Amor por acaso

11 Capitulo 11


Notas iniciais
Boa leitura!

Parece que vou ter muito que pensar depois dessa conversa, mas uma dúvida eu não tenho mais eu realmente gosto de uma mulher e isso não faz eu me sentir tão estranha quanto achei que sentiria.

Vou rápido para a mansão sem tempo para pensar só para agilizar minhas tarefas. Arrumo a casa e preparo o almoço indo buscar Henry e seus amigos logo em seguida. Chego 10 minutos atrasada, mas por sorte os meninos mal notaram enquanto conversavam na frente da escola.

– Emmaaaa — diz Henry ao me avistar e vir correndo até o carro sendo seguido por seus colegas – Esses aqui são: o Ben, o Thomas e o Arthur. – ela fala ao abrir a porta enquanto cada um se acomodava no banco traseiro.

– Oi crianças, eu sou a Emma, mas acho que isso vocês já sabem. –digo sorrindo olhando para ele enquanto Henry se ajeita no banco ao meu lado.

– O que tem para o almoço hoje? A gente tá morrendo de fome.

– Eu fiz lasanha, pode não ser boa igual a da sua mãe, mas acho que você e os meninos vão gostar. –falo bagunçando os cabelos dele, mas com os olhos ainda na rua.

Vou o resto do caminho em silêncio achando divertida a interação do Henry com os meninos, não era muita, mas ele também se divertia com as brincadeiras.

Assim que chegamos vamos todos para a casa os meninos deixam as mochilas no quarto e descem para almoçar. Já são quase meio dia e Regina não chegou é de se esperar que ela não venha almoçarem casa hoje, mas mesmo assim me sinto um pouco mal Henry ficaria feliz se sua mãe conhecesse seus amigos. Nós conversamos e eles são bem animadinhos até já via o trabalho que dariam essa tarde. Eles terminam de comer e sobem para começarem o trabalho. Limpo as bagunça e subo para ver como vai indo. Eu realmente não sei direito como lidar com crianças, mas não acho que deixa-los sozinho por muito tempo seja uma boa escolha. Adentro o quarto onde riam de alguma coisa e Ben estava escrevendo em uma cartolina no chão, Henry ajudava Thomas com uma maquete que estava na escrivaninha e Arthur pesquisava algo na Internet.

– Emma você pode ajudar aqui na maquete? – pergunta Thomas ao me ver parada no batente observando-os.

– Claro.

Ajudei-os com o trabalho e aqueles garotos eram muito animados e o Henry sorria tanto que tinha vontade de mordê-lo, mas sei que ele ficaria com vergonha se fizesse isso no frente dos meninos. Assim que ficou um pouco mais tarde fui fazer um lanche para eles.

– Emma eu te amo. — estou de costas, mas sei que é Henry quem me abraça pela cintura.

Viro-me e agacho para fica da sua altura me soltando do abraço.

– Eu também te amo lindo, mas qual o motivo dessa espontânea expressão de afeto?

– É que por sua causa eu pude trazer meus amigos aqui hoje nunca me diverti assim. Será que eles podem vir mais vezes sem ser para fazer trabalho? – ele pergunta sorrindo

– Por mim tudo bem, mas quando você quiser que eles venham tem de perguntar para sua mãe, ok?

– OK. -ele diz me abraçando forte.

– Agora. –digo tirando seus braços do meu pescoço. – Vá chamar os meninos para lanchar e depois que terminarem o trabalho podemos jogar videogame. –falo cutucando a ponta de seu nariz e ele vai todo sorridente chamar os amigos.

Nós lanchamos e eles disseram que acabariam comigo no vídeo game. Terminaram e desceram para jogarmos ganhei de todos e decidi deixarem se divertirem com eles mesmos sem atrapalhar, Arthur trapaceou fingindo não saber o que estava fazendo para que Ben tentasse ajudar e acabasse perdendo a atenção e perdendo a corrida, brincamos e rimos bastante e eu já estava parecendo uma criança junto deles quando os pais foram chegando para busca-los. Henry estava radiante de felicidade e não parava de falar de com a tarde foi legal sentado na bancada me observando preparar o jantar.

Assim que terminei fui ajeitar um pouco mais a casa para que Regina não desse motivo para que eles não voltassem.

Durante o jantar Regina estava ao meu lado e mal olhou para mim só comia e olhava fixamente para Henry que contava sobre hoje, ela sorria com a felicidade do filho e eu ficava encantada com aquele sorriso me forçando a olhar para o Henry a minha frente, para não ser flagrada observando-a, e prestar atenção em suas palavras, mas independentemente do meu esforço aquele sorri me puxava fazendo fita-la novamente. Mal comi, estava sem fome. Ao fim da noite tomei banho e fui dormir.

Duas semanas se passaram e eu ficava cada vez pior com a frieza que a Regina me tratava. Durante essas semanas, se trocávamos um bom dia era muito, ela não almoçava mais em casa e sempre chagava tarde o que fazia com que ela jantasse sozinha. Pelo menos Henry me contou que ela tinha terminado com o Robin o que fez eu me sentir bem não BEM porque me sentia triste pelo distanciamento dela, mas me fez me sentir melhor do que se ela continuasse com ele.

– Emma, posso te fazer uma pergunta? – pergunta Henry enquanto o levo para a escola naquela manhã.

Nós dois tínhamos ficado cada vez mais próximos nessas duas semanas e mesmo que eu nunca tenha tido filhos ou pensado em tal coisa, eu sinto que Henry é como um filho para mim e acho que ele também sente como se fosse uma mãe para ele assim como Regina, desde que ela o adotou.

É Henry era adotado ele me contou em uma noite quando ele perguntou sobre meus pais e contei sobre os meus terem falecido e ele contou que os dele também quando era bem pequeno e que foi adotado pela Regina, que estava querendo adotar uma criança á algum tempo e que ficou encantada por ele assim que o viu e o adotou o mais rápido que pode. Essa história só me fez ficar mais admirada por ela.

– Acabou de fazer. – brinco sorrindo.

– Estou falando sério. – vejo que não achou graça e paro de sorrir.

– Claro. – digo e continuo dirigindo

– Você e minha mãe brigaram? – fico surpresa com a pergunta, mas tento parecer calma.

– Não Henry, porque acha isso?

– É que quando você começou a trabalhar lá em casa minha mãe parecia estar diferente e depois de alguns dias ela voltou a ser como antes. – olho pra ele de relance tentando manter o foco na rua e vejo que ele ficou com um semblante triste.

– Talvez ela só quisesse que eu me acostumasse mais rápido quando me mudei para lá e quando viu que já estava instalada voltou á sua rotina. – fico realmente triste por mentir para o Henry, mas eu não podia contar a verdade do porque ela estar daquela forma.

– É, você tem razão. Eu só sinto falta dela jantando e almoçando com a gente fazia tempo que eu não passava esses momentos com ela. – ele diz antes de descer do carro cabisbaixo.

Deixo Henry na escola e volto á mansão. Após pensar bastante decido que tenho que conversar sobre isso com Regina, se fosse só a mim que essa frieza está afetando tudo bem, mas está afetando o filho dela e sei que ela não gostaria nem um pouco de saber que isso o está entristecendo.

O dia passa normalmente e Regina não aparece até bem tarde, Henry já estava dormindo e mesmo que hesitante fui em seu escritório onde ela estava desde que chegou. Bati de leve na porta, ouvi-la dizer para que entrasse. Ao entrar eu continuou com a cabeça para baixo, porém levantou os olhos me olhando por cima da armação de seus óculos de leitura enquanto eu me sentava na cadeira a sua frente e voltou a olhar para os documentos em sua mesa.

– Fale. –ela disse com um tom monótono sem desviar a atenção do que estava lendo.

– Eu vim aqui falar sobre o Henry. – tentei ser objetiva.

No mesmo instante ela olhou pra mim e ajeitou a armação no nariz. Estava linda com um ar de cansaço, leves olheiras e com uma expressão rija como se quisesse aparentar estar bem mesmo estando exausta, pelo tanto que vinha trabalhando eu não ocupava, mas continuava linda sempre com aqueles olhos brilhantes que quase me faziam esquece o real motivo de ter ido ali se não ficar olhando-a.

– E então o que aconteceu com meu filho?- ela disse meio impaciente, pois acabei me perdendo em pensamentos.

– Ah! É que ele me falou hoje cedo que tem sentido sua falta por não passarem muito tempo juntos. – falo retomando o assunto sentindo minha mão começar a suar, a presença daquela mulher realmente me desestabilizava.

– Ele sabe muito bem que sou ocupada com os documentos da prefeitura e com a cidade. – ela disse me olhando séria.

– Eu sei eu falei com ele sobre isso, mas achei que pudesse falar com a senhora para ver se você conseguia...

– Então você veio aqui para me dizer como devo criar meu filho? – ela diz grassa me interrompendo.

– Não eu só acho que...- tento completar meu raciocínio surpresa pela forma como ela tinha me tratado, Regina nuca fora grossa comigo.

– Você não tem que achar nada. Você tem que cuidar dele e da casa, nada além disso. – a forma brava e grossa como ela falou me assustou, mas fiquei sem expressão para que não visse que me atingiu.

Se fosse á algum tempo atrás eu discutiria com ela para saber o porquê de me tratar dessa forma, mas conheço Regina ela é instável sei que me demitiria e sei que ainda está me mantendo afastada pelo beijo.

– Tudo bem, me desculpe por incomoda-la, vou me limitar somente aos meu deveres isso não vai voltar a acontecer. – ao dizer isso com um tom meio sarcástico me levantei e sai antes que dissesse algo mais.

Mais uma semana se passou e nada mudou tentei ficar brava pela forma como ela me tratou, porém eu sabia que era minha culpa ela ter erguido aquela muralha de gelo entre a gente. Eu tinha saído com as meninas algumas vezes no fim de semana já estava sentindo falta e por incrível que pareça Ruby estava namorando August o cara do bar.

Henry não teve dever essa tarde então para anima-lo levei ele para o parque, foi um dia quente o que era raro na cidade onde a maior parte do ano fazia um frio cortante.

– Oiii. – Henry tentava chamar minha atenção chacoalhando os braços de cima de uma árvore.

– Como você chegou ai em cima garoto? – perguntei chegando à árvore e tampando os olhos do sol com a mão enquanto olhava pra cima procurando-o.

– Sobe aqui também, dá para ver a cidade toda daqui de cima. – ele olhava em volta sentado em um tronco retorcido.

Subi com um pouco de dificuldade por estar de jeans e ele ria de mim. Ao chegar até ele sentar ao seu lado disse:

– Só não te encho de cósquinhas por estar rindo de mim porque se você cair daqui de cima e quebrar um braço sua mãe me mata. – ele começou a rir.

Ficamos um tempo na árvore conversando e depois fiquei sentada em um banco e ele foi brincar no parquinho. Já estava no fim da tarde quando ele, vermelhinho do sol e suado, veio correndo até onde eu estava.

– Que tal – ele parou para respirar apoiando a mão no joelho – um sorvete?

– Que tal uma água antes? Você não bebeu uma gota d’água essa tarde.

– Mas depois tem sorvete? – perguntou com um sorriso forçado pidão.

– Tem, tem sim. –falei rindo e levantando pondo minha mão em seu ombro indo em direção ao bebedouro dali.

Fomos à sorveteria e eu esperava enquanto Henry escolhia o sabor. Quando ele pegou sua casquinha ouvi uma voz atrás de mim familiar.

– Swan, você por aqui. – disse suavemente a pessoa, me virei e lá estava me olhando de cima a baixo como quem quer alguma coisa.

– Killian! – cumprimentei e certa tensão pairou sobre o lugar. Por incrível que pareça ele não me atraia como antes e parecia que para ele o que aconteceu entre a gente não tinha acabado aquela noite – Henry esse é o Killian um amigo meu. – disse olhando para o Killian que não achou muito agradável ser chamado de amigo – Esse é o Henry- completei e olhei para Henry que parecia não ter ido nem um pouco com a cara dele.

– Oi garoto. – Killian estendeu a mão.

– Meu nome é Henry. – respondeu ele com um tom de birra e com a cara fechada deixando Killian no vácuo – Emma, vamos embora, por favor? – pediu ele olhando para mim.

– Claro meu amor. – afaguei suas costas, paguei e me despedi de Killian que ficou um pouco sem graça pela reação de Henry.

No caminho de volta Henry pegou na minha mão e fomos em silêncio. Chegamos e fomos tomar banho depois preparei o jantar e enquanto comíamos Henry que comia na cadeira de frente para mim soltou uma de suas pérolas.

– Emma, eu não quero que namore com aquele cara. – assim que falou quase engasguei sufocando o riso pondo a mão em frente a minha boca.

– Como assim, Henry? – perguntei ao engolir a comida.

– Aquele da sorveteria. Não gostei de como ele te olhou e também parecia um idiota. – ele disse sério com convicção no que falava o que me fez acha-lo um fofo.

– Mas eu não vou namorar ele Henry, ele é só um amigo meu. – falei achando tudo uma gracinha da parte dele.

– Foi o que você disse, mas pareceu que ele queria ser mais que o seu amigo. – ele fez cara de nojo como se lembrasse de algo e pôs um pedaço de frango na boca.

– Ele pode querer, mas quem disse que eu quero. – fiz uma cara engraçada e rimos – Já que está tão preocupado que tal fazermos um acordo?

– Qual?

– Quando eu quiser namorar alguém vou te apresentar a pessoa e se você aprovar eu namoro, tudo bem? – eu achava aquela uma situação remota de se acontecer, mas ele adorava ser o protetor.

– Tudo bem, mas não acho que vá ter alguém a sua altura. E além do mais não sei por que precisa de um namorado você já tem um homem na sua vida. – estranhei o que ele disse e não conseguia pensar em ninguém.

– Ah, tenho? Quem? – perguntei com as sobrancelhas franzidas.

– Eu, ué. – ele falou com naturalidade apontando para si e tomei um pouco de suco para não rir.

– Ah! Claro, como eu poderia esquecer o homem da minha vida? – acariciei sua mão sobre a mesa e sorrimos.

A quarta terminou bem e fui dormir logo após de ler um livro para Henry. A sexta chegou e diferentemente de quarta logo cedo já tinha uma enxurrada caindo lá fora.

Notas finais
Comentem o que acharam me incentiva a continuar e a melhorar. Espero que tenham gostado.