Amor à moda antiga
19 Capítulo 17
Notas iniciais
–É que os hormônios de um macho podem enviar diferentes sinais para a sua fêmea... – sua voz praticamente saiu gemida. Sua fêmea, é bom ouvir isso dele, pensei. – Eu estou... Reagindo... – sua voz saiu rouca. Sim, eu sabia disso. Chama-se comunicação neuro-olfativa. Eu estava dizendo a Naruto “Eu te quero por inteiro.”.
Devagar eu desci minhas mãos para sua bunda de novo, deleitando-me com seus arrepios enquanto meus dedos dedilhavam na sua pele. Naruto é tão sensível, imaginem quando eu apliquei aquelas injeções de drogas estimulantes, o quanto ele não sentiu dor por causa dessa sensibilidade alta. Eu mergulhei minha mão dentro de suas roupas até sentir sua pele. Massageei sua bunda e sorri com a cara erótica que ele estava pondo a cada toque meu.
Seus lábios vieram com pressa atrás dos meus e nos beijamos com furor. Eu sugava seus lábios e sua língua com desejo, sendo correspondido a altura por ele, que de todas as formas tentava aprofundar ainda mais o beijo. Suspendi-o no ar e Naruto enroscou suas pernas em minha cintura sincronizadas com os meus braços que serviram de “cadeirinha”. Seus olhos azuis me transmitiam um sentimento de necessidade que eu nunca vira em nenhuma outra fêmea, sendo ela homem ou mulher. Beijamos novamente, fazendo de nossas línguas serpentes em pleno acasalamento, querendo sempre um pouco mais. Minhas mãos apertavam seu traseiro, provocando gemidos sensuais em Naruto.
Desci-o de meu colo com urgência, eu não podia perder essa oportunidade. Vai que ele está inconsciente do que faz e de repente acorda? Retirei completamente o short e a cueca de Naruto e o coloquei de quatro para mim. Farejei e lambi suas costas, acariciando a sua entrada já quente e pulsante. Naruto já estava lubrificado sem eu ter feito nada ainda.
Sorri muito satisfeito com aquela reação. Libertei meu pênis e me toquei com alguma pressa, assistindo a Naruto rebolar lentamente contra a minha mão que ainda o afagava. Seus olhos me diziam algo. “Faz comigo”, eu entendi. Eu não poderia deixar de atender a um pedido tão nobre e num momento tão propício. Penetrei-o devagar e com calma.
Naruto empinou sua bunda, me permitindo ir mais fundo, rosnou baixo e levou uma mão para a minha nuca, iniciando uma carícia estimulante ali.
–Não pense que vai me engravidar de primeira... – ele gemeu quando finalmente eu estava todo dentro dele – Não estou no cio... Ah... – continuava de olhos fechados, me apertando toda vez que eu chupava a pele de seu pescoço.
–Cio? – comecei a me mover devagar, aproveitando que ele cedera. Vai que eu não tenho mais oportunidade de fazer isso! – Eu sei que machos têm cio, mas o seu é diferente, não é? – lambi a linha de suas costas, empurrando sua camisa com o meu nariz. Ri do arrepio que minha língua áspera provocou em sua pele sensível.
–Sim, ah...! – ele gemeu alto, contraindo os músculos retais e me fazendo rosnar – É pior, porque meu cio é a mistura de um macho com o de uma fêmea. Ah! – ele contorceu-se de novo, abaixando a cabeça. Provavelmente eu atingira seu ponto sensível – É só nessa época que eu posso engravidar...!
–Entendi! – movi-me com mais força e mais velocidade. Por não estarmos excitados ou no cio, o sexo não era tão intenso ou violento como fora anteriormente. Isso me fez pensar: será que eu o estuprei durante seu cio, mas não o engravidei por causa das camisinhas? Se fosse verdade, faria todo o sentido – Quantas vezes por ano?
–Por eu ser uma raposa pura, macho, eu tenho a cada dois meses por causa... Ah! – ele rebolou no meu pau e empurrou mais para trás, capturando mais de mim quando eu atingi novamente seu ponto sensível. — Durante uma semana!
–Tudo isso?! – eu ri e lambi meus lábios. Naruto riu também, entendendo a minha admiração.
O cio de outras fêmeas não durava três dias e de outros machos eram 30 exatas horas, que é o meu caso. Eu estou muito no lucro sabendo disso. Pelo menos eu acho.
Girei-o e puxei-o para mim, obrigando-o a descer gostosamente no meu membro. Naruto agarrou o meu pescoço quando eu meti com mais profundidade e mordeu de leve a minha orelha, me fazendo delirar. Enrosquei sua cauda em meu braço e o ajudei a se mover.
–Assim mesmo Sasuke, desse jeito! – ele gemeu.
–Você gosta?! – ele assentiu rapidamente e acabamos por nos beijar com necessidade. Sexo sem beijo é só sexo. Continuei empurrando fundo nele como admitira gostar. – E eu gosto disso! – seu cú me apertava e Naruto sorria mordendo o lábio inferior. Uma mão minha o ajudava a subir e descer no meu colo, enquanto a outra o masturbava, ao passo que nossas bocas não se desgrudavam e nossos olhos traduziam o que os nossos corações sentiam.
Naruto parou de se mexer e saiu de meu colo.
–Vai para onde?! – rosnei muito furioso. Sabe aquela coisa de tirar o osso do cachorro? Comigo é parecido, só que a fome é o sexo e o osso é Naruto. O loiro sorriu deitando-se de barriga para cima e movendo o indicador, me chamando.
–Relaxa... Hoje você pode. – seu sorriso mesclado ao rosto corado me fez respirar fundo e tentar acalmar meu coração. Eu fui, mas seu pé me impediu e eu rosnei furioso de novo, o que só fez Naruto rir mais. Ele negou e com o mesmo dedo que me chamara Naruto desceu até a sua entrada, empurrando lentamente – Só olha um pouco... Vale a pena, eu garanto.
Arregalei imensamente meus olhos vendo-o se virar de lado e meter três dedos em seu canal retal, gemendo baixo, sua outra mão o masturbava e o líquido do pré-gozo pingava sobre o piso. Seus lábios mal conseguiam fechar e eu consegui ler ele gemer “Sasuke”. Naruto alargou sua entrada com os três dedos, me dando uma visão e tanto de si. Quando eu dei por mim eu já me tocava doloridamente, cravando as garras da outra mão no chão.
Nós nos fitamos e estava claro o quanto ele me queria dentro de si e o quanto eu queria estar dentro dele. Aqueles olhos azuis estavam me hipnotizando. Valia muito ver aquilo.
–Vermelho... – ele arfou deitando-se de barriga para cima e começando a meter seus dedos “pela frente” tocando-se na mesma velocidade que eu – Sasuke... Seus olhos vermelhos são... – ele se contorceu – De perto... – ele gemeu e eu engatinhei até ficar acima de seu corpo.
Encostamos nossas testas, suas pupilas se dilataram ao máximo com a proximidade dos meus olhos e ali eu percebi o quanto eu o influenciava, o quanto os meus olhos modificados mexiam consigo. Lambi seus lábios demoradamente e os chupei. Naruto pegou o meu pau, juntou com o dele e começou uma masturbação dupla deliciosa, entrelaçando sua cauda na minha cauda e suas pernas em minha cintura. Deixei meus braços acima de sua cabeça e o vi sorrir de prazer quando arranhei demoradamente a madeira.
Naruto nos soltou e abraçou meu pescoço, rebolando contra a minha pélvis com habilidade, mantendo ainda a felação. Voltei a chupar seu pescoço com avidez, marcando-o como meu e unicamente meu, chegando a morder de leve em certos pontos, o que só causava risos e gemidos luxuriosos em Naruto.
–Estou quase no meu limite, Naruto. – sussurrei enquanto lambia sua orelha fazendo-o arrepiar-se – Eu quero meter em você agora. – ele assentiu apressadamente e se soltou de mim. Afastei-me um pouco só para me posicionar melhor e entrei devagar.
O bom de não se estar no cio, nem eu nem ele, é que não temos pressa nem urgência, o sexo pode ser mais sentido, mais gostoso por ser carinhoso e sem tanta violência. A gente aproveita melhor o momento e conhece aquilo que o parceiro gosta. A desvantagem é que não dura tanto quanto o cio e tampouco resolve qualquer coisa, não diz “Essa é fêmea é minha! Chegue perto e morre!”. É algo como uma manutenção.
Nós não fodemos, nem trepamos, nós fazemos amor.
Aumentei gradativamente a velocidade das estocadas quando nossos beijos ficaram mais necessitados. Segurei Naruto com um braço e suspendi-o no ar, movendo-me para perto da cama com alguma dificuldade por estar de joelhos. Ele apoiou-se no móvel, deixou suas pernas sobre meus ombros e nos fitamos. Meus olhos transpareciam desejo e os de Naruto captavam tudo. Meti acertando-o veementemente seu ponto, obrigando meu loiro a gemer alto e pender sua cabeça sobre os ombros.
Eu estava perto, bem perto e eu pude perceber pela pressão em volta do meu pênis, que Naruto também estava, então eu toquei-o apressadamente, arfando de tesão por ver minha mão ser melecada por seu pré-gozo. Naruto agarrou minha cabeça, apertou meus cabelos entre seus dedos e me puxou para perto de si. Vi-o transfigurar sua cara numa expressão dolorida de prazer, ao mesmo tempo em que eu sibilava por sentir meu pênis estrangulado em seu interior e então Naruto se derreteu completamente em minha mão.
Naruto esticou meio corpo sobre a cama, fechando seus olhos enquanto eu lhe preenchia por completo. Ouvi-o arfar por sentir o meu calor dentro de si e um longo arrepio o trouxe para perto de mim novamente. Só saí de dentro dele quando eu achei que realmente não havia mais nada para expelir. Nós trocamos mais uns beijos carinhosos pós-sexo, acarinhando-nos mutuamente. Consumamos, apesar de não ser o momento da gravidez.
O loiro foi ao banheiro enquanto eu me recompunha e ao voltar, já vestido em seu short, me permitiu ficar deitado em seu peito, recebendo alguns cafunés. Minha cauda se enrolou em sua perna e ficamos quietos, sincronizando nossas respirações, entre aqueles presentes.
Eu ergui meu olhar. Naruto já estava dormindo, com o rosto corado pelo sexo recente. Até assim esse cara é lindo e olha que é tão normal quanto qualquer outro. Movi um pouco o tecido de sua camisa e deixei um beijo em seu baixo-ventre, ouvi seu riso bobo. Ele tem cócegas na barriga? Bom saber.
–Esqueci-me de te dizer que meus pais e meus tios nos deram uma casa. – beijei seu pescoço e chupei a pele dali. Naruto só se encolheu, entrelaçou suas pernas na minha cintura e baixou sua cabeça até a curva do meu pescoço, farejando a minha pele. Por um segundo eu tive a impressão de que ele sorrira – Já temos um lugar nosso... Agora eu vou mudar tudo.
Levantei-me com ele em meu colo e o levei para a cama, deixei-o dormindo ali.
Contrariamente, pois o que eu queria era ficar agarrado a ele o resto do dia, eu saí do quarto para avisar a Senhora Mito e aos meus pais que estava consumado. Enquanto eu tomava um banho, eu me recordava do casamento de Itachi, a mão de obra que fora para ele transar Hanabi, pois ela era, por assim dizer, uma criança.
Na verdade ele tinha que se casar com Hinata, a irmã mais velha, no entanto soubemos que ela estava presa – eu não preciso relembrar a história toda – então houve a drástica mudança de planos. O senhor Hiashi, pai das duas, se recusava a por um fim ao contrato, logo obrigou a menina a se casar com Itachi, então as núpcias foram a coisa mais escrota que eu já ouvira falar em toda a minha vida. É que Itachi gosta de mulheres mais velhas – tipo velhas mesmo – e Hanabi não fez seu tipo, então tiveram que drogá-lo e dar coragem a menina.
Foram dois dias de minha mãe e meu pai sofrendo para literalmente enfiar o pênis do meu irmão na vagina da menina, me perdoem a vulgaridade. Depois disso, eles só voltaram a ter relações durante os cios de Hanabi, que só começaram há dois anos, quando ela entrou na puberdade canina, segundo me explicou a mãe delas. Esse meu irmão não tem sorte.
Enfim, eu vesti apenas um jeans claro e amarrei em minha cintura um moletom preto, nem calcei nada e saí do quarto mexendo em meu celular. Segundo as leis dos Uchihas, depois que um Uchiha “casa”, ele deve mostrar “a prova” de que tudo “deu certo”. Ou seja, eu tinha que mostrar aos meus pais as marcas que Naruto deixou em minha pele e o cheiro forte de sexo impregnado em meu corpo. Por isso que meu banho foi banho de gato, literalmente.
Abri a porta de uma vez e quando fui dar um passo para sair quase fui atropelado por uma avalanche de pessoas, cujas raças eu não soube definir por causa do amontoado. Olhei para o corredor e vi Yamato com uma cara preocupada de desculpas. Estreitei meu olhar.
–Que porra vocês estavam fazendo atrás da porta?! – perguntei lentamente, por mais que eu soubesse a resposta. Reconheci no amontado Ino, Menma, minha mãe, Itachi e mais uma porrada de empregados meus. Havia pessoas que eu nunca vira na minha vida antes também.
Mamãe se levantou ajeitando seu vestido e me fitou com cara de tacho.
–Nós estávamos passando e...
–Yamato. – interrompi-a. Ele passou com dificuldade pela porta e se colocou ao meu lado, com as orelhas baixas e o rabo entre as pernas – Explique objetivamente.
–Todos eles queriam saber se os ruídos baixos que a Senhora Mikoto ouvira eram o jovem mestre e o Senhor Uzumaki consumando o contrato. – ele falou transparecendo muita vergonha – Eu julguei imprudente essa atitude, mas nenhum deles me ouviu, jovem mestre, então eu fiquei de mãos atadas.
Assenti e fui para a cama, me aproximando do meu pequeno Kyuu-chan e tocando-lhe gentilmente o rosto. Naruto resmungou e se encolheu, não querendo ser importunado, mas eu continuei, de modo que fiquei de cócoras e ergui um pouco dos lençóis, procurando-o entre aquele mar de maciez. Fitamo-nos quase por baixo das cobertas.
–Que é? – ele resmungou e eu sorri. Esse cara é lindo demais! Afaguei de leve seu rosto.
–Cadê aquela arma que você ganhou? – sussurrei para que ninguém ouvisse. Naruto apontou para o pacote ao meu lado e eu assenti, cobrindo-o novamente para que ele voltasse a dormir tranquilamente. Peguei a Maverick Carbine e fitei seriamente as pessoas na porta.
–Corram. – ordenei engatilhando a arma. Não ficou um só dentro da suíte, só o pobre do Yamato, se tremendo do pé a cabeça, duro feito uma pedra. Eu ri de lado e guardei a arma na caixa de novo – Calma Yamato, não está carregada.
Ele soltou o ar lentamente e enxugou o suor da testa.
–Deseja alguma coisa, jovem mestre? – ele perguntou passando rapidamente os olhos pelos presentes que nós havíamos ganhado.
–Almoço. – comentei tranquilamente – Quando ele acordar, inclusive eu que vou dormir daqui a pouco também e vou acordar também, a fome vai estar alta, então almoço aqui no quarto e... – olhei meu celular – Eu não quero saber de trabalho até o fim das núpcias.
Ele assentiu e saiu calmamente do quarto, fechando a porta ao sair. Fitei a cama e abri um sorriso digno do Gato de Cheshire. Subi na cama e engatinhei até estar no ponto certo para me abraçar ao corpo de Naruto, enfiar minhas mãos dentro de sua camisa, abraçar seu torço por dentro e dormir embriagado pelo cheiro de Naruto.
O que dizer da lua-de-mel? Longa e promissora naquele hotel de minha mãe. Diferentemente do que dissera Suigetsu, Naruto me cedeu e nós repetimos aquela rodada carinhosa de sexo algumas vezes. Quanto a minha surpresa? Bom, eu a deixei para outra oportunidade. Parece que esse hotel está me dando um pouco mais de sorte do que o que eu havia planejado.
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