Amor por Acaso.
23 Contando segredos
Notas iniciais
Um turbilhão de pensamentos invadiu a cabeça de Natasha, será que ela estava com Steve por puro desejo? Só por vontade de sentir aquele corpo sarado e definido? Ela se sentia mal por não saber se gostava de Steve com a mesma pureza que ele gostava dela. E se Natasha nutrisse só um sentimento carnal por ele?
Ela no mesmo instante hesitou.
– Steve, acho que estou um pouco tonta. — ela mentiu.
Steve substituiu o sorriso torto por uma expressão de preocupação.
– O que foi? Se lembra de bater a cabeça em algum lugar? — ele perguntou acariciando o rosto dela.
– Não, não. Acho que é só o cansaço. — Natasha respondeu, fingindo uma expressão cansada.
– Ok, então vamos dormir. — Steve disse, ele se levantou e apagou as luzes do quarto.
Depois, os dois deitaram juntos, abraçados e adormeceram assim.
(...)
Na manhã seguinte, Tony e Bruce conversavam no laboratório.
– Olha, eu acho que isso tudo foi um erro. — Bruce falou para Tony. Eles estavam enfrentando uma situação complicada e perigosa.
– Bruce, ainda não está tudo perdido... vamos dar um jeito.
– Não Tony! Isso já chegou a uma proporção muito grande e perigosa, nós vimos naquele dia.
Tony suspirou pesadamente e passou a mão pelos olhos, nervoso.
– Tony, você pretende esconder isso dos outros para sempre?
– Eles não podem saber de nada. Nós vamos continuar mantendo isso em segredo.
– Mas, se nós contássemos para eles, talvez pudessem ajudar...
– Banner, me escuta. — Tony o olhou sério. — Nós não vamos contar, ninguém além de nós dois podemos saber. Ninguém.
Bruce batia com a ponta de uma caneta na bancada, ansioso.
– Tá bom, não vamos falar a ninguém.
– Ótimo, nós dois conseguimos resolver isso sozinhos. — Tony finalizou o assunto, e foi fazer um telefonema.
Banner ficou no laboratório, confuso, irritado e apreensivo.
.
.
Steve e Natasha jogavam tênis de quadra animadamente. Os dois acordaram bem cedo e foram para a quadra de esportes da torre.
– Ah não! — Steve reclamou, ele estava perdendo feio para Natasha.
– Ah sim! — ela riu, indo pegar outra bola no carrinho. — Steve, você é péssimo nesse jogo.
– Eu sei. — ele riu. — Mas eu te venci na sinuca antes de ontem!
Natasha fez uma careta.
– Aquele jogo é muito chato Steve.
– Não é nada.
Natasha piscou para ele e fez o saque. Steve rebateu.
– Você viu isso?! — ele exclamou, surpreso por ter conseguido rebater. Natasha riu, e rebateu também, dessa vez Steve não conseguiu alcançar a bola.
Natasha gargalhou.
– Ai ai, se você ficasse mais concentrado no jogo, em vez de ficar comemorando antes da hora... — Natasha falou, andando na direção da rede que ficava no centro da quadra. — Talvez você não perdesse tão feio assim. — ela riu de novo.
Steve também foi na direção da rede.
– Haha, você é muito engrassadinha em. — ele falou, os dois estavam frente a frente, um de cada lado da rede.
– Deve ser difícil para você. — Natasha falou com um sorriso atrevido. — Perder para uma mulher.
Steve riu.
– Na verdade, se fosse qualquer outra mulher, eu me sentiria incomodado. — ele explicou. — Mas como é você, eu não me importo tanto.
– O que isso quer dizer? — Natasha perguntou botando as mãos na cintura.
– Ué, Nat você é praticamente um clone meu, em relação as capacidades, só que em versão feminina. — ele riu. — Você é a espiã mais habilidosa, então não me sinto mal de perder para você. Agora, se fosse uma mulher normal eu ia me sentir humilhado.
Natasha riu.
– Imagina... o Capitão América perder para uma mulher! — Steve continuou. — Sem ser você. — ele apontou para ela.
– Steve, você está parecendo até um pouco machista... — Natasha disse, rindo.
– Sou não, você que está achando.
Natasha respirou fundo e passou a mão pelos cabelos, úmidos pelo suor.
– Preciso de um banho. — ela disse.
– É , precisa mesmo. — Steve disse rindo.
Natasha o olhou, e cerrou os olhos.
– Diz o cara super cheiroso! — ela chegou perto dele e deu uma fungada. — Você tá pior que eu!
– Estou nada!
– Está sim! Seu fedido! — Natasha riu.
– Ah! Vem aqui!
Steve a pegou no colo, beijando o rosto dela, e esfregando seu rosto suado no dela.
– Ai, eca Steve! Para! — Natasha tentava afastar o rosto dele do seu.
Ele ria sem parar. Botou ela no chão e foi até o banco pegar sua garrafa de água.
– Seu seboso. — Natasha resmungou, o seguindo.
– Você que é fresca. — ele disse, bebendo água.
– Eu Fresca? HAHA! — Natasha falou, também bebendo água. — Meu amor, eu sou Natasha Romanoff... a última coisa que eu sou é fresca.
– Tá bom. — Steve disse, levantando as mãos representando rendição. — Vamos subir?
– Vamos, eu vou tomar banho.
– É, eu também.
(...)
– Tony, festa pra que? — Pepper perguntou confusa.
– Porque sim ué! — ele respondeu. — Não posso mais fazer festa?
– Uma festa sem motivo algum? — ela falou, batendo os braços ao lado do corpo.
– Pepper, para de reclamar e organiza isso pra mim. — Tony pediu. — Por favorzinho...
Ela o olhou com os olhos semicerrados.
– Ah, tá bom. — Pepper resmungou.
– Valeu. — Tony sorriu.
– Vai me dizer por qual motivo é essa festa?
– Porque... bom, porque... — Tony pensou um pouco. — Ué, porque nós somos os Vingadores! Merecemos festas em nossa homenagem!
– Aham, tá. — Pepper " concordou", e os dois continuaram almoçando.
*
*
*
Natasha e Steve estavam almoçando juntos no centro de Nova York, em um restaurante.
– Nat, quando voltarmos tenho uma surpresa para você. — Steve disse, enquanto os dois comiam.
Natasha o olhou surpresa, mas ao mesmo tempo confusa.
– Uma surpresa? — ela perguntou sorrindo.
– Sim. — Steve respondeu.
– Que tipo de surpresa?
– Do tipo boa. — Steve riu. Natasha apenas concordou sorrindo.
Depois que os dois acabaram de comer, se levantaram e caminharam em direção a saída do restaurante. Mas Natasha foi barrada por uma loira sorridente que vinha falar com ela.
– Não acredito! Você aqui? — Sharon disse, cumprimentando Natasha com um sorriso.
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