Amor fotografado - Primeira Temporada

7 Capítulo 7 - Emergência feminina


Notas iniciais
Ta ai o capítulo. Eu tentei postar mais cedo, juro que tentei, mas não rolou... Espero que gostem. Boa leitura e até lá em baixo.

Tyler estava parado bem na minha frente me encarando.

– Mas o que você tá fazendo aqui? – Digo gritando de raiva.

– Estava indo para o quarto do Gustavo e entrei aqui por engano. – Disse ele.

– Aí resolveu mexer nas minhas coisas? – Perguntei ainda com raiva.

– É. Só queria te conhecer melhor. E já que não conseguimos conversar sem acabar gritando um como outro... – Ele disse com um sorriso no rosto. É sério que eu to ouvindo isso? Dá pra acreditar nesse cara? – Você é mais do que os olhos podem ver. – Ele estava vindo em minha direção lentamente. – Você é do tipo inteligente que não é nerd, tem um ótimo gosto musical, tira fotos perfeitas, é tímida, não tem muitos amigos, é meio estabanada, um pouco fechada. Gosta de inventar seu próprio mundo na mente, ama leitura e é simplesmente incrível. É uma pena que não deixe as pessoas verem como realmente é. – Agora havia apenas alguns centímetros nos separando. Eu não conseguia respirar. Não conseguia falar (qual é a novidade??). Não conseguia me mexer. É como se eu estivesse em transe. Ficamos ali, olhando um pro outro, por não sei quanto tempo. E então a voz de Gustavo me faz acordar.

– Tyler, anda logo. Tá fabricando a chave ou o que? – Gritou Gustavo lá debaixo.

– É melhor você ir. – Digo dando passagem a ele já que estava bloqueando a porta.

Ele saiu rapidamente sem olhar pra trás. Fui até a porta e o vi parando no alto da escada e olhando pra mim. Ele sorriu. Eu sorri de volta (sem graça, claro.). Ele desceu as escadas e foi ao encontro de Gustavo. Eu entrei no quarto, tranquei a porta e joguei minha bolsa em cima da cama.

– O que foi isso? – Disse para mim mesma.

Considerando que é o início da tarde e eu não comi nada, eu não posso simplesmente cair na cama e pensar no ocorrido até dormir. E também não vou descer. Não agora. Eu preciso conversar com alguém. Mas quem? O meu amigo mais próximo no momento é Will. Mas seria estranho conversar com ele sobre isso. Depois dele, tem minha mãe. Não temos uma relação muito boa, mas é o mais perto de um amigo que eu tenho. Porém, não acho que seja uma boa falar com ela sobre esse assunto. Não me pergunte o porquê. Só não me sinto à vontade falando sobre isso com ela. Poderia falar com Gustavo. Ri escandalosamente com a ideia. Eu havia me esquecido de que eles são amigos. Zoação eterna se ele ao menos desconfiar que isso aconteceu. Mais quem existe? Tem a Mary (muito sem noção), o primo dela, Daniel (não conheço direito), os amigos de Daniel (não quero arriscar ficar sozinha com nenhum deles dois, não depois do que aconteceu no parque.). Acho que não. Sem falar que eu não tenho intimidade com nenhum dos citados anteriormente. Então me vem uma luz: Holly. Tá, a amizade que eu tenho com ela é quase a mesma que eu tenho com a Mary, mas ela não é sem noção nem superficial (pelo menos não tanto quanto Mary). Ela não seria a primeira pessoa para quem eu ligaria nesses momentos. Na verdade eu não ligaria para ninguém. Mas eu estou desesperada!

Pego o celular e mando uma mensagem pra ela.

“Pelo amor de Deus, diz que você não tá ocupada e pode vir aqui em casa agora.”

Alguns segundo depois meu celular vibra.

“Aconteceu alguma coisa? Quebrou o outro braço? Quebrou a perna? Alguém morreu?”

Às vezes eu fico impressionada com o drama e o exagero dessas garotas. Eu sei que eu sou um pouquinho dramática também, mas não como a Mary e Holly.

“Não! Deus me livre. Eu só to precisando conversar com uma amiga... Será que você pode vir aqui?”

Eu não acredito que eu disse isso, mas agora já foi. Ela me responde.

“Emergência feminina? To indo prai.”

Emergência feminina? Sério que ela disse isso? Onde eu estava com a cabeça quando chamei Holly Adams pra conversar sobre garotos. Ai meu Deus! Mas agora não tinha volta. Ela já estava vindo.

Sento na cama e ligo a TV. Ela está demorando. Já faz 1:30h que me mandou a mensagem dizendo que estava vindo. Eu deveria estar feliz por poder ter esperança de que ela não vinha mais, mas confesso que estou um pouco frustrada. Lembro que não comi nada desde que cheguei da escola. Desligo a TV, desço as escadas e vou em direção a cozinha. Abro a geladeira pego um bando de coisa e preparo um sanduíche. Pego a garrafa de refrigerante, um copo e subo para meu quarto. Ligo a TV novamente e fico ali, comendo. Quando desço para colocar a louça na pia alguém bate na porta. Era Holly.

– Onde você estava? – Digo abrindo passagem pra ela entrar. – Demorou 2h. pra chegar!

– Estava no shopping. Quando te mandei a mensagem eu realmente estava vindo, mas no caminho eu vi um blusa... – Isso é sério?

– Tá tudo bem. – Digo interrompendo-a. – Vamos subir.

Nós subimos e entramos no quarto. Eu tranco a porta mesmo sabendo que estávamos sozinhas em casa.

– Então, qual é a emergência? – Pergunta Holly sentando em minha cama.

Notas finais
Então, o que acharam? Alguém ai shippa Jyler? Comentem *--*