Amor à moda antiga
18 Capítulo 16
Notas iniciais
Naruto encolheu suas pernas, segurou gola da minha camisa e me empurrou com as pernas para a parede em que a cama estava encostada, dando uma cambalhota sobre o colchão e no ato retirando habilmente minha camisa. Parei sobre os travesseiros, seminu. Ele jogou minha camisa contra minha cara e se levantou da cama.
–Vai para onde? – perguntei quando ele já estava na porta.
–Para qualquer lugar longe de você. – respondeu naturalmente.
Franzi o cenho, peguei a primeira coisa sólida e dura perto de mim e joguei contra a porta, evitando que Naruto abrisse-a ao assustá-lo. Era um vaso e ele se estilhaçou completamente, obrigando-o a retroceder os passos para não pisar nos cacos de vidro. Uma vez meu pai me dissera que a primeira transa depois do casamento era sempre a mais difícil porque as fêmeas ficavam magicamente resistentes e hesitantes para o ato, mesmo que não fossem virgens.
–Mas não vai mesmo, meu amigo, agora somos eu e você!
Naruto me fitou e eu mostrei minhas garras, sorrindo e sibilando como o gato feroz que sou, arrepiando os pelos da minha nuca. Naruto sorriu e cruzou os braços na altura do peito. Fiquei quase de quatro na cama e rosnei baixo, reagindo ao rugido borbulhante em sua garganta.
O cara entendeu no automático que eu estava comprando uma briga com ele e partiu para cima de mim, me jogando contra o colchão usando os antebraços para me empurrar. Devo admitir que nós não lutávamos verdadeiramente, na verdade era algo mais para a submissão usada no judô. Quem se rendesse, perdia naturalmente.
Esse é o problema quando dois puros se “estranham”. E com Naruto não seria diferente, já que somos a elite da elite das raças de nossas próprias famílias. É só imaginar que Zeus casou-se obrigado com Odin e os dois brigam pelo posto de Senhor de todos os deuses que existirem no Universo. Era mais ou menos isso conosco.
Como um verdadeiro canídeo, Naruto tentava abocanhar meu pescoço para me submeter, enquanto eu desferia tapas ligeiras contra seu rosto para afastá-lo, como um felino habilidoso que eu sou. Quando eu finalmente fiquei por cima, empurrando-o contra o colchão, Naruto usou suas pernas para tentar pegar meu pescoço de novo e as mãos para agarrar minha cauda. Estávamos quase nos enlinhando, se querem saber.
Eu sou acostumado com briga, essa é a verdade, sempre achei a luta uma forma de linguagem, ainda mais entre dois animais compromissados como eu e Naruto. Briga fora a única forma que eu encontrei decente o suficiente para conversar com determinadas pessoas. Itachi é uma delas. Sempre me estranhei com Itachi, mas eu acabava vencendo por ser mais forte, e por isso ele sempre fica com o comportamento acuado perto de mim.
Mas com Naruto eu sei que vai ser coisa de que se não nos respeitássemos, morreríamos numa batalha selvagem. A treta vai ser sinistra. Mas eu estou adorando.
Bestiais e selvagens é pouco para definir o nosso comportamento naquela noite. Briga de foice chega é apelido para o que aconteceu e praticamente destruiu a cama onde estávamos. Amor, eu não sei se havia, mas eu me sentia sempre instigado a lutar mais, a tentar submeter aquele homem aos meus desejos, mordendo-o, arranhando-o, arrancando pedaços ensanguentados da sua pele, ao passo que ele me marcava com sua mordida feroz de cão e as chicotadas de sua cauda grossa e forte.
Nunca ouvi falar de um casamento com um começo tão conturbado quanto o nosso, tenho que admitir. Nem mesmo o de Itachi com Hanabi foi louco dessa forma. Acho que nem os dos meus pais ou o dos pais de Naruto.
Ficamos nos “embolando” até o cansaço e a fadiga vencer lá pelas nove da manhã. Não me lembro de como foi que terminamos a briga, mas a surpresa que tive quando acordei me fez esquecer completamente o que ocorrera nas horas anteriores e da raiva que me consumira pelo desaforo de Naruto. Eu teria retomado a “discussão” se não fosse pela surpresa.
Acordei perto da hora do almoço.
Senti um peso agradável sobre meu peito e uma respiração tranquila acima da minha cabeça, me embalando. Tentei me levantar, mas não consegui. Olhei em volta e eu percebi que literalmente Naruto estava enroscado em volta do meu peitoral, como só as cobras fazem.
–Mas o que... Como foi que...? – vou esclarecer como estávamos.
A cintura de Naruto me servia de travesseiro, sua cabeça estava apoiada em meu ombro esquerdo, enquanto suas pernas dobradas serviam, por sua vez, de apoio para o meu braço direito, um de seus braços estava sobre meu peito, segurando a ponta de sua longa e fofa cauda, enquanto o outro estava esticado e eu, provável e inconscientemente, entrelacei sua mão na minha. As mãos das alianças.
Sua camisa estava rasgada, mas não tinha cortes, apenas marcas roxas. Eu ainda estava seminu e com alguns vermelhões perto da minha cintura. Até que fora uma boa briga, acho eu. Não nos ferimos seriamente, mas nós descarregamos as tensões.
Naruto dormia ressonando baixo, muito cansado pela noite e pelo estresse anterior. Soltei minha mão da dele e afaguei suas enormes orelhas, acordando-o calmamente. Sua cauda saiu de cima de mim e ele se espreguiçou, contorcendo-se completamente atrás da minha cabeça, como só os gatos conseguem fazer. Sentei-me e virei-me para trás.
O loiro parara numa pose preguiçosa e sorriu bobamente para mim. Aproximei-me para lhe dar um beijo de bom dia, mas recebi uma chave de pescoço muito forte no lugar de um gesto carinhoso de um casal recém-casado. Porra, sacanagem! Pensei rindo com os meus botões querendo morder seu antebraço, ou pelo menos fingindo que tentava. Bati em seus braços, sem conseguir dizer nada por causa da crise de riso, que acabou por contagiar Naruto e nós dois ficamos rindo na cama. Eu deitado e ele por cima de mim.
–Saí cara. – falei empurrando-o para o lado. Naruto rolou e ficou de barriga para cima. Novamente eu o montei, mas desta vez ele deixou que eu o beijasse. Ficamos assim, trocando alguns selinhos sorridentes até que finalmente nos olhamos. Tão lindo aqueles olhos cor de céu ensolarado – Bom dia Naruto.
–Bom dia Sasuke... – ele sussurrou sorrindo para mim ainda e tocando de leve as pontas das minhas orelhas com os dedos – Dormiu bem?
Assenti. Não tinha como negar que eu estava restaurado depois das horas usando Naruto como meu travesseiro. O calor do seu corpo era revigorante e seu cheiro era um calmante natural para mim. Estiquei-me ao seu lado e ficamos observando o teto.
–Como vai ser a vida agora? – ele sussurrou sem me olhar.
–Eu te amando e você me suportando... Tentando conviver em paz, sem nos matar nas nossas futuras brigas... Você dançando para mim e eu sendo seu mais fiel fã... – iniciei – A gente criando os nossos filhos da melhor forma possível. Dando fim a uma guerra de séculos e vivendo a vida como der...
–Não parece ruim. – ele constatou e se levantou da cama num único movimento – Pelo menos para você não é ruim... Porque não vai ficar grávido.
Eu sorri de lado e saí da cama também. Depois do banho e do café-da-manhã, vulgo almoço, Naruto e eu fomos dar uma olhada em alguns dos presentes que eu recebera de casamento, depois, se desse tempo, olharíamos os dele, se não, só quando estivéssemos na nossa casa. A primeira coisa em que pus os olhos foi em alguns envelopes grandes que estavam sobre o criado-mudo, ao lado da cama abarrotada de presentes empilhados.
Abri um deles e comecei a ler o que estava escrito.
Naruto observava uns caixotes maiores encostados nas paredes do quarto, analisando o que estava escrito nos cartões e nas etiquetas, com uma curiosidade digna de um gato. Fiquei admirado com a lista de coisas que eu recebi e como eram variadas.
–Olha só Naruto. – comentei, buscando outro papel – Ganhamos uma viagem para os Alpes nas férias, um tour marítimo pelo Caribe. – sorri de lado e ergui meu olhar – Nós ganhamos um apartamento em Suna, que amigo rico que eu tenho.
Naruto me fitou e sorriu de lado.
–Ganhamos uma geladeira de duas portas. – eu tive que rir da cara que ele fez – Um forno profissional. Um guarda-roupa completo de ternos para o... – ele ria ao ler cartão – Senhor Uchiha! Acho que é para você!
Nós rimos juntos. Eu ganhei várias coisas destinadas propriamente para mim e algumas poucas para Naruto, mas esse era no tocante ao fato dele ser minha esposa. O que eu queria realmente saber fora o que ele ganhara e assim que terminamos de vistoriar os meus presentes, partimos para o outro quarto para ver os dele.
–Que diabo é isso tudo, Naruto? — o susto que eu tomei foi de tal forma inexplicável, porque Naruto não é uma esposa normal.
Ele sorriu de lado enquanto abria uma enorme caixa retangular e de lá tirava um rifle Maverick Carbine muito sinistro e com desenhos de uma raposa sorridente nas laterais. Ele apontou para mim e o clique da arma me assustou, mas me recuperei, pois ela estava sem balas. Sem putaria nenhuma, a maioria dos presentes que Naruto recebeu de seu “povo” era voltada para guerra e para culinária, que diziam os cartões serem seus melhores atributos.
–Mas o que é tudo isso?! – fitei as três Desert Eagles diferentes dentro de uma caixa imponente de madeira escura – Por que você ganhou tudo isso?
–Acha que eu fiz o que da minha vida inteira? Antes de eu ser um Sombra, eu era militar, sabia? – ele riu e guardou o rifle, para abrir outro baú mais fino e ali estava todo um faqueiro de 128 peças de prata, que fizeram os olhos de Naruto se alumiarem e ele babar.
Como dizem os mais jovens, Naruto vomitou arco-íris.
–Naruto. – chamei. Ele deitou o faqueiro na cama e abriu outro baú pequeno logo ao lado. Ouvi um “Hm?” enquanto ele o abria e sorria, quase babando, para a coleção de navalhas de prata com entalhes especiais nas lâminas – O que realmente você é na sua família?
Ele me fitou e girou uma navalha na minha frente, quase cortando meu nariz.
–Como assim? Não entendi.
–Eu sou o Caçador e o Torturador dos Gatos da Noite, além de segundo filho do atual líder dos Uchihas e da máfia, entende? – ele assentiu, guardou as navalhas e se sentou na cama, permitindo que eu me sentasse ao seu lado – O que você realmente faz? Eu sei que ganha à vida como dançarino e eu adoro ver você dançar. – ele sorriu – Mas vendo todas essas armas e os seus conhecimentos de guerrilha, eu tenho certeza que você ainda faz algo pela Matilha Vermelha. Ou fazia... Não sei.
Naruto estreitou o olhar e suspirou profundamente. Ele se levantou e ergueu a camisa, me mostrando aquela tatuagem em espiral com kanjis japoneses.
–Essa marca especial só é dada aos mais fortes, aos mais respeitados, aos sobreviventes de guerra, aos mais loucos e aos mais estrategistas de todos. Mas tem que ser tudo isso em uma pessoa só – ele comentou rindo – Essa tatuagem me veio depois que eu matei Hashirama e exterminei vários dos meus irmãos de raça. Eu sou o Alpha. – arregalei meus olhos de uma forma que só o riso de Naruto me fez entender que foi uma atitude ridícula.
Recordei-me da fala que Mito me dissera tantas semanas antes.
–Alpha? Mas como assim um alpha? Alphas não existem!
–Podem não existir entre os gatos, mas numa matilha ou numa alcateia, se não houver um alpha, ela se desestrutura e caí em ruínas. Um alpha é mais que um mero líder ou um chefe de casa. – ele buscou algo em suas malas, um enorme pergaminho e o abriu no chão do quarto.
Era um mapa e ele estava cheio de pontos amarelos e poucos vermelhos. Naruto pegou uma caneta preta e numa velocidade incrível marcou mais uma vez o mapa, mas desta forma, os pontos pretos se sobressaíram sobre os amarelos e quase engoliram os vermelhos. O cara se sentou e pediu que eu fizesse o mesmo, porém ao seu lado.
–Acho que agora que nós somos casados, eu posso lhe explicar algo sobre o meu sobrenome, além do que você já sabe. – assenti – Esses pontos pretos são os Uchihas e toda a máfia dos Gatos da Noite – ele apontou aleatoriamente, depois os amarelos – Esses são os Inuzukas e a máfia dos Cães da Terra... Os vermelhos...
–São os Uzumakis e a Matilha Vermelha.
–Exato. O que tem mantido o nosso clã vivo até hoje é o fato das raposas viverem o número de caudas que nascem. O máximo são dez caudas.
–Dez vidas. – completei e ele assentiu me fitando.
–Cada vida é longa por si só, mas, além disso, as raposas foram naturalmente criadas para a guerra e para o terror psicológico, porque somos traiçoeiras, perigosas, ardilosas e muito selvagens. – eu ouvira falar dessa fama legendária – Sabe por que apenas os gatos negros e as raposas foram criadas para a guerra, Sasuke?
Sorri com curiosidade. Pela conversa eu já estava entendendo aonde ele queria chegar e o que queria me ensinar, de modo que eu sabia a resposta para aquela pergunta. Suspirei.
–Porque vivemos muito e temos a maior resistência entre os animais. – ele sorriu assentindo com convicção – Por isso sempre fomos inimigos e nossas batalhas eram catastróficas.
–A Matilha Vermelha e os Cães da Terra são todos canídeos. – ele respirou fundo – Eles precisam de um guia, de um sol, de um Alpha. – é tão difícil para eu entender esse tipo de ideia – Se a matilha, ou a alcateia, não tiver um alpha, ela se desintegra e desaparece... – ele apontou o mapa e eu vi o quanto os pontos amarelos e vermelhos estavam dispersos – Depois que Hashirama morreu e minha avó assumiu tudo, os Inuzukas tomaram as rédeas dos canídeos, achando que eles tinham um alpha. Então eu resolvi ajudar...
–Ajudar? Como ajudar?
–Eu treinei Kiba Inuzuka para ser um alpha, apesar dele mais parecer com um ômega... Minha avó briga pelo posto de alpha com Kiba há muitos anos, porque foi graças ao nossa raça que eles, os Cães da Terra, se agruparam e se reproduziram. – estreitei meu olhar – Se não fosse pelas raposas, apesar de não fazer sentido nenhum para você, os lobos jamais teriam chegado a onde estão, mas Kiba diz que raposas não entendem sobre viver em grupo.
–Então você vai ter que conquistar seu lugar de direito nessa zona de pulguentos? – baixei meu olhar para o mapa. Naruto assentiu brevemente – E quanto aos gatos? Afinal vai ser tudo uma coisa só agora. – perguntei com curiosidade.
–Cuide você deles. – ele me rebateu de forma intensa. – Eu sou uma raposa superior, só entendo de cães e lobos, nada mais do que isso. Vocês gatos que se entendam.
–Quanto a minha família, eu cuido. Não se preocupe, eles têm mais medo de mim do que qualquer outra coisa nessa vida.
Ele riu e concordou comigo. Seu olhar fora de volta para o mapa e um suspiro longo que ele emitiu me fez sentir um odor inebriante e que aos poucos foi me sufocando, me anestesiando, me entorpecendo e me fazendo perder os sentidos. Fitei Naruto com preocupação e quando ele respirou de novo, aquele odor desapareceu quase que instantaneamente.
–O que foi isso? – perguntei depois de recuperado.
–Se você não caiu duro e babando, isso é o que te fez se apaixonar por mim.
–Um cheiro? – vasculhei de novo sua nuca atrás daquele odor, mas nada me apareceu que eu já não conhecesse em Naruto – Sério?
–É o que acontece entre dois Alphas que se completam. Você já viu os efeitos do meu cheiro quando Sakura me desafiou naquela noite e quando Itachi quis te humilhar. O que é bom para uns é ruim para os outros. – minha cara de confusão o fez revirar os olhos e me empurrar um pouco para trás, só para que Naruto pudesse me montar. De novo aquele cheiro, tão familiar, forte e muito quente. Desta vez não me sufocou, mas eu sabia que era o mesmo cheiro – Para um gato, você é bem burro... – ele revirou os olhos – Quando o Alpha macho, encontra sua Alpha fêmea, ele consegue suportar os feromônios repelentes dela e tratá-los como seu indicador de sentimentos.
–Independente de ambos serem do mesmo gênero? – ele assentiu – Por exemplo, um Macho Alpha pode ser fêmea, um macho pode ser uma Fêmea Alpha e vice-versa... Como casos parecidos conosco podem acontecer também. – novamente ele concordou comigo – Quer dizer que você é a minha fêmea? – Naruto fez uma cara de “O que você acha?”.
Pisquei com firmeza e sorri. Recordei-me sobre o que ele falava e me estirei no chão, enchendo a minha mente com sua visão sensual sentada em cima do meu corpo.
Os puros podem emitir feromônios no ar com diferentes finalidades. É o que nós chamamos comumente de áurea e que às vezes ela nos incorpora e nos modifica, ou modifica a quem a direcionamos. Os gatos emitem para controlar e submeter e isso eu aprendi magistralmente a fazer. Esse tipo de comportamento justifica a mudança ocular de cores: quando nossos olhos mudam de cor, significa que o lado animalesco está prevalecendo e que tretas rolaram, então os feromônios se expandem incontrolavelmente.
Os únicos seres que poderiam se opor ao nosso “controle” e ficar pá-a-pá no quesito animal eram as raposas e por isso a rivalidade. As raposas emitem para seduzir e enlouquecer, é raro uma pessoa não ficar louca só de olhar para uma raposa com os feromônios expostos. Mas não sei se a mudança na cor dos olhos de Naruto é o mesmo caso que eu meu.
O que sei é que todo puro, ou Alpha, como Naruto chama, nasce com uma habilidade para além da de sua espécie. Pensando nos Uchihas, os únicos puros vivos somos eu, Itachi, meu pai e minha mãe. Itachi é capaz de convencer qualquer um com sua áurea, meu pai acalma as feras, enquanto minha mãe as estimula.
Eu intimido, simples assim, o que é muito bom na minha profissão.
–Eu destruo. – Naruto comentou como se pudesse ler meus pensamentos – A minha áurea é destrutiva... Sou capaz de fazer a mente de alguém em pedaços.
–Assustador. – foi o que eu disse seriamente.
–Eu sei. Por isso me tornei uma Sombra e depois da morte de Hashirama eu recebi a minha aposentadoria. Eu era um dos melhores investigadores, nada escapava de mim. – ele suspirou e se levantou, me ajudando em seguida – Enfim... O que eu quero dizer, Sasuke, é que agora que me casei, vou ter que dar um jeito na zona que ficou a Matilha Vermelha e você vai me ajudar. – ele terminou colocando as mãos na cintura.
–Minha ajuda? – sorri com desdém – O que eu ganho com isso?
–Paz? Tranquilidade? Vida? Filhos? Sexo?
Sorri.
–Sexo? – ele assentiu e eu apalpei as suas nádegas com uma mão e com a outra eu alisei a sua cauda, fazendo Naruto estremecer – Agora sim eu gostei. – vi suas bochechas corarem. Subi minhas mãos das suas nádegas para as costas, o que o fez arrebitar a bunda e se curvar um pouco para mim. Seu rosto, ao meu lado, parecia inebriado com alguma coisa – Que foi?
Ouvi-o abafar um gemido contra meu peito. Eu acho que algo inusitado vai acontecer. Naruto não disse nada, começando a me abraçar na altura do pescoço.
–O que foi Kyuu-chan? – sussurrei e mordisquei sua orelha, fazendo-o se encolher. Opa, tem algo dando certo aqui! Vou ficar atento dessa vez – Você está quente. Que foi?
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