Amor por acaso
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Hey amores. Nesse capítulo vai ter hot e sei que nem todos gostam então marquei com (" ") onde começa e onde termina. É isso, espero que gostem. Boa leitura.
Ela apaga o abajur do seu lado e me abraça me pegando de surpresa, mas me deixando de certa forma, mesmo depois de tudo aquilo, feliz por tê-la ali abraçada em mim, quentinha, com aquele cheirinho que só ela tinha, depois de se abrir como nunca tinha se aberto, de confiar em mim como confiava e dormimos.
— Emma. – Ouço Regina me chamar passando as mãos em meu rosto.— Oi? – Falo abrindo os olhos e cansada como se não tivesse dormido nada, não era possível que já tinha amanhecido – Quantas horas?— São 23:00 horas. Acordei e notei que você está muito quente, quanto tempo faz que não toma seu remédio? – Ela estava sentada me olhando preocupada e me sento também.— Acho que... – Falo coçando os olhos ainda com sono – Acho que ontem de manhã. É que eu dormi a tarde e nessa noite eu nem me lembrei.— Emma como você faz uma coisa dessas? Depois piora e eu é que quase morro de preocupação. – Ela me olhava aflita, mas estava sendo muito fofo vê-la preocupada daquela forma.— Não se preocupa é só uma febre e eu não estou me sentindo mal. Eu vou tomar o remédio e logo ela abaixa. – Falo pegando em seu queixo e lhe dando um selinho.— Se não abaixar você sabe que vou te levar ao médico, não é? – Eu reviro os olhos e ela sorri – Você não gosta mesmo de hospital. — Não mesmo. Meu remédio está na cozinha, já volto. – Digo, me levanto com preguiça e desço.Eu não sei se havia melhorado as dores por causa do efeito do remédio ou se o meu estado de êxtase era tanto quem não sentia mais a dor. Era como se o carinho de Regina fosse o melhor antibiótico para meus sintomas, principalmente a dor no coração que ela vinha causando ao meu. Eu sei que ainda temos muito o que conversar e decidir, mas a única coisa que eu quero agora é aproveitar as horas que tenho no meu paraíso chamado Regina.Tomo meu remédio e subo rapidamente, não quero perder o tempo que tenho longe dela. Quando chego no quarto ela já está deitada então me deito ao seu lado e lhe abraço.— Sabe, você me deixa preocupada. – Ela fala abrindo os olhos e focando-os nos meus.— Sabe, você é uma gracinha preocupada. – Eu falo e ela sorri. “ “Ela põe a mão na minha bochecha e me beija, minha mão aperta sua cintura e a aproxima mais. A cada vez que ela me beijava parecia que os lábios dela ficavam mais macios. Ela se põe em cima de mim e posso sentir cada curva do seu corpo, o beijo se aprofunda e minhas mãos passeiam em suas costas por cima do pijama. A cada segundo podia sentir meu corpo mais quente de encontro ao dela, ela passeia com as mãos nas laterais do meu corpo e põe por dentro da minha blusa, me fazendo arrepiar com seu toque. Ela passa a beijar meu pescoço e suas mãos vão de encontro aos meus seios me fazendo arfar. Eu puxo sua blusa e Regina se afasta um pouco tirando-a, deixando seus seios à mostra e naquele momento tenho a certeza que nunca tive um desejo tão forte por alguém como ali. A viro ficando por cima e começo a lhe beijar o pescoço descendo em direção aos seios, a cada beijo não só o desejo dela aumentava, mas o meu também ao ouvir cada suspiro de prazer vindos dela. Desci meus beijos devagar e retirei a calça de seu pijama deixando-a apenas com uma calcinha de renda preta, que teria me tirado o folego se aquele corpo deitado a minha frente já não o tivesse feito. Voltei para cima, não conseguia ficar longe daquela boca.— Eu estou em desvantagem. – Regina diz se afastando um pouco me fazendo rir.— É, mas você já me viu de roupa intima, ou seja, eu estava em desvantagem até agora. — Por ver você de lingerie eu fiquei em desvantagem total. – Ela diz puxando minha regata tirando-a – Imagina ver esse corpo quase nu, na minha frente, e não poder toca-lo. – Ela sobe vagarosamente a mão pela minha barriga, mordendo o lábio inferior, o que faz minhas pernas bambearem.Regina me vira e desce os beijos por meu corpo, tira minha calça junto com a calcinha e retira a dela também, ficamos completamente nuas e ela sobe beijando por dentro de minhas coxas me deixando cada vez mais ansiosa, até que ela dá um leve beijo na minha intimidade que me faz soltar um gemido baixo. Ela começa a beijar com avidez e intensidade me fazendo gemer cada vez mais alto, até que não aguento mais e arqueio as costas sentindo um prazer inexplicável e me derramando em sua boca. Ele sobe, me dá um selinho e se deita ao meu lado enquanto ainda me recupero de olhos fechados aproveitando aquela sensação deliciosa que invadiu meu corpo. Minha respiração fica menos ofegante e me viro para ela, queria lhe proporcionar o mesmo prazer que me foi dado. Fico em cima dela e olho em seus olhos a vendo estremecer ao sentir meus dedos delicadamente descendo até seu ponto de prazer, ela fecha os olhos quando sente meus dedos a tocá-la ali e suspira. Eu começo a estimulá-la e a beijo, a penetro com dois dedos e ela solta um gemido que é abafado pelo beijo. Continuo os movimentos alterando a intensidade enquanto beijo toda a extensão da pele macia de seu pescoço, até que ela se entrega gemendo alto em meu ouvido. Saio devagar de cima dela e me deito ao seu lado, tão ofegante e cansada quanto ela. Depois de um tempo, sem dizer nada, Regina me puxou para perto se aconchegando em mim e adormeceu acariciando minhas costas e logo peguei no sono também.
“ “Acordo escutando o alarme do meu celular e estico o braço para pega-lo, desligo rápido para não acordar Regina. Tinha que me levantar para ir tomar o antibiótico, mas eu só conseguia olhar para ela- que dormia tão serenamente que nem parecia aquela marrenta implicante, abraçada a mim — e sorrir. Depois de um tempinho, olhando para ela, me desvencilhei dos braços dela. Coloquei minha regata e a calcinha e fui ao banheiro. Tomei banho, escovei os dentes, coloquei uma roupa e desci. Depois do remédio comecei a preparar café e as panquecas que ela gostava. O tempo todo fiquei repassando a noite maravilhosa que tive e na sorte que tinha por tê-la, de certa forma, para mim. De certa forma porque eu sabia que ainda tínhamos que conversar e resolver o que está acontecendo entre nós duas, mas no momento eu não me importava. Só me importava que ela estava me fazendo sentir como nunca me senti antes, ontem à noite foi a primeira vez que fiz sexo com uma mulher e foi como se eu sempre soubesse o que fazer e acima de tudo foi o melhor sexo da minha vida, se bem que com uma mulher daquelas tudo deve ser sempre melhor.— Hmm, que cheiro de panquecas. — Fala Regina com a voz sonolenta e o cabelo todo bagunçado, entrando na cozinha apenas de blusa e calcinha.— Bom dia. – Falo sem conseguir conter o sorriso ao vê-la – Dormiu bem?— Você ainda duvida? — Ela chega até mim e coloca os braços em volta do meu pescoço – Se bem que eu preferi quando estava acordada. – Ela me dá um selinho e eu a abraço pela cintura.— Desde quando você é tão safada? – Pergunto e ela sorri sapeca e morde o lábio inferior.— Eu sempre fui, mas antes ficava só na minha cabeça. — Não quero nem imaginar o que pensou quando trombou comigo aquele dia na escada. – Ela ri e não consigo parar de olhar aquele sorriso lindo um instante sequer. Ela estava mais sorridente do que nunca, sua risada era gostosa de se ouvir, era aquele tipo de risada que você sabe que é genuína. — Não queira saber, mas um dia ainda vou fazer o que imaginei naquele dia. – Abro a boca surpresa – Parece até que é santa me olhando desse jeito. – Ela sai do abraço e pega uma caneca para colocar café.— Mas eu não conseguia disfarçar tão bem que a todo momento queria tirar toda sua roupa urgentemente.- Falo e aproveito que ela está de costas pondo café, dou um tapa na sua bunda, ela solta um gritinho, eu começo a rir voltando em seguida para as panquecas.Enquanto termino ela me observa do balcão com seu café. Comemos no balcão mesmo e a todo momento uma acariciava o braço ou a coxa da outra, ficava olhando uma para outra, sorria e dava intermináveis selinhos. Eu estava amando aquele clima entre nós duas, mas sabia que uma hora iria acabar. Ela insistiu em lavar a louça então fui para sala e coloquei em um desenho, como de costume.— Você vai mesmo ficar desfilando pela casa de blusa e calcinha? – Digo assim que a vejo entrando na sala.— Vai falar que está achando ruim. – Ela fala com ironia se sentando do meu lado.— Eu estou achando maravilhoso, mas daqui pouco não vou mais consegui me controlar.— E quem disse que eu quero que você se controle. Ela se senta no meu colo e começa a me beijar de forma intensa e provocativa, mordendo minha boca e minhas mão passeiam por suas coxas que estão dispostas de cada lado do meu quadril, aperto com desejo daquela morena novamente tomando conta de mim. Suas mãos vão de encontro a barra da minha blusa e ela a tira logo voltando a me beijar, minhas mãos vão para sua bunda apertando e a puxando para mais perto de mim, ela geme em minha boca e eu me afasto um pouco para olha-la. Ela avança para me beijar novamente, mas eu recuo.— O que foi? – Ela pergunta estranhando meu subto movimento. — Não é nada. É que.... Nós precisamos conversar Regina. – Ela olha para baixo pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha.— Eu sei.— Não pense que não te quero porque acredite o que mais quero é te jogar nesse sofá e te beijar por inteiro, — Ela esboça um sorriso — mas não me sinto confortável sem saber o que vai ser de nós assim que Henry voltar.Ela se levanta do neu colo se sentando ao lado.— Emma, você sabe que te quero, suspeito até que se tivesse noção do quanto te quero iria se assustar, – Ela fala como se estivesse pensando alto e evitava me olhar – mas eu não sei o que fazer com isso que existe entre nós. Eu te falei que para mim é complicado, eu tenho medo, não sei se consigo lidar com o que pode acontecer. – Podia sentir que sua voz começava a ficar embargada, então a abracei como se pudesse lhe proteger de qualquer sentimento ruim que retornava a ela naquele momento.— Se for por causa do Henry eu queria te dizer que quando eu conversei com ele sobre o Robin ele me perguntou porque eu não poderia namorar com você no lugar do Robin. – Ela estava com o rosto em meu peito e pude sentir um sorriso se formar eu seu rosto – Me lembro que no dia eu fui pega de surpresa pela pergunta dele, mas é o que eu mais quero agora.— Henry não sabe o que diz. – Ela se afasta e me olha. – Mas não é só por ele. É pelo que ele pode sofrer por causa disso. As pessoas podem ser crueis e eu mais que ninguém sei disso. Agora que ele está se abrindo para amizades não quero que sofra por algum preconceito. Eu passei por isso e ninguém merece passar também.— Eu te entendo. Eu também não suportaria ver ele sofrendo. – Olho para o chão tentando procurar uma solução, mas não havia. — Eu me preocupo com ele, mas não posso ficar sem você Emma. Depois desses últimos dias se eu não puder te beijar ou te tocar eu sinto que seria como uma tortura. – Ela põe a mão em minha bochecha olhando fixamente para mim – Sinto que se não acordar e ver esses olhos verdes me mimando fosse fazer meus dias perderem a cor um pouquinho mais a cada dia. Então não posso ficar como se não ouvesse nada entre nós.— Então o que vamos fazer? – Eu estava prestes a chorar, adorava cada gesto de carinho dela, mas ainda não a tinha ouvido falar com tanto carinho de mim. — Eu sei que pode ser difícil, mas nós podemos ficar juntas, porém só contarmos abertamente quando eu estiver pronta. Sei que pode ser pedir demais, mas... — Regina eu espero o tempo que você quiser desde que não tenha que me separar de você. Sei o quanto pode ser difícil, ainda mais depois de tudo o que você passou. Termino de falar e a beijo. Nos deitamos no sofá e ficamos a tarde nos enchendo de carinhos até que Henry ligou para ir busca-lo.
Notas finais
Então.... O que acharam? Me digam o que voces gostaram e o que devo melhorar. Beijinhos, até o próximo. Ahh! E, por favor, me digam o que acharam da capa nova. ❤
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