Notas iniciais
Minha primeira fic do chaves, espero que gostem

Era um dia como daqueles na vila, Chaves e Quico jogavam bola enquanto Chiquinha olhava pela janela, observando o Chaves com um olhar de paixão, até que Seu Madruga chega com um jornal:

-Chiquinha, já pra casa que está tarde.-disse.

-Mas o jogo ainda não acabou.-disse a Chiquinha.

-Quer que eu te obrigue?- ameaçou o Seu Madruga.

-Não, já estou indo!- e ela sai correndo na ponta dos pés.

Chaves e Quico riem, até que chega Dona Florinda.

-Tesouro, vamos logo.- ela quase gritou.

-Vamos aonde mamãe?- perguntou Quico.

-Esqueceu que você tem que estudar para a prova amanhã?- disse Dona Florinda.

-Ih, é mesmo, valeu Chaves, amanhã a gente acaba de jogar.- disse o Quico.

Chaves ficou sozinho, chutando os pés pra frente, como faz quando está chateado, mas a tristeza durou pouco, porque logo chegou Patty.

-O que foi Chaves?- perguntou ela.

-Nada, eu só tô, aqui...- e novamente ele ficou hipnotizado com aquela cara de tonto apaixonado pra ela, mas ela entendeu tudo e não quis deixar ele ali, sozinho.

-Que tal a gente brincar lá no outro pátio?- ela perguntou.

Ele saiu de transe e começou.

-Zás, zás, e aí a gente brincava, e brincava outra vez e outra vez e... mas peraí, brincar de quê?-ele disse.

-Ah não sei, qualquer coisa, tantas coisas se pode brincar por lá.

-Tipo o quê?

-Vamos lá ver ué.- ela disse puxando-o para o outro pátio.

Enquanto isso, Seu Madruga diz à Chiquinha o motivo de ter pedido para ela entrar em casa tão depressa.

-Eu consegui Chiquinha, ganhei uma aposta de 500 mil mangos.-disse Chiquinha.

-É mesmo?-disse Chiquinha, animada.

-Estamos ricos agora!- disse Seu Madruga.

-Calma, me explica essa história direito.-disse a Chiquinha.

-Lembra daquele anúncio do jornal que dizia que você teria que dar a volta em toda a cidade em menos de dois dias?-disse ele.

-Lembro e você foi o último a se alistar.

-Pois eu ganhei, eu consegui chegar ao ponto de partida em 38 horas, dez horas a menos do que o desejado.-disse ele, eufórico.

-Que legal, vamos fazer uma festa!- disse Chiquinha, pulando de alegria.

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Na festa, Seu Madruga se vestiu de um jeito completamente elegante, que chamou a atenção de Glória, que era só elogios pra ele.

-Madruguinha, eu nunca vi você tão elegante assim.-dizia ela.

-Imagine Glória, eu só comprei essa roupa depois que fiquei rico.-ele disse à ela.

Depois, uma mulher chegou até Glória e a chamou.

-Glória, você sabe onde está a Patty? Não a vi desde hoje de manhã.-disse a estranha.

-Está ali no canto, conversando com o chaves.-disse Glória.

-Tudo bem, eu vou lá falar com ela.-disse a estranha.

-Desculpe me intrometer, mas, de onde vocês se conhecem?-perguntou Seu madruga, sem tirar os olhos da moça.

-Claro, ela é minha melhor amiga, nos conhecemos na infância, na escola, desde o primário, agora, ela trabalha como modelo, acho que você a conhece.-disse Glória.

-Claro que sim, ela é a Alejandra, eu já vi você na revista fazendo propaganda de uma vitamina para ter um bom corpo né?- ele disse animado.

-É sim, puxa tenho um fã.-ela disse sorrindo.

-Com certeza, me dá um autógrafo?- ele disse?

-Claro.

Enquanto ela autografava para o Seu Madruga, ela procurou Patty pelo pátio, mas também sentiu uma certa admiração pelo Chaves, então curiosa, decidiu saber um pouco mais dele.

-Ei, o senhor conhece aquele menino ali? Que está com a Patty?-ela perguntou.

-Conheço, ele é o Chaves, ele é super-amigo de todo mundo aqui.- ele explicou.

-A mãe dele está aqui?- ela perguntou.

-A mãe dele?- ele engoliu em seco.

-Sim.- ela insistiu.

-Não sei.- foi só o que ele conseguiu responder.

Diante da reposta do Seu Madruga, ela decidiu perguntar diretamente pra ele.

-Ei Patty, quem é esse garoto?-perguntou ela.

-Oi tia. Esse é o Chaves, o meu melhor amigo.-disse Patty.

Ele arregalou os olhos, nunca pensou que a Patty fosse dizer que ele era seu melhor amigo, Chiquinha o fuzilava com o olhar.Por quê ele nunca deu bola pra ela? O que a Patty tinha que ela não tinha? Ela ainda iria ficar com ele um dia, nem que fosse além dessa vida.

-Então, onde estão seus pais?-perguntou Alejandra.

-Eu não tenho mãe e nem pai.-respondeu o Chaves, com um sorriso no rosto, apesar de odiar ser órfão, ele já estava acostumado a dizer isso para todo mundo.

-...-Alejandra ficou sem fala diante da resposta de Chaves.

-Que foi tia?- perguntou Patty.

-Nada, eu só fiquei surpresa com isso, é a primeira vez que eu vejo uma criança órfã morar numa vila, não sei como isso é possível.-ela disse, por fim.

-Na verdade, eu só me lembro de ter fugido de um orfanato, que eu frequentava não sei desde quando, mas quando fugi vim diretamente pra cá, e tinha uma senhora muito boazinha aqui na vila que me hospedou lá, eu era como um filho pra ela, apesar de eu a considerar uma avó, mas algum tempo depois ela morreu e eu tive que ser despejado, mas continuei morando aqui misteriosamente.-disse o Chaves, deixando Alejandra pasma.

-E aonde você dorme?-ela perguntou.

-Numa barraquinha que eu mesmo fiz lá no fim da vila.-disse Chaves.

-Pode me mostrar?-pediu Alejandra.

-Claro, vem comigo.-disse ele.

Quando ela viu a "casa" do Chaves, feito com papelão e latas, inclusive algumas caindo do telhado, ela ficou perplexa mas ao mesmo tempo admirada com ele, como um garoto órfão de apenas oito anos conseguia se sustentar daquela maneira, sem nem ao menos trabalhar? Ela ficou tão desiludida com o Chaves, que deslumbrada e sensibilizada, tomou uma decisão sobre o que fazer com ele:

-Só tem um jeito de ajudar esse garoto.-ela pensou.

Notas finais
Como será que ela vai ajudar o Chaves? Vamos esperar pra ver.