas do planeta, tão numerosa quanto os Gatos da Noite, mas não em quantidade, em qualidade. Era uma família praticamente composta de puros, coisa rara e muito difícil de ter, pois a mistura de genes é quase impossível de impedir já que puros tem problemas com a reprodução.

–Temos que fazer isso, porque é preciso. – minha mãe me soltou e baixou o olhar pesaroso – Nós estamos em desvantagem, Sasuke, você não tem ideia disso.

–Desvantagem? – perguntei preocupado – Que tipo de desvantagem?

–Somos os últimos felinos, somos a única família de felinos vivos... Você sabe disso, sabe não existe mais nenhuma família de gatos no planeta. – ela me falou – E a guerra já estava arquitetada bem antes de você nascer, Sasuke, e nós temos que evitar que ela exploda no mundo.

–Mas do que é que vocês estão falando? — minha mãe olhou para o meu pai e os dois trocaram um sinal de concordância.

–Seu mestre, Madara, criou um problema que até hoje não se resolveu, um problema que se arrasta por séculos e séculos indefinidamente. — esperei ele me revelar qual era o tal problema — Madara matou a mulher que iria assinar o tratado de paz da Guerra entre as Espécies, que era uma influente Uzumaki. — ele abriu lentamente os olhos — Você já ouviu a lenda. Kushina Uzumaki.

Meus queixos foram ao chão. Meu mestre matara a única pessoa do mundo que se propôs por livre espontânea vontade a dar um fim a guerra se casando com um Uchiha, tal qual estava acontecendo agora. Minha mãe tocou meu ombro e eu a fitei enfim entendendo do que se tratava aquele problema todo.

–Os Yamanakas, os Akimichis e os Naras já se uniram graças ao fato de a herdeira por direito de Inoichi, Ino, aproveitou-se do fato de sua espécie ser bigâmica e casou com dois machos puros, unindo as três famílias mais numerosas que se têm notícias, mas com pouca quantidade de puros. – minha mãe respirou calmamente – Meus espiões me informaram que podemos perder território se mais alianças forem feitas e se nós não fizermos nada. Eles vão entrar em guerra conosco e não temos certeza que venceremos.

–E como os Uzumakis podem nos ajudar com isso? — o que eu me questionava era o que uma família, que praticamente não existe, pode nos oferecer para evitar essa guerra tão catastrófica.

–Muitas famílias que fazem parte da Matilha Vermelha e dos Cães da Terra estão sem liderança, estão sem um líder maior. – ela suspirou – Os Hyuugas são um claro exemplo disso e eles fazem parte dos Cães da Terra juntamente com os Inuzukas, os Aburames e os Mitarashi. A Matilha Vermelha só conta com o apoio dos Sarutobis, dos Senjus, duas famílias pequenas, mas socialmente influentes e de mais ninguém.

–Mas são ambas raças de lobos quase extintas, tal como os Uzumakis. – cruzei meus braços – Ainda não me respondeu: como vocês podem evitar essa guerra?

–A Matilha Vermelha não é uma máfia, como você pensa. — ela me fitou — A Matilha Vermelha é uma ONG que age legalmente, associada ao governo. Diga-me o que você faria se tivesse a lei ao seu favor numa guerra contra bandidos?

Mito se afastou lentamente, juntamente com seus dois acompanhantes, até a porta principal e ficou de costas, suas mãos pareciam tremer e sua cauda estava mais nervosa que o vira. Seus olhos se fecharam lentamente, ela se virou para fora, vendo os primeiros raios de o dia surgir em tons vermelhos, laranjas e dourados, como se um pincel gigante fizesse contornos luminosos naquelas cores ao redor da natureza da madrugada. Eu senti uma energia fluida e quente emanar-se daquele amanhecer. Mito abriu os braços em sinal de cruz e soltou o ar lentamente, curvando seu tronco em total reverência ao sol.

–Nós precisamos de um Alpha. – foi tudo o que ela disse em cerimônia.

Alpha? Ela se referia a mim? Mas Alphas não existem entre os gatos. Eu não posso ser um líder, não nasci para liderar nada na minha vida. Sou solitário e individual. Eu seria um alpha?

Notas finais
Eita negada. O capítulo ficou longo, mas espero que tenha sido esclarecedor. Gostaram do capitulo de hoje? Uma guerra está chegando para abrilhantar ainda mais a situação ferrada de Sasuke. Com quem vocês acham que Sasuke vai ser obrigado a se casar? Com qual Uzumaki?