Notas iniciais
Pessoal, duas coisas: Obrigada pelos comentários e eu super concordo com vcs que esses dois não tem sossego nunca T^T, mas o amor há de vingar. Segunda coisa, a fic está caminhando para fim. Eu sei, eu sei, como viverei sem postar Amor à Moda Antiga? Difícil, mas... Tudo o que é bom não dura para sempre. Vamos de cap.

Devia ser por volta das duas da manhã quando eu ouvi uma estranha movimentação pela casa. Eu estava num sono pesado, depois de uma semana inteira de missões. Busquei a arma de debaixo do meu travesseiro e me levantei devagar, eu estava apenas de bermuda azul e senti os frios da noite, mas não me incomodei. Passei pelo quarto das crianças e dei uma conferida: dormiam calmamente. Menos mal. Agucei meus ouvidos e desse jeito movi-me casa adentro, silencioso como o gato que sou.

Cuidei para que eu não fosse ouvido e me concentrei de onde viriam os barulhos. Vinha de baixo, talvez a cozinha ou a sala. Se eu me recordava Naruto dormia no outro quarto. Fora um pedido seu ter um quarto separado, apesar de gostar de estar comigo. Eu aceitei visto que Naruto me prometera que não seriam todas as noites – talvez uma ou duas pela semana – que ele dormiria lá. O motivo? Não sei. E não me preocuparei com isso agora.

Segui os sons. Observei a porta do quarto. Fechada. Tem alguém na minha casa.

Desci as escadas devagar, com as costas viradas para a parede e os olhos sempre para o vão que ia surgindo à medida que eu me aproximara do fim. Ouvi sussurros de indignação e vi uma réstia de luz. Segui-a sempre com as costas perto da parede para me guiar. Cheguei até um corredor e percebi que a luz era do escritório de Naruto.

Sim, ele também tinha um escritório, onde colocara todas as coisas importantes de sua casa. Abri um armário que havia ali, um pedaço de parede falsa, e busquei outra arma. Guardei a pistola e peguei uma espingarda calibre 12 de cano duplo. Eu devo ter mencionado que eu virei um pai altamente protetor, não é? Pois é.

Alguém teve a brilhante ideia de invadir a casa e ir direto ao escritório dele, provavelmente para hackear o computador. Os resmungos indignados continuaram até eu estar bem perto da porta, mas, infelizmente, eu só sabia que era a voz de um homem. O cheiro estava mesclado com o cheiro da limpeza da casa e por causa da minha sonolência, eu não sabia definir que tipo de ser estava lá dentro.

Olhei para o corredor, sentindo minhas mãos suarem por causa da iminência do perigo, e me perguntei onde estaria Naruto, que não ouvira nada. Geralmente ele tem sono de pena e está em alerta vinte e quatro horas do dia, principalmente depois de ter virado mãe. O jeito é eu seguir e gritar por ele.

Fitei a porta. Engatilhei a arma e me aproximei. Os ruídos pararam. Merda! Ele me ouviu! Contei mentalmente até três, respirando fundo, mantendo a postura e fechando a cara, empurrei a porta com as costas, entrei de vez e mirei a arma para onde eu achava que ele estaria. A mesa. Fiquei de joelhos, mirando a penumbra.

—Parado! – falei sem alterar tanto a minha voz. Não havia ninguém. Fugiu? Por onde? Fitei a janela: não havia indícios de que ele saíra por ali. Repentinamente senti um puxão na minha cintura, como se algo me abarcasse e me sugasse para baixo. Nesse segundo a luz apagou.

Mergulhei numa escuridão repentina, eu mal via o meu próprio nariz. Foi tão rápido que meus sentidos mal puderam acompanhar.

Bati duramente as costas nuas na parede. Pensei em revidar atirando, mas eu precisaria de mais dez segundos para enxergar algo naquele breu e foi nesse meio tempo que fui brutalmente desarmado. Senti a dor no meu pulso, quase pensei que ele fora luxado.

A luz foi acesa novamente. Senti o frio da arma na minha nuca e estremeci. Se eu gritasse, levaria um tiro, se não gritasse, levaria um tiro. Sinuca de bico de merda. Pus minhas garras de fora, eu estava pronto para aplicar um dos golpes que Naruto me ensinara durante nossas brigas. Poderia levar um tiro, mas eu arrancaria fora a cabeça desse merda que invadiu a minha casa sem levar em consideração os donos.

—Sasuke? – a voz incrédula de Naruto foi um alívio para mim. Espera, era Naruto?

Vire-me para encará-lo. Ele estava de calção laranja escuro e uma camisa moletom de mangas também laranja – Por que diabo laranja? – Naruto desengatilhou a minha espingarda e me devolveu com algum ressentimento, com um olhar de desculpa para mim.

—Porra, Sasuke, vai assustar o cão com reza! – ele resmungou irritado abaixando as orelhas e enroscando a ponta da cauda na própria perna.

—Eu pensei que alguém tinha invadido a casa! – retruquei esfregando minhas costas – Podia ter feito algum som! Silencioso feito um rato, que merda!

—Eu não queria acordar as crianças, animal.

Guardei minha arma atrás da porta e encarei-o, acalmando o meu corpo.

—O que faz acordado? – indaguei já mais calmo.

Naruto suspirou e fez um gesto com a cabeça para que eu fosse com ele até o tapete, sentamo-nos ali e ele me mostrou um papel. Tinha o timbre da OGN Gatos da Noite, mas não fora eu que enviara. Como assim? Abri-o e li rapidamente.

Naruto estava sendo convocado para uma missão em Israel por tempo indeterminado – era um ultimato, ou seja, se ele não cumprisse, seria tratado com as mesmas honrarias que um terrorista – e só retornaria com a unanimidade de votos do conselho. Recordei-me do jornal que eu assistira durante o dia. As coisas não estavam boas em Israel.

Sua cara de preocupação me dizia o quanto aquele papel estava lhe consumindo os neurônios, o quanto aquele ultimato estava machucando a sua cabeça. Chame de Deus, destino, acaso, o que for, mas acho que Naruto precisava que eu me levantasse para conversar. Ele parecia perdido e angustiado.

—Não entendeu, não é? – ele me fitou erguendo uma mão – O conselho dos Gatos da Noite sentenciou a minha morte de forma subliminar. Eles me mandarão ao inferno para não voltar nunca mais depois de ter engravidado, Sasuke. – ele engoliu em seco e sacudiu a cabeça, como se afastasse um pensamento sombrio da mente – E terei que ir só, Sasuke.

Engoli em seco e senti os primeiros arrepios da ira se apossarem do meu corpo. Meu pai dera sua cartada final para me dizer que eu ainda não todo soberano e que Naruto não me pertencia por mais que fôssemos casados. Era um castigo para nós dois. Naruto fazia força para não chorar.

—Elas são tão pequenas, Sasuke, e vão ficar órfãs... – falou enxugando as lágrimas que começavam a cair – É sempre assim, quando penso que terei algo na vida, tudo me é tirado... – aproximei-me dele e o abracei com força.

Meu deus, o que eu posso fazer? É decisão do conselho! Nem eu tenho poderes para ir contra o conselho e salvar Naruto do destino iminente.

Ficamos a noite e a madrugada inteira, acordados, um fitando o outro enquanto nossos dedos entrelaçados demonstravam o quanto nós não queríamos nos separar. Foi tempo demais para chegarmos aqui e em poucos dias isso acabaria.

Nós ficamos nos quartos das crianças, Naruto olhando-as de modo maternal enquanto eu me sentia ser estrangulado por aquela dor no peito. Devem estar se perguntando por que eu não tomo alguma atitude drástica e salvo o meu esposo. Quando eu explicar, ou me odiarão ou me entenderão. Os Gatos da Noite estão travando uma guerra contra essa tal de Aldeia do Som e o conselho acredita que somente Naruto seja capaz de derrotá-la, por já ter enfrentado-os antes. Por que eles não me mandaram? Por não confiarem na minha mente, ainda sob efeito – fraco, mas sob efeito – das drogas aplicadas em mim há quatro meses.

São sacrifícios que ele se propõe a fazer, eu posso ver em seu olhar. Reli o documento. Naruto só tinha mais dois dias antes de ir para Israel. Mais dois dias. Somente dois malditos dias.

Deus não foi gentil dessa vez. O tempo passou voando numa velocidade inexplicável. Naruto passara a maior parte do tempo com nossas meninas e comigo, em silêncio, apenas sorrindo.

É prelúdio calmo antes do fim. Mas então, o dia nefasto chegou. Eu estava no aeroporto militar, ajudando meu esposo a vestir sua “armadura”. Ele chorava prendendo o colete enquanto eu terminava de inspecionar suas armas. Eu evitei dizer qualquer coisa. Não havia o que dizer. Naruto estava se sacrificando para salvar uma nação inteira. Se essa droga chega a público, as perdas serão incalculáveis.

Naruto pegou as armas e começou a prendê-las em seus suportes ao longo de seu corpo, então ele pegou seu capacete, em que eu instalara câmeras e microfones para que eu pudesse monitorar tudo a distância e assim não abandoná-lo. Ele já estava completamente vestido, faltava apenas por o paraquedas e ele estaria pronto para ir. Com o capacete no rosto, cobrindo seus olhos, Naruto bateu continência para mim e seguiu para o avião que o levaria.

Acompanhei-o. Eu vi meu pai com uma cara de culpa que não cabia em si, não, não era culpa, era remorso. Não era um soldado que ele estava enviando para a morte, era a mãe de seus netos, a pessoa que me faz feliz. Naruto parou diante dele e bateu continência.

—Boa sorte. – foi a única coisa que meu pai disse.

—Muito cuidado, filho. – minha mãe tocou em seu peito, segurando suas lágrimas – Retorne com vida, por favor.

Itachi se aproximou, meio temeroso, e encarou Naruto, que ainda estava em posição de continência e a face coberta pela viseira fumê do capacete.

—Eu espero que... – engoliu em seco – Tudo dê certo na sua missão. – então se afastou um passo para trás. Meu pai assentiu e Naruto se virou, indo para perto do avião para por o paraquedas e receber uma bolsa com alguns pacotes pretos. Ele estava pronto.

Aproximei-me dele, toquei seu ombro virando-o para mim e levantei a viseira do seu capacete. Ele estava com um olhar indiferente, mas ao me ver seus olhos marejaram e ele suspirou profundamente, apertando os lábios. Curvei seu rosto para perto de mim e trocamos um beijo rápido, gentil, um beijo de “vejo você em breve”. Naruto bateu continência para mim novamente e entrou no avião. O veículo zarpou e eu disparei para o hangar, ligar meus computadores para monitorar a viagem de Naruto.

Liguei tudo, posicionei os headphones na minha cabeça e esperei a câmera sintonizar com o meu computador. Minha mãe veio logo em seguida, sentando-se atrás de mim. Depois de alguns segundos a imagem da viseira apareceu. Eu via o que Naruto via, eu ouvia o que Naruto ouvia, então eu saberia de tudo.

—Naruto, pode me ouvir? – testei.

Alto e claro, sir. – disse automaticamente.

Respirei fundo e ativei os outros comandos, vendo como estavam os sinais vitais, funcionalidade da aparelhagem de seu traje, entre outras coisas, como um sensor de movimento e um sensor térmico.

—Você vai estar sobre a base em vinte minutos. – falei observando o mapa e a trajetória do avião – Sabe que será alvejado assim entrar no espaço aéreo deles, certo? – sua visão foi para a porta aberta e eu vi o mundo, o mar azul imenso, gigante, da mesma cor que os olhos dele, o som dos ventos passando por ele, o ronco do avião. Tudo transparecia tranquilidade.

Roger, sir.— respondeu baixo.

Naruto já estava imerso em seu mundo particular de guerra. Agora ele era... Acabei sorrindo ao pensar nisso. Agora Naruto era Kyuu-chan, a máquina de batalha poderosa e imperiosa, capaz de destruir o mundo com um só olhar e com o poder de sua vontade. Sua respiração estava tranquila, seu coração batia devagar, no ritmo necessário para a missão suicida que ele estava. Acima de tudo, Naruto era um soldado.

Dezesseis minutos depois, Naruto levantou-se. Eu só assistia. Lançou no ar um pesado pacote preto que eu vi desaparecer no vazio da terra em alta velocidade. Ouvi-o murmurar palavras incompreensíveis, baixas, como se fossem seus pensamentos sendo verbalizados, então, três minutos depois lançou outro pacote preto. O avião deu meia-volta e então Naruto pulou depois de contar até cinco.

Ouvi-o murmurar uma canção enquanto seu corpo flutuava no ar, descendo, observando o mundo com calma, atenção e repentinamente, pelo menos para mim, uma explosão no mundo ecoou. Seu campo de visão foi para a esquerda e o cogumelo de fumaça cinza escura se erguia imperioso, com chamas crescendo e prédios sendo destruídos, pedaços de concreto e outros materiais que desconheço voando. O vento forte da explosão fez o campo de visão girar, várias e várias vezes.

—Naruto?! – chamei apressadamente – Naru...

Tudo ok, sir.— falou rapidamente, a voz entrecortada pelo vento.

Quando finalmente parou de girar seu corpo, outro estrondo, porém mais perto, ecoou pelo mundo, lançando Naruto para o outro lado. Outro cogumelo de fumaça provocada pela explosão se ergue a direita. Naruto encolheu o corpo e passou pelos destroços. O que porra foi que ele fez? A câmera exibia algumas edificações sendo derrubadas pelos carros atingidos pelas explosões assombrosas, pessoas corriam para lá e para cá.

Fogo no buraco, sir!— ele falou. Então é isso. Usando as bombas maiores como distração para a sua invasão. Naruto lançou o último pacote preso em seu corpo e abriu o paraquedas.

A lufada de vento provocada pela explosão bem abaixo dos seus pés o fez sacudir violentamente e pessoas correrem para todos os lados. Estava uma loucura infernal. Ao passar pela fumaça, ainda pude ouvi-lo tossir, ouvi o clique de soltura do paraquedas, o solavanco da repuxada provocada pelo vento em contato com o tecido aberto, e então ele desceu, circulando, observando o caos explodindo na base abaixo de seus pés.

Eu ouvi o baque do corpo de Naruto contra o solo. Ele pousara no teto de um dos prédios que ainda estavam de pé. Logo livrou-se do paraquedas.

Explosões, correrias, gritarias, tiroteios contra o avião, tudo rolava ao mesmo tempo, mas Naruto estava calmo, frio, concentrado cumprindo a sua missão.

Pelo segundo monitor eu vi sua respiração e seus batimentos se alterarem um pouco. Fitei a primeira tela e vi que o trêmulo da visão era o indicativo de que Naruto estava correndo. Ele estava usando seus movimentos profissionais de parkour, descendo o prédio habilmente, para chegar ao seu destino e encontrar seus alvos.

Mais explosões ecoaram pelo mundo, mas foram abafadas quando Naruto finalmente entrou por um duto de ar e se arrastou até o fim do túnel de metal. Sua respiração estava um pouco ofegante, mas nada preocupante, Naruto apenas continuou no escuro, seguindo os seus instintos. Ele socou uma grade e desceu com um salto para o chão e ficou abaixado, buscando rapidamente sua arma e engatilhando-a.

Entrei, sir, iniciando a busca do alvo, sir. – ele começou a se mover, ainda abaixado, seus passos sendo abafados pelos estrondos das explosões que ainda aconteciam do lado de fora.

Senti uma mão no meu ombro. Fitei-a e percebi que era a minha mãe. Ela sorria discretamente para mim e parecia um pouco confusa.

—Quem ele está procurando? – ela me perguntou.

—O líder da Aldeia do Som.

—Então essa organização existe mesmo? – ela me perguntou olhando para a tela.

Seus olhos se arregalaram quando de ela se deparam com o monitor. Naruto matava de modo stealth – a popular facada na garganta tapando a boca da vítima — alguns guardas de vigia enquanto corria por corredores e atravessava portas. Observei seus sinais vitais e o condicionamento do seu corpo. Naruto ainda não levara nenhum dano.

—Sim mãe, é tão real quanto eu ou você. – estreitei meu olhar quando Naruto parara de se mexer. Ele parecia procurar por algo. Vi-o colocar o silenciador em sua pistola e continuar abaixado, seguindo pelo corredor com cuidado – Naruto está procurando por Mito e seu assistente Nagato. Eles são os idealizadores das drogas. Sãos os únicos que sabem a fórmula e os líderes da Aldeia do Som. Pelo menos foi o que nossas fontes nos informaram.

Naruto acelerou, chutou uma porta e entrou atirando, matando alguns cientistas que já trabalhavam na produção de mais drogas. Depois de todos mortos, vi uma granada rolar e ele disparou, correndo pelos corredores, chutando portas e fugindo de balas. Um laboratório foi posto em ruínas. Parece que as explosões cessaram exteriores de modo que a segurança finalmente começara a revidar.

Ele não seguia um mapa porque tudo estava em sua cabeça, ele conhecia aquele lugar muito bem e ia por instinto. Às vezes atacava na força bruta, estraçalhando os corpos com as próprias mãos, feroz e selvagem, outras vezes só aplicava sua presença, afugentando alguns guardas com sua autoridade de Alpha. Naruto é poderoso.

Os rugidos dele eram tão fortes e altos que interferiam na captação dos sons feitos pelos fones, um monstro, um verdadeiro monstro treinado para matar.

Sir.— ele chamou – Acabo de entrar na zona A, sir. Permissão para abater, sir. – ele se armara de um Maverick Carbine A4 e esperou o meu sinal.

—Preciso de uma visualização do interior, Naruto.

Roger, sir.— eu vi seus braços se moverem para desengatilhar a arma e guardá-la, então procurou por uma entrada alternativa para a sala onde os dois deveriam estar. Num piscar de olhos, ele estava de volta aos tubos de ventilação.

Seguiu até chegar num local apropriado para visualizar o interior da sala e assim me permitir ver o que eles estavam fazendo. Abri alguns arquivos no computador, arquivos que continham informações sobre Nagato e Mito e observei a tela. Os dois estavam naquela sala, apressando-se em fugir com aquilo que fosse importante para a pesquisa.

—Seus alvos são uma senhora de meia idade ruiva e um homem ruivo debilitado.

Entendido, sir. Permissão para invadir e abater.

—Permissão concedida.

Foi rápido como um filme louco de ação. Uma hora ele estava rugindo enquanto abria o duto de ar, saltava atirando contra todos os seguranças dali, lutando contra outros e sendo, eventualmente, ferido. Mordi a unha do meu polegar, apreensivo com aquele tiroteio louco e os clarões provocados pelas armas de Naruto. Outra hora ele estava correndo atrás de todo mundo, separando partes de seus corpos, matando pessoas com sua faca de mão.

Engoli em seco. Vamos, meu amor, vamos lá, você pode superar essa. Pela viseira, notei a fuga dos dois alvos, pois Naruto se atracara com um homem cão da raça pitt bull.

—Naruto! – gritei – Vamos, livre-se dele! – ordenei.

As mãos dele foram para o pescoço e então a cabeça foi arrancada fora com um puxão, espirrando sangue para todo lado. Juntei as mãos em prece quando Naruto disparou no rastro dos dois fugitivos. Antes de sair dali, ele implantou uma bomba de longo alcance e correu louco até uma janela, saltou por ela e teve uma queda de quinze metros de altura.

Ele rolou e o andar inteiro explodiu, destruindo, provavelmente os laboratórios. Naruto começou a correr por entre o caos e a destruição, farejando Mito e Nagato. Ao ouvir os sons de um carro arrancando, seu campo de visão mudou e então um veículo passou por ele.

Naruto pegou o fuzil e disparou contra caminhões que estavam perto da passagem por onde o carro passaria. O carro deu uma guinada brusca com a explosão e capotou. Mais um exército, ou o que restou dele, apareceu. Eu tenho certeza que Naruto sorria, pois antes que o exército se aproximasse mais de si, o chão subiu numa coluna louca de terra e pedras, levando vários dos soldados no papoco.

Não sei quando ele implantou aquela bomba, mas ela fez bem o seu trabalho. Naruto tornou a correr, mas dessa vez para cima dos sobreviventes. Atacou-os um a um, mesmo que estivesse levando dano, ao fim matando a todos.

Tudo limpo, sir. Prosseguir com a missão?— ele pegou um punhal, caído no chão e foi para o carro, preparando-se para terminar a missão.

—Hn. – disse simplesmente, esperando.

Respirei fundo, aliviado, pois ao que parece Naruto vai conseguir resolver tudo e retornar ileso, sã e salvo para mim, para nossas crianças. Poderíamos viver nossas vidas em paz. Naruto saltou sobre as ferragens e arrancou o teto do carro, me dando uma visão clara dos nossos alvos, das pessoas que me envenenaram.

Nagato e Mito. É o fim para eles agora. Acabou, finalmente.

Naruto! Não faça isso!— gritou Mito dando um jeito de fugir. – Só queremos vingar nossa espécie desses monstros opressores!

Franzi meu cenho. Ela o conhece? Como isso é possível? Não me recordo, exceto em minhas lembranças alucinógenas, aquela mulher ter algum contato com Naruto. Eu conheço cada pessoa que se envolveu com Naruto, cada uma delas, inclusive eu matei pessoalmente várias delas, seja por motivos verdadeiros seja por motivos de ciúme.

Mito correu para alguém. Uma pessoa de longos cabelos se aproximando pela fumaça provocada pelas explosões que só agora se acalmava. Naruto rosnava baixo, endireitou sua postura e encarou a silhueta que se aproximava. Pude ouvir o riso dela.

Finalmente, Naruto, você veio até mim. Nesse momento glorioso de ascensão da tão injustiçada raça das raposas Uzumakis, o mais importante representante delas está aqui, como o guerreiro que é... Finalmente, depois de tantos anos, tantas batalhas, tantas destruições, tanta dor e caos, nós nos encontramos e agora – o homem saiu das sombras e foi como se eu estivesse tendo uma visão do inferno, aterrorizante, que fez cada pelo do meu corpo se erguer com um choque forte de pânico. Eu não poderia estar vendo aquilo, não podia ser real, Naruto podia estar vendo aquilo – Poderemos conversar, meu filho.

Notas finais
E vcs achando que bagaça não podia ficar pior... Será que ele realmente ressurgiu dos mortos? Como Naruto reagirá? E Sasuke, o que ele vai fazer ao descobrir a "verdade final"? Só pra constar: essa é última treta, eu garanto. kkkkk