Notas iniciais
Eu estava viajando por isso não postei ontem, mas já tenho os dois próximos capítulos. Boa leitura

Conversamos sobre várias coisas até que a Mulan teve que ir trabalhar. Despedimo-nos e voltei para a mansão Mills. Arrumei a casa, que no geral era impecável e fui fazer o almoço, logo após, indo buscar Henry na escola, que logo que me vê vem correndo.

– Oi Emma. — ele fala quando entro no carro.

– Oi, o que você fez hoje? – sorrio para ele que já está mais animado que no dia anterior.

– Eu e os meninos do meu grupo do trabalho ensaiamos nossa apresentação de um projeto para semana que vem, mas teve que ser no recreio para não perder aula.

– E porque vocês não ensaiam lá na sua casa? Ai vocês não perdem o recreio.

– Eu nunca chamei ninguém lá pra casa, porque minha mãe achava perigoso, já que não tinha nenhum adulto olhando e eu não tenho muitos amigos para chamar também. – ele fica meio tristonho e apoia o queixo na mochila que estava no seu colo.

– Eu vou conversar hoje no almoço com a sua mãe e se ela deixar eles podem vir amanhã que eu cuido de vocês. – ele solta um meio sorriso- Mas agora me fala, porque você não tem muitos amigos? Com aquele tanto de vídeo game e monte de brinquedo eu tenho certeza de que muitos garotos iriam adorar ser seu amigo.

– Eu não sei. — diz ele levantando a cabeça- Eu não sei conversar com eles, tenho medo de não gostarem de mim.

– Você está brincando ne? – digo estacionando- Você é o garoto mais legal que eu conheço. – me viro para ele.

– Mas eu sou o único garoto que você conhece. –ele fica com um sorriso sapeca no rosto e eu começo a fazer cosquinhas.

– O que, que você disse?- digo enquanto ele se contorcia de tanto rir.

– Não...Nada... Você conhece muitos garotos... paraaaaa...- ele fala entre risadas enquanto tenta afastar minha mão. Continuo a fazer cócegas e brincar até que ouvimos:

– Que baderna é essa aqui? – olhamos ao mesmo tempo para a janela do meu lado e vemos Regina com os braços cruzados fingindo estar brava.

– Obrigado mãe, você me salvou. – grita o Henry entrando na casa, eu nem tinha visto aquele sapeca saindo do carro.

– Que bonito em Swan, torturando uma pobre criança. –ela fala enquanto saio do carro ainda brincando.

– Que bonito em Mills, atrapalhando a minha tortura, achei que você fosse a vilã da cidade.

Começamos a rir e entramos para almoçar, pergunto a ela sobre os colegas do Henry virem para cá no outro dia e ela concorda desde que a casa esteja em ordem quando ela voltar o que deixa ele feliz e nervoso, feliz porque vai trazer os colegas aqui e nervoso por não saber como vai agir quando eles vierem tranquilizei-o sobre isso e não entendi o porquê da Regina ficar sorrindo o almoço todo enquanto eu e Henry conversávamos. Durante a tarde ficamos lendo na biblioteca. Depois fui fazer o jantar sem o mínimo de vontade por saber que o Robin viria, falo para o Henry se arrumar que logo pergunta por que e eu falo que o Robin vai vir logo deixando ele emburrado tento distrair ele, pois a Regina já tinha me falado que ele é uma implicância só e não sei como eu o entendo porque mesmo tendo visto o namorado da Regina uma vez já não vou com a cara também.

A Regina chega e se arruma, eu termino de fazer o jantar e ele chega. Durante a maior parte do jantar eu e o Henry mal abrimos a boca apenas respondendo perguntas com respostas monossilábicas.

– Hoje quase que um babaca bateu no meu carro. – Robin falou e parece que eu e o Henry trocamos mensagem telepática porque ele logo resmungou baixo, mas de jeito que deu para todo mundo ouvir

– Que pena que não bateu. – em tom de birra com a cara fechada.

– HENRY! Isso é coisa que se diga? Cadê a sua educação?- braveja Regina o repreendendo.

Ele desce da cadeira e sai correndo até que ouvimos o barulho da porta do quarto batendo com força. Regina faz que vai levantar da cadeira.

– Não precisa Regina eu vou lá. – digo e ela consente.

Subo e bato de leve na porta do quarto.

– Henry...- falo baixo.

– Pode entrar. –entro e o vejo deitado agarrado ao travesseiro.

Sento-me na cama ao seu lado.

– Henry porque você falou aquilo? – acaricio seu cabelo.

– Porque eu odeio o Robin.

– Mas porque você o odeia? Só porque ele namora sua mãe? Ele parece uma boa pessoa. –minto.

– Eu não odeio ele em si. – diz ele se sentando e enxugando as lágrimas- Odeio o fato de a minha mãe estar com ele sem amá-lo. Você deve estar pensando que eu sou muito pequeno para saber se uma pessoa ama a outra ou não, mas eu sei. Porque a minha mãe quando ama uma pessoa ela age diferente de quando ela está com aquele cara. Ela não está feliz com ele, ela está tentando ficar feliz como se fosse obrigada a ficar com ele para ser feliz. – ele diz isso com tanta ternura que eu o abraço, espantada com o que se passava naquela cabecinha e muito emocionada com o amor que ele sentia pela mãe.

– Hey garoto. – acaricio suas costas enquanto estamos abraçados. – Talvez você esteja vendo errado, talvez sua mãe só esteja querendo o melhor para vocês dois, talvez ela o ame só que de uma forma diferente.- sinto meu estômago revirar por meio que defender o relacionamento deles- Porque você não fala para sua mãe o que você acha sobre esse assunto?

– Eu não consigo, não sei por que, mas eu não consigo conversar com mais ninguém que não seja você. Porque minha mãe não pode namorar você? – ele diz com tanta simplicidade que me assusta.

– Hen..Henry acho ótimo que você não veja problema nisso, mas acho que não daria certo eu gosto de garotos assim como a sua mãe. –falo tirando ele do abraço e olhando em seu olhos.

– Você não gosta da minha mãe? Porque eu sei que ela gosta de você, ela sempre sorri mais depois que você veio para cá.

– Mas meu amor, eu gosto da sua mãe assim como ela gosta de mim, só não é do jeito que você acha, eu gosto dela como uma amiga e ela também, eu acho,-sorrimos de leve- e ela gosta de mim porque eu cuido de você, o bem mais precioso que ela tem, mas ela gosta de mim não do jeito que ela gosta do Robin e se o Robin não a faz feliz pode ter certeza que a sua mãe não vai ficar com ele porque assim como eu e você sabemos ela é muito bem decidida e não vai ficar com alguém que não a faz feliz, não é verdade?- pergunto e ele concorda com a cabeça- Agora que tal eu ler aquele livro que você me mostrou mais cedo para você dormir?

– Tudo bem. –ele concorda e volta a deitar.

Pego o livro volto ao quarto e leio durante uma meia hora até que ele cai no sono e a Regina aparece na porta.

Notas finais
Comentem o que acharam. Continuo? bjs