Amor por acaso

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Oiii! O capítulo deu um poco mais de trabalho do que o esperado,mas aqui está. Espero que gostem e obrigada por todos os incentivos e comentários!

— Dá para você arranjar algo para fazer e me deixar terminar isso? – Regina reclama, batendo em minhas mãos envoltas em sua cintura, enquanto eu pressiono mais suas costas em seu corpo e dou beijos em sua nuca.

— Eu já fiz o que me mandou e agora estou entediada. – Replico, depositando outro beijo em sua nuca livre, pelos cabelos estarem presos em um rabo de cavalo.

Estamos desde cedo arrumando tudo para a festa de ano novo, que seria em poucas horas, e o que não faltavam eram coisas para se fazer. Regina é extremamente perfeccionista, principalmente quando se tem convidados.

Nos últimos três dias, Henry havia facilmente feito amizade com Francesca e no momento estavam jogando detetive na sala de estar.

— Tenho certeza de que ainda tem muita coisa para se organizar.

Regina desiste de tentar me desgrudar dela e agora pica os legumes fingindo que eu não a incomodo.

— Talvez, mas quero te implicar um pouquinho. Faz tempo que não tenho o prazer de presenciar o lado sádico da minha namorada e... AI!!

Interrompo-me dando um pulo para trás e Regina começa a rir. Massageio o local em minha mão de onde vem a dor e vejo uma marca leve e avermelhada de três pontas.

— Você me espetou com um garfo? – Pergunto pasma, enquanto ela continua a rir olhando para minha cara de incredulidade.

— Foi você quem pediu sadismo de minha parte. – Ela responde, apenas com um sorriso perverso no rosto, e volta a ficar de costas para cortas os legumes.

— Sabe, às vezes, você leva as coisas demais ao pé da letra.

Ando ficando ao seu lado, mas me viro de costas, apoio as mãos na bancada dando impulso e sentando-me no balcão. Na mesma hora a campainha toca e um suspiro exasperado foge de mim.

— Finalmente alguém veio me salvar de você.

Regina ergue os braços animada como se agradecesse e em uma das mãos tinha uma cenoura, o que me fez rir enquanto ia atender a porta.

Abro a porta e me deparo com a agradável surpresa de ter Ingrid ali.

— Emma! Oi, eu vim buscar Francesca. Havia me esquecido completamente da festa hoje e ela só deve estar atrapalhando. – A loira fala, com o sorriso gentil de sempre.

— Ah, que isso. Entra! – Convido abrindo um pouco mais a porta e lhe dando passagem – Ela não atrapalha, é uma ótima garota.

Ingrid entra e me observa fechar a porta, depois me segue até o arco de entrada da sala.

— Não, mas essa é a minha carta!

— Não ela é minha, você está roubando!

— Você é que está, eu vi você olhando na hora em que colocou no envelope confidencial.

Os dois pequenos retrucavam um ao outro rindo.

Eles não percebem nossa presença na entrada, então ficamos observando por alguns minutos até que Francesca estreitou os olhos observando sua ficha, sorriu e disse:

— Já sei! Foi o coveiro, na estação de trem com a arma química.

Henry pega suas cartas para ver se não tem nenhuma das coisas que ela falou e em instantes pega o envelope confidencial e se levanta para correr para longe da garotinha que percebe ter tinha acertado.

— Devolve, eu sei que eu ganhei.

Ela grita correndo envolta dos sofás atrás do pequeno;

— Você nunca terá certe... – Henry para de falar ao sentir o impacto de colidir contra mim.

— Viu só!? – Falo, virando meu rosto para a mulher ao meu lado e rindo – Eles são umas gracinhas de tão comportados.

A loira cai na gargalhada ao sentir o tom irônico na minha voz e a expressão nem um pouco agradável por sentir a dor da colisão em meu quadril. Henry levanta a cabeça e ria abraçando-me.

— Oh, dá para entender porque ainda não quebraram um braço! São verdadeiros anjos. – Ela completa ainda rindo e se vira para a filha que agora também ri indo até ela – E você beija-flor? – Ingrid fala a pegando no colo – Não tem mais casa, não? Mora aqui agora?

Ela faz cócegas na filha.

— Bem que eu queria, a Regina faz um bolo de chocolate muito gostoso.

A pequena fala e não conseguimos conter a risada, menos por sua mãe que abre a boca.

— Você me trocaria por um bolo?

— É um bolo de chocolate, mamãe.

Ela diz com tanta inocência que nem Ingrid consegue se conter, torna em risadas e coloca a menor no chão.

— Bom, Emma, já que fui trocada por comida. Será que posso ajudar vocês enquanto eles brincam? – A loira pergunta com um tom de drama em sua voz.

— Acredito que possamos arranjar algo para você. – Respondo da mesma forma e vamos até a cozinha ao passo em que as crianças voltam a bagunça anterior.

Assim que entramos na cozinha a voz de Regina se fez presente, permanecendo ainda de costas para a porta, ela disse:

— Eu ouvi gritos e risadas. O que você aprontou dessa vez, Swan?

— Sinto-me pessoalmente atacada com essa insinuação, nossa visita vai achar que não sou um exemplo adequado para as crianças. – Digo chegando ao seu lado e roubando uma rodela de cenoura.

Regina se vira ao ouvir visita e sorri ao encontrar nossa vizinha ao meu lado.

— Ingrid, que bom a ver!

A morena deixa a faca, que segurava, no balcão e vai até a colega a cumprimentando com um beijo no rosto.

— Desculpe se estiver fazendo mal, mas vim chamar Francesca e Emma me convenceu a deixa-la mais um pouco. Então quis saber se precisa de alguma ajuda.

— Desculpe a mim, pela situação. – Regina fala apontando para si, mostrando um avental sujo – E já que oferece, eu gostaria muito de uma mãozinha porque se for depender da Emma nós só comemoramos o réveillon na páscoa. – Ela acrescenta olhando de canto para mim com expressão de tédio.

Ingrid sorri de forma divertida e consente.

— Quem te vê falando assim até acha que não gosta de mim.

— Talvez porque eu não goste de pessoas para as quais eu peço, 100 vezes, para ir no mercado, comprar o que falta, e essas pessoas ficam protelando até que não tenham mais tempo.

A morena me olha brava.

— Ok! Eu vou agora, tudo bem?! – Digo me dando por vencida – Onde está a lista?

— Deixei na mesa da copa com o dinheiro e além daquilo preciso que compre aquela bolacha que o Henry gosta porque acabou. – Ela fala apontando a faca em sua mão para a copa.

— Está bem.

Pego mais uma rodela de cenoura e deposito um beijo em seu rosto, que fez suas bochechas se levantarem com o sorriso terno.

— Tudo bem se eu sequestrar Francesca por alguns minutos?

Dirijo-me a Ingrid, mas já indo em direção ao corredor.

— Fique à vontade, já perdi ela para um bolo mesmo. – A loira confirma mais alto para que eu pudesse ouvi-la e solto uma risada junto a ela.

Após pegar as coisas na mesa, vou até a sala onde agora assistiam desenho. Os dois se animam rapidamente quando digo que compraremos churros depois das compras e vão, feito foguetes, para o carro.

Quando chegamos ao mercado Henry pede para colocar a amiga dentro do carrinho para que ele possa ser seu motorista e assim o faço. Pegamos o que é necessário rapidamente enquanto Henry vai conduzindo o carrinho onde eu depositava tudo.

Estamos indo para a fila do caixa quando o pequeno decidi dar uma de piloto de corrida. No momento em que peço para ir com cuidado ele bate a ponta de nosso carrinho com a ponta de outro que virava um dos corredores.

Vou apressada até eles para ver se estão bem e uma mulher, que era a dona do outro carrinho, aparece com cara de poucos amigos.

— Me desculpe pelos meninos é que...

— Será que você pode controlar essas crianças? Nós estamos em um mercado e não em uma creche.

Essas palavras vieram de uma voz, no mínimo, chata de se ouvir. Vieram da boca de uma loira alta, de cabelos longos e que vinha em nossa direção empurrando seu carrinho com o tilintar de seus saltos no chão. Soaram como passos de uma criança fazendo birra.

Arqueei uma sobrancelha a observando. Se tem uma coisa que me tira do sério são pessoas presunçosas, pessoas como aquela mulher que nos olha como se fosse boa demais para estar passando por aquilo.

Meu sangue ferve com sua expressão de desdém e não posso me conter ao dizer:

— Será que você pode controlar essa sua arrogância? Eles são crianças, que cometeram um erro, não as pessoas que você precisa humilhar para alimentar esse seu ego inflado.

Primeiro vejo seus olhos ficarem surpresos e depois se contraírem de raiva, vejo sua mandíbula enrijecer e novamente ouço o tilintar de seus saltos apressados e zangados para longe de nós.

Volto minha atenção para as crianças que não haviam feito sequer um ruído até aquele momento.

— Desculpa, mãe.

— Desculpa, Emma.

Ambos dizem com um ar de arrependimento. Primeiro me derreto por ouvir Henry me chamar de mãe, mas depois foco na menininha de pé no carrinho.

— Você se machucou, lindinha?

Fico mais aliviada ao receber um movimento negativo de sua cabeça, a pego tirando do carrinho e colocando no chão.

— Ok, escutem bem. Vocês deveriam desculpas a moça e não a mim, mas como ela foi mal-educada não irei faze-los se desculparem. Não quero saber mais de correrem no mercado e como castigo, por nos fazerem passar por isso, vão ficar sem churros. – Falo curvada com uma mão apoiada no joelho e usando o indicador da outra para apontar para os dois.

Os dois assentem emburrados e acabo dando um beijo na testa de cada um. Tomo o lugar na direção do carrinho, pagamos e vamos para casa sem mais confusões.

Assim que os pequenos me ajudam a descarregar as compras na cozinha, vão fazer outra coisa. Acabamos concordando em esquecer aquele evento.

Guardo as compras e ajudo a arrumar o que falta.

Ingrid tem o mesmo humor irônico que Regina e eu, o que torna a conversa muito mais divertida. Passamos a tarde nos divertindo apesar de, às vezes, Regina chamar minha atenção por comer alguma coisa e eu me defender dizendo que apenas estava provando para ter certeza de que estava gostoso.

Quase me liquefiz quando ela e a morena começaram a contar as peripécias que seus filhos já haviam aprontado. Eu realmente sou uma babona quando se trata de crianças.

Quando acabamos nossas vizinhas foram se arrumar, assim como nós. Henry foi tomar banho e fomos para o quarto.

— O que acha de me ajudar no banho? – Regina pergunta envolvendo seus braços em meu pescoço e mordendo a boca enquanto sorria.

— Acho que posso fazer esse sacrifício.

A beijo de leve e conduzo-a pela cintura até o banheiro. Quando a apoio contra o mármore da pia e retiro sua blusa ouvimos Henry chamar pela mãe no quarto.

— Já estou indo! – Regina avisa pegando sua blusa de minha mão.

— Não você, mãe. Minha outra mãe. – Henry fala alto ainda no quarto.

Um sorriso enorme se estendeu em seus lábios.

— Então agora ele te chama de mãe? Isso me deixa muito feliz. – A morena fala mais baixo colocando a mão em meu rosto e acariciando minha bochecha.

Sacudo a cabeça confirmando e não consigo conter o sorriso.

— Eu já volto. – Digo, lhe dou um selinho e vou até o quarto.

— Você pode me ajudar? – Ele pergunta, sentado na cama de roupão, assim que me vê.

— Mas é claro, meu lindo. Do que você precisa?

Ele levanta da cama, me puxa pela mão e me leva até seu quarto.

— Preciso de ajuda para escolher uma roupa. A gente nunca fez uma festa grande de ano novo e, além disso, quero que a mamãe me ache lindo porque sempre que a vejo ela está linda.

— Interessante, então quer dizer que quando você me vê eu estou feia? – Falo me sentando em sua cama e cruzando os braços.

— Ah, você entendeu o que eu quis dizer! – Ele responde pondo língua.

Dou risada me levantando e o ajudo. Henry conseguia me fazer acha-lo mais fofo a cada dia, além de sortuda por tê-lo agora como um filho.

Uns vinte minutos mais tarde finalmente escolhemos e pude ir me arrumar, parece que a indecisão era coisa de família. Acaba que a morena já tinha tomado banho e estava se maquiando.

Estando o três devidamente prontos só descemos e esperamos os outros chegarem.

Aos poucos a casa ficou cheia. Ruby conversava com Regina enquanto bebiam vinho. August conversava com o marido de Belle, a secretária da morena que acabou chamando eles. Henry, para variar, pulava em algum canto com Francesca. Ingrid conversava com Mulan e Aurora. E eu conversava com Belle e seu recém-nascido que parecia um anjinho em meu colo.

— E ele dá muito trabalho? – Pergunto a morena de olhos azuis na minha frente.

— Por enquanto, parece que a função dele é somente mamar e dormir, então não dá trabalho algum. – Ela responde com um sorriso terno olhando para o bebê.

— Emma, será que posso falar com você?

Viro-me encontrando Mulan com um olhar pesaroso e me lembro de que estamos adiando algo há dias. Confirmo pedindo licença para Belle a lhe entregando o bebê para seu colo.

Vamos para o quintal dos fundos e me apoio de lado na parede do lado da porta depois de acender as luzes externas.

— E então, o que tem de tão importante para me dizer? Não vale falar que não é nada porque você está enrolando muito e eu vejo que você não está muito bem.

Suspiro após falar fixando meus olhos nos dela.

— É sobre meu livro que está para ser publicado.... – A oriental fala sem animo algum – Disseram me que já tem várias críticas falando positivamente sobre meu trabalho e especulando sobre quais surpresas na obra podem esperar.

— Mas isso é ótimo, Mulan. Ainda não consigo entender porque está cabisbaixa. – Falo colocando minhas mãos em seus ombros e sorrindo.

Ela me olha com pesar e abaixa os olhos.

— Só que por causa disso a agenciadora quer que eu me mude?

Arregalo meus olhos no mesmo instante e meu estômago gela.

— O que? Para onde? É longe? Por que tem de se mudar?

Mulan fecha os olhos e respira fundo, volta a abri-los e eles brilhavam marejados.

— Emma, se acalma. Vou ter que me mudar para Nova York por questão de localidade mais propicia para divulgação e tudo mais. – Minha garganta é bloqueada por um nó e sinto o choro subindo – Quando fiquei sabendo as primeiras pessoas em quem pensei foram você e Ruby.

Pulo em seu pescoço a abraçando forte não quero perder Mulan, por mais que estivéssemos um pouco distantes, meu carinho por ela não havia mudado em nada. Não é como se ela fosse morrer, mas ainda sim me doí muito ouvir aquilo. Logo lágrimas escorrem por minhas bochechas e pousam em seu cabelo castanho.

— Me diz que está brincando.

— Infelizmente, não estou Em. – Ela diz me abraçando também, com o queixo em meu ombro.

Passou-se pouco tempo e percebi que eu não deveria estar fazendo aquilo. Sai do abraço, enxuguei as lágrimas, funguei o nariz um pouco e abri o meio sorriso.

—Eu não deveria estar chorando, eu deveria estar sorrindo porque essa vai ser uma oportunidade imensa para você e eu estou parecendo uma boba egoísta.

— Emma, não faça isso. Não problema você ficar triste. – Ela fala limpando algumas lágrimas – Eu também não estou bem com isso, mas não é como não fossemos nos ver nunca mais ou falar por telefone, Skype e etc.

Confirmo com a cabeça e ela me abraça novamente.

— Eu te amo, chorona.

— Olha só quem fala.

Retruco com o rosto em seus cabelos e rimos um pouco.

— Acho melhor entrarmos. – Falo me afastando – Tem uma festa lá dentro e Regina preparou umas coisas maravilhosas, eu sei porque comi de tudo enquanto ela fazia.

Mulan balança a cabeça rindo e voltamos para onde todos estão. Dou uma desculpa de que vou pegar bebida e me sento em um dos bancos do balcão da cozinha. Permaneço ali por alguns minutos desenhado círculos com o dedo no balcão.

Não, eu não estou nem um pouco animada para festa no momento. Poxa, Mulan é uma das peças essências na minha vida. Não somos amigas de anos, mas nossa amizade é a mais duradoura que já tive e a mais verdadeira. Penso até que Regina aparece no vão da cozinha.

— Que demora para pegar uma bebida. – Ela fala normalmente, cruza os braços, se apoia no arco da porta e me observa.

— Como sabe porque estou aqui? – Pergunto ainda deslizando o dedo pela pedra e emburrada.

— Mulan me contou o que houve e também da sua desculpa para ficar aqui sozinha. – A morena responde vindo até mim e se sentando ao meu lado.

Ela coloca a mão por cima da minha, que desenhava no balcão, e entrelaça nossos dedos.

— Poxa vida, você descobriu meu ardiloso plano de ficar encolhida na cozinha e chorar até ficar desidrata. Desculpe pela simplicidade, não tive muito tempo para planejar os detalhes.

A morena aperta sua mão na minha e me olha nos olhos, mas não sorri nem um pouco com meu comentário irônico.

— Meu amor, por favor, não faça isso.

— O que? Me encolher e chorar?

— Não, tentar esconder sua tristeza com brincadeiras. Eu sei que não está bem, não precisa fingir perto de mim e você sabe disso.

Suspiro e abaixo os olhos para nossas mãos onde ela acaricia a minha com o polegar. Solto nossas mãos, viro me jogando em seu pescoço e a abraçando. Regina pousa suas mãos em minhas costas e fica me acarinhando em silêncio.

— Eu amo você. – Sussurro.

— Não mais do que eu amo você. – Ela sussurra de volta e beija minha cabeça que está apoiada em seu peito.

Demoramo-nos por alguns minutos daquele mesmo jeito e em silêncio. Então, a campainha toca e Regina relutante diz que tem de atender, digo que tudo bem e vou com ela de mãos dadas.

Até que estou começando a me sentir bem e sinto um soco no estômago quando Regina abre a porta. A loira do mercado acompanhada por um homem alto. Por que ela está aqui?

A morena abre um sorriso e a moça fica surpresa ao me ver ainda mais ao descer os olhos e ver minha mão junto da de Regina. Ela os cumprimenta e se vira para mim nos apresentando. Sorrio tentando ser simpática e a morena diz para ficarem à vontade enquanto ela busca Henry para conhece-los.

— Essa é a Abigail? – Pergunto a parando no meio do corredor quando terminamos de subir a escada.

— Sim e o noivo dela, o Frederick, por que?

— Digamos que eu já conheça e não tive uma boa primeira impressão...

— Como assim? – Ela pergunta e franze as sobrancelhas.

Conto a ela o que houve mais cedo e parece que não entende o que está havendo.

— Isso não é do feitio dela, sério. Deve ter acontecido algo, eu vou conversar com ela.

— E você ainda achava ruim de eu não gostar dela, agora eu tenho um motivo real para não gostar.

— Olha, eu vou conversar com ela e você vai ver que foi um mal-entendido, mas, por favor, tente mais uma vez. Por mim. Ela é minha amiga e é importante para mim que você goste dela.

— Ok. – Cruzo os braços – Eu posso tentar mais uma vez, mas você sabe que não vou aguentar se ela for arrogante novamente.

— Ela não vai.

Nós voltamos ao objetivo principal e levamos os meninos lá para baixo. Os dois ficam encabulados ao cumprimentar Abigail. Eu dou um jeito de ficar um pouco mais alegre e vou conversar com os outros.

Mais tarde a amiga da morena vem até mim e fala algo sobre estar estressada e coisas que foram extraviadas na viagem. Dou o braço a torcer e aceito o que ela disse, nós duas nos desculpamos e até que eu posso suportar a presença dela apesar de não ter se tornado uma das minhas favoritas.

Com o passar do tempo e após algumas bebidas eu estava gargalhando como todos. Fazemos a contagem regressiva, meia noite chega e Regina se pendura em meu pescoço distribuindo beijos e deseja feliz ano novo. Henry aparece e o pego no colo, depois de me dar um beijo ele chega perto do meu ouvido como se fosse contar um segredo.

— Mamãe disse que eu estou muito lindo hoje!

Ele então volta a me olhar e um sorriso estampava ambos os rostos.

— Ah, é?

Ele consente animado.

Notas finais
O que estão achando? Comentem se estiverem gostando ou não... kkkkk Beijos e até o próximo ♥