Amor por acaso

10 Capitulo 10


Notas iniciais
Gente linda, mil desculpas pelo sumiço. De verdade, eu estava muito sem tempo,mas eu acho que agora vou conseguir voltar apostar normalmente. Não sei com que frequência vou posta, mas não vou demorar mais de uma semana por capítulo. Bom, é isso espero que gostem do capítulo. Boa leitura.

Essas e outras mil perguntas rodeavam minha mente, mas eu não conseguia parar de pensar no beijo e no que senti foi, diferente de qualquer beijo que já dei e acima de tudo a pergunta que mais me atormentava além de o que aconteceria de manhã era “Porque ela retribuiu?”.

Levanto-me com dificuldade e meio tonta. Vou ao closet me trocar para tentar dormir e acabar com esses pensamentos, que de todos, um eu não tinha dúvidas amanhã seria demitida. O que normalmente não era um problema para mim eu tinha uma grande experiência em ser despedida e normalmente pelo meu comportamento e nunca me incomodava eu sempre conseguia outro, mas nesse caso era diferente também seria pelo meu comportamento impulsivo como sempre, mas o fato é que eu me importaria de ser demitida porque mesmo que por pouco tempo eu sei que sentiria uma falta enorme daqui, pois há tempos eu não me sentia acolhida e confortável como ali, e ali era como se eu fizesse parte de uma família novamente como se me quisessem por perto e gostassem de mim, um sentimento de estabilidade que eu não tinha desde que meus pais faleceram. Ponho meu pijama de flanela xadrez, o que faz me lembrar de quando chamei Regina que dormia no escritório, vou para cama que nunca me pareceu tão desconfortável, era como se estivesse deitada no chão e fiquei rolando de um lado para o outro tentando silenciar minha mente que ficava remoendo o recente fato e circulando em volta das mesmas perguntas, que cada vez me afligiam mais e parecia que a qualquer momento iria enlouquecer, oque não ajudava em nada a minha tentativa frustrada de dormir. Certa hora, eu acabei cochilando, por puro cansaço do meu corpo esgotado de energia, acho que adormeci por algumas horas, que mais pareceram minutos pela forma que acordei ainda cansada.

E bom cá estamos nós no inicio dessa longa e talvez desnecessária história da minha breve estadia na mansão Mills. Depois de rever toda essa minha trajetória eu tenho que admitir que a culpa por estar na situação que me encontro não é bem da Mulan e sim minha por ser tão inconsequente diante dos meus atos e por estar com esse sentimento pela Regina que eu ainda não entendo, até porque eu nunca me interessei por uma mulher (se bem que a Regina não é qualquer mulher ela é A mulher, desconheço alguém com o gênio tão forte e tão amável ao mesmo tempo como ela é), mas sobre esse furacão de sentimentos que andam me invadindo de uma coisa eu sei isso não é só um sentimento de amizade ou uma atração pelo desconhecido é algo... Algo mais... Algo que não sei definir. Mas eu sei do que, ou melhor, de quem eu preciso para entender o que esta acontecendo comigo. Pego meu celular no criado mudo e envio uma mensagem pedindo para que me encontrasse em seu apartamento as nove, quando eu provavelmente já estaria no olho da rua.

O despertador toca e me sento na beirada da cama. Sei o que me espera, mas antes que o inevitável aconteça vou trabalhar normalmente. Levanto-me, estou um caco por mal ter dormido a noite toda, e vou praticamente rastejando até o banheiro, parando no vão porta e olhando se não havia ninguém no corredor, vulgo Regina, antes de atravessar em direção ao banheiro. Tomo um banho rápido e gelado, para poder despertar, faço minha higienes e volto ao meu quarto, onde coloco roupa arrumo o quarto e fico alguns minutos criando coragem para descer e preparar o café, provavelmente o último. Saio do quarto e bato á porta de Henry para que ele possa despertar como de costume, desço e preparo panquecas, suco e o café forte que a prefeita tanto gosta, preparo tudo temerosa esperando a hora em que ela vai chegar á cozinha e terei que enfrentar aqueles imensos olhos castanhos que me olharão de forma dura e incomplacente.

– Bom dia, Emma! –Henry fala ao sentar em um dos bancos da bancada e se servindo de suco.

– Bom dia. – respondi com um sorriso estranhando Regina não ter descido ainda e com uma pontada de tristeza por talvez aquela for a última vez que o vejo enquanto ainda trabalho ali.

– Você sabe se aconteceu algo ontem coma minha mãe? –arregalo os olhos pensando que ele tenha visto algo. – Ela saiu cedo hoje você ainda estava no banho, parecia que estava com pressa. – ah, então era por isso que ela não tinha aparecido para o café. Fiquei um pouco aliviada por não ter que passar pelo abate naquele momento, mas com medo do que viria.

– Ai Henry, você sabe que ela é muito ocupada com as coisas da cidade. Deve ter saído mais cedo para resolver algumas coisas pendentes.

Sei que foi por minha causa, mas não posso dizer ”meu amor ela saiu mais cedo para me evitar porque eu a beijei e olha mesmo que por um instante foi o melhor beijo do mundo.” Droga, eu estou completamente perdida pelo meu ato e inda penso em como aquele beijo foi bom, aqueles lábios macios... Emma para, você já esta levando isso longe demais, foi um ato impensado e ponto.

– É deve ser isso mesmo. – diz ele pensativo me tirando de minhas repreensões mentais. – Bom, pelo menos hoje vai ser legal com os meus colegas aqui e eles vão morrer de inveja quando virem que eu tenho a melhor babá do mundo. – diz ele se levantando e indo buscar sua mochila me fazendo sentir uma dor no peito porque eu não sei se realmente vou estar ali e porque eu não imaginava ser tão importante para aquele garotinho como ele é para mim.

Vamos para o carro e no caminho da escola recebo uma mensagem, paro para que o Henry possa descer e ele me da um abraço e um beijo no rosto e se despede antes de ir fazendo com que o meu coração doa, observo-o entrar na escola com tristeza e pego o celular para ver a mensagem e meu coração dispara ao ver o nome do contato, Regina:

“Assim que deixar Henry na escola passe em meu escritório para conversarmos.”

Respiro fundo e vou para a prefeitura, pensando em algo para que a Regina me deixe ficar no emprego porque eu adoro o Henry e não posso deixar que esse meu erro me separe da primeira criança com quem me preocupo de verdade, ao chegar desço do carro e seco minhas mãos, que estava suando muito, na calça. Entro e bato na porta de seu escritório com a garganta seca.

– Entre. – a voz firme de Regina me dá calafrios.

Entro com cautela evitando olhar para ela mesmo sentindo seu olhar fixo sobre mim, sento-me em uma cadeira a sua frente e me obrigo a olha-la. Estava enganada ela não tem um olhar de raiva, frieza ou algo assim ela me olha como no dia da entrevista, não como se tivesse me chamado ali para me demitir, mas também não estava como olhar de quem aprovava oque eu tinha feito. Já eu olhava como se estivesse com remorso.

Tento começar a falar pedindo desculpas quem sabe ela não me demita:

– Regina me desculpe pelo ocorrido eu realmente... Realmente... –falo quase tremendo e ela me cala.

–Senhorita Swan, acalme-se, eu não quero suas desculpas. Eu não estou zangada com você, não vou te despedir. – por um momento o alívio me preencheu – Eu andei pensando e você faz bem ao Henry, não vejo motivo para te demitir se está cumprindo coma sua função corretamente. Só que o ocorrido de ontem me decepcionou, pois eu realmente pensei que poderíamos ser amigas. –essas palavras me cortaram por dentro, eu não sei para as outras pessoas, mas a pior coisa que alguém que eu gosto pode sentir em relação a mim é decepção eu realmente preferiria que ela estivesse zangada comigo e é como se ela soubesse que isso me afetaria e ela confiou em mim e eu estraguei essa confiança, o pior é que eu sabia que viriam mais coisas- Então o que eu quero dizer é que você vai continuar fazendo com suas obrigações e eu pagando por elas como deve ser nada mais do que uma relação de patroa e empregada. — ela me olha com seriedade, mas é como se sentisse também pela perda da amizade que adquirimos em pouco tempo- Estramos entendidas?

Balanço a cabeça assentindo e me sinto como uma criança que acabou de levar uma bronca por alguma travessura indevida. Não sei o que falar. Não tenho o que falar. Minha garganta esta muito seca é como se eu não conseguisse falar. Ela diz que posso ir e me levanto da cadeira como se estivesse bem, mas sem esboçar expressões tentando não transparecer minha tristeza nesse momento e quando abro a porta é como se ela hesitasse um pouco, mas conclui:

– Ah e, por favor, me chame de Senhora Mills. –Pressiono os lábios e quase vejo meus olhos marejarem.

– Tudo bem Senhora Mills. – respondo de costas, saindo agradecendo por minha voz não estar embargada pelo choro que estava preso em minha garganta.

Eu entro em meu fusca e olho para janela que dava ao escritório dela, eu realmente fiquei arrasada com isso, pois mesmo que ainda trabalhe lá, o que agradeço porque vou poder ficar perto de Henry e dela, eu sei que não será a mesma coisa não faremos brincadeiras e não verei aquele incrível sorriso dela que só de lembrar, me faz esboça um sorriso, aquele sorriso era capaz de iluminar um dia neblinado que raras pessoas têm o prazer de ver pelo menos os verdadeiros sorrisos, e aqueles olhos que sempre brilham quando ela fica alegre. Penso em tudo que não verei mais e meu celular apita em meu bolso. Já sei que é a Mulan, devo estar atrasada.

“Cadê você?”

“Chego ai em 5 minutos”

Vou ao apartamento de Mulan e sei que posso contar a ela o que sinto, ela vai me ajudar como fez desde que cheguei à cidade. Bato a porta e ela logo me atende sento-me no sofá junto a ela e conto o porquê de querer vê-la. Lógico que estava com saudades, mas no momento os minhas preocupações são outras. Conto a ela tudo o que aconteceu nos últimos dias e em como me senti em cada momento e da forma miserável como me sinto agora como se algo tivesse sido tomado de mim. Depois de ouvir atentamente a cada palavra, de pegar água para mim ela fala:

– Emma, não sei como te dizer isso e não sei como a sua fixa ainda não caiu, mas você tem uma queda livre pela Regina.

– O que? Você deve estar enganada, isso não foi nada, eu acho que é só falta de uma família que eles suprem em mim nada mais que isso, eu não tenho sentimentos por ela e tenho certeza que essa louca que deu em mim ontem deve ter sido só curiosidade do desconhecido nada mais do que isso. – digo sentada no sofá de pernas cruzadas e a Mulan diz:

–Talvez, ou talvez essa seja a desculpa que você inventou para convencer a si mesma de que está apaixonada por ela. – ela apoia minha cabeça em seu ombro e acaricia meus cabelos- Eu sei que não é fácil admitir isso para você mesma porque no momento em que admitir para si mesma, esse sentimento se torna real, se torna assustador, pois é uma coisa que você não sentiu antes e quer se convencer a não sentir, mas não é você que decide Emma, é o seu coração. E pelo modo como você está se sentindo só pela decepção da Regina eu tenho certeza que esse coração bate mais forte quando a olha.

Fico em silêncio abraçando-a. Ela só pode ler mentes, não é possível que ela possa saber oque se passa dentro de mim da forma como fala e é por isso que sei que procurei a pessoa certa a Mulan sempre me entendeu, mas não sabia que ela estava certa até eu pensar e me dar conta de que sim, eu Emma Swan estou apaixonada pela minha patroa, a patroa com os cabelos mais lindos, os lábios mais sexys, a personalidade mais linda e os olhos mais brilhantes, que já tive. Me afasto da Mulan e digo olhando em seus olhos que estou sim apaixonada por Regina.

– Mas admitir isso para mim vai fazer com que doa muito mais do que doeria a forma como vamos nos tratar de hoje em diante. – falo e uma lágrima cai e imediatamente a seco.

– Não Emma, você ainda não percebeu? – fico confusa e nego com a cabeça — Ela também nutre algum sentimento por você, ou você acha que uma mulher como ela deixaria que continuasse no emprego apenas por Henry gostar de você. Pelo amor néh Emma quando foi que ficou tão ingênua?

– Mas porque ela falaria o que falou hoje se gostasse de mim?

– Emma, acorda ela é a prefeita precisa manter uma imagem ou você acha que vai ser fácil à prefeita fica com uma mulher e pronto acabou todo mundo vai aceitar? Não é assim você sabe que não. Eu e a Aurora, por exemplo, você sabe por tudo o que passamos. Mas olha que ela tem algum sentimento por você, isso ela tem porque nem o Robin ela tratava da forma como trata você. –reflito sobre as palavras dela e ela tem razão.

– De qualquer maneira Mulan ela no confia mais em mim como vou fazer com que consiga algo dela sendo que ela se fechou novamente naquela muralha dela?

– Você foi bem precipitada no que fez, mas tenho certeza de que você vai conseguir derrubar os tijolos como fez da última vez, vai ser bem mais trabalhoso, mas eu te ajudo. – ela sorri me fazendo ficar um pouco feliz também.

Olho no celular e já são quase 11 horas fico assustada, ainda não comecei nem o almoço e daqui a pouco tenho que buscar Henry na escola. Despeço-me de Mulan e agradeço por tudo. Parece que vou ter muito que pensar depois dessa conversa, mas uma dúvida eu não tenho mais eu realmente gosto de uma mulher e isso não faz eu me sentir tão estranha quanto achei que sentiria.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Continuo? Beijossss :*