Amor real

18 Babando


POV Jennifer

Eu passei o resto do dia nas nuvens. Lana é maravilhosa e saber que ela me corresponde, me deixou em êxtase, mais feliz do que estou agora, só quando ela for uma mulher livre para que nós possamos assumir um relacionamento.

– Quer um guardanapo ou um lenço? – perguntou Josh, ao pé do meu ouvido, me tirando de meus devaneios.

– O que? Para quê?

– Dizem que olhar não tira pedaço, mas do jeito que você está olhando para Lana, não duvido que isso aconteça.

– Para de graça, Josh, eu não estava olhando para ela.

– Imagina, claro que não estava – falou ironicamente. – A não ser que... Não... Você estava olhando para o Sean?

– Não! Claro que não – deu até vontade de rir. Como ele pôde pensar que eu estava olhando para o Sean? Hm... Não.

Antes que o Josh pudesse continuar com suas gracinhas, Ginny o chamou, para meu alivio e consolo. Quando as gravações foram encerradas eu estranhei a ausência de Fred no local, já havia virado rotina, todo dia ele ia buscar a Lana. “Será que hoje é meu dia de sorte?”, pensei. Depois de um tempo não aguento a ansiedade e mando uma mensagem para ela.

“Quer jantar comigo?”, enviei e fiquei encarando a tela do celular esperando a resposta que não demorou a chegar.

Mensagem de Lana:

“Eu adoraria, mas infelizmente já tenho compromisso.

Mensagem de Jennifer:

“Com o Fred?

Mensagem de Lana:

“Sim. Não fica chateada!

Mensagem de Jennifer:

“Por que ficaria? Você vai sair com seu MARIDO, o que há de errado nisso?”

Mensagem de Lana:

“Sinto muito por isso, só falei porque não quero mentiras entre nós, sei que ficou magoada.

Mensagem de Jennifer:

“Não fiquei!

Mensagem de Lana:

“Vem aqui no meu trailer!

Mensagem de Jennifer:

Melhor não...”

Mensagem de Lana:

Se não vier, é porque está chateada comigo.”

Mensagem de Jennifer:

“Não estou!

Mensagem de Lana:

“Então venha!

Mensagem de Jennifer:

“Lana!

E não houve mais resposta, eu sei que não tenho o direito de cobrar nada, nem de ficar chateada, mas era inevitável não me sentir quebrada por dentro, mesmo relutante eu fui até lá. Para quê, meu Deus? Quando ela abriu a porta, eu fiquei completamente sem fala, ela estava deslumbrante. O cabelo preso em um coque, usava poucas jóias, uma maquiagem digna de uma rainha, um vestido longo, justo e preto e uma sandália prateada de salto perfeita. Ela deu uma volta para me mostrar o vestido e para piorar minha situação o vestido era aberto na parte de trás, não transparente, nem decotado, era aberto mesmo, tinha muita pele exposta ali, a abertura ia quase até o cóccix. Se ela não estivesse vestida assim para encontrar com o marido dela eu me sentiria no céu.

– Como estou? – perguntou-me toda animada.

– Linda! – foi o que respondi, mas minha vontade era de dizer que ela estava arrumada demais para se encontrar com aquele... Agrh...

– Só isso? – falou fazendo biquinho.

– Maldade sua, Lana, me chamar até aqui para te ver desse jeito, sabendo que quem desfrutará de sua beleza e companhia será outra pessoa –falei num tom um pouco alterado.

Não queria deixar transparecer meu ciúme e insegurança, mas agora já foi. Ela se assustou, mas depois abriu um sorriso lindo e se aproximou de mim, pondo as duas mãos no meu rosto.

– Não precisa ficar com ciúmes… Você fica linda quando está bravinha – falou e me deu vários selinhos.

– Acho que esse estilista se equivocou na hora de fazer esse vestido, colocou pano demais em baixo e esqueceu da parte de cima – falei demonstrando o meu desconforto com aquela roupa, Lana apenas riu e balançou a cabeça negativamente. – Alguma ocasião importante? – pergunto curiosa.

– Apenas um jantar de negócios em que as esposas vão para serem feitas de enfeite na mesa – falou um pouco aborrecida. – E não comece a implicar com minhas roupas, porque no meu guarda roupa ninguém se mete –me repreendeu, mas não conseguiu segurar o sorriso... E que sorriso.

– Posso borrar sua maquiagem? Só um pouquinho? – falei distribuindo beijos no seu ombro, aproximei meus lábios de sua orelha e sussurrei. – Minha boca está com saudades da sua – senti seu corpo estremecer em resposta ao meu toque.

– Eu nem passei batom ainda, estava esperando por você.

Não esperei mais nada e capturei seus lábios com os meus enquanto minhas mãos percorriam todo seu corpo, principalmente as partes que não estavam cobertas, eu precisava senti-la.

– Jen! – gemeu meu nome. – Você vai me deixar toda vermelha desse jeito. Como vou sair daqui com as costas toda marcada?

– Essa é a intenção, assim você será obrigada a trocar esse vestido.

– Você não seria capaz!

– Duvida? – desafiei e ela olhou-me incrédula.

Seu telefone começou a tocar e ela já sabia quem era antes mesmo de conferir na tela.

– Preciso ir, me acompanha até o estacionamento?

– Não, Lana, isso já é demais para mim.

– Não é nada demais, você também tem que ir lá pegar seu carro. Vem comigo!

E eu fui já me dando conta de que não consigo negar nada para ela, mas era uma situação muito desagradável, pois eu sabia que o marido estava a esperando. O que eu não esperava era encontrar o Jesse me esperando.

– O que faz aqui? – pergunto já sem paciência.

– Saudades de você também, meu amor – falou ironicamente e dirigiu seu olhar a Lana. – Não vai me apresentar? – dei meu olhar mais furioso a ele. – Deixe que me apresento, Jesse Spencer, namorado da Jen, é um prazer conhecê-la...?

Lana me olhou com a sobrancelha arqueada, depois se voltou ao Jesse e o cumprimentou.

– Prazer, Lana Parrilla – deu seu melhor sorriso mais falso

Ela pediu licença e saiu em direção ao carro de Fred, sem me dirigir a palavra, eu estava tão furiosa e indignada com a cara de pau de Jesse que não consegui impedi-la.

– Da próxima vez que se apresentar a alguém como meu namorado, você vai se arrepender de ter nascido.