Amor por Acaso.
22 Combinando uma festa
Notas iniciais
Duas semanas se passaram, os vingadores estavam mais ocupados do que nunca. Steve e Natasha já tinham destruído mais dois laboratórios. Tony e Bruce ficavam mais na deles, conversando sobre assuntos que os outros não conheciam. Clint e Thor ajudavam com o que era preciso, em diferentes situações.
Depois de um dia cheio e cansativo, todos estavam jantando juntos na sala comum.
– Pessoal, eu estava aqui pensando... — disse Tony, que estava sentado na bancada do bar. — Acho que nós deveríamos organizar uma festa.
Todos olharam para ele, confusos.
– Para comemorar o que, exatamente? — Clint perguntou.
– Barton, eu sou Tony Stark, eu não preciso de motivo nenhum para fazer uma festa. — Tony retrucou. — Eu acho que as últimas semanas estão sendo bem cansativas, a gente podia fazer um Happy Hour , só para descontrair.
– Só você mesmo Stark. — Natasha comentou, ela estava sentada no sofá, ao lado de Steve. — Gastar dinheiro só porque está com vontade.
– Bom, eu posso ter esses caprichos. — Tony sorriu, orgulhoso de si mesmo.
– Eu não vou poder comparecer. — Thor disse.
– Por que? — Tony perguntou.
– Estão tendo uns probleminhas em Asgard, vou para lá amanhã.
– Mas nós precisamos de você aqui, ainda temos mais cinco laboratórios para destruir. — Steve comentou.
– Bom, eu vou ver o que posso fazer, e depois aviso vocês. — Thor concluiu.
Steve concordou com a cabeça.
– Eu faço a festa ou não? — Tony perguntou.
– Não. — Clint votou.
– Sim. — Banner concordou.
– Sim.
– Sim.
– Tanto faz. — Natasha respondeu, depois de Thor e Steve.
– Ótimo, como nós temos quatro votos sim, contando com o meu, um voto não, e um voto branco... — Tony piscou para Natasha, que revirou os olhos. — Eu vou fazer a festa sim.
Barton bufou e revirou os olhos.
– Stark, nós temos coisas mais importantes para nos preocuparmos.
Tony o olhou por alguns segundos.
– Nós não vamos nos preocupar com isso, a Pepper que vai organizar tudo.
Barton apenas suspirou e ficou calado.
Natasha apenas observava tudo quieta, ela estava cansada e com sono.
– Steve. — ela chamou baixinho.
– O que foi?
– Vamos sair daqui, estou com sono. — ela pediu. Steve apenas confirmou e se levantou do sofá.
– Bom, então é isso. — Steve falou alto para todos ouvirem. — Eu e a Nat estamos nos retirando, boa noite para todo mundo.
Tony sorriu.
– Uiui... o casal 20 está se retirando. — ele comentou enquanto Natasha e Steve caminhavam até o elevador. — Aposto que vocês tem coisas mais interessantes para fazer...
Steve e Natasha apenas ignoraram e entraram no elevador, que se fechou logo.
– Esse Stark não toma jeito em. — Steve sorriu se virando para ela, enquanto o elevador descia.
– Pois é. — ela respondeu.
– Você está bem? — Steve perguntou preocupado. — A última semana foi bem cansativa.
– Sim, estou. — Natasha respondeu. — Só estou cansada.
– Tudo bem, é para você dormir em! Nada de virar a noite, senhorita Romanoff. — Steve sorriu.
– Eu? Virar a noite? — ela sorriu sarcástica. — Como se eu virasse a noite sem dormir...
– Haha, muito engraçadinha. É sério Nat, é pra você descansar. — Steve comentou a olhando nos olhos.
– Não sei se vou conseguir dormir tranquila estando sozinha... — ela sorriu e entrelaçou os braços nos ombros de Steve.
– Então, você quer alguém pra supervisionar seu sono? — ele envolveu a cintura dela com as mãos.
– Quero.
– Quem você quer?
– Umm... deixa eu pensar. — ela sorria. — Que tal... um loiro forte, de olhos azuis?
– Você quer o Thor?! — Steve brincou.
Natasha riu sonoramente.
– Posso dormir com você hoje?
– Claro que pode. — Steve respondeu e deu um beijo nela. — Só dormir dessa vez neh?
Natasha sorriu maliciosamente.
– Vou pensar no seu caso. — ela respondeu sorrindo.
– Aham, tá. — ele riu.
O elevador abriu no andar de Natasha, ela foi trocar de roupa, Steve esperou por ela no corredor.
Depois de dez minutos, Natasha apareceu vestida com uma calça moletom e uma camiseta azul.
– Vamos?
– Vamos.
Os dois entraram no elevador e foram para o andar de Steve.
(...)
Natasha estava deitada na cama de Steve, enquanto ele estava no banheiro terminando de escovar os dentes.
– Steve, sua cama é muito cheirosa. — Natasha falou alto para que ele pudesse ouvir.
– Eu sei. — Steve botou a cabeça pra fora da porta do banheiro, estava com a escova de dentes na boca. — Eu deixo o meu quarto bem cheiroso , para quando você quiser vir pra cá.
Natasha riu, Steve voltou para dentro do banheiro.
– Steve, não sei se você percebeu mas, minha blusa é azul. — Natasha falou, sentando no meio da cama dele de pernas cruzadas. Steve saiu do banheiro. Ele vestia calça moletom e uma camiseta branca.
– Eu vi, o que tem? — ele perguntou indo para a cama.
– O que tem? — Natasha se fingiu de ofendida. — Tem que eu escolhi essa cor em sua homenagem!
– Sério? — ele perguntou rindo, se deitou ao lado dela. Natasha continuava sentada, Steve apoiava a cabeça em um dos braços, deitado de lado olhando para ela.
– Sim, eu vesti uma blusa azul para você. — ela falou. — Eu sou a maior fã do Capitão América sabia?
Steve riu.
– Não, eu não sabia.
– Pois agora sabe. — ela sorriu, e se deitou de frente para ele, também apoiando a cabeça em um dos braços.
– Pois você é a fã mais realizada de todas. — Steve disse. — E a mais linda, charmosa... cheirosa... — Steve disse se aproximando e cheirando o pescoço dela.
Natasha se arrepiou.
– Aposto que tem um monte de mulheres que queriam estar deitadas na sua cama agora. — ela disse enquanto Steve ainda estava com o rosto em seu pescoço, mas agora dava vários beijinhos.
– Talvez... — ele sussurrou, levantando o rosto e a beijando na boca.
Eles ficaram alguns segundos se beijando, até que se separaram em busca de ar.
– Talvez? Eu tenho certeza. — Natasha falou.
– Não me importa as outras mulheres. — Steve falou olhando para ela. — Eu só ligo para você.
Natasha sorriu, ela estava totalmente disposta a animar as coisas dali pra frente. Ela e Steve já estavam juntos a mais de duas semanas, quase metade de um mês, Natasha viu que ele também já estava querendo ir para uma relação mais... íntima.
Ela teria continuado com os beijos e carícias, até que eles levassem a outra coisa, se um sentimento de culpa não a tivesse invadido.
Fale com o autor