Amor real
15 Surpresas
POV Narrador
– Eu senti tanto medo de te perder – Jennifer fala para Lana.
– Eu nunca senti tanta dor quanto a que senti no momento em que Louis falou que você estava morta, eu não imagino um mundo sem você. Mesmo não querendo acreditar nele, a possibilidade de ser verdade me matou por dentro.
– Esquece isso, eu estou aqui, você também e é isso que importa.
– Você está bem? Te fizeram alguma coisa?
Jen a afasta do abraço e avalia o corpo da morena a procura de algum machucado, mas nada encontra além do pequeno corte no canto da boca e os punhos um pouco roxos devido às correntes. Logo depois acaricia os pulsos e o lábio de sua amada.
– Me desculpe por isso. Por minha causa...
Lana põe o indicador na boca de Jen a impedindo de continuar.
– Você não teve culpa de nada, nunca mais repita isso. E você está bem?
Agora é Lana quem avalia o corpo de Jennifer à procura de machucados.
– Estou bem, não se preocupe!
Elas se olham profundamente e voltam a se abraçar, um abraço forte que falava por si só.
– Eu ainda não sei o que sinto por você, mas é algo forte, muito forte. Eu não queria te falar isso pra não dar falsas esperanças, eu sou casada, nós trabalhamos juntas e estávamos construindo uma amizade e eu não quero que fique um clima estranho entre a gente e não quero me afastar de você de jeito nenhum. Quero ser honesta com você e comigo também, estou muito confusa com tudo que passamos, tudo que você me disse. Eu não sei o que pensar nem o que fazer.
Jennifer ouviu tudo atentamente, ainda estavam abraçadas e ela acariciava o cabelo de Lana, ela então se afasta lentamente, só o suficiente para que pudesse encarar aquelas belas ires castanhas que ela tanto amava, ela encosta seus narizes, sussurra um eu te amo e encosta seus lábios no de Lana, um simples roçar de lábios. A loura se afasta um pouco pra ver a reação da outra. Essa, por sua vez, continuava de olhos fechados e os lábios entreabertos esperando por mais. Jennifer volta a encostar seus lábios, dessa vez de forma um pouco mais intensa, sugando lhe os lábios e intercalando com alguns selinhos, rapidamente pede passagem com a língua, Lana logo cede, iniciando assim um beijo intenso, porém lento, terno, cheio de sentimentos, explorando cada canto de suas bocas e só se afastaram quando o ar se fez necessário.
– Desculpe, não resisti, mas também não poderia correr o risco de dar de cara com a morte de novo sem nem ao menos ter provado o sabor de seus lábios – disse a loura.
– Boba! Nem brinca com uma coisa dessas.
– Falando sério agora. Obrigada por se sincera comigo, sei que você é casada e ama seu marido, sinto muito ter causado essa confusão na sua cabeça. Eu quero continuar sendo sua amiga independente de qualquer coisa. Se essa também for sua vontade, é claro. Quero te ver feliz, mesmo que seja com outra pessoa. Eu vou passar uns dias aqui em Nova York com meus pais, não estou fugindo de nada, nem me afastando de você, longe disso. Só acho que, talvez, seja melhor nos mantermos afastadas uns dias para pensar com calma e tentar absorver tudo que aconteceu. Eu ainda estou muito abalada, acredito que você também.
– Talvez você tenha razão.
– Sempre tenho!
– Convencida!
***
Assim que Lana chegou ao aeroporto de Vancouver, se surpreendeu com a presença de Fred a sua espera, além de vários fãs, paparazzis e representantes de praticamente todas as emissoras de rádio e TV da América. Ela não esperava por isso tinha vindo praticamente disfarçada no avião para não chamar atenção, não estava em condições de dar atenção aos fãs, muito menos de dar entrevistas, mas Fred lhe segurou por um tempo no saguão do aeroporto, pousaram para alguns fotógrafos e ele ainda disse que marcariam uma coletiva de imprensa para que Lana desse mais detalhes sobre sequestro.
– Você ficou louco? O que deu em você? Eu não quero dar uma coletiva, eu quero é esquecer que isso aconteceu, não quero me expor a esse tipo de coisa – Lana disse com muita raiva de seu marido.
– Desculpe, mas você é uma pessoa pública, deve uma satisfação.
– Também não assim, meu querido. E o que faz aqui? Não estava em turnê com os meninos?
– Nossa! É assim que me recebe? Pensei que ficaria mais feliz em me ver.
– Não é isso, me desculpe, é que fiquei estressada por causa daquele alvoroço no aeroporto. É tudo muito recente e eu só quero ficar aconchegada no conforto da minha casa... E é claro que estou feliz que esteja aqui.
– E eu estarei aqui para te ajudar a esquecer meu amor. Eu quase te perdi. Eu deveria estar lá para te proteger.
– Não fica assim, meu amor. Mesmo que estivesse comigo, você não poderia fazer nada, já passou eu estou bem e é isso que importa.
Quando chegaram a casa, outra surpresa, a casa estava cheia de amigos e parentes, os olhos de Lana foram logo à procura de sua mãe e assim que a viu foi correndo ao seu encontro, ficaram um tempo abraçadas matando a saudade, logo Lana puxou Dena, sua irmã, para um abraço triplo. Em seguida,a morena saiu cumprimentando os outros convidados, tinham alguns rostos desconhecidos talvez alguns amigos de Fred que ela não recordava. Toda sua equipe de trabalho estava presente, exceto Jen, é claro. Eles eram os mais animados, encheram-na de beijos e abraços. A surpresa maior foi a presença de Suzi e Keith, suas amigas do Brooklin, que ela não via há anos.
– NÃO ACREDITO! SUZI E KEITH, só assim pra vocês aparecerem!
– Não reclama, você também sumiu – diz Suzi.
– Ai que bom que estão aqui, eu estou mesmo precisando conversar com pessoas malucas feito vocês.
– Obrigada pelo malucas, como você é amável – fala sarcasticamente Keith.
– Vocês sabem o que eu quis dizer? EU AMO TANTO VOCÊS!
– O que você andou aprontando Lana? – desconfia Suzi.
– Temos muito que conversar, por favor, me digam que vocês não têm que voltar para casa ainda hoje!
– Não! Amanhã vamos ter o dia das garotas, como nos velhos tempos. Nós também te amamos e estamos morrendo de saudades – Keith explanou.
– Que susto você nos deu. Você nunca parar de aprontar? – Suzi estava visivelmente preocupada.
– Dessa vez, não tive culpa.
Enquanto estava conversando com as antigas amigas, as colegas de elenco se aproximaram pelas suas costas, eram Rebecca e Emilie.
– Assim ficamos com ciúmes – dizem as moças juntas.
– De jeito nenhum, tem Lana pra todo mundo. Deixa-me apresentar vocês.
***
– Alô – diz Jennifer ao atender uma ligação de Jesse.
– Oi, Jen, onde você está? Como você está?
– Apesar de tudo, estou bem, não se preocupe.
– Onde está? Quero te ver, pensei que voltaria junto com a Lana.
– Eu vou ficar alguns dias com meus pais.
– Eu vou até aí, chego hoje mesmo se conseguir um vôo.
– Jesse, eu sei que falei que poderíamos tentar uma reaproximação, mas eu não posso fazer isso com você, nem comigo, me desculpe. Eu tenho um carinho muito grande por você. Embora nosso noivado tenha acabado por causa de uma traição, eu não guardo mágoas, se você quiser minha amizade tudo bem, mas não posso te dar nada mais, além disso, não seria justo conosco.
– Eu não vou desistir de você, Jen, não importa o que fale.
– Não insista, por favor... – diz cansada.
– Tem outra pessoa, não é? Quem é o cara? Eu conheço?
– Não tem ninguém!
– Você me prometeu que não me afastaria, que me deixaria tentar te reconquistar. O que mudou?
– Eu não prometi nada!
– Para mim, foi como uma promessa e eu espero que não esteja mesmo com alguém, ninguém me faz de trouxa, Jennifer, quando voltar conversamos – desliga sem nem mesmo se despedir, estava possesso com a possibilidade da loura ter outra pessoa.
Fale com o autor