Amor impossível
2 Segredo com o Seu Madruga
Notas iniciais
P.o.v Alejandra
Confesso que fiquei bastante comovida com a história desse garoto, como é mesmo o nome dele? Chaves. Um garoto batalhador. Acho que vou levá-lo pra casa e criá-lo como meu filho que eu devia ter tido, mas perdi depois de ser atropelada.A festa continuou igual, casais dançando, uma mulher de bob's na cabeça olhava para um homem alto e muito bonito, um garoto de gorro colorido e bochechas bem grandes bebia um refrigerante e conversava com a Chiquinha, quando eu percebi que Seu Madruga ainda estava do meu lado, dançando sozinho, falei pra ele:
–Posso conversar com você em particular, na sua casa?-perguntei ao Seu Madruga.
–Gostaria de tomar um cafezinho na minha casa?- perguntou-me o Seu Madruga.
–Claro, eu adoraria.- disse sorrindo.
Era a casa mais simples que eu tinha visto: a sala pequena, um sofá levemente rasgado no lado esquerdo, uma mesa para quatro no centro, um pequeno guarda-roupa com uma televisão pequena e umas bugigangas, e atrás do sofá uma porta, que mais tarde vou descobrir pra onde leva, Seu Madruga puxou a cadeira pra eu sentar e serviu uma xícara de café de porcelana, mas eu não deixei de pensar no Chaves.
P.O.V Chiquinha.
O que aquela mulher desconhecida estava fazendo na casa do papai? Já não bastasse o Chaves não desgrudando os olhos da esnobe da Patty, e agora mais essa? Não vou sossegar enquanto não descobrir o que está havendo.
–Chaves?- eu chamei, mas ele e a Patty estavam se olhando, quer dizer, ele olhava pra ela e ela, meio envergonhada, devolvia-lhe o olhar.
–Chaves?-ele não me olhou, mas a Patty me viu.-CHAVES!!!- eu gritei, fazendo todos olharem pra mim, até o Chaves.
–Falou comigo?- perguntou ele, assustado.
Sim. Para vigiar meu pai, uma desconhecida entrou em casa e ele parece estar caidinho por ela.- eu disse.
Nós dois olhamos para a janela ouvindo o papo dos dois.
–Então, está combinado?-perguntou a mulher.
–Claro. Amanhã, às duas então.-respondeu meu papai.
–Pode deixar-disse ela.- Ah, e obrigada pelo café.-ela disse.
–Não tem de quê.- respondeu meu papai.
Ela saiu e eu dispensei o Chaves e entrei.
–Papai, o que aquela mulher estranha queria aqui?-perguntei pra ele.
–Aquela "mulher estranha" Chiquinha, é somente uma amiga da Glória, Alejandra, e ela veio aqui só pra conversar comigo sobre um assunto importante...-ele disse, fazendo ar de suspense.
–Conversar sobre o quê- eu perguntei.
–Por quê quer saber?- perguntou ele.
–Quem sabe eu possa ajudar.-menti, ele não caiu nessa.
–Assunto de adulto filha, agora vai brincar vai.- e virou as costas para voltar á festa, lá no outro pátio, agora o Chaves conversava com o Nhonho.
–Seu pai foi muito legal de autorizar essa festa.- disse o Chaves.
–Meu papai faz tudo pelos inquilinos.-disse o Nhonho.
Quico chegou e interrompeu.
–Seu Barriga é a melhor pessoa que pisa nessa vila, tirando minha mamãe e o professor Girafales.-disse o Quico.
–Convencido.-falamos nós três juntos, mas logo em seguida, comecei a pensar no que meu pai e a tal Alejandra estavam conversando.
–E aí? Descobriu alguma coisa?- perguntou o Chaves ao percebe que eu estava ali.
Fiz que não com a cabeça, e depois.-Também gostaria de saber.
Depois eu e Chaves pegamos uns salgadinhos e ele foi conversar novamente com a Patty, urgh, será que ele nunca vai enjoar dela, que droga!
p.o.v Seu Madruga.
Será mesmo que a Alejandra estaria disposta a fazer isso? Será que ela estaria disposta a ajudar o chaves dessa maneira? Eu gostaria muito de ajudar, mas será que ela pretende algo mais ou é só isso mesmo? É só esperar amanhã pra saber.
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