Amor à moda antiga

16 Capítulo 15.1


Notas iniciais
~Lá vem a noiva, toda de branco, e os noivinhos de cueca e tamanco!!! Lá vem o padre, de bicicleta, levou uma queda e rasgou as cuecas!!! ~quem lembra dessa?! Infelizmente, para a nossa tristeza, não estamos em época comemorativa, nem a fic recebeu outra recomendação, o que significa que não há capítulo duplo... So sorry about that, honeys, but i cant nothing! Sorry!.... Mas o que temos para hoje Brasil?! O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? O quê? Isso mesmo que vocês estão pensando! O casamento mais famoso do Nyah! Naruto há de se abufelar com o Sasuke! Aêêêêê porra!!! -Finalmente. - resmunga Sasuke. Mas! Será só uma parte dele, como já expliquei antes, então chorem. T^T A meu ver o capítulo é grandinho, mas cheio de amor para dar. ~só que não. -Eu não vou usar vestido. - reclama Naruto. -Mas você é a noiva! - argumenta Sasuke - Não é Nonna? -Com certeza. - eu dou de ombros. -Mas eu não vou usar vestido! - ele faz um bico colossal e sai emburrado. Vamos ver no que vai dar. Ponham seus vestidos de gala, arrumem suas gravatas, embalem os presentes, ajeitem seus cabelos que a madrinha chegou e estão todos convidados para o casamento do ano.

Faltavam apenas dois dias para o meu casamento com Naruto e ele me pedira para lhe dar um anel especial de casamento. Aliás, ele me pediu uma aliança, desde que eu soubesse o real significado das alianças de casamento, do contrário eu podia esquecer. Mas é claro que não desisti da ideia e corri para procurar algo, no entanto não encontrei em loja nenhuma nada que correspondessem as expectativas de Naruto.

Voltei meio frustrado e fui direto ao meu escritório pensar um pouco sobre o tema. Olhei para as alianças que estavam em meu dedo. O que queriam dizer?

Suspirei, minha cabeça estava doendo de novo, de modo que eu me sentei na minha poltrona e deixei minha cabeça pender para trás, sentindo as pontadas na minha testa. Abri uma das gavetas mais baixas e retirei uma garrafa de rum dali. “Para melhor raciocinar, três doses de rum!” Eu sorri ao me lembrar dessa dica que minha mãe me dera. Enchi um copo e comecei a beber lentamente, aproveitando cada gole.

Que diabo de charada era aquela? Observei os quadros sobre minha mesa e sorri. Vovó estava lá. Ofereci um drinque a ela em honra a sua memória. Ela fora uma linda gata de cabelos negros que mamãe dizia que se parecia muito comigo quando ela era jovem. Fora a mais perigosa mulher da máfia dos Gatos da Noite. Ninguém nunca se equiparou a ela.

–E nem quero que ninguém se equipare... – murmurei com olhando para os cubos de gelo flutuando no copo – Ninguém pode tirar isso dela.

Antes que ela morresse, eu tive a honrada oportunidade de tomar um char com ela. Lembro-me de suas palavras transmitidas por sua doce voz. “Shire, querido, que olhar brilhante é esse no seu rostinho?”. Sorri só por me lembrar de seu rosto idoso e adorável. Ela me chamava de Shire porque vovó dizia que eu parecia com o Gato de Cheshire, do livro Alice no País das Maravilhas, pois eu era um gato que sempre sorria. “Eu acho que gosto de uma menina... Vovó”. “Oh, oh, oh, isso é bom, muito bom, porque o amor pode nos deixar mais poderosos... Esse é o segredo, Shire, para se tornar indestrutível”. “É mesmo? Foi assim que você ficou forte, Vovó?”. “Sim, Shire querido, quando se ama de verdade, não existe nada que não se possa fazer por essa pessoa amada.”

–Pessoa amada, não é Vovó? – murmurei, cruzando meus braços na mesa e encostando meu rosto neles, como que para ficar mais perto dela. – Tem razão... Não há nada que não se faça pela pessoa amada, vovó... Eu só espero que seja mútuo um dia.

“Sasuke, não se esqueça de dar a essa pessoa que você ama algo que diga a ela que vocês estarão conectados tanto em corpo, mente, alma e coração... Isso é muito importante quando o amor é verdadeiro.” Abri outra de minhas gavetas da mesa e puxei um baú de madeira entalhada, com lindas flores que sempre me faziam sorrir. Abri-o e retirei um a um o seu conteúdo e por fim uma pequena caixinha de joias. Eram todos objetos de minha avó que eu guardara como parte pessoal do meu tesouro e um deles, o mais valioso por ter o maior nível sentimental, ficava na caixinha de joias. Era o anel de Vovó.

O anel que ela recebera de meu avô, o único homem que a derrotou em batalha, conquistando assim o seu coração. Sorri observando a sutileza do objeto: era de prata, com um diamante negro encrustado no alto, como se fossem ramas de um arbusto intrincadas, que possuía propriedades químicas diferenciadas. As mesmas dos olhos da minha família. Ele mudava de cor sempre que a pessoa que o havia dado se aproximava da pessoa presenteada. Meu avô morreu antes de minha avó, mas às vezes o anel se avermelhava sutilmente e a boa senhora dizia que era o espírito de seu finado marido protegendo-a de todo o mal para sempre, como ele havia prometido em vida.

Respirei fundo e sorri de lado. Acho que vovó me deixou esse anel para dar procedimento à tradição que ele carrega. O verdadeiro significado das alianças?

Eu não sei, mas eu sei o que minha amada vovó me ensinou e é isso que eu vou por em prática. Se meus sentimentos forem verdadeiros, o anel mudará de cor assim que Naruto o aceitar, mas se não o for... Bom... Se não o for, eu terei que me conformar com esse casamento de contrato.

Retirei meu paletó e a minha gravata, desarrumei minha camisa e desci para a cozinha, pois o cheiro delicioso de Naruto vinha de lá. Eu entrei devagar, pois senti uma áurea pesada no ar, bem negativa e densa. O cara estava lá, cortando violentamente carne para fazer o jantar, eu supunha, fazendo os baques de a faca serem bem ouvidos. Alguém está irritado hoje. Suspirei, preocupado com a reação que ele poderia ter quando eu lhe fizesse formalmente a proposta.

–Naruto...? – chamei. Ele se virou e seu semblante de raiva mudou para um sorriso sereno, depois voltando à cara de irritação – Eu vejo que resolveu fazer o jantar hoje.

–Eu cozinho bem quando estou irritado. – ele murmurou. Aproximei-me e me escorei a pia, ficando ao seu lado – Bolt diz que minha comida fica violentamente boa quando estou com raiva e por isso ele me pediu para preparar o jantar. Eu só queria que essa carne fosse a cabeça de alguém... Ia sem bem melhor de cortar! – ele sorria demoniacamente.

–Sei... – provei de seu molho e realmente era bom. – Sakura veio falar com você hoje? – chutei imaginando que ela poderia estar envolvida na raiva.

Naruto assentiu um pouco contrariado.

–Ela tentou me drogar também... Me oferecendo uma bebida esquisita... Não pude fazer nada porque eu estava com Sarada e com Boruto! Só pude negar e sair às pressas de perto dela! – ele bufou como um touro jogando os pedaços de carne na panela, puxando as verduras para perto de si e voltando a cortar com violência. – Ainda teve o idiota do meu ex-pupilo... Kiba, aquele babaca, me assediando na frente das pessoas sem o mínimo de decência!!!

–E aí? – será que eles não sabem que não tem mais jeito? Sou eu que vou me casar com Naruto e ponto final! Que eles se conformem, caramba!

–Eu deveria ter arrancado fora a mão de alguém só para fazer o mal! – ele arregalou os olhos que nem o diabo – Ninguém nunca ia saber a verdade! Eu sou um ótimo cozinheiro e poderia esconder bem o sabor da carne com os temperos certos!

–Com certeza poderia. – comentei e Naruto sorriu mais.

Que conversa mais escrota é essa? Por algum acaso ele é canibal? Caralho... Esse cara é tão maluco quanto eu e ainda por cima é dançarino. Um dançarino sádico! Mas o que será que ele já viveu para agir assim? Pobre Boruto, será que ele sabe o grau de loucura que o pai tem? Naruto piscou e seus olhos ficaram azuis de novo e suas pupilas se alargaram, sua expressão deixou de ser tão selvagem e por fim ele respirou fundo, como se retornasse a si.

–Desculpe... – ele sussurrou lavando as verduras – Eu... Não gosto quando isso acontece, principalmente na frente do meu filho... Eu não quero que ele saiba que o pai é um louco.

–Louco? Você não é louco, só está irritado, não é?

Ele sorriu com certa dor.

–Eu... Bom... Eu fui diagnosticado com sociopatia desde a morte da minha mãe... – ele soltou o ar – Desde pequeno eu faço tratamento para isso e continuo fazendo até hoje... Não posso parar o tratamento ou posso acabar machucando o meu filho. – ele bateu a mão na testa e esfregou-a com as costas da mão, limpando o suor – É difícil ser o que eu sou, principalmente na minha condição... Mas mudando de assunto. – ele sorriu – O que fez a respeito do meu pedido antes do casamento?

–Eu... – retirei o anel do bolso e tomei sua mão. – Fiz o máximo para corresponder as suas expectativas... Eu sinceramente espero que goste, Kyuu-chan...

Naruto não ofereceu resistência e me deixou colocar o anel em seu dedo médio, ao lado das outras alianças de seu primeiro casamento. Ele passou um tempo observando o anel em seu dedo e de repente seu rosto corou. Ele me fitou e sorriu abertamente em agradecimento, voltando depois a cortar os legumes que acompanhariam a carne.

O que aconteceu que eu não vi? Fitei suas mãos e arregalei meus olhos. Então minha amada Vovó tinha razão. “Um dia esse anel ficará vermelho de novo, Shire querido, sempre que você se aproximar”. Lá estava ele, brilhando com um tom rubro tão vivo que parecia a pupila de um dos meus parentes quando se mostram com os sentimentos a flor da pele. Só porque eu estava perto do meu Naruto.

Fitamo-nos simultaneamente, eu pude ver pelos reflexos de seus lindos olhos azuis que os meus olhos estavam vermelhos, em perfeita sintonia com ele. Respiramos lentamente e nossos olhos voltaram às cores de todos os dias. Naruto ainda sorria.

–Parece que é você mesmo... – ele tocou meu rosto – Eu aceito o seu desafio, Sasuke Uchiha, aceito me casar com você e ter seus filhos. – eu quase explodi ao ouvir aquelas palavras tão esperadas, me provocando uma alegria inexplicável.

Mais uma vez eu me surpreendi com Naruto. Sem que eu percebesse, ele me beijou nos lábios, apenas um rápido tocar e sorriu ainda mais. Retribui com outro beijo breve, para não distraí-lo tanto de suas panelas. Fiquei me recordando das palavras do terceiro passo da lista que Boruto me repassara. “Não apareça com coisas complicadas perto do meu pai, porque ele está cansado delas. Meu pai se tornou um homem simples e de sentimentos intensos, então terá que ter isso em mente. Se quiser dar algo especial para o meu pai, parta da ideia do simples e do valor sentimental, que ele vai aceitar com todo o carinho do mundo.”

Vovó e Boruto acertaram em cheio. Que coisa, não? Eu o ajudei naquele jantar e, depois de muita comilança, conversa e alguns trabalhos, nós dormimos outra vez juntos. Foi só por duas horas durante a noite, mas me deixou extremamente feliz. Sentir Naruto comigo durante aquele tempo me fez dormir sorrindo, literalmente. Logo aqueles dois dias passaram e já era hora do meu casamento.

Cacetada, como eu estou nervoso, mais nervoso do que quando fui conversar com Boruto. Eu não sabia o que esperar, já que todas as pessoas importantes, dentro e fora das máfias, foram convidadas: os Hyuuga, os Harunos, os Senjus, os Inuzukas – a segurança foi triplicada por causa deles – os Uzumakis – todos mestiços da cabeça de fogo – os Akimichis, os Aburames, os Sabakus – Gaara, seus irmãos e mais uma porrada de gente das “Arábias” — Ino Yamanaka e sua companhia estava lá também. Incrivelmente metade das corporações de justiça estava lá, os irmãos do Raio estavam lá também, os anciões da Sociedade Histórica de Líderes também.

–Mãe. – ela me fitou enquanto ajustava a minha gravata dentro do meu colete interno. Mamãe me fizera comprar um terno caríssimo para a ocasião. Eu digo que ela me fez, mas a verdade é que eu queria estar divino no meu casamento – Por que tem tanta polícia aqui?

–Bom... – ela terminou e buscou algo numa mesa lateral, perto de nós – Como sabe, Naruto conheceu muita gente em sua vida... E como ele é um Sombra aposentado, ele já foi para a guerra, já trabalhou em diversos departamentos e setores da Justiça, já esteve com várias equipes diferentes... Muita gente que ele conhece veio.

–Ele convidou esse povo todo?

–Não. – ela sorriu e ajustou o cravo branco na minha lapela – Na verdade quem convidou o pessoal do lado da família dele fora a Senhora Mito. Um professor que ele convidou para ser testemunha do casamento, um tal de Kakashi Hatake, convidou a Justiça. – nós rimos – Os outros vieram uns chamando os outros através de Ino.

–Imagine o quanto de presente a gente não recebeu desse povo todo. – me virei para o espelho e observei o quão gato eu estava. Aquele terno se ajustava perfeitamente ao meu corpo e me deixava com ares ainda mais sedutores. Hoje eu ganho pelo menos dois pontos na atenção de Naruto, ah se ganho.

–Eu tive que reservar uma suíte presidencial só para guardar os presentes que Naruto recebeu, que foram vários, depois eu tive que reservar outra para os presentes que você recebeu e ainda nem contamos com os presentes dos seus tios. – ela piscou para mim – Mas você está um mau caminho inteiro, hein Sasuke!

–Com certeza! – pisquei sorrindo sagaz para ela.

Boruto passou por trás de mim tentando ajeitar sua gravata. Eu ri e puxei-o pelo ombro.

–Deixa eu te ajudar. – me sentei e refiz o nó da gravata dele. Boruto estava com as bochechas coradas e mal conseguia ficar parado – Nervoso? – ele negou com muita veemência, apesar de que claramente ele estava nervoso. Sorri e busquei um pente para ajeitar seu penteado – Olha, vai ser rápido e simples. Você só tem que levar os papéis daquela pasta preta ali e pronto. – apontei para o objeto e ele assentiu – E você não vai estar só. Sarada vai levar as alianças juntamente com você. – ele assentiu de novo.

Falando na princesa eu a vejo passar em companhia de minha mãe. Sim, Sarada estava uma verdadeira princesinha em seu vestido branco de daminha de honra. Só para efeito de consta, nós estávamos numa espécie de camarim perto do local da cerimônia de casamento. Olhei o relógio e vi que já estava na hora de eu ir para o “altar”. Não seria uma cerimônia religiosa, se estavam pensando nisso, na verdade se trata de uma breve assinatura de documentos no casamento civil e oficialização do cumprimento do contrato.

–E lá vamos nós. – disse a minha mãe. Dei uma última olhada no espelho – Vá lá e conquiste o que é seu! – sussurrei para mim mesmo e fui para o salão cerimonial enorme reservado para convenções que tem no hotel da minha mãe.

Fui para o “altar” montado pelos empregados da Senhora Mito, onde já estavam meus pais, a própria Senhora Mito, alguns representantes importantes das máfias – Kiba Inuzuka estava entre eles, representando os Cães da Terra, e Sakura também – e dos setores judiciários que serviriam de testemunhas oficiais, além do juiz de paz que firmaria a união. Caramba, eu senti as pontas dos meus dedos geladas quando eu os cruzei para trás. Finalmente eu iria me casar e acabar com esse caos que instaurara na minha vida de vez.

O salão estava inexplicavelmente lotado e mais pessoas chegavam. Quando subi ao altar, várias pessoas gritaram, aplaudiram a minha chegada e assobiaram. Nossa, que diferente, eu pensei. Assim que me posicionei, eu respirei fundo e pensei seriamente no quanto a minha vida iria mudar depois que eu assinasse aqueles papéis, mas todas as minhas reflexões foram quebradas quando a marcha nupcial tocou.

–Marcha nupcial? – sussurrei no ouvido de minha mãe – Que ideia é essa, mulher?

Ela só riu e apontou para a entrada principal do salão. As cortinas se abriram e por elas passaram Boruto, duro que nem um robô, carregando a bandeja com os documentos, atrás dele veio Sarada, linda como um sonho, arrancando suspiros encantados dos presentes e então, ele, a noiva. E eu simplesmente não acreditei quando eu o vi.

–Está de brincadeira comigo... – comentei sorrindo. Naruto usava um perfeito terno branco, com a camisa social preta por baixo do colete e do paletó dando ainda mais destaque a gravata branca. Até os sapatos eram brancos e uma sutil rosa vermelha estava presa em sua lapela, se destacando tanto quanto o preto. Se eu estou gato, Naruto está perfeito.

Uma coisa eu preciso ressaltar, um detalhe mínimo: assim que Naruto praticamente começou a desfilar, meio salão gritou desesperadamente e bateu palmas para ele, erguendo-se e obrigando os seguranças a trabalharem. Flashes e mais flashes iluminaram o ambiente mais do que as luzes, gritos alteraram-se acima da música e o teto parecia que ia desabar.

–Esse Naruto é cheio de fãs... – murmurei.

Ele vinha convictamente, sem esboçar um mínimo de expressão que pudesse me dizer o que estava se passando pela cabeça dele. Mas algo me dizia que a última coisa que ele poderia estar sentindo naquele momento era felicidade. Parece que eu sou o único felizardo da noite, não levando em conta minha mãe e a Senhora Mito. Eu vi Sakura e Kiba estremecerem com a visão quase divina de Naruto caminhar pelo tapete vermelho e chegar-se até o altar.

Respirei fundo e apertei minhas mãos atrás do meu corpo. É agora. É finalmente agora!

Boruto chegou e colocou sobre a mesa a bandeja, indo logo em seguida para um canto onde havia uma cadeira. Sarada ficou perto de minha mãe, esperando o momento de me dar às alianças, sorrindo lindamente e, por fim, a estrela principal chegou.

Percebi no pescoço de Kyuu-chan uma correntinha dourada e como pingentes estavam as alianças do seu primeiro casamento. Ele não se desfez delas, como eu esperava. Eu também não me desfizera das minhas, apenas as coloquei na mão direita.

Naruto tirou as mãos dos bolsos e ficou ao meu lado. Era chegada a hora! Meu Deus, agora não tem volta. O juiz pediu silêncio a todos e aos poucos a multidão se acalmou e se sentou, permitindo que só a voz dele se sobressaísse. Ele virou o contrato para nós e puxou uma caneta especial, banhada em ouro para a ocasião, e colocou sobre o papel. Simultaneamente, Naruto e eu nos fitamos e baixamos nossos olhos para o documento do casamento civil.

–Antes que o casal assine esse documento, é preciso que eu pergunte. – Naruto já estava se abaixando, com a caneta entre os dedos, quando o juiz fez sinal para que esperasse – Existe alguém aqui que seja contra essa união?

Naruto me fitou com curiosidade e nós dois olhamos em volta para saber se tinha alguém que iria se manifestar. Como eu sou um bom soldado de guerra, eu estava armado para estourar o cérebro de alguém que quisesse intervir. Meu amigo, esse é o meu momento e eu quero ver quem é o filho da puta que vai querer estragar. Meus olhos vermelhos pousaram sobre os rostos tensos de Sakura e de Kiba. Franzi o cenho, estranhando aquela atitude. Não, eles não vão fazer o que eu penso que vão?

Notas finais
O que Sasuke pensa que Sakura e Kiba vão fazer? O que será que vai acontecer? Se algo de bom acontecer, pode ser que adiante o próximo capítulo, senão... Bom, vão ter que esperar até a semana que vem. Sorry!