Amor por acaso

15 Capitulo 15


Notas iniciais
Sorry, I'm late. kkkkkkk Desculpa a demora amores. Boa leitura.

Ele ficou deitado ao meu lado no sofá que havia ali e lemos.

Mais tarde Regina nos chamou para jantar.

– Sempre que vejo você e Henry estão abraçados ou fazendo algo juntos e ele me contou que ontem dormiu com você. Assim vou ficar com ciúmes. — Regina começa a falar olhando para mim quando nos sentamos para jantar. Ela estava de frente para mim e Henry estava ao meu lado.

– Não se preocupa mãe, eu também sou o homem da sua vida. — Eu começo a rir de seu comentário, mas de certa forma me salvou, pois não sabia o que dizer e também não tenho a intenção de rouba-lo dela. Somente estou mais próxima.

– Como é, Henry? — Perguntou ela que não entendeu ao certo o motivo da minha risada.

– É que assim, no dia em que eu e a Emma fomos a praça nós encontramos com um cara que ela disse que é amigo dela, mas que olhava para ela como o Robin olhava para você nos dias em que dormia aqui em casa. — Eu me encolhi na cadeira com vergonha porque por ser uma criança ele não tinha malicia no que dizia, mas eu e Regina sabíamos exatamente o que era aquele olhar de que ele fala. Olhei para ela que desviou o olhar assim que a peguei me olhando, parecia um pouco incomodada com o que o filho dizia, mas não o interrompeu — E eu não gostei nem um pouco, então quando chegamos em casa eu falei para ela que não queria que ela namorasse ele porque ela já tinha a mim o homem da vida dela. — Ele conclui sorrindo, mas Regina de repente tinha ficado séria e olhava para um ponto fixo em seu prato como se pensasse em algo que não lhe agradava

–Mas eu também sou o homem da sua vida mamãe. — Henry falou notando a expressão da mãe, saindo de seu lugar e dando a volta na mesa ele subiu de joelhos em uma cadeira ao lado da mãe, se inclinando para abraça-la e dar um beijo em sua bochecha. Ela retribui abraçando ele apertado.

– Eu te amo tanto, meu príncipe. Eu observava a cena morrendo de vontade de entrar naquele abraço e dizer o quanto amava os dois.

Amor.... É uma palavra muito forte para definir o que eu sinto por ela, eu sei, mas de certa forma eu a amava. Não no quesito amor de atração, não esse tipo, acredito que ainda seja cedo para que eu sentisse isso, mas falo de um amor diferente sabe o amor que você sente por pessoas que você convive mesmo que não haja um laço fraternal. Acho bem complicado definir essa coisa, coisa não, esse sentimento que o amor é. Então, vamos apenas dizer que o que sinto por ela é maior do que algo que sinto por uma amiga ou familiar, mas menos do que amar. De certa forma é difícil de se definir um sentimento, mas isso é porque eles são feitos para serem sentidos e não explicados, não é verdade?

Bom, depois daquele momento de afeto que eu raramente via entre os dois, mas que era a lindo quando acontecia, terminamos de comer e quase não conversamos. Regina ainda parecia incomodada e pediu para que Henry dormisse em sua cama pois eu tinha que dormir bem para me recuperar mais rápido, eu não questionei, mas não me importaria se dormisse. Logo depois de jantar eu subi tomei banho e me deitei. Estava extremamente cansada mesmo não tendo feito quase nada naquele dia.

Os dias passavam lentamente e eu não tinha muitas opções do que fazer, Regina trabalhava em casa e ficava me monitorando e o tempo todo me repreendendo dizendo que estava fazendo esforço. Adorava ficar mais tempo com ela e até conversávamos mais, conversávamos sobe Henry e o relacionamento deles vinha mudando, eu perguntava sobre a cidade tentando não ser invasiva na vida pessoal dela e ela me perguntava coisas banais também, mas em alguns momentos eu me sentia completamente perdida porque eu poderia jurar que em certas ocasiões ela estava flertando comigo, mas eu nunca flertei com uma mulher para saber ao certo, ainda mais uma mulher tão confusa quanto aquela como quando estávamos na biblioteca e as vezes, quando desviava o olhar do livro, flagrava ela me observando da poltrona por cima do óculos, ela abaixava os olhos de imediato, mas eu sabia que estava me olhando. Henry sempre que chegava da escola vinha correndo ver se eu já estava melhor e sempre me distraia naquelas tardes tediosas que pareciam que não passavam.

No sábado estava fazendo uma semana já e novamente acordo ás 7 com meu despertador para tomar o antibiótico. Custei a levantar-me, parecia que eu havia piorado ao invés de melhorar, meu corpo parecia pesado e estava muito dolorido, meus pulmões pareciam cheios e dificultavam minha respiração. Se não melhorasse um pouco até a hora que Regina acordasse eu pediria que me levasse ao hospital. Não queria, mas queria menos ainda dar trabalho extra para a Regina. Vou com dificuldade para o banheiro e depois desço para a cozinha e faço um chá para me esquentar e vou para a sala ver televisão tentando ficar quieta para ver se melhorava. O pior é que eu havia chamado as meninas para me visitarem hoje, e claro que avisei para a Regina, mas estava totalmente indisposta.

Eram umas 9 da manhã quando Henry chegou na sala, ainda de pijama assim como eu, esfregando os olhos sonolentos.

– Bom dia. – Ele fala me dando um beijinho no rosto e se sentando ao meu lado.

– Bom dia meu bem. – Digo afagando sua cabeça.

– O que você está vendo?

– The Simpsons.

– Depois reclama quando digo que é uma criança que só tem tamanho. – Começa Regina entrando na sala e dando um beijo em Henry.

Como ela conseguia ficar tão linda ao acabar de acordar? Estava de roupão, mas eu preferiria que estivesse sem porque eu adoraria ver ela naquela camisola que lavei semana passada.

– Eu estou brincando bobona. – Ela diz acariciando meu queixo ao ver minha cara de “criança birrenta” como ela chama e eu lhe mostro a língua. Ela sabe que odeio quando me chama de criança, mas adora me implicar – Você está bem? – Ela se senta ao lado do filho.

– Acordei um pouco mal, mas já estou melhor. – E estava mesmo bem melhor, estava com a respiração melhor apesar de o corpo continuar dolorido.

– Tem certeza? – Ela me olha desconfiada.

– Tenho sim, não se preocupe.

– Nós vamos mesmo ver isso? – Pergunta Henry – Isso é desenho para criancinha.

– Então quer dizer que você não é mais criança.- Regina brincou.

– Claro que não, eu sou grande já. Olha só! – Ele se levantou e pôs as mãos na cabeça para vermos seu tamanho – Daqui a pouco eu passo você, mãe.

– Quando foi que meu príncipe cresceu tanto? – Regina se levantou e começou a fazer cócegas nele.

– Mas para passar sua mãe não é tão difícil assim, não é Henry? – Ele e eu começamos a rir e Regina me olhou como se pudesse me matar com os olhos o que me fez rir mais ainda.

– Agora vai tirar uma da minha cara só porque eu sou baixinha? – Ela se sentou e cruzou os braços e nós dois continuávamos rindo, até que ela olhou para mim – Posso não ser alta como você, mas sei fazer uma alta se cansar fácil, fácil.- Henry não entendeu muito bem, mas eu captei exatamente o que ela quis dizer e aquele era realmente outro momento em que eu tinha quase a certeza de que ela estava flertando comigo, ou era isso ou ela estava tentando me deixar louca de tanta confusão.

– Bom, porque o garotão grande não escolhe o que quer ver? Eu vou subir e trocar de roupa. – Digo me levantando sem graça e indo em direção as escadas. Não sei porque ela andava falando aquilo, ela sabe que aquilo me afeta.

De qualquer forma eu tinha que me arrumar. As meninas viriam para o almoço, achei que seria incomodo para Regina, mas ela insistiu que elas viessem para almoçar. Quando liguei para Mulan ela ficou meio receosa porque era a casa de prefeita, mas ela queria ver se eu estava bem, já a Ruby quase teve um treco porque sempre quis entrar na mansão. Eu tinha certeza que não causariam problemas e Henry ia fazer um monte de palhaçadas, para elas, como de costume.

Tomei banho, coloquei uma roupa e fui ao jardim que tem nos fundos, era o único lugar em que eu tinha ido, mas, para variar, Regina vivia reclamando que eu não podia ficar no frio mesmo esses dias estando mais quentes. Eu me sentei na grama me recostando na macieira que tinha ali, não aguentava mais ficar enfurnada dentro daquela casa, não que eu não goste, eu amo essa casa ela é linda, grande e qualquer um amaria morar ali, mas eu sou do tipo de pessoa que se fica muito tempo parada, sem nada para fazer, entediada. Por isso que quando eu era pequena eu vivia cheia de machucados e joelhos ralados, sempre arranjava uma travessura nova para fazer ou me metia em briga com os meninos da minha rua e minha mãe sempre dizia “ Emma, já te falei que briga é coisa de moleque e você é uma mocinha tem de se comportar. ” Se passavam dois dias e já tinha Emma envolvida em outra briga, era divertido porque enquanto minha mãe dava os ataques histéricos dela meu pai por outro lado sempre tinha me ensinado a ser moleca, me levava para soltar pipa e jogar tudo quanto é jogo, quando cresci um pouco me ensinou a jogar cartas sempre me levava para jogar com ele e os amigos dele e dizia “ Não acredito que vocês perderam para uma garotinha, mas também ela é esperta igual ao pai. ” Eu morria de rir de como eles ficavam frustrados por perder para mim, mas amava que meu pai sentisse orgulho fosse naqueles jogos ou em qualquer ocasião em que eu fazia algo especial, como quando ganhei um prêmio por melhor redação na escola, meu pai amava se exibir para os colegas, mas não me importava eu amava meu pai e como dizia minha mãe eu era uma verdadeira “filinha do papai”. Eu amo todas as lembranças que tenho da minha vida enquanto eles fizeram parte dela só que sempre me dói por não os ter por perto para me consolar, para me mimar quando estou doente, para me dar conselhos ou até mesmo para me darem bronca por não ter feito uma faculdade e não ter me casado ou tido filhos.

– Emma, quantas vezes eu disse para pelo menos por uma blusa de frio quando sair? – Diz Regina vindo em minha direção me vendo sentada na grama despedaçando algumas folhas enquanto pensava, quando passei pela cozinha ela já havia se arrumado e estava preparando o almoço – Aconteceu alguma coisa? Porque está chorando? – Eu nem tinha percebido que estava chorando até ela falar.

– Estou bem sim. – Falei enxugando depressa as lagrimas, enxugando na calça e fungando o nariz – Não é nada.

– Não é nada? – Ela fala se sentando ao meu lado, mas com as pernas esticadas pois estava de vestido como sempre – Você não estaria chorando por nada.

– Não é nada é sério, vamos entrar. Você vai sujar seu vestido sentando na grama. – Falei me levantando, tentando mudar de assunto.

– Emma senta aqui. Eu não me importo com o vestido, depois é só lavar. Conversa comigo.

– Não era nada de verdade, eu só estava lembrando de algumas coisas de quando eu era mais nova. – Digo me sentando ao seu lado.

– Mas porque você estava chorando? Aconteceu algo ruim quando era mais nova?

– Na verdade, minha infância foi perfeita. – Eu falo tentando sorrir, e ela olha fixamente para grama como se lembrasse de algo.

– Sorte a sua, espero que Henry também pense assim quando crescer. – Ela vira o rosto olhando diretamente para mim – Mas ainda não me explicou o porquê do choro.

– É que eu meus pais morreram a 6 anos e toda vez que lembro deles ou das coisas que fazíamos eu viro essa chorona. Sabe quando você tem seus pais você, mesmo que os ame mais que tudo, sempre fica irritado por crescer e nunca se sentir o suficiente para eles, nunca conseguir fazer tudo que eles esperam de você? E você fica com raiva deles pois acha que é culpa deles? – Ela ouvia cada palavra atentamente e dava para ver que concordava – Então, quando eles se vão, você se lembra de todas as vezes em que disseram “ quando eu morrer eu quero ver você se virar sem mim. ” E o pior é que você se dá conta de que tudo o que eles disseram é verdade, você se culpa por não ter conseguido ser o que eles queriam que você fosse, mas se culpa por ter lembranças maravilhosas de tudo o que fizeram por você e você não ter dado ouvidos quando diziam que isso ou aquilo era o melhor para você. – Eu já estava chorando novamente e tentava secar com as costas da mão.

– Emma, pelo que você acabou de dizer posso ter a certeza de que você teve pais maravilhosos que te amaram muito e tenho certeza de que eles tinham muito orgulho de você. Só de ver quem você é hoje acredito que você tenha sido a criança mais sapeca, esperta e encantadora que seus pais poderiam ter. É realmente horrível que eles tenham partido tão cedo, mas não creio que eles tenham partido sem ter orgulho da filha deles. – A cada dia que se passava eu via o quanto carinhosa ela podia ser, mas porque ela se escondia naquela concha fingindo que não se importava?

– Obrigada Regina, você não deveria se preocupar com isso.

Ficamos em silêncio refletindo. Eu olhava para as minhas mãos onde eu comecei novamente a desmanchar outra folha. Até que Regina pôs a mão em meu queixo me fazendo olhá-la e ela estava muito perto, perto demais e se aproximava devagar, eu não conseguia me mover não sabia ao certo o que fazer. Nossos lábios se tocaram devagar em um selinho ela se afastou um pouco para entreabrir os lábios e fiz o mesmo, foi lento, delicado, suave, terno e maravilhoso. Me senti em um clichê onde não tem nenhuma música de fundo está tudo em silêncio e parece que tudo gira em torno daquele momento. Depois de um tempo ela se afastou encostando nossas testas, olhando em meus olhos, com a respiração um pouco ofegante se misturando com a minha e com a mão em meu rosto. Eu não tinha a menor ideia do que tinha acabado de acontecer só sabia dizer que havia sido perfeito. Ela abriu a boca para falar algo e a campainha tocou nos assustando. As meninas haviam chegado.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Próximo capitulo tem treta muahahahahhaha kkkkkk. Comentem o que acharam me incentiva a continuar e a melhorar. Espero que tenham gostado.