Amor fotografado - Primeira Temporada
25 Capítulo 24 - Você devia ter avisado, pelo menos...
Notas iniciais
Se estávamos desesperados? Só um pouco... MUITO! Tem noção de quanto é 10 mil? Ninguém aqui tem esse dinheiro. Apesar de Mary, Will e Holly serem de classe média, se ele pegarem 10 mil, os pais deles vão ficar sabendo e perguntar pra quê esse dinheiro todo. E no fim, vão querer meter a polícia no meio. E Charlie foi muito claro quando disse que não quer a polícia envolvida. Mas também sabemos que Charlie pode estar armando machucar, sequestrar ou até mesmo matar quem for ao encontro dele, o que é uma coisa a se considerar. Sempre achei Charlie meio estranho, mas não sabia que ele era nível psicopata.
– O que a gente faz? – Perguntou Will pela milésima vez.
– Ainda não sei, cara. – Respondeu Gustavo. – É muita coisa a se considerar.
– Seria burrice nossa encontrar com ele sozinhos. – Eu disse.
– Mas não podemos colocar a vida de Holly em perigo. – Completou Mary.
– Tem alguma ideia, Amber? – Perguntou Tyler. É sério, essa garota vai acabar obesa de tanto que ela come!
– Eu prefiro não me meter nisso, se possível. – Respondeu. – Eu não sou da família, nem do grupinho de amigos. Não tenho porque opinar nisso. – E continuou comendo. Revirei os olhos.
– Por que que ela continua aqui mesmo? – Perguntei pra Gustavo.
– Não seja mal-educada, Jennifer.
– Não estou sendo mal-educada. Só quero saber o que ela faz aqui em casa além de comer toda a nossa comida. Ela não ajuda em droga nenhuma, age como se uma pessoa importante pra nós não estivesse nas mãos de um psicopata e fico comendo dia todo com essa cara de mosca-morta. E quer saber, eu cansei disso! – Eu já perdi a paciência com essa garota.
– Jennifer... – Will começou.
– Jennifer o caramba. Eu não aguento mais olhar pra cara de sínica dessa garota. Ela não passa de um peso morto aqui dentro! – Ninguém falou mais nada. A verdade é que eles concordam comigo, mas ninguém teve coragem de dizer nada, até agora.
– Tudo bem. – Disse Gustavo e suspirou. – Resolvemos esse assunto depois, ok? – E voltamos ao silêncio mortal.
Eu estava ficando inquieta. Não conseguia ficar sentada por 5 minutos. Comecei a andar de um lado para o outro feito uma louca.
– Acho que deveriam falar com os pais dela. – Disse Amber depois de quase 30 minutos de silêncio.
– Resolveu prestar pra alguma coisa? – Perguntei.
– Olha, garota. Eu já entendi que você não gosta de mim. E se te interessa, eu também não vou com a sua cara. Pra mim, você não passa de um pirralha mimada. Tyler fez muito bem em terminar com você! – Ah, não. Agora ela passou dos limites.
– Você pode falar de mim o quanto você quiser, mas não toque em assunto sobre o qual você não sabe nada. O meu namoro com Tyler é assunto meu e dele e isso não lhe diz respeito. Sobre isso sim você não tem nada que opinar. – Gritei.
– Que se dane. Eu é que não vou ficar aqui ouvindo desaforo de criança. – Disse por fim e subiu.
– Alguém pode me explicar que droga foi essa? – Disse Gustavo.
– Ataque de ciúmes? – Sugeriu Mary.
– Muito engraçado, Mary. – Digo me jogando no sofá.
– Jennifer, eu posso falar com você um minuto? – Perguntou Tyler. Hesito, mas assinto e ele me guia para fora de casa. – “Meu namoro”? Foi isso que você disse? – Perguntou quando já estávamos na rua.
– É, eu sei que eu disse tudo aquilo, mas eu acho que os assuntos não estão totalmente resolvido entre nós.
– Sei... E o que temos pra resolver ainda? E, mais importante, por que ainda não foi resolvido?
– Eu não sei, Tyler. – Alterei um pouco minha voz. Suspirei. – Quando eu descobrir eu te conto. – Digo e entro em casa novamente.
...
Viramos a noite pensando no que fazer, se contávamos pra alguém e quem de nós iria no encontro com Charlie. Não tinha dormido, logo, não quero ir pra escola, porém, hoje é dia de prova. De matemática ainda por cima. E lá fui eu, cambaleando de sono, pra escola na companhia de Will (Mary não tem ido pra escola, devido o mal-estar que ela tem sentido. A escola já foi informada e ela foi liberada.), que estava no mesmo estado que eu.
Hoje as provas eram de Português e Inglês. Duas matérias que não são tão difíceis. Pelo menos nessas eu tenho certeza que não me ferrei.
Chegamos em casa e recebemos a maravilhosa notícia de que Amber foi embora. Mas, infelizmente, ela volta no dia da festa do Gustavo, que a gente nem sabe mais se vai acontecer. Mas, enfim, ninguém pensou em nada em relação a Holly, o que me deixou frustrada. Pensar não resolve todo o problema e nós temos pouco tempo pra conseguir o dinheiro. Caso o contrário... Não quero nem pensar no que pode acontecer.
– Acho que vou falar com os pais dela. – Disse Gustavo do nada, enquanto almoçamos.
– Tá louco? – Gritou Mary. – Eles vão querer chamar a polícia.
– Mary tem razão. – Concordou Will. – Vai ser muito arriscado.
– Mas a família dela tem direito de saber! – Eu disse. – Afinal, é a família dela. Eles devem saber que ele entrou em contato.
– Mas e se ele ficar sabendo que a polícia foi informada? – Mary perguntou.
– É um risco que teremos que correr. – Foi a vez de Gustavo falar.
– Eu ainda voto contra. – Protestou Will. – Não quero que nada aconteça a Holly.
– Mas a polícia vai saber o que fazer. – Tentei convencê-lo. – Eu sei que a Holly está em perigo, mas quem for encontrar com ele também pode sair ferido! – Will bufou.
– Eu não mudo minha opinião! Acho muito arriscado. – Ele disse, encerrando o assunto.
– Alguém teve notícia do Tyler? – Perguntei, tentando mudar de assunto. – Quer dizer, ele não apareceu aqui hoje.
– Não. – Respondeu Will, com certa ignorância.
– Nem eu. – Disse Gustavo.
– Nada. – Falou Mary.
Passamos o resto do dia sem falar nada. Também não saí do quarto. Aproveitei para ler um pouco. A semana de provas já acabou. Ponho o fone de ouvido e coloco minha playlist mais calma para escutar enquanto leio. Preciso de um pouco de paz. Preciso de uma fuga desse mundo.
...
Não dormi a noite, de novo. Esse lance da Holly estava mesmo mexendo comigo (Só não mexe com a minha alimentação, porque comer é vida!). O nosso prazo acaba amanhã e ainda não sabemos o que fazer. Fico rolando na cama até umas 10h. então levanto, faço minhas higienes matinais, prendo meu cabelo no coque de sempre e desço.
– Maninha, eu tenho a solução para os nosso problemas! – Gustavo grita assim que eu entro na cozinha, me dando um baita de um susto. Ele, Mary e Will estavam com sorrisos de orelha a orelha.
– O que? – Perguntei e eles permaneceram em silêncio, mandando olhares significativos uns pros outros. – Aff... Fala logo! Vocês estão me deixando nervosa!
– Ok. – Disse Gustavo. – Você lembra que nosso pai virou um idiota, imprestável, imaturo, irresponsável, totalmente detestável...
– Tá, Gustavo. – O interrompi. – Eu lembro. Prossiga.
– Então... Ele resolveu me “agradar” pra, digamos, conseguir meu amor e respeito por ele, de volta, me dando um carro.
– Hum... – Murmurei. – E o que isso tem a ver com a solução dos nossos problemas?
– Nossa! – Exclamou Will. – Você é mais lerda do que eu pensava.
– Olha, Will. Eu não to boa hoje. Então, não provoca, beleza? – Disse e ele riu.
– Eu posso pedir pra ele me dar o dinheiro e dizer que eu mesmo vou comprar o carro. – Gustavo explicou. – Nisso, eu pego o dinheiro que Charlie exigiu e faço a troca. Ninguém fica sabendo, ninguém morre e poderemos viver nossas vidas como se nada tivesse acontecido. – Ele estava com um sorriso orgulhoso no rosto.
– Beleza, gênio! – Eu disse. – Mas e se ele estiver armado, matar a Holly e você, ou seja lá quem for, e ainda fugir com o dinheiro? Como fica a parte do “viver nossas vidas como se nada tivesse acontecido”? – Gustavo murcha na hora.
– Deixa de ser pessimista, Jennifer! – Protestou Mary.
– Não estou sendo pessimistas, Marienne. Estou sendo realista! Charlie foi capaz de fazer tudo isso, enquanto nós pensávamos que ele era o “mocinho” da história. Quem sabe do que mais ele é capaz? – Não esperei respostas. Fui para a sala e ligue a TV. Ninguém foi atrás de mim.
No fim da tarde, Will veio falar comigo.
– Nós conversamos. – Disse se sentando ao meu lado no sofá.
– E?
– Decidimos que vamos ir mesmo assim.
– Como assim “vamos”? – Perguntei olhando para ele pela primeira vez.
– Eu e Gustavo vamos nos encontrar com ele. Você sabe, porque somos homens.
– Alguém já disse que vocês são muito machistas? – Ele riu.
– Só de vez enquando.
– Eu vou com vocês. – Disse depois de um tempo.
– Mas é claro que não! – Will quase gritou. – De jeito nenhum!
– Eu fico no carro.
– Não, Jenn.
– Mas e se vocês precisarem de ajuda?
– Você vai fazer o que? Lutar corpo a corpo com um homem armado?
– Óbvio que não! Vou ligar pra emergência, gênio. – Will Suspirou.
– Pergunte ao Gustavo, tá bem? – Assenti e ele foi pro quarto.
Agora que Amber foi embora, Will passou a dormir no quarto de hóspedes, Mary junto com Gustavo e eu sozinha.
Tyler está sumido desde ontem. Ninguém tem notícias dele e eu também não tentei ligar, não mandei mensagem, nem nada. Ao mesmo tempo que eu quero falar com ele, eu quero distância dele. Não porque eu o odeio, mas exatamente pelo contrário. Porque eu o amo e tenho medo não resistir aos seus encantos, mesmo com algumas coisas ainda para resolver entre nós. Que coisas são essas? Bom, é complicado, porque nem eu sei direito. Só sei que sinto que falta alguma coisa. Talvez seja coisa da minha cabeça, talvez seja frescura, talvez seja medo. Eu não sei, mas eu não vou arriscar enquanto não tiver certeza e, às vezes, eu tenho a impressão de que nunca terei essa certeza.
...
Gustavo havia ligado para, Giovanni, aquele homem que ele chama de pai, ontem, no fim da tarde, e saiu hoje de manhã para encontrar com ele e pegar o dinheiro. Por incrível que pareça, ele não fez perguntas nem nada. O que nos mostra que, além de tudo, ele é irresponsável. Mas enfim, o importante é que parte do plano está concluída. Agora só falta os meninos irem ao encontro de Charlie e fazerem a troca.
Eu disse para Will que iria junto, mas como meninos são sempre meninos, ele disse que era perigoso e para eu perguntar a Gustavo. Eu, claro, não perguntei nada a ninguém. Eu simplesmente vou e pronto!
Às 10h eles já estavam prontos para sair. A casa era meio distante daqui. Eles pegaram emprestado o carro de Silas, após muito protesto. Gustavo vai dirigir, á que tem carteira, e Will vai guiá-lo.
Gustavo foi pegar o dinheiro que estava guardado no quarto e Will o esperava no carro. Aproveitei e entrei no carro.
– Falou com Gustavo? – Perguntou Will.
– Uhum... – Murmurei.
– Ok.
Uns minutos depois, Gustavo voltou. Ele demorou um pouco, mas, provavelmente, estava vendo como Mary estava.
– Pronto pra... O que você tá fazendo aqui? – Gustavo gritou quando percebeu minha presença no carro.
– Eu vou junto!
– Jenn, você não disse que tinha falado com ele? – Perguntou Will.
– Você não vai, Jennifer! – Exclamou Gustavo.
– Você não pode me impedir.
– Jenn, escuta o que ele tá falando. – Disse Will. – É perigoso! Isso aqui não é um filme. É de verdade! Nós já temos que nos preocupar com a nossa segurança. Podemos nem voltar desse encontro. Eu nunca me perdoaria se acontecesse algo a você. – Completou com a voz serena.
– Eu sei, Will. E entendo. Só que eu também me importo. Tanto com a Holly, quanto com vocês. E eu já disse que eu vou. Ninguém vai me fazer mudar de ideia! – Will suspirou, Gustavo socou o volante do carro e eu revirei os olhos. – Se não sairmos agora, vamos chegar atrasados.
– A Mary! – Gustavo quase gritou. – Ela não pode ficar sozinha.
– Então, vá buscá-la. – Ele me olhou. Bufei. – Eu fico com ela no carro. – Ele hesitou, mas foi. Voltou uns 2 minutos depois acompanhado de uma Mary pálida.
E lá fomos nós, ao encontro de um zumbi-viciado-duas-caras-assassino-sequestrador-psicopata.
P.O.V. Gustavo
Tem hora que a Jennifer me dá nos nervos! Como assim “ir junto”? ela ficou louca? Quem ela acha que é? Van Diesel? Ainda tive que trazer a Mary. Tem noção de como isso é perigoso? E se alguma coisa acontecer comigo, como elas vão voltar? E se algumas coisa acontecer com alguma delas?
Demoramos quase 2h pra chegar no local. Oh, lugarzinho pra ser longe! Somente eu e Will entrarem para encontrar com Charlie.
Eu não sei da história dessa casa, mas parece que eles conhecem, pois, Charlie não especificou que casa era. Ele disse apenas “casa abandonada”.
Jennifer e Mary ficaram no carro a nossa espero. A única coisa que podemos fazer agora é torcer para tudo dar certo.
Entramos na casa e encontramos Charlie sentado ao lado de uma Holly amarrada numa cadeira, amordaçada e toda machucada.
– Espero que vocês não tenham sido idiotas ao ponto de avisar a polícia sobre a nossa “pequena reunião”. – Disse Charlie, fazendo aspas com as mãos.
– Não. Fizemos tudo do jeito que você pediu. O dinheiro tá aqui e ninguém além de nós ficou sabendo disso. – Disse Will. – Agora, deixa de conversa e passa a Holly pra cá. – Exigiu.
– E acabar com a festa? – Ele disse sarcástico. – Nem começamos ainda. – Disse e socou o rosto de Holly, que soltou um gemido de dor. Will começou a correr na direção deles, mas foi impedido pela voz de Charlie. – Eu não faria isso se fosse você. – Disse com um sorriso no rosto. – Porque, ao contrário do que você pensa, eu não estou sozinho.
– Charlie, — Eu disse. – Não há necessidade disso. É simples, você entrega a Holly, nós entregamos o dinheiro e cada um segue seu caminho como se nada tivesse acontecido.
– E quem me garante que vocês não vão me denunciar? – Charlie perguntou. Will havia voltado para o meu lado e permanecia calado. – Hein? – Insistiu.
– Você tem a minha palavra! – Eu estava começando a ficar nervoso.
– E o que a sua palavra vale, Gustavo?
– Charlie, você me conhece e sabe que eu cumpro o que eu prometo. Eu prometo que não vamos contar nada pra ninguém. Vai ser como se nada tivesse acontecido. A gente inventa uma história par explicar as feridas da Holly ou escondemos ela até não dar mais pra perceber as marcas. – Charlie parou pra pensar. – Você tem a minha palavra. – Aquelas palavras pareceram convencê-lo.
– Tudo bem. – Disse por fim. Não acredito que ele caiu nessa! Ou ele é muito burro ou tá tramando alguma.
Como eu estava com a bolsa de dinheiro, andei até ele lentamente. Ele tirou a mordaça de Holly, que respirava com dificuldade. Desamarrou os braços e as pernas dela. Quando eu me aproximei para pegá-la no colo, já que ela estava fraca e muito machucada, ouço barulho de sirene. É sério? Elas chamaram a polícia?
– Vocês são uns idiotas mesmo! – Charlie gritou.
Senti alguma coisa ir de encontro com o meu ombro direito e caí no chão sentindo uma dor absurda. Minha visão está embaçada e eu não consigo raciocinar direito. A única coisa que eu consigo pensar é em Mary e Jennifer dentro do carro, sozinhas e desprotegidas. Olhos para o chão e vejo uma poça de sangue. Me virou para o outro lado e vejo Will caído no chão com a mão no ombro esquerdo. Fecho meus olhos com força tentando me manter acordado e me concentrar. Abro os olhos novamente e consigo ver a silhueta de duas pessoas passando pela porta. Holly!
P.O.V. Jennifer
Estou no carro com Mary. Não falamos nada desde que entramos no carro mais cedo. Eles entraram naquela casa faz uns 20 minutos. Estou ficando preocupada. Isso era pra ser rápido. Uma troca simples.
Estava pensando seriamente em ir atrás deles quando ouço o som de sirenes. Será que eles estão com problemas e ligaram pra polícia? Será que mudaram de ideia antes de virmos pra cá e não me avisaram? As possibilidades são infinitas.
Saio do carro. Mary permanece lá dentro. Acho que ela não tem força o suficiente pra ficar em pé. Consigo ver uns 4 carros de polícia vindo em nossa direção, acompanhados por um carro, que eu logo reconheci como sendo o de Tyler. Que raios ele pensa que está fazendo?
Ouço um barulho vindo de trás de mim. Me virei e vi Charlie correndo com Holly nos braços a levando para dentro de um carro. Entrei em desespero. Se Charlie ainda estava com a Holly, o que aconteceu com Gustavo e Will. Sinto algumas lágrimas escaparem dos meus olhos. Corro o máximo que posso até a casa. Escuto alguém gritar meu nome, mas não dou importância. Entro como se fosse um furacão e me deparo com os dois caídos no chão envolvidos por um poça de sangue.
– Will! Gustavo! Ai meu Deus! – Gritei e corri até eles. Ouvi passos de alguém entrando, me virei e dei de cara com alguns policiais apontando a arma pra mim. Lentamente me levantei e coloquei as mãos acima da cabeça, exatamente como vi nos filmes.
– Quem é você? – Perguntou um deles, mas logo o delegado, com quem nós falamos no dia em que Holly foi sequestrada, surge de trás dele diz:
– Tudo bem, Miller. Eu a conheço. O que aconteceu aqui? – Contei-lhe tudo o que sabia. – Hum... Então ele fugiu? Foster, coloque carros atrás deles. – Um dos caras assentiu e saiu.
– Você pode chamar ajuda? – Perguntei. – Eles estão machucados. – Eu não chorava mais.
– Tudo bem. Vá chamar a ambulância. – Ele gesticulou para outro dos homens, que também saiu.
Em pouco tempo a ambulância estava lá. Eu sai da casa e encontrei Tyler.
– Você é louco? – Gritei para ele. – Perdeu o juízo?
– Eu só fiz o que achava ser certo. – Ele gritou de volta.
– Você colocou a vida dela em perigo, imbecil! Se alguma coisa acontecer com ela, eu juro que...
– Jenn, — A voz de Will me interrompeu. Me virei e o vi sentado numa ambulância. – calma! Não vale a pena. Gritar com ele não vai mudar nada. – Completou. E eu o abracei.
Meu rosto estava molhado com lágrimas novamente.
– Você devia ter avisado, pelo menos. – Disse Gustavo. E andou até o carro onde Mary estava.
...
Tyler foi pra casa e levou Mary. Eu fui para o hospital com os meninos. Eles tiveram que fazer uma pequena cirurgia para retirar a bala e logo foram liberados.
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