Amor por acaso

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Oi mexs lindxs!!! Me perdoem pela demora, por favor. Vocês não tem ideia do que é uma pessoa que não tempo nem nos finais de semana. Neste mesmo tenho provas que são simulados do Enem, mas se quero alguma coisa tenho que estudar , não é mesmo?! Sei que vocês não ligam para isso, mas queria que soubessem o porque do meu sumiço e também lhes garantir que em hipótese alguma eu abandonarei a fic. Então mesmo que eu demore, por conta das circunstâncias, não vou parar até terminar. Bem, já enchi muito o saco de vocês kkkk. Boa leitura!!

Senti cócegas no meu rosto e logo abri os olhos. Assim que viram que acordei, os três pestinhas saíram correndo, rindo. Sentei-me depressa, já sabendo o que deveriam ter feito. Procurei pelo meu celular e, assim que achei, olhei para meu reflexo.

Minha boca se abriu instantaneamente em descrença. Eles haviam desenhado com canetinha por todo o meu rosto. Levantei e gritei:

— Vocês me pagam! — não gritei com raiva, pois eu realmente não estava brava, até porque eu mesma vivia fazendo isso quando pequena.
Pude ouvir as risadas vindas do quintal, o que me fez balançar a cabeça e rir de mim mesma. Logo me dei conta de que Regina não estava ali, então resolvi subir e limpar o rosto antes de ir atrás dela, que acabaria fazendo graça se me visse daquele jeito.

Parece que foi só pensar que, quando ia virando o corredor em direção ao quarto, trombei com ela.

— Emma, você ouviu... – começou a falar, mas parou ao observar melhor meu rosto, e começou a rir.

Fiz uma cara de contrariada, pois sabia que ela faria aquilo.

— Obrigada por se preocupar em saber o que aconteceu com sua namorada, ao invés de rir da cara dela. – falei sarcasticamente, cruzando os braços.

— Desculpa, amor... – fala ainda rindo, colocando as mãos em meu rosto – Ok. Parei. Juro. — respira fundo e me dá um selinho – Agora me conta, o que houve com seu rosto?

Suspirei.

— O que você acha? Foram aqueles três pilantrinhas.

— Ah, não fale assim. Eles até que fizeram desenhos bonitos... – diz em tom inocente, mas logo ri.

— Realmente, não tenho apoio algum nessa casa. Me deixe ir limpar isso. – devolvo em tom dramático já começando a andar.

— Espere — Regina pede, segurando meu braço – tem um borrado aqui no seu bigodinho. – concluiu, lambendo o polegar, o passando na minha bochecha, e outro sorriso aparece em seus lábios.

Fiquei incrédula em como ela poderia ser implicante e, ao ver minha expressão, saiu apressada pelas escadas e gritou: “Eu ainda te amo de bigodinho” enquanto ria. E gritei: “Isso não vai ficar assim” em resposta.
Tomei um banho, me vesti e fui ao quintal da frente procurar pelos garotos. Abri a porta e os encontrei montando algo na neve.

— Que bonito, acham que podem fazer aquilo comigo e vir aqui fora para brincar? – falei parada no portão da entrada com as mãos na cintura.

Os três se viraram para mim e começaram a rir.

— E ainda tem coragem de rir da minha cara? – indaguei descendo as escadas.

— A mamãe falou para a gente que ficaram ótimos. – Henry disse ainda rindo.

— Com a sua mãe eu me resolvo depois, mas com vocês... – falei, me abaixando rapidamente, fazendo uma bola de neve que, em instantes, acertou um deles.

Ligeiramente aquilo acabou se tornando uma enorme bagunça, quase não dava para pensar ou desviar das bolas que se direcionavam para todos os lados. Estávamos em uma baderna tão grande que a morena apareceu na porta falando que se continuasse daquele jeito, os vizinhos logo chamariam a polícia.

Os meninos e eu — que havíamos parado quando ela apareceu — nos entreolhamos e, com uma mensagem silenciosa, nós todos nos juntamos para atacar Regina que, em pouco tempo, parou de reclamar e passou a atirar neve para todos os lados também.

Em certo momento, caí e fiquei os observando brincando. Observar minha morena sorrindo tanto era uma das minhas coisas favoritas no mundo. Ela é incrivelmente charmosa — mesmo sem querer — e sem fazer aquela pose toda de durona. Conseguia ver cada careta e o jeito sapeca de Henry nela. Comecei a pensar em tudo que a fez se tornar tão fechada, e ter a oportunidade de fazê-la ser a antiga garota sapeca que um dia foi, mesmo que por pouco tempo, me fazia sentir excepcionalmente bem.

Eles nem notaram que eu não estava mais participando e continuei os olhando, até que vi uma das bolas de neve atravessar nosso jardim e acertar em cheio uma garotinha distraída que carregava uma caixa. Levantei-me às pressas e fui até ela, sem me importar com a bagunça atrás de mim.

— Está tudo bem? – perguntei, me ajoelhando para ajuda-lá a se levantar.

— Acho que sim, a neve amorteceu minha queda. – respondeu com um sorriso tímido no rosto.

— Peço desculpas por isso, estão tão distraídos que nem viram você.

— Está tudo bem, parecem estar se divertindo à beça. – diz olhando para eles e sorri, em seguida se ajoelha para recolher as coisas que caíram da caixa, e me prontifico a ajudar.

A garotinha não parecia ter mais idade que o Henry, com cabelos loiros e os olhos mais azuis que já vi. O que estranhei é que nunca havia visto ela por ali, na verdade, aquela casa estava sem ninguém.

— Francesca?

Nós duas nos viramos para a entrada da casa assim que nos levantamos e ouvimos o nome, que deduzi ser da menina. Uma mulher na casa dos quarenta, também loira e com os olhos idênticos ao da criança, veio até onde estávamos. Assim que chegou mais perto, dirigiu um sorriso educado para mim, e logo tratei de me apresentar.

— Oi, sou Emma Swan. Sua vizinha aqui do lado, apesar de nunca termos nos visto. – falo olhando rapidamente para nosso jardim, onde ainda brincavam, estendendo a mão para a loira.

— Ingrid Fisher, e acabamos de nos mudar. – responde sorrindo e apertando minha mão – Filha, por que demorou tanto?

— Ah, foi meio que culpa minha. Estávamos na maior bagunça ali, acabamos acertando ela sem querer, e vim ver se estava bem. – respondi antes que ela tivesse chance de falar.

— Emma, como você pôde sair e me deixar lá sendo atacada por crianças que não se cansam nunca? – Regina fala, ofegante, chegando ao meu lado.

— Você parecia estar se divertindo, e uma das bolas acabou acertando nossa nova vizinha, só vim ver se ela estava bem.

Regina finalmente pareceu perceber as duas ali e as cumprimentou. Conversamos por breves minutos, e Ingrid pareceu ser uma boa pessoa.

— Você não quer ir brincar com os meninos? – Regina se abaixa, apoiando as mãos nos joelhos, e pergunta para Francesca, ao perceber que ela não tirava os olhos de nosso quintal e da baderna toda.

— Eu posso, mamãe? – a menininha perguntou, sorrindo, olhando para a mãe, e essa assentiu.
Ingrid nos chamou para entrar quando vimos que, em instantes, os meninos integraram a nova coleguinha no jogo.

— Só não reparem na bagunça de caixas. – a loira diz ao entrarmos – Ainda tenho muita coisa para arrumar, a sorte é que os móveis chegaram antes de nós duas, e não estava bagunçado.

Haviam caixas, mas nada atrapalhando a passagem, nem desorganizado. Ela nos conduziu até à cozinha, enquanto conversávamos um pouco. Ingrid nos contou que veio transferida de Chicago — por causa do trabalho — e, mesmo depois de saber que Regina e eu somos um casal, continuou a nos tratar com a mesma gentileza e alegria de antes.

Quando minha morena e eu achamos que já estávamos estorvando, decidimos nos despedir, mas não antes de convida-la para a festa de ano novo em nossa casa, daqui a três dias.

— Francesca, já chega por hoje, não? – Ingrid fala em um tom mais alto, chamando a filha da porta de casa.

— Vocês também meninos, porque se alguém gripar, é a Emma que vai levar uma bronca minha. – Regina fala enquanto andamos em direção a nossa casa.

Eles resmungaram um pouco, mas acabaram cedendo e se despedindo da garotinha.

A tarde acabou passando sem mais surpresas. Os pais dos amiguinhos de Henry os buscaram e acabamos ficando só nós três novamente, o que de certo modo era um alívio.

Não me entendam mal, adoro ficar rodeada dessa bagunça constante que os meninos fazem, mas gosto ainda mais de ficar no aconchego dos dois amores da minha vida.
Estava na sala quando Henry entrou dizendo estar com dor de cabeça.

— Oh, meu amor. Vem cá. – falei para ele, que veio até mim, ficando de pé na minha frente. Peguei em suas mãos, que estavam muito quentes, então chequei sua testa e seu pescoço, que também estavam com temperatura elevada.

Franzi o cenho automaticamente de preocupação

— Sua mãe vai me matar! – pensei alto, o fazendo rir de leve – Eu não estou brincando. – brinquei, o fazendo rir novamente e fazer uma careta de dor, e notei que era realmente sério, focando nele – Está sentindo mais alguma coisa, meu bem?

Ele negou com a cabeça, então o peguei no colo, com a intenção de colocá-lo na cama e dar alguns remédios para depois descansar. Assim que o fiz, fui ao quarto e encontrei Regina saindo do banho.

— Eu te avisei, não avisei? – Regina fala, saindo do closet toda arrumada, depois de eu lhe contar sobre nosso filho.

Reviro os olhos, sentada na cama, e logo depois cruzo os braços estreitando os olhos ao vê-la tão arrumada.

— Não queria mudar de assunto, mas posso saber onde você pretende ir desse jeito?

— Bom, eu iria com vocês dois visitar a Abigail, que chegou ontem de viagem, mas pelo jeito irei sozinha.

Só de ouvir aquele nome suspirei.

— Não tem como irmos outro dia em que podemos ir todos nós? – perguntei, apoiando as mãos na cama, como quem não quer nada.

— Ela me mandou uma mensagem ontem à noite e hoje cedo confirmei, você sabe que não desfaço meus compromissos.

— Mas Henry está com febre...

Ela dispõe de um sorrisinho contido ao perceber que procuro por desculpas.

— Não se preocupa, eu não demoro nada. – fala vindo até mim, depositando um beijo em minha testa – E isso serve de lição para quando eu disser para não deixar os meninos na neve, você me obedecer.

Ela saiu me deixando emburrada e enciumada, me senti uma boba porque não havia motivos para aquilo.

Regina ter me falado da mensagem me lembrou imediatamente de Mulan, esqueci completamente sobre a conversa que ela queria ter. Peguei o telefone às pressas e liguei para ela. Ela falou que não é nada demais e que no ano novo nós conversávamos já que ela viria para cá. Portanto fiquei algum tempo conversando com ela para me distrair e ao desligar fui checar Henry que já dormia feito uma pedra e cuja febre já tinha abaixado. Dei um beijo em sua cabeça e peguei um livro na biblioteca antes de voltar para o quarto.

Não demorou muito até Regina estava de volta. Não sei porque mais ainda estava meio transtornada de ela ter ido mesmo sabendo que eu não gostava daquela mulher. Mas eu não tinha o direito de controla-la até porque não conhecia a amiga dela, sabia muito bem que era implicância de minha parte e até um pouco de birra.

Regina sabia porque eu tenho certeza de que quando entrou no closet para trocar de roupa e saiu com aquele baby-doll de renda preta ela só tinha uma intenção: me provocar. Dei uma olhada por cima do livro quando ela se virou para trancar a porta e voltei rapidamente os olhos para o livro fingindo desinteresse.

— Vai mesmo fingir que não me viu? – Ela fala, colocando as mãos na cintura e parando de pé na beirada da cama, na minha frente.

Fecho o livro e coloco no criado mudo, me viro e foco o olhar nela.

— Eu estou te vendo, e continua linda como sempre. – Digo, mas sem muito interesse.

A morena revira os olhos e sobe na cama, ela engatinha até mim e se senta no meu colo sem, em momento algum, desvia o olhar do meu. Senti meu centro se contrair só de tê-la sentada no meu colo.

Regina segurou na cabeceira da cama, aproximou a boca do meu ouvido e sussurrou: — Você tem certeza de que quer me deixa nessa situação? – Perguntou pegando minha mão direita e colocando dentro de sua calcinha, fazendo me sentir o quão pulsante e molhada estava sua intimidade.

Um suspiro baixo saiu como um sopro de minha boca e meu corpo todo estremeceu ao senti-la mordiscar meu pescoço em seguida. Ela levantou o rosto e fitou minha boca enquanto começava a movimentar seu quadril em minha mão e falou: — Pare de se conter amor, eu sei que você quer.

Logo em seguida a morena sugou meu lábio inferior e o puxou mordendo-o. Aquele foi o meu limite, estava explodindo por dentro, Regina sabia e não media esforços para saber que estava certa.

Não aguentando mais, em um movimento rápido levei minhas duas mãos as suas coxas e apertei. Virei ela puxando pelas coxas a fazendo cair deitada comigo entre suas pernas.

Foi minha vez de me aproximar e sussurrar: — Acho melhor não estar cansada porque não vou acabar com você tão cedo.

Levantei o rosto e ela mordia a boca com um sorriso malicioso e satisfeito nos lábios. Avancei contra sua boca, sedenta por um beijo. Puxei o baby-doll com pressa e em seguida voltei a beija-la com urgência.

Minhas mãos a apertavam por todo o corpo e a puxava como se pudessem trazer seu corpo mais para mim. As dela escorria por minhas costas e passeavam por meus seios por baixo da blusa que ainda usava. Ela tirou minha blusa, com rapidez, separando o beijo. Foi quando passei a distribuir mordidas por seu corpo e minha mão direita foi direto em sua intimidade. Estava sedenta pelo corpo de Regina e quase não sabia se os gemidos vindos dela se descontrolavam por minha mão a estimulando ou uma mordida ou outra mais forte. Eu não a havia penetrado quando levei meu rosto ao dela e já estava ofegante me pedindo por mais.

Beijei-a novamente e a penetrei com rapidez e constância, ela não parava com seus gemidos abafados por minha boca e puxava meu cabelo com uma das mãos. Em minutos ela se entregou. Sem esperar que ela se recuperasse desci retirando sua calcinha e me posicionando no meio de suas pernas. Comecei a sugar seu clitóris que logo já estava pulsante novamente, então intensifiquei e introduzi meus dedos novamente sem pudor e com força.

Regina se contorcia, gemia, arqueava as costas e mordia a boca para não gritar. Era delicioso vê-la daquela forma. Quando estava quase lá vi que não se aguentaria e levei minha mão livre para sua boca abafando seu grito e sentindo seu gozo em minha boca logo em seguida.

Levei o corpo para cima novamente encontrando-a de olhos fechados, suando e ofegante, linda e com o corpo totalmente fraco.

Selei nossos lábios e a provoquei: — Já está cansada?

Ela abre os olhos e molha os lábios, ainda com a respiração descompassada.

— Você sabe que nunca vai conseguir arrancar um “sim” de mim para essa pergunta.

— É o que vamos ver. – Digo avançando contra seu pescoço novamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! O que estão achando? Algo que deva ser melhorado? Comentem, favoritem e façam recomendações se estiverem gostando, vocês me incentivam muito a continuar!! Beijos e até o próximo ♥