Amor real

14 Stalker-final


Notas iniciais
boa leitura!

POV Jennifer

Desperto com a voz alterada de Louis, que falava ao telefone, não consegui entender o que ele dizia, minha cabeça doía muito naquele momento. Sento-me lentamente no banco traseiro do carro, meus braços estão amarrados para trás.

– O que está acontecendo? Para onde estão me levando?

– Será uma surpresa, querida!

– E a Lana? Onde está? O que fizeram com ela?

– Eu não preciso mais dela.

Ao ouvir essas palavras, um frio percorreu minha espinha. Não! Não! Ele não pode ter feito isso, eu me nego acreditar.

POV Narrador

Depois que Lana se acalmou, Nick contou uma parte de tudo o que estava acontecendo, quem ele era e o porquê de está ali. Ela praticamente o obrigou a levá-la até o aeroporto onde Jennifer estaria. O desespero foi grande ao chegar e constatar que já haviam partido. Nick tentou a todo custo falar com Tony, o outro membro da equipe, mas não conseguiu. Não havia uma explicação plausível para isso está acontecendo.

***

Dentro do jatinho, Louis já cantava vitória, tomava seu champanhe tranquilo, achava está a caminho de Cuba para usufruir toda liberdade e conforto.

Jennifer chorava incontrolavelmente, ter sua vida em risco é algo assustador, mas quando se trata da vida de quem se ama... É algo imensurável, uma dor indescritível. Jen sentia-se sem chão. Louis falou-lhe que havia matado Lana e, por mais que ela não quisesse acreditar naquelas palavras, era inevitável seu sofrimento.

O piloto avisa que já estavam chegando, o homem estranha um pouco a rapidez em que chegaram, mas nada diz, quando aterrissam e a porta do jatinho é aberta. Louis nota uma movimentação estranha e logo aproxima Jennifer de si apontando uma arma em direção a sua cabeça. Estavam em Nova York totalmente cercados por policiais federais.

– Abaixe a arma e deixe suas mãos onde eu possa ver – diz um agente.

– Abaixem vocês as armas ou eu vou matá-la – retruca.

– Eu não faria isso se fosse você.

O agente Cupeer se aproxima por trás de Louis apontando uma arma para a cabeça do mesmo, o barulho da arma sendo destravada lhe causa calafrios e com o susto ele dispara a arma que estava apontada para Jennifer.

– JENNIFER, DESCULPE, EU JAMAIS FARIA MAL A VOCÊ A ARMA DISPAROU DO NADA, FOI UM ACIDENTE, EU NÃO TIVE CULPA – Louis disse transtornado, achando que tinha a matado.

– TIREM ELE DAQUI!

A arma estava descarregada e não causou nenhum dano a Jen.

***

– Calma, querida, já passou... Já passou... Vai ficar tudo bem agora, eu prometo. Esse crápula nunca mais vai chegar perto de você – disse Tony, o agente da loura, que estava esperando o jatinho em NY.

– Ele a matou – ela estava em um estado quase catatônico.

– Quem?

– A Lana!

– Não, querida, ela está bem e segura, pode ficar tranquila.

– Não minta para mim. Como você sabe?

– Não estou mentindo, ela está sã e salva. Agora vamos você precisa ir a um hospital.

– O que aconteceu? Como você chegou aqui?

– Depois eu lhe explico tudo com calma, agora você precisa ser examinada.

Jennifer não teve mais como protestar, pois logo desmaiou nos braços de Tony. Acordou depois de algumas horas em um quarto de hospital com sua mãe, pai e irmã de pé em volta de sua cama.

– Mãe?

– Oi, meu amor, que bom que acordou, já estava ficando aflita. Está sentindo alguma coisa? Está sentindo alguma dor? Vou chamar o médico – disse sua mãe, Judy.

– Não, só me abraça – abriu os braços e mais velha se aconchegou.

– Claro, meu amor.

As duas se abraçaram chorando, quando chegou a vez do pai, Jen chorou mais ainda e demorou um pouco mais para soltá-lo.

– Papai, o senhor está bem? Está tomando seus remédios direito? Não está esquecendo não?

– Meu amor, era para eu estar perguntando se você está bem e não o contrário, você não muda, minha lua – disse David pausadamente. – AGORA ESCUTE BEM O QUE VOU LHE DIZER, VOCÊ ESTÁ PROIBIDA DE ME DAR UM SUSTO DESSES DE NOVO, OUVIU BEM? – diz histérico, o que causa riso nas mulheres a sua volta.

– Que saudade de te ouvir me chamando assim – abraça o pai novamente.

– Tem espaço para mim ai nesse abraço? – pergunta Julia, sua irmã.

– Claro que tem, Julinha, vem aqui! Só falta o Daniel – referiu-se ao irmão.

– Não consegui encontrá-lo, meu amor. Ele ainda não sabe o que aconteceu, está em algum lugar sem sinal de telefone ou internet.

Jennifer fica um bom tempo recebendo os mimos e carinho de sua família, conversaram sobre coisas banais e relembraram momento da infância dos três irmãos. Em nenhum momento falaram sobre Louis ou sobre o que ele fez, estavam mais preocupados em celebrar o bem estar da filha do que fazê-la relembrar dos momentos traumáticos que passara.

***

Judy e Julia saem para comer algo, deixando David e Jennifer sozinhos no quarto. Ele quer saber se realmente está bem e acorda a filha que estava descansando.

– Filha?

– Pode perguntar, pai – diz recém despertada.

– Filha, fisicamente eu vejo que está bem, mas e sua cabeça? Como você está se sentindo depois de ter passado por esse... Digamos incidente?

– Eu não sei, papai. Talvez assustada, com medo, não sei como vai ser.

– Filha, eu sei que você é uma mulher forte e independente e que, geralmente, faz o papel de mãe da família, mas não faça como você sempre faz: fica mentindo para si mesma, dizendo que está tudo bem e se matando de tanto trabalhar só pra manter a mente ocupada. Deixe-nos cuidar de você, eu sei que já estou velho, mas ainda posso te proteger e dar meu colo de pai para você dormir tranquila, igual fazíamos quando era pequena. – Jennifer olha emocionada para o pai e já começa a chorar de novo.

– O senhor não está tão velho assim, papai, não faça drama.

Os dois riem e se abraçam, batidas na porta são ouvidas e Jen autoriza a entrada da pessoa.

Uma Lana ofegante e com os olhos marejados entra no quarto, nada foi dito, se abraçaram entre lágrimas. Tudo que elas precisavam estava ali, naquele abraço. O silêncio não era incomodo e sim reconfortante. O senhor Morrison, vendo que estava sobrando naquela cena, saiu sem ser notado e foi a procura de sua esposa e filha.

Notas finais
xoxo