Notas iniciais
Olha eu postando direitinho, gente!!! Pode rir, eu deixo. E como prometido, Mr. Catra, faça as honras. "Vai começar a putaria!!! haahahahahahahaha". Apois, negada, eu não sei viver sem treta, eu não sei vocês, mas eu preciso trazer problemas para vocês resolverem! Por que como é o nome da fic? Amor a Moda Antiga! E como era o amor de antigamente? Não muito diferente do de hoje, só que algumas pitadas diferenciadas e uns probleminhas a mais, entonces, vamo que vamo com esse capítulo. Minha gente, será que o Sasuke fica com o Naruto antes da fic acabar?

Concentrei-me em seus passos pela casa. Naruto estava correndo, abrindo e fechando portas, contornando meu quarto. Procurava um meio de entrar. Droga, eu precisava dele, eu queria ele aqui e agora, mas meu orgulho não me permitia chamá-lo. O problema de quando se está num momento como esse é que o orgulho dá lugar para o desejo de satisfação. Ou seja...

—Naruto... – gemi fechando os olhos.

—Estou chegando!!! – ele bradou do outro lado da parede.

Que se dane!

—Vem logo, porra! – ordenei com toda a autoridade que me era permitida. Minha voz saíra incrivelmente grave e isso fez os passos de Naruto acelerarem. – Eu quero você aqui e agora!

Fitei meu celular. Deveria mostrar a foto dele, seu rosto sorridente, mas o visor estava apagado e, portanto, espelhado. Fez-me ver algo através dele.

Era reflexo de Naruto abrindo um par de portas perto do meu closet, do outro lado do quarto, e fechando em seguido. Ele veio devagar, até que se colocou de joelhos de frente para mim, sua respiração estava ofegante e seus olhos azuis brilhavam. Eu ainda me tocava, mas naquele momento, vendo seus lindos olhos, eu ainda quis perguntar uma coisa.

—Azul quer dizer amor incondicional, não é? – gemi rouco.

—Como é? – ele franziu o cenho e se aproximou mais de mim, de quatro. Porra, faz isso não Naruto, engatinhando assim, todo suado, com a cauda se mexendo devagar e esse seu traseiro perfeito quase empinado. Esse cara sabe judiar de uma pessoa sem perceber.

—Seus olhos... O azul?

Ele piscou e eu vi suas bochechas corarem.

—É... O azul é a cor do meu amor indiscutível... Eu pensei que já tinha esquecido isso.

—Nunca me esqueço do que é importante, Naruto. – toquei seu rosto e o puxei para um beijo apaixonado de saudade.

Será que consegue sentir o meu amor por você através dos meus lábios, Naruto, através do calor que eu emano por esse beijo gentil? Consegue ouvir meu coração dizendo eu te amo a cada batida? Será que você pode ver os meus sentimentos por trás da minha armadura fosca de orgulho e frieza? Sua língua era quente, sua boca molhada, dissipando o gelo que se apossara do meu corpo. Eu queria poder dizer eu te amo só com um olhar, mas não posso.

Senti a mão de ele deslizar pelo meu peito coberto pela camisa branca, tateando-me até minha virilha e então me masturbar devagar, na mesma velocidade em que nossos lábios se moviam. Fitamo-nos. Agarrei com força seus cabelos e puxei seu rosto para perto do meu, me deliciando com os beijos que ele distribuiu pelo meu pescoço.

—Não se preocupe, Sasuke, eu vou cuidar de você. – ele sussurrou no ouvido e desceu.

—O que vai fazer? – falei acompanhando o movimento da sua cabeça.

Ergueu-me no ar e, numa manobra rápida, lançou-me sobre a cama, sentando-me ali e baixando um pouco mais as minhas roupas. Naruto fitou minha virilha com uma concentração digna de um artista prestes a criar algo. Decidiu começar me lambendo da base até a ponta, chupou um pouco minha glande e desceu com a língua pelo outro lado. Depois começou a beijar a base do meu pênis de leve, puxando a pele com a boca às vezes.

Seus olhos se conectaram aos meus e eu sabia que receberia o melhor boquete da minha vida, mesmo que isso fosse contra meu plano. Abri mais minhas pernas e penteei meus cabelos com os dedos. Naruto abriu mais os olhos e sorriu.

Afastou-se um pouco e pegou seu celular. Colocou uma música para tocar. Meu coração acelerou quando eu ouvi os primeiros acordes da música.

—Pony... – falei rouco.

—Conhece? – assenti vendo-o colocar o celular ao meu lado.

—É claro. – sorri de lado vendo-o beijar toda a minha extensão – Não sei viver mais, lembra? – ele lambeu-me de novo e assentiu. Eu vi seu traseiro mover-se no ritmo da música, devagar e meio duro, como se fizesse algum passo de dança de joelhos.

Segurei sua cabeça e afastei-a um pouco.

—Que foi? – ele perguntou com um semblante de “What?”.

—Naruto... Por mais que eu esteja assim e é inegável o quanto eu quero esse boquete que eu sei que vai me fazer a pessoa mais feliz do mundo, não posso permitir que você siga com isso. – soltei-o e afaguei suas orelhas – Não quero apressar as coisas.

Ele primeiro ficou confuso, depois sério e pensativo, então foi abrindo o mais lindo sorriso que eu já vi em toda a minha vida. Aquele sorriso que era tão meu. Alerta de gato egoísta na área.

—Apressar?– ele segurou a minha mão e a colocou na cama, ao lado da minha coxa. Ele afagou o meu rosto com carinho – Do que é que está falando, Sasuke? Sexo com a gente sempre foi três níveis: casual, necessidade e cio. Quer dar uma de virgem depois de tantos anos me comendo? – ele arqueou uma sobrancelha.

Sua mão voltou ao meu pau e começou a subir e descer. Suspirei e sorri minimamente. Curvei-me para capturar seus lábios num beijo rápido.

—É assim que a gente gosta, certo? – falei baixo e minha voz o fez se arrepiar. Sua mão desceu mais um pouco e foi para os meus testículos, dedilhando-os sem pressa. Arfei contidamente e voltei à posição inicial. Penteei de novo meus cabelos e o vi arrepiar-se de novo – Você... – pendi minha cabeça de lado ao vê-lo chupar-me a ponta – Adora quando eu penteio os meus cabelos com os dedos, não? – ele corou – Fica louco!

—Não seja convencido. – ele retrucou lambendo de novo.

—Não sou convencido. – apoiei minha mão em sua cabeça e aproveitei que ia me chupar para fazê-lo engolir-me completamente – Sou realista. Eu sei como te fazer ficar de quatro para mim, sei o que faz tuas pernas balançarem, tua boca babar e teu cu arder. – sua língua lambia a minha base e seu pombo de Adão imprensava a minha glande.

Soltei sua cabeça e ele afastou inspirando com força o ar, como se acabasse de retornar de um mergulho profundo. Até que era. Um mergulho profundo no meu pênis. Trocadilhos a parte, Naruto lambeu os cantos dos lábios e sorriu safadamente. Isso reavivou a minha memória: ele simplesmente adora esses “mergulhos”. Justificando o fato de que ele fez de novo, fazendo movimentos de engolir só para estimular ainda mais meu pênis.

—Porra, Naruto, você é bom nisso... – arfei acariciando os seus cabelos – O que anos de prática comigo não fazem? Nossa...! – ele voltou apertando os lábios ao meu redor, fazendo até aquele som engraçado com a boca ao soltar-me.

—Está ficando maior, Sasuke, isso significa que você está gostando.

—Gostando? Você só pode estar de sacanagem, Naruto! – puxei-o para me beijar, sem me importar com o fato da sua boca está impregnada com o meu gosto. Beijamo-nos de um jeito feliz, se é que existe um jeito assim de se beijar. – Eu adoro qualquer coisa que você faz.

—Falando assim até parece que me ama. – ele sussurrou beijando o meu pescoço. O filho da mãe é sagaz, é malditamente sagaz! Fitamo-nos e ele desceu para a minha virilha, enchendo sua boca comigo, subindo e descendo.

—Cuidado com o que fala...! Palavras tem poder, Naruto...! – arfei sentindo praticamente um choque percorrer toda a minha espinha – Você gosta de me...

Não pude falar, pois Naruto acelerara a sucção, indo cada vez mais rápido. Eu mal conseguia manter minha cabeça parada sobre meus ombros, eu queria fitá-lo, mas ao mesmo tempo os choques que aquilo estava provocando em mim não me deixavam vê-lo.

Acho que ele percebeu que eu estava perto de gozar, pois não tirou meu pênis de sua boca nem para respirar. A boca quente, a língua molhada, a pressão de seus lábios, seus olhos azuis que não paravam de me fitar. Eu não vou perder isso, nem um segundo se quer. Curvei-me para frente, apoiei meus braços nos meus joelhos e fitei-o com a mesma intensidade que ele me olhava de baixo. Entrelacei meus dedos de uma mão em seus cabelos e da outra em sua mão, então ele se curvou para me sugar ainda mais, pois eu estava quase lá.

Eu quis dizer algo, mas a explosão do orgasmo na boca quente dele engoliu a minha voz e eu só arqueei minhas costas, apertei seus cabelos e revirei meus olhos, como se um demônio estivesse saindo do meu corpo. Gozei. Gozei demoradamente na boca de Naruto.

Quando finalmente terminei, tentei fitá-lo. Naruto se colocou de pé, lambendo os lábios e fechando o seu moletom laranja – por que laranja? – me escondendo algo que eu tentara ver, a tatuagem. Seus olhos vieram até os meus e eu me senti tomado. Se só a boca me fazia um estrago desses, imaginem o que... Deixa para lá.

Levantei-me ajeitando as minhas roupas. Naruto caminhou na direção da saída do meu quarto e fiquei observando-o, pensando em alguma coisa para dizer depois daquilo, mas nada vinha minha a cabeça, exceto uma estranha satisfação de dever cumprido, como se fosse apenas mais um trabalho que eu tinha que fazer. Não era normal. Era aquela indiferença que eu sempre via nos vídeos pornográficos que eu fizera com ele.

Não podia ser assim. Eu reprimira por tantos anos os meus sentimentos por Naruto que agora eu sentia meu coração apertado. Droga, até aqui ele me tortura, mas que inferno! Fitei Naruto de novo, ele estava quase saindo.

—Naruto. – chamei. Ele parou a marcha e me fitou – Isso que nós...

Ele deu de ombros.

—Como se eu nunca tivesse feito isso. – ele me interrompeu. – Não esquenta com isso, Sasuke, é “normal” entre nós, já não lhe expliquei... – ele fez aspas com os dedos.

—O que eu quero saber, Naruto! – falei interrompendo-o e indo até ele, empurrando-o contra a porta – É como você se sente ao fazer isso.

—E isso importa agora? – ele cruzou os braços na frente do peitoral e nesse momento eu entendi o quanto a diferença corporal era grande. Desse jeito, ele parecia ainda maior. – O que deu em você, Sasuke, crise se arrependimento pós-sexo? Você está doente?

Ele tocou a minha testa e eu ri afastando sua mão.

—Não, animal. – as orelhas dele se abaixaram depois que eu o insultei – Só acho que você tem se dedicado muito para só para me satisfazer, não acho que precise tanto disso. Quero dizer, você tem família para cuidar, tem um Batalhão inteiro para por em ordem e...

—Mas que porra é essa?! – ele fez uma cara teatral de assombro – Você está bêbado só com uma cerveja?! Ou são as drogas de novo?!

Ele estava se desesperando de um jeito muito cômico. Para um homem desse porte, ele é muito criança. Suspirei e puxei sua orelha, fazendo-o se reclamar pela dor. Desatinei a rir de seu comportamento e afaguei a orelha que eu beliscara. É por essas e outras que eu amo tanto esse cara, ele é muito bobo e, ao mesmo tempo, muito sério.

—Naruto... Faz muitas décadas que eu convivo contigo, já lutei muitas guerras e sei me cuidar muito bem e você sabe disso. – nos fitamos – Acho que... Não quero mais você aos meus pés.

Ele franziu o cenho.

—Já sabe, né? Que eu não estou entendendo patavinas do que você está dizendo.

—Eu quero você ao meu lado, animal. – abri a porta do quarto – Entendeu? – apesar do meu tom indiferente, eu acho que ele entendeu. O rosto de Naruto ficou de certa forma estranho, numa expressão fria.

—Que tipo de piada de mau gosto é essa, Sasuke? – ele ergueu uma sobrancelha – Eu te conheço muito bem a tempo suficiente para saber quando sendo amável comigo só para conseguir sexo. – que conversa é essa? – Eu comprei as porras das camisinhas porque eu sabia que isso ia acontecer, só não precisa ficar apelando desse jeito.

—Mas que tom é esse...? Por que está tão...

—Indiferente? – completou saindo de supetão do quarto. – Isso não parece familiar, senhor Uchiha? — eu o segui e o fiz parar no meio do corredor. Oh, se me parecia familiar. Era como se eu estivesse conversando comigo mesmo. O que foi que eu perdi naqueles dois segundos?

Naruto agarrou a minha mão esquerda e me fez encarar meu dedo anelar, onde ainda estava aliança, seus olhos ainda estavam azuis e eles transmitiam dor.

—Suigetsu me disse. Todas as vezes que vocês transavam, você sempre acabava praticamente gritando por mim! Sempre me chamando, desejando que aquele corpo fodido fosse o meu! – ele largou bruscamente a minha mão e continuou a caminhar – Como você pode... – ele parou de andar e de falar – Dane-se...

—O que deu em você, Naruto?

Já estávamos de volta ao meu quarto. Eu praticamente o arrastara para lá. Sentei-o em minha cama e fiquei abaixado ante ele, fitando seu semblante perdido no vazio dos meus olhos. Eu sentia que era a primeira vez que eu enfrentava uma situação como aquela.

Será que todo esse tempo eu sempre ignorei os sentimentos de Naruto? Eu precisei ser drogado para enxergar isso? Fechei meus olhos e me sentei. Isso significava o tanto de tempo que eu ficara afastado dele. Era a minha arrogância e o meu orgulho me impedindo de vê-lo, de notar a sua existência e todo o seu sacrifício. Naruto me fitou e nossos olhos se encontraram. Ele foi lentamente abrindo um sorriso singelo que logo se tornou naquele sorriso que era só meu.

—Olha só, Naruto... – esfreguei meu rosto. Talvez eu deva confessar o que minha memória sugere – Suigetsu está morto e eu o odiava. Ele era o meu parceiro de cio e eu me casei com ele porque meu pai queria descobrir quem era o líder da Aldeia do Som.

—Eu sei. – ele apoiou os braços sobre os joelhos e cruzou as mãos, seus olhos mudaram de direção e eu vi pelo espelho seus olhos ficarem dourados – Eu estava lá com você, durante três anos, esqueceu, Scarface? Perguntou-me várias vezes quem era uma boa escolha para a sua investigação... No fim das contas, acabou decidindo sozinho. – ele me mostrou um de seus pulsos, havia uma cicatriz circundando-o completamente.

Havíamos sido pegos naquele lugar do inferno e fomos amarrados com arame farpado por dias inteiros, o sangue pingava a cada movimento que fazíamos. Queriam nos fazer falar, mas nem eu nem ele abrimos a boca, então fomos torturados por maneiras que só eu teria coragem de fazer em alguém, ou talvez Naruto, dependendo do humor. Depois de três anos coletando informações, num momento de descuido, conseguimos fugir.

Deve estar pensando por que fomos mantidos vivos por tanto tempo. Simples. Naruto é um Alpha raro e eu sou um Uchiha raro, então nós éramos valiosos demais para sermos rapidamente descartados.

—Então qual é o problema, Naruto? Sério, cara, você passou pelo inferno comigo nos últimos duzentos anos, já levou bala por mim, cara, você suporta as porcarias do meu pai e do meu irmão Itachi, mais um batalhão inteiro de pessoas idiotas! – a cara dele de raiva estava desaparecendo aos poucos, seus olhos estavam mudando de cor. – Qual é o problema?

Sorri minimamente. Esse loiro se desarma em minhas mãos. Ponto para mim!

—Por que está falando essas coisas para mim, assim, de repente? – ele continuava sem me encarar. Toquei seu queixo de leve e fi-lo me fitar. Olá, lindos olhos azuis. Afaguei seu queixo com o polegar e fiquei sério – O que foi?

—O que eu estou te dizendo é que se eu tivesse que vender a minha alma ao diabo para salvar alguém, eu faria por você.

—Por quê? – eu vi suas bochechas corarem sutilmente. É por isso que só eu posso controlar esse Alpha, porque ele me ama incondicionalmente e eu o amo com igual intensidade, porém do meu jeito, é claro. Impulsivo e feroz.

—Porque de todas as pessoas que eu já conheci, você é a única que fez exatamente tudo por mim, absolutamente tudo. Entende a proporção disso? – fitei sua cauda e movi a minha na direção da sua, a dele foi se enroscando na minha com timidez e quando finalmente estávamos entrelaçadas, o ouvi suspirar. – Foi sempre assim, Naruto, só eu e você nesse mundo de merda, sobrevivendo juntos desde que éramos pequenos.

De repente ele deu uma cambalhota para trás, rolando por cima da cama e correu para a outra porta, por onde ele havia entrado antes, e forçou a tranca. Seus dedos tremiam, ele mal conseguia mover a maçaneta para abrir a porta, ele estava desesperado. Levantei-me apressadamente, correndo por cima de lençóis e travesseiros, eu vi seus pelos se arrepiarem e ele sentir dificuldade em respirar. Tem alguma coisa acontecendo com ele.

—Naruto? – chamei. Ele abriu a porta de vez e correu para fora. – Naruto?!

—Me deixa, Sasuke. – ele falou gravemente. Estaria ele...?

—Você está excitado? – saiu no automático.

Naruto se virou repentinamente para mim, ele sorria como um sádico, apesar de seus olhos azuis me dizerem o quanto ele estava furioso.

—Acha que eu fico de pau duro com os sofrimentos dos outros? Eu não sou você, seu bastardo de merda! – ele levou as mãos à cabeça e fechou os olhos – Você diz que sempre foi eu e você, então por que é que você se casou com Suigetsu?

Aquela pergunta. Eu também me fazia ela. Todos os dias, desde a morte dele.

Notas finais
Por que é que Sasuke se casou com Suigetsu? Alguém, por favor, responde essa pergunta a Sasuke, porque eu não sei mais! Que coisa!!! Enfim, nos vemos nos coments ou nos próximos cap!