Amor por acaso

28 Capítulo 28


Notas iniciais
Oieeeee, que saudades de vocês. Obrigada pelos comentários e como pediram a notícia ruim primeiro aí vai: a fic está acabando e não pretendo passar do capítulo 35. Pode não ser uma notícia ruim para todo, mas eu achei ruim e.e Para piora minha vida as minhas aulas voltaram e já quero minhas férias de volta. Eu normalmente não faço isso, mas vou por uma música para esse capítulo para que gosta de ler ouvindo e eu acho muito semelhante a letra da música com o capítulo: https://m.youtube.com/watch?v=E3uVhi7UhwY Boa leitura ♡

Logo cedo me aprecei em desligar o despertador dela para que não acordasse. Tudo bem que ela tem de ir trabalhar, mas qual o problema de ir de tarde?

– Não adianta desligar, eu já ouvi. – Regina fala com a voz rouca, ainda de costas para mim.

– Finja que não despertou e volte a dormir. – Sussurro me aproximando, dando um beijo em suas costas nuas e deslizando meus dedos por seu braço.

– Você sabe que tenho arquivos para terminar. – Ela retruca se virando para mim e tirando uma mecha de cabelo do meu rosto com o indicador.

– Pode terminar depois...

– Com uma condição. – Ela diz levantando o dedo na frente do rosto – Você tem que me ajudar.

– Claro que ajudo, eu fico entediada sem Henry em casa.

Ela esboça um sorriso sutil que fica fofo com aquele ar sonolento dela, começa a observar meu rosto e dá um beijo breve em meu nariz.

É tão leve, aconchegante e acolhedor quando ela começa a fazer isso. Há algum tempo que não fazia. Ficamos em silêncio, mas ela começa a passear seus dedos delicadamente por meu rosto, pescoço, clavícula, ombros, finalmente chega em minha mão e entrelaça nossos dedos. Seus olhos que seguem sua mão voltam a me olhar e de algum modo vejo algo diferente e carinhoso na forma com que fita meus olhos.

– Por que você vive fazendo isso? – Pergunto.

Estamos deitadas de lado, uma de frente para a outra e tão próximas que conseguimos sentir o calor de nossos corpos encostados, uma de suas pernas emaranhada em meio as minhas.

– As vezes gosto de tocar em você e sentir sua pele macia e que sempre se arrepia quando passo pelo pescoço – Ela meio que ri quando fala a última parte – gosto de parar, as vezes, e observar cada detalhe de você que me traz tanta felicidade e amor. Gosto, sei lá, de te fazer um carinho. Você não gosta?

– Eu adoro. É que você me olha diferente quando faz isso.

– Eu sinto como se comprovasse que você realmente está aqui e meu coração se preenche com uma sensação gostosa. – A voz dela era tão calma e combinava com seu tom de voz baixo e ar de quem acabou de acordar.

Não sabia o que dizer, tem vezes que Regina parece não se importar de parecer muito melosa mesmo que se esforce para as pessoas não a verem assim. Apertei de leve sua mão e acariciei de devagar com o polegar. Ela aproximou o rosto do meu, roçou, de olhos fechados, o nariz de carinhosamente no meu e me deu um selinho.

– Eu te amo. – Falei baixinho, e ela levou nossas mãos entrelaçadas para cima beijando a minha.

– O vestido que te dei está limpo? – A morena pergunta, após alguns minutos, sem se mover.

– Esta sim, porquê?

– Quero que use quando sairmos hoje a noite.

– Posso sabe aonde vamos? – Pergunto, já sabendo a reposta e ela nega como eu esperava.

Ficamos mais alguns minutos em silêncio, apenas nós duas, até que criamos coragem para levantar, nos arrumar e tentar fazer algo produtivo. Até tentamos, mas acabamos o resto da manhã no sofá nos beijando.

Acabei fazendo um almoço rápido para nós duas e fomos para a prefeitura. Lá Regina me levou até uma sala, onde normalmente trabalham os secretários dela, porque, de acordo com ela, nenhuma de nós ia se concentrar no que tivesse de fazer se ficássemos na mesma sala, e não pude discordar dela.

A morena repartiu os arquivos entre as duas e me explicou como fazer tudo. Não foi muito difícil, mas foi cansativo. Regina passou umas duas vezes lá para saber se eu precisava de ajuda, porém estava conseguindo me manter.

– Vamos, amor, já está na hora. — Levanto os olhos da tela do computador assim que ouço Regina da porta.

Fico meio surpresa, pois mal havia notado o tempo passar. Olho rápido para a janela e realmente já estava começando a escurecer.

– Espera cinco minutinhos? Já estou na última pasta. – Digo a olhando novamente.

– Se quiser eu termino depois. – Ela fala ao abrir mais a porta e vir até mim olhando para o computador. Respondo que eu posso terminar e ela diz que vai ir trancando o resto enquanto termino.

Rapidamente termino e vamos para casa. Enquanto nos arrumamos, para irmos não sei onde, ela pega e me senta, ainda de roupão, na frente da penteadeira dizendo que iria me maquiar. Vira a cadeira para não me ver antes dela acabar. Ela passa tanta coisa em meu rosto que já não sei mais o que esperar.

– Para que tudo isso, Regina? – Pergunto com a cabeça erguida e olhos fechados enquanto ela passa um delineador em mim.

– Porque vamos sair e eu sempre quis maquiar alguém, agora tenho você de cobaia. – Ela fala deixando uma risadinha escapar

– Olha, se você me deixar como uma palhaça vai me pagar, ouviu?

– Não se preocupe. Você é linda, qualquer coisa que eu fizer só vai te deixar ainda mais linda. – Ele diz me fazendo sorrir – Pensando bem, eu não deveria te maquiar, não quero nenhum cara babando em você.

Abro os olhos e os reviro, rindo dela. Ela se vira e pega um batom escuro e quando termina, de passa-lo em mim, vira a cadeira para que eu possa me ver no espelho. Olhei meu reflexo e eu estava realmente bonita, nunca conseguiria fazer aquele milagre que ela fez.

– Gostou? – Ela pergunta, com as mãos em meus ombros me olhando pelo espelho também. Apenas afirmo com a cabeça sorrindo para o meu reflexo – Então vá colocar seu vestido senão vamos nos atrasar, e cuidado para não borra minha obra de arte. – Regina completa me dando um beijo leve no rosto e indo em direção ao banheiro.

Depois de prontas Regina dirigiu por uns vinte minutos, repetindo para que eu esperasse quando insistia em saber aonde estávamos indo. Até que ela estacionou em frente a um restaurante, que eu não conhecia por se encontrar uma parte da cidade onde eu ainda não havia estado.

Descemos e pude observar melhor. O restaurante se chamava Duo fratelli e já percebi que era um restaurante italiano, era enorme com dois andares e portas de vidro que permitiam enxergar a entrada por dentro, além de, o segundo andar ser feito de vidro a parte que dava para a rua.

Regina pegou em minha mão ao dar a volta no carro. Entramos e depois de confirmar a nossa reserva nos levaram até nossa mesa que ficava no segundo andar, bem em frente a parede de vidro que eu tinha visto lá debaixo.

– Valeu a pena esperar? – Pergunta a morena sentada na minha frente, enquanto eu olhava o cardápio que haviam nos entregado.

Eu percebi que ainda não tinha falado nada, então sorri e disse: — Valeu sim, mas você também sabe que eu amo massas. – Ela sorri como se ficasse satisfeita por eu ter notado que ela se lembrou.

Conversamos por alguns minutos, o garçom trouxe o vinho e anotou nossos pedidos.

– Meu bem, — Chamo, Regina tira sua atenção da taça em sua mão e me olha – me fala sobre você. – Ela junta as sobrancelhas, meneando a cabeça para o lado.

– Como assim, amor? Você sabe sobre mim. – Ela fala estranhando.

– É, você já me contou sobre a parte conturbada que viveu e sobre algumas coisas aleatórias. Mas eu quero saber outras coisas tipo amigos, escola, sua infância, sei lá.

– Entendi. Que tal fazermos assim: eu conto uma coisa que já fiz, você também e assim por diante.

– Tudo bem, mas você começa.

Ela concorda, morde a boca olhando para o lado de fora como se pensasse em algo e logo diz: — Uma vez, quando eu tinha sete anos, cortei uma mecha do cabelo da Zelena. – Ela fala como se não se arrependesse e eu seguro o riso a olhando espantada – Não me olhe assim. Ela tinha cortado o cabelo da minha Barbie e jogado fora, eu só queria repor. – Conclui ela com o tom mais inocente que consegue, mas acaba soltando um sorrisinho.

– Uma vez eu descolori a sobrancelhas do meu pai porque ele não deixou eu dormir na casa de uma colega. — Ela me olha como se já esperasse isso de mim e começa a rir.

– E ele não fez nada?

– Fiquei de castigo sem sair de casa por um mês, mas valeu a pena. – Digo sorrindo ao lembrar da peripécia.

– Só isso? Se você fizesse algo parecido a mim, eu daria um castigo muito pior.

– Como o que? Me deixar sem vídeo game, mamãe? – Digo a desafiando.

– Na verdade faria algo como... – Ela leva a mão até a taça – greve de sexo – Regina arqueia as sobrancelhas e fica com um sorriso vitorioso nos lábios ao me ver perplexa – Por tempo indeterminado. – A morena termina levando a taça aos lábios e tomando um gole do vinho.

– Eu pensei que estávamos falando de castigo e não de tortura medieval.

Ela começa a rir pondo a taça na mesa: — Não seja boba, acha mesmo que eu conseguiria fazer greve por mais de dois dias? – Regina fala roçando levemente sua perna na minha.

Nossos pedidos chegaram e estava uma delícia. Regina e eu continuamos a contar sobre coisas uma da outra, e devo admitir que mesmo que ela me ache uma pestinha ela já foi muito mais.

Quando decidimos pedir a conta apareceu um outro garçom que nos olhou e nos atendeu com a maior má vontade que eu já vi, percebi que Regina ficou irritada com aquilo, mas se controlou para não discutir. Entretanto enquanto eu dirigia para casa notei que já estava um pouco irritada ainda.

– Foi tudo tão bom, não deixe aquele garçom estragar o fim da noite. – Falo, chamando a atenção da morena.

– Acho ótimo que tenha gostado, e ele não estragou, até porque, a noite não acabou. Ainda tenho muitas coisas para resolver com você, meu amor. – A morena fala, e coloca a mão em minha perna subindo um pouco junto ao meu vestido.

– Por favor, não faz isso agora, estou dirigindo. – Peço, já sentindo um frio subir por minha espinha e meu abdômen se contrair com seu toque. Olho para ela por um instante, o que me permite ver aquele sorriso lindo enquanto morde a boca.

Continuo dirigindo e ela retira a mão de minha coxa. Quando chegamos em casa, foi só eu trancar a porta e me virar que Regina já me puxou pelo pescoço, colando nossos lábios com urgência. A direcionei, ainda me beijando, até as escadas, ela se separou para retirar os saltos e aproveitei para tirar os meus, antes que terminasse de coloca-los no chão ela já me puxava pela mão escada a cima.

– Que pressa é essa? – Perguntei, quando ela me jogou na cama e vinha engatinhado até mim.

– Hoje eu não quero calma, eu quero você Emma. – Ela responde, e afunda seu rosto em meu pescoço mordendo, enquanto suas mãos subiam um pouco meu corpo ao procurarem com rapidez o fecho do vestido em minhas costas.

Não tem como eu negar que adoro quando Regina assume o controle a faz parecer mais sexy e me excita.

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Sem perder tempo levo minha mão a lateral de seu vestido, abrindo-o. Ela abre o zíper do meu e começa a puxa-lo para cima, me sento para tira-lo e ela aproveita para tirar o seu também.

Regina desce pra tirar sua calcinha e faço o mesmo. Ela volta a se sentar em meu colo, mas pede para que eu levante uma perna e coloque por cima da dela. Ela volta a me beijar e suas mãos vão para o feixe do me sutiã, ela o retira e logo depois o dela nos deixando totalmente em contato.

A morena começa a mexer levemente o quadril causando atrito em nossas intimidade que se encontravam, ela aumentava os movimentos gradualmente, me fazendo gemer com o contado e começar a mover meu quadril em conjunto. Minhas mãos que inicialmente estavam a puxando mais para perto agora estavam na cama me dando apoio para me movimentar. As mãos dela ora apertavam meus seios, ora se apoiavam em meus joelhos. Aquilo se sucedeu, entre gemidos, até que atingimos o orgasmo e deixe meu corpo cair, suado, na cama.

Regina tirou a perna debaixo da minha se deitando sobre mim, tão ofegante quanto eu. Em alguns minutos voltou a beijar minha clavícula e desceu até minha intimidade rapidamente e começou a me estimular.

Um turbilhão de sensações me invadiam, cada vez que ela me fazia gemer. Por mais que houvesse alguns sinais de cansaço, meu corpo clamava por aquelas sensações, por aquele toque de Regina que estavam me tirando de órbita. Ela aumentava os movimentos com a língua me fazendo arquear gemendo seu nome, mexer os quadris em sua boca e apertar o cobertor em minhas mãos. Em instantes me senti em meu ápice.

Regina subiu com beijos até minha boca e a puxei pela cintura, colando ainda mais nossos corpos, a girei ficando por cima e a beijando com necessidade...

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– Estou esgotada. – Regina fala baixo e com a respiração descompassada, quando me deito ao seu lado depois de atingirmos o orgasmo pela quarta vez.

– Eu também. – Digo ficando de lado e passando um braço por sua cintura – Preciso de um banho, mas não quero sair daqui.

– Que tal tomarmos um banho de banheira? Ainda não a usamos. – Regina sugere passando os dedos por meus cabelos e concordo.

Quando a banheira encheu a morena entrou se sentando e eu me sentei em frente a ela . Nós nos ensaboamos, jogamos água uma na outra e acabamos em beijos. Acabei sentada de costas entre suas pernas, deitada com a cabeça em seu ombro. E finalmente aquietamos, ficamos em silêncio aproveitando aquilo tudo.

Eu, sinceramente, já imaginei como seria minha vida quando eu encontrasse uma pessoa que eu amasse tanto, mas o jeito que imaginei não chega nem perto do quanto me sinto feliz por poder amar Regina Mills. Eu não consigo explicar, mas sei que não é aquela coisa de início de relacionamento, sei que as coisas não vão ficar diferentes daqui há algum tempo.

– Por que você está assim? — Pergunto, com atenção voltada para a minha mão que brincava com a dela. E a outra mão dela deslizava seus dedos por meu braço.

– Assim como?

– Não sei, você está diferente. — Falo me virando e sentando em seu colo olhando para ela que estava com uma expressão tão calma, suave e carinhosa. Porém, ao mesmo tempo que via aquilo em sua expressão, havia algo que eu não conseguia decifrar na forma com a qual ela me olhava — Desde aquele dia que decidiu enfrentar sua irmã e depois que Henry viajou... parece... não sei. Que você mudou.

Regina colocou a mãos em minhas pernas, que estavam dobradas de cada lado dela. Me olhou nos olhos de uma forma que não havia olhado antes e vi uma Regina que nunca havia visto.

– Sabe, eu não me sentia assim, como venho me sentindo, a muito tempo. Desde que você me beijou na biblioteca eu sinto como se eu viesse mudando. Sinto como se você, o seu jeito, o seu amor ou tudo junto estejam resgatando a mim mesma. A Regina que não põe o amor em último plano, que não tem medo de ser ela mesma, não tem medo de se expressar, não tem medo de viver. — Ela falava de forma terna e passeava suas mãos por minhas pernas — Sinto como se meu peito se aquecesse sempre que estou perto de você e foi por perceber isso que enfrentei minha irmã porque eu acredito que vá ficar comigo se qualquer coisa acontecer. E nesses três dias que temos juntas eu quis me dedicar mais a você para que fosse um momento só nosso. — Ela falava com uma segurança que seus lábios tinham o formato de um sorriso leve enquanto as palavras saiam — Não que eu não ame ter Henry conosco. Até porque, eu não sei o que seria da minha vida sem ele. Mas você sabe que é diferente quando é só nós duas. — Ela se calou me olhando e eu travei sem saber o que falar, então apenas me aproximei devagar e a beijei. Levei minhas mãos a sua nuca e enquanto a beijava senti um gosto salgado em minha boca. Me separei lentamente, permanecendo próxima a seu rosto, e percebi que algumas lágrimas desciam por minhas bochechas. Entretanto eu não estava triste ela sabia disso.

– Eu sei que não estamos juntas a tanto tempo assim, e não quero que se assuste, — Falo com a voz vacilante olhando para os olhos castanhos mais lindos que já vi — mas eu te amo de uma forma tão intensa e esse sentimento é tão bom que eu não consigo imaginar como eu conseguia ficar alegre sem sentir isso.

– Da mesma forma que eu não consigo pensar em como eu achava sabia o que é amor antes de te conhecer. — Regina termina, subindo suas mãos em minhas costas, me beijando novamente. Não queria sair daquela banheira nunca mais, aquela água morna não se comparava ao calor do corpo de Regina, junto ao meu.

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Desci uma mão de sua nuca para ir de encontro ao seu centro. Com calma deslizei para dentro dela, sem desfazer nossos beijos lentos e longos. Diferente de antes, eu não estava com pressa alguma, todo movimento era lento e delicado. Queria sentir Regina reagir a cada toque ou movimento, queria amá-la por completo e sentir que somos uma da outra.

Continuei com os movimentos, mas separei nossos lábios para olhar em seu rosto. Minha outra mão massageava seu seio e ela suspirava, arfava e fraquejava de uma forma deliciosa que me fazia ficar mais louca por ela. Suas mãos apertavam minha cintura e meus seios. Depois de alguns minutos contemplando aquele momento ela fechou os olhos mordendo os lábios e senti ela se contraindo em meus dedos.

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Notas finais
GOSTARAM???? Me digam nos comentários o que mais gostaram ou o que odiaram ou se acharam zzzzzz. Bom, no próximo vou dar a boa notícia, pelo menos para mim ela é boa. Beijos ♡♡♡