Amor por acaso

12 Capitulo 12


Notas iniciais
AH EHHHH! ATUALIZEI kkkk. Boa leitura gente.

A sexta chegou e diferentemente de quarta logo cedo já tinha uma enxurrada caindo lá fora. Henry custava a se levantar devido à vontade de ficar na cama quentinha vontade essa que quase me fez ficar na cama também.

– Anda Henry, vai chegar atrasado. – já era a terceira vez que abria aporta do quarto o chamando e ele resmungava alguma coisa – Se você não se levantar agora não vai dar tempo de tomar chocolate quente antes de ir para escola. – estava apoiada no batente com os braços cruzados da porta esperando, mas ele não se mexeu – Tá bom. Sobra mais pra mim.

– Eu quero com canela. – ele disse com a voz preguiçosa assim que me virei para ir embora o que me fez sorrir.

Assim que desci Regina passou por mim com uma sombrinha na mão indo em direção à porta de entrada.

– Bom dia, Swan. – disse normal como se não tivesse sido uma grossa comigo no outro dia, de costas para mim já na abrindo a porta.

– Bom dia. – murmurei indo para a cozinha. Queria falar com ela, mas ainda estava com o orgulho ferido.

Fui á cozinha e preparei a lancheira de Henry e depois nosso chocolate quente o chamei e ele desceu já arrumado para a aula assim que terminamos ele buscou a mochila e fomos com o guarda chuva até o carro.

Demorei um pouco mais para levá-lo, pois estava impossível de se enxergar o trânsito com aquele dilúvio que caia dos céus. Ao descer do carro ele abriu a sombrinha e foi correndo para não se molhar quando dei partida no carro percebi que aquela cabecinha de vento tinha esquecido a lancheira. A cabeça de vento aqui também esqueceu um guarda chuva a mais então tive que descer e ir correndo e deixar na recepção do colégio para que entregassem a ele. Ao voltar para o carro eu estava ensopada da cabeça aos pés, em meio aos calafrios tentei ir mais rápido no caminho de volta para que não pegasse uma gripe, porém a chuva só piorava e quando cheguei não conseguia enxergar quase nada com toda aquela chuva e fui correndo para dentro da casa.

Estou tão molhada que se eu andar assim até o banheiro vai alagar a casa, posso tirar minhas roupas e levar para lavanderia e depois subir para tomar um banho quente, não tem ninguém em casa então tiro ficando apenas de roupa intima- que também estava encharcada, mas pelo menos não estava pingando — e vou até a lavanderia, rápido. O frio era tanto que já estava batendo queixo, pus minhas roupas na máquina e ajustei para lavar subi as escadas de pressa esfregando as mãos nos braços tentando me esquentar, já prevendo meu banho quente quando ao virar no corredor trombo com alguma coisa e quando me dou conta de em que, ou melhor, em quem eu trombei acho que meu frio se dissipou com a onda de calor que subiu em mim que fez com que sentisse meu rosto corar com tanta vergonha que senti.

Regina estava ali na minha frente meio desnorteada no começo por causa da colisão, mas no instante seguinte arregalou os olhos me medindo de cima a baixo fazendo com que eu apertasse mais os braços contra o corpo me sentindo ainda mais envergonhada, se é que isso é possível, sem saber para onde olhava.

– Ah... – ela começa a gaguejar sem saber exatamente o que falar e fecha os olhos como se acabasse de se dar conta que não os tirava do meu corpo – Eu não quero saber o porquê de você estar assim, agora. – ela diz ao abrir os olhos e olhar diretamente nos meus – Só vá tomar um banho e por algumas roupas quentes e depois vá ao meu escritório aqui de casa, não quero que fique resfriada.

– Tudo bem. – eu disse com um fio de voz quase inaudível e passei por ela indo para o banheiro o mais rápido que pude.

Estava morrendo de frio e eu só conseguia pensar em me aquecer, assim que liguei o chuveiro e senti a água quente me aquecendo pude repassar mentalmente o que acabará de acontecer e sinceramente eu não tinha a menor coragem de falar com ela depois do acontecimento, as coisas já não estão bem entre nós duas e parece que nada colabora para que melhorem, por isso depois de toma banho e colocar uma roupa, fiquei sentada na cama durante um tempo tentando tomar coragem para olhar em seus olhos novamente. Assim que desço e ela diz que posso entra quando bato na porta eu me sento e ela me olha interessada no que eu tenho a dizer, diferentemente da ultima vez em que me encontrei naquele mesmo lugar.

– Swan, você poderia me explicar porque estava de roupa intima andando pela casa? – ela questionou e o tom de sua voz não era grosso ou autoritário era apenas curioso, o que me fez ficar mais confortável para lhe contar o ocorrido.

– Eu... Bom... – tentava achar uma forma de me explicar, não estava nervosa, mas qualquer explicação que vinha a minha cabeça me parecia tola, então preferi não pensar muito no que dizer apenas contar exatamente o que aconteceu – Olha, Regina, eu tive que descer para deixar a lancheira do Henry que ele tinha deixado no carro e acabei me molhando com esse temporal porque me esqueci de pegar uma sombrinha para mim e quando cheguei também me molhei ao vir para a casa e como minha roupa estava transbordando água achei melhor por para lavar antes de subir para não molhar a casa toda. – disse e não me pareceu tão ruim o que eu tinha feito – Além do mais achei que não tivesse ninguém em casa. Eu te vi saindo mais cedo e tinha deixado Henry na escola. – falei normalmente e parece que ela entendeu.

– Hum! – ela disse assimilando o que eu tinha acabado de dizer – Tudo bem, eu só fiquei surpresa de trombar em você e te ver daquela forma. – ela falava um pouco sem graça.

– Se me permite perguntar. Porque você estava aqui? – achei que seria grossa comigo novamente falando que eu deveria cuidar da minha vida, mas pelo contrário.

– Eu ia trabalhar na prefeitura mesmo, mas com esse temporal resolvi voltar e trabalhar em casa por hoje. – que belo dia ela resolve para trabalhar em casa.

– Ah, então se for só isso acho melhor eu ir mesmo. E me desculpa pelo ocorrido. – eu disse já me levantando.

Gostei daquele momento de conversa pacifica entre a gente, mas tinha a sensação de que a qualquer momento ela iria se lembrar de que não quer contato “desnecessário” comigo e o muro entre a gente iria voltar.

– Espere, eu tenho que te falar uma coisa. – ela disse o que me fez sentar novamente- Não tem de se desculpar foi só um mal entendido. – ela disse enquanto eu olhava para minhas mãos e assentia com a cabeça pensativa – E Emma. – ela disse meu nome o que me fez levantar a cabeça subitamente e olhar para ela, depois de tanto tempo ela finalmente voltou a me chamar pelo primeiro nome – Eu queria me desculpar. – aquilo realmente me pegou de surpresa, mas ela parecia estar se esforçando e além do mais ela não parece o tipo de pessoa que pede desculpas – Eu ando muito estressada com alguns projetos da cidade e quando você veio aquele dia falar sobre o Henry eu acabei descontando em você, eu realmente ando passando por uma fase ruim e espero que entenda.

– Ah! – comecei pensando em algo para dizer. Eu fiquei realmente surpresa com suas palavras olhando para ela podia ver a Regina que conheci não a que me dava gelo – Tudo bem eu entendo que esse cargo de prefeita é realmente estressante, vejo como trabalha por essa cidade. – ela deu um sorrisinho, satisfeita por ver que pelo menos alguém reconhecia seu esforço.

Já estava muito feliz pela forma como a conversa fluía e já podia ver que uma hora ou outra eu voltaria a ter a Regina do começo, mas achei melhor não abusar do momento ou iria acabar por piorar as coisas entre a gente.

–Bom, acho melhor eu ir tenho muita coisa para fazer antes de buscar o Henry. – completei me levantando.

– Vê se não esquece o guarda chuva de novo Emma. – ela disse e pude ver que estava sorrindo pela forma que falou quando eu já estava saindo o que me fez corar por lembrar como ela me viu e sorrir, eu adorava ouvi-la dizer meu nome.

Assim que arrumei a casa, no maior bom humor, fui limpar a biblioteca e estava muito empoeirada porque eu não conseguia parar de espirrar, mas achei estanho porque eu tinha limpado ela não fazia muito tempo. Preparei o almoço e eu deveria estar com alguma alergia porque continuava espirrando e para ver se passava tomei um antialérgico que tinha em meu quarto, aproveitei que fui até lá e peguei minha jaqueta pois iria buscar o Henry, ali dentro já estava frio lá fora então deveria estar congelando.

Ao passar pela porta lembrei-me da Regina falando para pegar o guarda chuva e não pude deixar de sorrir. Busquei-o e Regina almoçou conosco quando chegamos, ele pareceu feliz por vê-la.

– Emma, esqueci de agradecer por levar a lancheira lá na escola. – ele disse olhando para mim.

– De nada, seu cabecinha de vento, só que preste mais atenção quando descer do carro. Eu estava sem guarda chuva e fiquei encharcada. – fingi cara de brava, mas ele sabia que eu estava brincando. E espirrei pela terceira vez desde que nos sentamos.

– Você não teve um ataque por ver a Emma molhando a casa não, mãe? – ele perguntou e a Regina olhou para mim de relance e dava para perceber que se segurava para não rir, me fazendo corar e me segurar para não me esconder debaixo da mesa.

– Bom, Henry, digamos que a Emma teve uma ideia criativa para não molhar a casa. – não sabia onde enfiar a cara então continuou calada tentando não surtar e desejando que minhas bochechas não estivessem tão vermelhas quanto eu acho que estavam.

– Ela é bem criativa.

– Põe criativa nisso, mas não foi tão ruim, pelo menos não molhou a casa. – ela terminou de dizer e olhou para mim e eu tinha certeza de que ela estava se lembrando do momento em que trombamos.

– Acho que foi uma péssima ideia. – tento parecer normal, mas continuo com vergonha.

– Eu não posso dizer que não gostei. – ela diz e bebe um pouco de suco o que me faz ficar extremamente surpresa e Henry fica nos olhando tentando entender o que estava acontecendo.

SÉRIO REGINA? Eu não entendo essa mulher por causa do meu beijo me tratou como nada durante semanas ai do nada começa com esses joguinhos? Eu realmente não a entendo. Não sei se aquilo foi apenas brincadeira, mas ela sabe que eu sinto algo por ela e duvido que brincadeira com meus sentimentos. Só queria saber o eu ela realmente pretendia com o que acabará de dizer.

Depois desse ocorrido não falamos mais nada, fui lavar a louça, Regina voltou para o escritório e Henry subiu para fazer os deveres. Peguei um livro e fui ler no meu quarto e finalmente aceitei que havia pegado uma gripe pela chuva que tomei após meu nariz começar a escorrer e depois do milésimo espirro que dava aquela tarde. Não sei o que mais me atrapalhava na leitura os espirros ou a minha mente que tentava decifrar o que Regina queria dizer com aquilo. Desisti de ler depois de umas dez páginas que eu não havia compreendido pela falta de atenção e fui até o quarto de Henry perguntar se queria jogar vídeo game, não o encontrei então desci e ele estava na sala assistindo há um filme deitado no sofá com o cobertor.

– Posso me juntar a você. – disse já sentando ao seu lado e puxando um pouco de cobertor para mim. Ele assentiu se virando e deitando a cabeça no meu colo continuando atento ao filme e comecei a fazer carinho em sua cabeça.

Quando estava um pouco além da metade do filme percebi que ele havia dormido, não sei como com o barulho dos meus espirros. Peguei-o com muito cuidado e o levei para cama, o cobri e desci para preparar um café. Assim que terminei chamei Regina que só pegou uma caneca de café e voltou para o trabalho. Eu não sabia o que pensar dela, uma hora estava fria comigo, na outra flertava comigo e depois estava normal como agora como quando me mudei para cá, mas o problema não era essa inconstância dela e sim que essa imprevisibilidade só me atraia mais.

Notas finais
Comentem o que acharam me incentiva a continuar e a melhorar. Espero que tenham gostado. :*