Amor real

17 Capitulo 17


Notas iniciais
Me descupem pela demora Vanessa obrigada pela ajuda boa leitura!

POV Lana

Jennifer demorou mais que o previsto para voltar e por mais aflita que eu estivesse não tive coragem de ligar pra ela. Desde o último ocorrido Fred mudou de marido ausente para grudento, eu não dou um passo sem que ele esteja na minha cola; me leva ao trabalho vai me buscar e tenta me agradar de todas as maneiras possíveis, eu sei que deveria estar feliz com isso, mas não estou, me sinto sufocada e estressada. Antes meu estresse era por não ter noticias de Jen e agora é por não conseguir falar com ela direito; primeiro porque estamos correndo com as gravações para por a série em dia, segundo Fred na minha cola e em terceiro sempre aparece alguém para nos interromper.

– Lana qual é o seu problema? – me confrontou Fred.

– Nada! – respondi enfaticamente.

– Eu faço de tudo para te agradar e você fica ai de cara feia, se estressa até com o vento e vive me dando patadas.

– Você é meu problema! – disse exaltada.

– EU?! – ele me olhou com incredulidade.

– Fred eu me sinto sufocada, eu preciso ficar sozinha.

– Você vivia reclamando, que eu não parava em casa e não te dava atenção, eu estou aqui cumprindo com a minha promessa, tirei férias para me dedicar exclusivamente a você e o que você faz? Reclama da minha presença, era pra estar satisfeita. O que você quer afinal?

– Conhece a expressão “meio termo”? É isso que eu quero. Eu não consigo respirar Fred, você virou meu segurança, motorista...

– Isso nunca te incomodou!

– Agora incomoda! – quase gritei.

– Não somos mais adolescentes, Lana, você sabe o que isso significa.

– Aonde você vai?

– Vou deixar você sozinha. Não é isso que você quer?

– Não, não terminamos nossa conversa. E não, não sei o que isso significa e não quero ficar sozinha.

– Lana, você mal deixa eu tocar em você e agora reclama da minha companhia.

– E você simplesmente vira as costas e sai, sem reivindicar, sem pedir explicações. Você não me ama mais?

Fred nada responde diante daquelas alegações.

– Fred?

– E você me ama? – retruca Fred.

Eu também não respondo, porque no fundo sabia que não o amava romanticamente, apesar de ter um imenso apreço pelo meu marido.

– Foi o que pensei. – disse visivelmente magoado.

– E porque só agora que você não me ama mais resolve passar o tempo todo comigo?

– Eu amo você! – suspira – só que é diferente.

– Comigo também é assim. Mas você não espondeu minha pergunta.

– Eu preciso te proteger!

– Você está assim pelo que aconteceu – constatei – não precisa ficar assim, querido, não vai acontecer de novo.

– Lana, eu não posso te dar o divorcio, não agora.

– Eu nem falei em divorcio, Fred. Esse seu comportamento está sendo uma surpresa pra mim, não estou te entendendo, não sei nem o que pensar. Há quanto tempo você finge gostar de mim?

– Eu não finjo, eu gosto de você, Lana, tanto que não quero te ver infeliz, forçada a viver ao meu lado.

– Fred isso é papo de gente que tem culpa no cartório. Parece até que você só estava esperando que eu reclamasse de algo pra terminar comigo.

– Eu não estou terminando com você, nem posso fazer isso. Eu preciso de um favor seu, mas não quero te foçar a nada. Você me explica o que está acontecendo e o que precisa ser mudado para que o nosso casamento dê certo e eu faço o mesmo com você. – disse por fim.

POV Rose

Minha amizade com Jen é antiga já compartilhamos muitas dores e alegrias, ela sabe tudo sobre mim, não temos segredos uma com a outra, são poucas as vezes em que brigamos, mas acontece e quando acontece sempre rola um gelo, porém o máximo que consegui ficar sem falar com ela foi uma semana, já Jen já é mais resistente e cabeça dura.

Nós compactuamos do mesmo dedo podre pra homens, estamos sempre quebrando a cara. A Jen tem se segurado bastante, ela não se relaciona muito, já eu não gosto de ficar sozinha e também não perco a esperança de encontrar alguém bacana e que queira um relacionamento sério. O problema é que eu sempre mergulho de cabeça nos meus relacionamentos crio muita expectativas e acabo quebrada como estou agora.

Antes de a Jen viajar para Veneza, nós tivemos uma pequena briga, porque ela não estava de acordo com algumas escolhas minhas, na verdade ela estava tentando abrir meus olhos em relação ao Brady, um cafajeste que eu acabara de conhecer, mas já estava apaixonada e fazendo planos de morar juntos.Na hora da discussão, eu exagerei e falei besteiras, coloquei até a Lana no meio e desde então Jen não tem falado comigo.

Assim que soube o que havia acontecido larguei tudo e fui correndo para Nova York vê-la. A primeira vez que Louis a atacou ela ficou muito depressiva e foi difícil fazê-la voltar a conviver normalmente com as pessoas, até hoje eu ainda vejo resquícios daquele trauma em seu comportamento.

POV Jen

Era 10h30 da manhã de uma sexta-feira, assim que abro meu olho me deparo com Rose deitada ao meu lado na cama com os olhos marejados. Eu fecho e abro os olhos algumas vezes para ter certeza que ela está mesmo ali e quando percebo que não é uma miragem, a abraço.

– Faz tempo que você está aqui?

– Algumas horas, ursinho, como você consegue dormir tanto assim, já são 12h30!

– No meu relógio ainda são 10h30!

– Pois ele está atrasado duas horas, espertinha. – falou relaxada para depois fechar a cara numa expressão séria. – Você ainda está chateada comigo? Desculpe-me, eu não queria ter falado aquelas coisas, foi só o calor do momento, me perdoa?

– Doeu, mas você não falou nenhuma mentira. Que bom que veio, eu não teria coragem de te chamar.

– Você e esse seu orgulho idiota!

– Eu senti sua falta – falo abraçando-a novamente.

– Também senti muito a sua falta. Como você está? Eu sei que é um pergunta besta, você não deve esta bem depois de tudo que passou, mas quero saber como está se sentindo, o que está se passando na sua cabeça.

– Rose, por incrível que pareça, eu estou bem, não precisa se preocupar, estou bem de verdade, não vou ficar me culpando, nem imaginando que poderia acontecer, foram momentos horríveis, mas já passou, eu estou viva, com saúde e rodeada de pessoas que eu amo e que me amam também e é isso que importa.

– Nossa! – Rose disse animada – me passa o endereço dessa psicóloga. – deu uma pausa. – Jen estou muito feliz por te ver bem, que bom que pensa assim, fiquei com tanto medo de te perder ou de te ver assustada e deprimida outra vez... Quero saber tudo que aconteceu, mas só se você estiver a vontade para, se não quiser, tudo bem.

– Eu vou te contar tudo sim, sem problema, deixa só eu tomar um banho antes e comer alguma coisa. Eu também quero saber como você está e como andam as coisas entre você e o... Bruno?... Não... Brady! – falo revirando os olhos.

– Não estamos mais juntos – disse com pesar – você tinha razão ele é um cafajeste.

– Como assim? O que aconteceu? — fiquei logo preocupada.

– Dentre outras coisa, eu o peguei transando com uma camareira do hotel... Na nossa cama... Foi tão humilhante. – seus olhos estavam cheios de lágrimas.

– Eu sinto muito, Rô. Por favor, não chore, não sofra por um cara assim ele não merece suas lágrimas.

– Eu sei, mas dói, agora vou namorar alguém se você aprovar!

– Não sei se quero essa responsabilidade toda em cima de mim. – disse divertida para descontrair.

– Os seus namorados também terão que passar pela minha aprovação. – ela retrucou com um sorriso.

– Ah é?!

– É! – deu um gritinho.

– Tá bom então! – disse num meio sorriso e fui para o banheiro.

Depois de tomar banho, almoçar e observar o entrosamento de Rose com meus pais (eles gostam dela como se fosse uma filha, quem não gosta muito é Julia, ela morre de ciúmes), voltamos pro meu quarto, contei a ela tudo que aconteceu desde o primeiro dia em Veneza, ela ouviu tudo atentamente e começou a andar de um lado para o outro dentro do quarto, tentando assimilar tudo o que eu disse.

– O que foi? Não vai falar nada? – perguntei depois de vê-la naquele tepor por uns 5 minutos.

– Eu preciso de um tempo, é muita informação pra uma pessoa só, espera!

– Para com isso, Rose, você vai furar o chão desse jeito!

– Olha quanto tempo você perdeu! – exclamou.

– Como assim?

– Ela gosta de você, sua boba! Nossa realmente, tudo nessa vida tem seu lado bom só depende do ponto de vista. Esse monstro do Louis acabou te ajudando, não que tenha sido a melhor forma de se declarar, mas serviu, porque se dependesse de você e aquele seu discurso... – fez uma pausa – “Ela é casada, feliz, esse amor é impossível, é errado”. – tentou imitar minha voz – Ela nunca iria saber que você gosta dela, nem ia se tocar de que também gosta de você.

– Você acha? – Rose me olha com incredulidade.

– Pelo amor de Deus, Jennifer! É claro que ela gosta, pelas atitudes dela e pelo que ela disse não restam dúvidas, ela só está um pouco confusa, agora só depende de você, faça a sua parte. – disse ela.

Fiquei duas semanas afastada das gravações, atrapalhei um pouco o pessoal, todavia foi necessário para que eu voltasse 100%. Desde que voltei percebi que Lana estava ansiosa e que queria falar comigo, porém a gente não conseguia trocar mais que meias palavras e no fim do expediente o marido dela já estava lá a sua espera, no começo me preocupei e estava bem interessada em saber o que ela tinha pra me dizer, mas ao ver que eles estavam mais colados que nunca, não quero mais saber o que ela tem a me dizer. Estava até gostando do ritmo acelerado de trabalho assim não me sobrava tempo para pensar, também já estava conformada de que tudo continuaria como sempre foi, nada mudaria.

Estamos gravando as cenas finais da quarta temporada e correndo para que não aja atrasos. Era umas 14h30, quando o diretor deu um intervalo de uma hora, foi uma surpresa, pois não estávamos tendo intervalos. Eu suspirei aliviada, estava morta de cansaço, fui direto para o meu trailer, tirei a jaqueta e a bota, peguei uma bolsa de gelo, mas assim que me deito, alguém bate na porta, me levanto frustrada e vou abrir.

POV Lana

Uma hora de descanso, era tudo que eu queria, estava caindo de fome, mas não posso perder a oportunidade de falar a sós com a Jen, com certeza, a presença constante de Fred por aqui a fez tomar conclusões precipitadas e eu tenho que esclarecer isso. Assim que ela sai, despisto o pessoal e vou atrás dela.

Ela abre a porta com uma expressão de braveza e ao mesmo tempo surpresa ao me ver, peço licença e ela me deixa entrar, ao passar pela porta a tranco.

– Eu ia mandar ficar a vontade, mas pelo visto você já está. – ela disse brava.

– Vai começar a me tratar desse jeito de novo? – pergunto visivelmente magoada.

Ela mexe no cabelo em sinal de nervosismo, nisso a deixa mais linda. Eu fui até lá pra conversar, já estávamos quase brigando e no fim das contas não era nada disso que eu queria, eu quero beijá-la e é isso que faço. Avanço em sua direção e colo nossos lábios, ela não corresponde de imediato e isso me frusta me afasto e penso que fiz alguma besteira.

– O que foi isso? – pergunta tocando seus lábios com os dedos.

– Desculpa, se eu soubesse que essa seria sua reação não teria feito, com licença. – digo prestes a chorar.

Antes que eu chegue até a porta ela me alcança e me beija, um beijo calmo e lento, ela me toca de forma tão delicada, é bom, me sinto amada e protegida, porém ela precisa saber que eu não quebro tão fácil, acho que a mulher leu meus pensamentos, porque segundos depois ela me pegou de um jeito que foi inevitável não soltar um gemido, ela esboçou um pequeno sorriso satisfeito contra meus lábios. Seu ato depois me surpreendeu, me suspendeu e me colocou em cima de um balcão, eu usava um dos terninhos da personagem e o movimento fez a saia subir, ela estava entre minhas pernas e o único tecido que me protegia além da calcinha era uma fina meia calça. Eu já estava ofegante e completamente molhada, uma de suas mãos apertava minha coxa e a outra estava prendendo meu cabelo, puxando minha cabeça pra trás, para que ela tivesse mais acesso ao meu pescoço, enquanto isso ela fazia movimento com o corpo entre minhas pernas, eu já estava pegando fogo. Entretanto, tudo que é bom dura pouco, alguém nos interrompeu batendo na porta do trailer.

– Não acredito nisso! – Jen disse olhando para fora.

– Não responde que ela vai embora – olhei pela pequena janela e vi que era Ginny.

– Não vai não! – nós sabíamos que ela era insistente.

– Eu vou matar a Ginny! – disse com raiva.

– Jen, eu sei que está ai, abre a porta, eu trouxe comida, você precisa se alimentar. – escutamos Ginny falar.

– Eu preciso abrir – Jen saiu de cima de mim e se arrumou rapidamente, assim como eu.

– Espera! É melhor eu me esconder, você demorou a responder, ela vai me encher de perguntas se me vir aqui e não estou com cabeça pra inventar nada agora.

– Ok!

Escondo-me no banheiro e Jen vai abrir a porta.

– Como sou uma boa mãe vim trazer seu almoço – diz ela com a maior cara de boazinha, mal sabia ela que eu queria pular em seu pescoço.

– Obrigada, Ginny! – responde Jen ainda na porta do trailer.

– Não vai me convidar pra entrar? – não deu tempo nem de ela responder quando Rebecca apareceu.

– Olá! Jen, a Lana está ai com você? – suei frio dentro do banheiro, achei que meu plano de se esconder fosse ir por água a baixo.

– Não! Por quê? – mesmo não vendo o rosto da Jennifer percebi pela sua voz que estava nervosa.

– Eu já a procurei pelo set inteiro e nada – Bex disse confusa.

– Já olhou no trailer dela?

– É claro, né? Foi o primeiro lugar que procurei.

– Vamos mesmo ficar aqui em pé na porta debaixo desse sol? – ouvi a voz fina de Ginny.

– Gente, me desculpa, mas estou com dor de cabeça e quero aproveitar esses minutos pra me deitar um pouco, vocês vão ficar chateadas comigo se eu recusar a maravilhosa companhia de vocês? – disse Jen tentando afastá-las.

– Eu vou! Estou me sentindo rejeitada – Bex disse com uma falsa voz magoada.

– Quer um analgésico? – por que a Ginny tem que ser tão prestativa? Jen é filha dela só na ficção.

– Não precisa, obrigada!

– Tudo bem, vou deixar você descansar, mas não se esqueça de comer...

– Não vou esquecer, prometo!

– Está bem, melhoras e até daqui a pouco.

– Tchauzinho! – disse Bex que estava esperando Ginny para acompanhá-la.

– Até já meninas! – Jen fechou a porta do trailer – Lana? – me chamou – elas já foram.

Assim que saio do banheiro, ela se aproxima colando nossos corpos e me beija.

– Onde paramos? – diz com cara de safada.

– Eu adoraria continuar o que estávamos fazendo, mas se eu não comer alguma coisa, vou acabar caindo dura nesse chão e você terá mais trabalho com uma desculpa – sorri, ela coçou a cabeça.

– Acho que o que a Ginny trouxe da pra nós duas, ela sempre exagera – sorriu de volta.

Notas finais
ESPERO QUE TENHAM GOSTADO ,PORQUE EU AMEI,MAS SOU SUSPEITA PRA FALAR. BEIJOSS!