Amor por acaso

24 Capítulo 24


Notas iniciais
OIEEE. Nahh, muito obrigada pela recomendação. Amei de coração.❤ Gente só queria dizer que amo tanto vocês que fiquei até 6:30 escrevendo. Eu tinha um plano para esse capítulo, mas ele já estava enorme então resolvi deixar as outras coisas para o próximo. Boa leitura

Abri os olhos e aquela pessoinha miúda ainda estava abraçada a mim.

— Henry. — Dou lhe um beijo na cabeça — Está na hora de acordar.

Meu celular havia ficado no meu quarto, mas eu me acostumei a acordar este horário.

Ele resmungou e virou para o outro lado voltando a dormir.

— Se quando eu voltar aqui você não estiver pronto eu não leio mais para você de noite. — Falo me levantando e ele dá um salto, sentando se na cama, me fazendo rir.

— Você pegou a assinatura da minha mãe? — Ele fala bocejando e coçando o olho.

Droga. Eu havia esquecido completamente. Aquela desculpa que havia dado para Zelena na segunda era em parte verdade. Pois tinha uma autorização para Regina assinar, apesar de eu não ter ido ao escritório naquela noite para isso.

— Ai, meu bem. É para hoje?- Pergunto nem um pouco disposta a ver a morena no momento.

— É, porque a gente vai na quarta e segunda e terça não vai ter aula.

— Porque você não levou para ela antes?

— Ué! O bilhete está com você porque você falou que ia levar para ela.

— Ah, é verdade. Está no meu quarto. — Digo passando a mão na testa e respiro fundo — Tudo bem. Se arruma que eu vou falar com a sua mãe.

Vou ao banheiro e depois troco de roupa, pego a autorização e levo para a cozinha. Regina sempre passar lá para pegar pelo menos café.

Pela primeira vez nessa semana a casa parece calma e silenciosa. Normalmente sentia como se todo manhã fosse agitada e apressada, mas eu naquela manhã eu fazia tudo sem pressa alguma. Não sentia muita disposição como de costume. O problema e essa droga desse sentimento tão forte que tenho pela pessoa que me magoou. Odeio isso e odeio mais ainda ser escrava desse alvoroço de sentimentos que ela causa em mim.

"Ela é só uma empregada."

Mais uma vez o que ela disse ecoou em minha mente como na noite passada.

" Você me conhece muito bem para saber que eu não amaria alguém como ela."

Sinto um nó na garganta e uma lágrima insiste em desce pela minha bochecha.

— Bom dia! — ouço a voz atrás de mim e sei que é a Regina.

Seco a lágrima rapidamente e continuo a lavar a louça em silêncio.

Ela põe café na caneca que ela não desgruda desde que dei para ela. É uma caneca simples, mas está escrito " My Queen".

— Está tudo bem? — Ela pergunta se aproximando e tomando um gole do café, mas continuo calada.

Regina sabe que não está tudo bem. Eu não sou de ficar calada, ainda mais nesses raros momentos a sós que temos essa semana.

— Meu bem... — ela fala calmamente e a vontade de chorar me sobe à garganta. Respiro fundo e tento me controlar — Se for por causa de ontem porque talvez você ache que fiquei brava ou decepcionada, mas eu sei que aquilo não foi ideia sua. — Claro porque a ingênua não pensaria em te trair — Eu te disse que a minha irmã é uma cobra.

— Acho que ela teve a quem puxar. — Resmungo baixo.

— O que? — Ela pergunta pondo um mão em minhas costas e acariciando.

Enxaguo as mãos e pego um pano para seca-las rapidamente.

— O Henry tem aquela viagem e precisa da sua assinatura. — Falo indo até o balcão para pegar a autorização, desvencilhando me de seu toque.

— Ainda não sei se deixo ele ir. São três dias, nunca fiquei tanto tempo longe dele. — Ela diz com o rosto tristonho pegando o bilhete — O que você acha?

— Eu não sei. — me viro olhando-a nos olhos e junto todo o deboche que tenho para dizer: — Eu sou só sua empregada, não acho que devo dar alguma opinião. — e mostro um sorriso sínico.

— O que? — aqueles olhos castanhos me olham confusos até que ela junta os pontos e seus olhos se arregalam — Emma... Eu — Suas palavras saem arrastadas como se pensasse no que dizer, mas soubesse que aquilo não adiantaria. Ela dá um passo em minha direção e eu um passo para trás me afastando — Você sabe que...

— Mãe você assinou? — Henry fala ao entrar na cozinha e ver a mãe que se cala no mesmo instante.

Ela me olha por alguns instantes e posso ver que está mal, mas logo se vira para o filho.

— Vou assinar agora.

Deixei Henry na escola. Parece que alguém ouviu minhas preces porque quando cheguei em casa Zelena estava saindo, ou seja, tenho algum tempo de paz. Pelo menos eu pensava que tinha até eu precisar desligar meu celular que apitava constantemente com as mensagens, de Regina, que chegavam.

— Problemas no paraíso? — Pergunta, o senhor que está sentado ao meu lado, ao me ver bufar frustrada depois de desligar o celular e joga-lo no sofá.

— Mais ou menos, mas não precisa se preocupar. — Respiro fundo e fecho os olhos, encostando minha cabeça no sofá — Eu só preciso pensar um pouco.

— Eu sei que Regina pode não ser a pessoa mais fácil de se lidar...

Ele fala como se quisesse me consolar de alguma forma, mas ao ouvir o nome dela quase dou um pulo no sofá.

— Quem falou em Regina?! — Falo surpresa abrindo os olhos e me ajeitando no meu lugar.

— Vai me dizer que estou errado? — Ele pergunta me olhando como se a resposta fosse óbvia — Minha filha não consegue esconder nada de mim. Olha, não estou julgando vocês duas. Acho ótimo que ela esteja se entregando outra vez ao coração e pelo pouco que vi você é uma garota maravilhosa. Principalmente com o meu neto. — Ele pega minha mão e esboço um sorriso — Tenho certeza que ninguém sabe, não é?

— Na verdade, é algo relacionado a esse medo dela que me fez querer me afastar um pouco e pensar sobre isso tudo. Eu tento entender porque ela me contou tudo o que passou, mas tem coisas que eu ouvi ela falar que doeram muito em mim. E agora ela sabe que eu ouvi e ela não me deixar refletir. — Suspiro ao jorrar aquilo que me atormentava para fora.

— Emma, eu sei que é difícil tentar entender todo esse temor da minha filha, mas realmente você não seria capaz de imaginar toda a dor que ela passou. A mãe dela é uma pessoa insuportável e que sempre manipulou Zelena a ser tão nojenta quanto a própria. Eu só não me separei dela até Regina ser de maior porque ela iria acabar conseguindo a guarda das duas e eu não conseguia pensar no quanto minha garotinha teria sofrido mais se eu não estivesse lá para lhe dar pelo menos algum conforto. — quanto mais eu sabia do passado da Regina mais eu ficava indignada com a forma que ela foi tratada enquanto crescia — Me senti impotente por não poder ter feito nada para tira-lá daquela casa antes, por isso quando ela se mudou para morar com os tios eu fui morar em um casa sozinho mesmo que ela insistisse para que eu viesse morar com ela. Eu realmente pensei que Zelena havia mudado por isso a trouxe, mas ainda vejo que ela adora alfinetar a irmã. Mas isso não importa porque logo vamos embora. Então eu só quero te pedir uma coisa.

— O que? — Minha voz saiu baixa e quase falha.

— Que não desista de Regina. Eu a conheço e sei que ela não pensa antes de falar e acaba machucando mesmo as pessoas que ela mais gosta, mas isso é porque os sentimentos dela são intensos demais. Tudo que ela sente é muito exacerbado, seja raiva, dor ou o amor por alguém. Então Emma, — ele aperta minha mão que ainda estava segurando — se ela disse que gosta de você ou que ama você, não duvide porque ela não é o tipo de pessoa que mente sobre o que sente a não ser que ela sinta que é necessário.

— Regina tem sorte de ter como pai. — Ele sorri agradecido.

— Então você também tem sorte.

— Por que?

— Porque eu sou seu sogro e isso te torna uma filha para mim. — Ele ri, sorrio e sei de onde saiu aquele ar egocêntrico brincalhão da morena.

— Bom, se me da licença eu tenho que ir preparar o almoço e nós podemos conversar mais depois. E muito obrigada por tudo.

— Não se preocupe.

Pego meu celular e vou em direção a cozinha, já ligando-o. Havia 8 chamadas não atendidas e 15 mensagens. Dei uma olhada em algumas e eram sempre pedindo para que eu atendesse ou que precisávamos conversar.

" Nós podemos conversar amanhã antes do festival, mas por favor me deixa pensar um pouco agora."

Mandei e quase instantaneamente chegou outra: " Tudo bem, mas quero que saiba que eu te amo de verdade. "

Senti um aperto no coração ao ler aquela mensagem. Quero mandar que a amo também, mas precisamos conversar porque aquilo que ela disse ainda me machuca. O amor que sinto por ela me machuca, todo esse sentimento que tenho por ela parece me sufocar as vezes, mas de certa forma essa sensação me faz bem, me faz viva e alegre, pelo menos, na maior parte do tempo. É como um chocolate que é metade amago e metade doce, a maioria das pessoas não gosta da parte amarga, mas é ela que deixa a parte doce ainda mais gostosa.

No almoço Regina não disfarçava e me olhava, como um cachorrinho que pede carinho, o tempo todo. Henry estava animado com a viagem e nem percebeu, mas a querida irmã dela notou porque do nada pôs a mão na minha coxa me fazendo dar um pulo na minha cadeira e olhar brava para ela que tirou a mão, mas ao olhar para a morena ela parecia ainda mais murcha. O pai dela tentava puxar papo, entretanto o assunto sempre morria.

A noite chegou e de tanto refletir eu sabia que não ficaria brigada com ela por muito tempo, mas não quer dizer que ainda não precisamos esclarecer algumas coisas. Já sentia falta de falar com ela e ver aquela expressão tristonha não melhorava em nada a minha vontade de vê-la.

" Não vou deixar de te dar boa noite só porque está brava comigo. Dorme bem. Te amo. "

Um sorriso inconveniente se formou em meus lábios. Como é possível que ela cause isso em mim?

" Não estou brava com você. Boa noite. "

Enviei e me virei para dormir. Sábado será um longo dia.

Logo cedo foi uma correria total. Eu tive que arrumar tudo para quando Zelena e Henry acordassem porque Regina, Henry e eu iríamos para o centro onde é o festival para a morena arrumar alguns últimos detalhes e eu ficar com Henry que ia mais cedo para brincar nos brinquedos antes que fosse liberada a entrada e aquilo ficasse lotado de crianças. (Ser filho da prefeita tinhas certas vantagens)

Ao chegarmos está tudo mais corrido ainda, pois começava as duas da tarde e são dez da manhã. Uma amontoado de pessoas praticamente engoliu Regina perguntando ou falando sobre algo que ainda faltava ser visto. Não sei como ela não surtou com aquelas pessoas falando tudo ao mesmo tempo, mas com calma ela foi explicando um por um e as pessoas foram diminuindo.

Henry me puxou pela mão e me fez ir na roda gigante. Quase me fez ter um treco por começar a balançar nosso assento quando estavamos no topo. Nunca fui fã de altura, muito menos quando estou balançando.

Depois ele foi para o carrossel, mas fiquei só observando. Aproveitei para dar uma olhada em volta.

Está tudo lindo, tem muita gente montando as barraquinhas de comida as de brincar e a decoração está impecável. Perto da entrada tem algumas pessoas testando o som e tem alguns brinquedos para as crianças. Não chegava a ser um parque de diversões porque ali não caberia tudo isso, mas dava para se divertir bastante.

Procuro Regina com os olhos e ela sorri de longe ao ver meus olhos curiosos atrás dela.

— Vamos no pula-pula, Emma. — O garoto fala pulando do meu lado e volto a atenção para ele.

— Acho que, as vezes, você se esquece que eu não tenho mais oito anos. — Rio bagunçando seu cabelo.

— Mas você é magrinha e é grande o pula-pula. Tenho certeza que pode entrar eu e você.

Fomos e o senhor realmente deixou nós dois entrarmos. Eu parecia uma criança pulando e ensinando o Henry a dar mortal. Estamos pulando a um tempão e não aguento mais, acabo me deitando ali no meio.

— Levanta Emma larga de ser mole. — Henry fala rindo pulando por cima de mim.

— Eu sou velha Henry, não consigo mais. — Digo ainda estirada e ele ri ainda mais.

— Quem vê pensa que não ama fazer uma arte. — Ouço a voz de Regina e me sento a vendo parada de frente à cama elástica, não sei ao certo a quanto tempo elas está ali.

Henry continua pulando e rindo, mas a olho sem dizer nada.

— Porque não vem me ajudar já que cansou de brincar? — Ela fala ao ver que eu não ia dizer nada.

— Claro. — Digo me levantando. Essa é a chance que tenho de falar com ela e resolver as coisas.

Sigo ela até uma das barraquinhas, mas essa estava fechada em todos os lados. Eu entro logo após ela que fica me olhando por um tempo como se escolhesse a melhor forma para começar a falar.

— Sinceramente, não sei por onde começar. Talvez admitindo que sou uma idiota por ter tanto medo ou por dizer coisas de não deveria de forma alguma. — Ela fala cruzando os braços e olhando para o chão.

— Sinceramente, me doeu muito ouvir você dizendo aquilo e tenho de concordar com a parte de você ser uma idiota que fala coisas que não deveria. — Ela fecha os olhos e comprimi os lábios — Mas também tenho que admitir que sou uma idiota porque mesmo tendo doído eu sei que você falou aquilo para se proteger e sei o porquê de você ter tanto medo.

— Então, não está brava comigo ou quer me odiar por ter dito que não te amaria? — Ela levanta aqueles olhinhos castanhos arrependidos e me olha atentamente.

— Um pouco chateada, mas tive uma conversa com seu pai que me ajudou a rever a situação. E, além do mais, eu te amo muito para conseguir resistir e ficar longe de você por muito tempo. — Sorrio de canto e ela vem rapidamente até mim me abraçando e enterrando sei rosto em meu pescoço.

— Me perdoa por tudo que falei. — Ela fala e seus lábios roçam em meu pescoço me fazendo arrepiar — Eu te amo muito, muito, muito. — Ela aperta ainda mais seus braços em volta de mim. E as minhas mãos a apertam também.

— É claro que perdoo, meu amor. — Sussurro e dou um beijo leve em sua cabeça.

— Sei que pareço uma imbecil por temer tanto, não só a minha irmã, mas as outras pessoas. Mas se você estivesse comigo para saber pelo que passei...

— Seu pai me falou e você não é uma imbecil. Você tem um trauma e isso não é fácil de se lidar. — Ela levanta o rosto e olha nos meus olhos — Eu também não me importo com quando você vai conseguir supera-lo. Pode ser hoje, semana que vem, daqui à alguns meses. Tanto faz. O que importa para mim é estar com você e ver o sorriso lindo que você tem, todos os dias. — Ela sorri e me beija e nossa, como eu estava com saudades daquele beijo, daquele gosto, daqueles lábios.

— Você não existe, sabia? — Ela fala sorrindo.

— Claro que existo, você acabou de me beijar, esqueceu?

— Boba. Você me entendeu. — Ela põe as mãos em meu rosto e cola nossas tetas, olhando diretamente no fundo dos meus olhos — Eu não sei o que seria de mim sem você. Sério, eu não sou um exemplo de pessoa no quesito expressar o que eu sinto, mas, Emma, o amor que sinto por você é tão grande, maravilhoso, e me preenche de tal forma que nunca acreditei que eu fosse capaz de sentir isso por alguém.

Avancei contra sua boca tão desesperada para sentir seus lábios nos meus que não tive tempo para pensar em mais nada. Ali só havia eu Regina e nossos sentimentos. Passei meus braços devagar por sua cintura enquanto a beijava e apertei-a contra mim a fazendo ficar alguns centímetros do chão. Ela começou a rir ainda me beijando depois me olhou e colou nossas testas novamente.

— Quero muito ficar aqui o resto do dia, mas eu ainda tenho algumas coisas para resolver. — Ela lambe os lábios, lhe dou um selinho e ponho ela no chão.

— Tudo bem, Henry já deve estar me procurando.

— Por falar em Henry, você disse que conversou com meu pai. Sobre o que conversaram? — Ela me olha curiosa e cruza os braços esperando ima resposta.

— Bom, acho melhor você mesma falar sobre isso com ele. Mas durante a semana nós conversamos bastante e olha... eu não achava que você fosse assim Regina. — Olho para ela com aquela cara de " Esperava mais de você" para ela e começo a andar para a saída.

— O que foi que ele te contou? — Ela fala vindo atrás de mim. Não falo nada só olho para ela e sorrio pondo língua para ela — Fica com esse sorriso sapeca para você ver... — Ela fala em tom de bronca indo para o outro lado, mas começa a rir.

Algum tempo depois o festival começou e em instantes estava tudo lotado de pessoas. Praticamente em todos os lugares tinha uma fila gigantesca e entendi porque Henry gostava de ir nos brinquedos antes de começar.

— Oi Em. Oi lindo. — Ruby falou ao chegar perto de onde eu e o pequeno estamos, sentados no murinho da fonte que havia na praça.

— Oi tia Ruby. — O garoto se levanta para dar um abraço na outra.

— Hmm. Agora é tia Ruby?

— Não seja ciumenta, Swan.

— Pois é. Ainda mais agora que você tem namorada. — Ruby quase engasga ao ouvir aquilo.

— Ele sabe?

— Sabe que eu tenho namorada, mas só fica me enchendo para que eu diga quem é. Não é, seu curiosinho? — Falo fazendo cócegas na barriga dele.

— Emma. — Ele me chama sério, arrumando a camiseta — Eu estive pensando e uma vez eu perguntei porque você não namorava minha mãe e você disse que é porque você gosta de meninos, mas agora você me diz que namora uma garota. Você não gosta da minha mãe? — Ele me olha de forma curiosa.

— Gente, eu adoro esse garoto ele é tão esperto. — Ruby fala dando um tapa de leve no meu braço, ansiosa como se estivesse assistindo um reality show.

— Rubyy. Ajuda ai. — a repreendo e volto a olhar para Henry tentando sair dessa bola de confusão — Meu bem, eu acho a sua mãe linda. Tão linda que a minha namorada é linda como ela.

— E ela sabe que você estava no quarto da mamãe esses dias?

— Opa. O garoto te pegou no quarto da Regina? Porque eu nunca fico sabendo das partes legais? — Eu juro que podia visualizar Ruby com um balde de pipoca olhando aquela situação como a coisa mais empolgante da televisão.

— Por que você não pergunta do namorado da Ruby também? — Falo tentando desviar o foco da conversa. Tenho certeza que ele sabe de algo. Eu sinto que estou vermelha só de pensar que ele sabe.

Por sorte ela começou a falar de August, que tinha viajado, e quando parou o assunto sobre minha namorada havia sido esquecido.

A tarde foi bem divertida. O pai de Regina chegou e insisti que ficasse conosco. Mulan passou por nós com seus pais e a Aurora. Nós quatro comemos tanto que eu sentia que ia explodir. Regina passou pela gente em alguns momentos e sempre me mandava beijo no ar quando nossos olhares se encontravam de longe.

Sem surpresa alguma vi Zelena e Killian conversando, eles até se pareciam é de se esperar que sejam amigos.

A noite chegou rápido e as pessoas foram indo embora. Regina pediu que eu ficasse com ela até o final porque ela tinha que ficar para checar tudo e fechar porque no outro dia tinha de novo. Então, fiquei e Henry foi embora com o avô.

— Vamos na cama elástica. — Perguntei fazendo ela levantar a cabeça do meu ombro, me olhar e começar a rir.

— Você está brincando, não é?!

— Não. Vamos? Você está de calça. Já foi quase todo mundo embora só falta a banda que está guardando os instrumentos. Ninguém vai te ver. Não tem desculpa.

— Ah não, Emma. Eu não sei mais brincar naquilo.

— Não sabe pular? — Ela suspira, se da por vencida e eu a puxo até lá.

Nós pulamos por um tempo e Regina não parava de sorrir e gargalhar, cada som vindo dela me fazia fica mais radiante. Ela se cansou e acabou deitando com as mãos sobre a barriga e me deitei ao seu lado. Ficamos olhando para o céu que estava preenchido por estrelas e com uma lua cheia linda.

— Não foi tão ruim assim, certo? — Digo ainda olhando para o céu.

— Certo. — Ela reponde descendo uma mão, procurando a minha e entrelaça nossos dedos.

Ficamos algum tempo em silêncio somente na companhia uma da outra com ela acariciando minha mão. Até que ela vira o rosto para mim, mas continua em silêncio.

— O que foi? — Pergunto, mas não me mexo.

— Nada. Eu gosto de te olhar, você é tão linda. — Viro meu rosto para ela e sorrio meio tímida — Até as suas sardinhas são lindas. — Ela passa o polegar da mão livre sobre minhas bochechas.

— Não tão linda quanto você. — Viro meu corpo de lado. Ficamos nos olhando e eu não queria nunca mais estar em outro lugar que não ali — Posso te beija?

— Desde quando você pede? — Ela responde sem conseguir conter o riso me contagiando a fazer o mesmo.

Ela vem para cima de mim ainda rindo e me beija, me beija e beija por um longo tempo com carinho e fogo ao mesmo tempo. Quando separamos os lábios ela continua com o rosto colado ao meu e sussurra de olhos fechados: — Eu te amo e não quero nunca deixar de te amar.

— Eu te amo e eu não vou parar nunca. — Dou-lhe um selinho e ela sorri ainda de olhos fechados.

Ficamos ali por mais uns vinte minutos apenas abraçando-a e ela com as mãos em meus ombros.

Chegamos em casa e já é muito tarde, está um silêncio total. Vou tomar banho e Regina pede para ir junto depois ela pede para dormir comigo. Com coisa que precisava pedir.

— Eu amo essa sensação que você me traz. — Ela diz abraçada junto a mim na cama.

— Sei como é. Ficar com você me traz um paz imensa como se meu corpo só precisasse de você.

Ela me beija e se aconchega em meu peito enquanto acaricia meu pescoço.

Notas finais
Como vocês estavam sofrendo eu acabei fazendo esse capítulo fofo para vocês, mas não quer dizer que a turbulência acabou muahahahaha. Kkkk Me digam o que estão achando, a opinião de vocês é muito importante para mim. Beijinhos, até o próximo.