Amor por acaso
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Depois de o Henry ter tomado banho e ter ido dormir fiz o mesmo e deitei-me satisfeita com aquele dia, mas um pouco preocupada, pois a Regina ainda estava resolvendo papeladas e já passava das onze. Tentei dormir e nada, ficava rolando na cama, olhei no relógio e já era uma da manhã e nada de eu ouvir a Regina ir para o quarto. Será que ela ainda estava trabalhando? Levantei com meu pijama de flanela listrado e desci as escadas indo ao escritório, bato na porta devagar e ninguém responde, bato novamente e nada de resposta. Ela deve ter subido e eu nem vi, mas por precaução giro a maçaneta e ponho a cabeça timidamente no vão da porta antes de entrar e lá estava ela. Não, ela não estava trabalhando, mas deve ter trabalhado até não aguentar mais o cansaço estava coma cabeça apoiada na mesa dormindo em uma posição não muito confortável. Aproximo-me e sinto uma sensação dolorida no peito ao vê-la dormindo na mesa por tanto esforço para deixar aquela cidade bem.
– Regina... – cochicho enquanto acaricio suas costas para que acordasse- Regina..
Ela abre os olhos devagar, sonolenta e meio desorientada.
– Hã?? – ela esfrega os olhos- Ata, dormi no escritório de novo. –ela olha em volta e conclui.
– Como assim dormi de novo? Isso acontece com frequência?- questiono e ela olha para mim.
– Mais do que você imagina. – ela se levanta com aqueles olhos cansados.
– Isso não é muito bom para sua saúde.
– Eu sei, mas quando vejo já estou acordando mais uma vez aqui. Por falar nisso quantas horas são?- me pergunta enquanto subimos as escadas.
– Acho que uma e pouco da manhã.
Chegamos a no quarto dela e ela se apoia no batente da porta.
– Oque você foi fazer no meu escritório uma hora dessas?
– Acho melhor falarmos sobre isso amanhã, boa noite. –digo e me viro quando do um passo em direção ao meu quarto ela diz:
– Emma. – me viro- Obrigada. – ela me olha e vem até mim me dando um beijo na bochecha e instantaneamente sinto um frio na barriga- Boa noite.
– Não precisa agradecer. – me sinto ruborizar (porque diabos eu estou ficando corada)- Boa noite. – digo e vou ao meu quarto, quando chego na porta ela me chama novamente.
– E Emma... – olho em sua direção- Belo pijama. – ela sorri fazendo graça e eu sorrio faço em retorno.
Deito em minha cama e me entrego ao sono que me consumia. Acordo com o despertador, vou ao banheiro faço minhas higienes troco de roupa e desço para fazer o café da manhã. Faço panquecas que o Henry me pediu ontem e suco de laranja e café. Enquanto termino de preparar a Regina aparece na cozinha já enchendo uma xícara com café.
– Bom dia. – fala após tomar um gole do café- Hum está forte do jeito que eu gosto.
– Bom dia. – fico meio sem jeito pelo que aconteceu ontem a noite- Que ótimo eu não sabia e resolvi arriscar, eu também gosto dele forte. – sorrio olhando em sua direção e ela estava linda em mais um de seus vestidos que delineavam completamente seu corpo.
– Está ótimo. Então... Mais uma vez obrigada por me acordar no escritório ontem, pelo menos um dia sem torcicolo. –ela diz em um tom de brincadeira- Mas por que você foi lá. –fitou-me esperando a resposta.
– É... Que sei lá eu não estava conseguindo dormir acho que não tinha me acostumado com a cama nova ainda ai eu olhei no relógio e já era tarde e não ouvi você indo para o seu quarto e fui ver se ainda estava trabalhando e quando cheguei lá você estava dormindo e achei melhor te acordar. – falei rápido sem nem parar para respirar e logo em seguida puxei ar. Meio nervosa porque parecia que eu estava preocupada como se fosse alguém da família dela.
– Que isso, calma. –ela ri- Eu só fiz uma pergunta não precisa fica nervosa. Pelo menos consegui dormir depois?
– Sim consegui obrigada por perguntar.
– Bom... Emma é bom saber disso. –ela sorri- Mas tenho que ir para o escritório agora. Não esquece a hora para o Henry não chegar atrasado aquele menino demora um século para se arrumar pior que mulher. – nós rimos- E ah, hoje para o jantar o Robin vem aqui, então arruma a mesa para quatro, por favor. – ela diz e imediatamente me vem uma coisa ruim- Tchau até o almoço, eu vou passar a vim almoçar em casa. Beijos. – eu respondo com um sorriso fraco e ela vai saindo da cozinha com uma maçã na mão e indo para a prefeitura me fazendo sentir que faltava alguma coisa e ao mesmo tempo mal por saber que o Robin viria hoje o porquê disso eu não sabia.
Depois de terminar as panquecas subo e chamo Henry que estava amarrando os sapatos antes que esfriasse as panquecas, nós comemos ele termina de se arrumar e o deixo na escola indo para o Granny’s.
– Ai você está viva pelo menos isso. –começa a Ruby quando entro.
– Hahaha muito engraçada você. –me sento no balcão de do lado da Mulan.
– E então como foi?- pergunta Mulan.
– Foi ótimo, diferente do que vocês disseram, ela me tratou super bem e o garoto é um amor.
–Conta tudo o que aconteceu quero saber nos mínimos detalhes. – Ruby já disse se debruçando no balcão de tanta empolgação, nunca vi alguém que se empolga com tudo como a Ruby.
Conto como o dia foi tirando a parte do escritório e do frio na barriga além do ruim que me deu hoje cedo, pois eu acho desnecessário e que só serviria para as meninas porem mais minhocas na minha cabeça e elas ficam felizes e incrédulas com o jeito que contei da Regina. Conversamos sobre várias coisas até que a Mulan teve que ir trabalhar, nos despedimos e voltei para a mansão Mills.
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