Amor fotografado - Primeira Temporada
11 Capítulo 11 - Sem problemas... ou não.
Notas iniciais
Eu fico calada. Não posso dizer nada em minha defesa. Holly fica me encarando também calada. Permanecemos assim por mais alguns minutos. Isso é um pouco constrangedor.
O que você vai fazer agora? Pergunto Holly depois de um longo suspiro.
Eu esperava que você me dissesse o que fazer. Olhei pra ela. Eu realmente não sabia o que fazer. Estava completamente perdida.
Bom, eu ia te ajudar com o Tyler, mas ai eu descobri que Will gosta de você e... Ele é o irmão da minha melhor amiga, Jennifer. Ela suspirou. De qualquer forma, Me entregou um papel. essa é toda a informação que eu consegui. Faça bom proveito. Ele se levanta. Espero que fique tudo bem em relação ao seu pai. Vai dar tudo certo, o.k.? Ela passa a mão pelos meus cabelos e sai do quarto deixando a porta entreaberta.
Antes de qualquer coisa, fui ao banheiro, lavei o rosto e prendi o cabelo num coque. Voltei para o quarto e me sentei na cama. Desdobrei o papel rosa e imediatamente um cheiro doce espalhou-se no ar. Sério que ela usa folha perfumada? Sorri com a ideia. Comecei a ler o que estava escrito. Pelo menos a caneta é azul e, aparentemente, não tem cheiro. Estava cheia de informações sobre Tyler. Nome, data de nascimento, nome de familiares, ex-escolas... Meu Deus!! Essa garota é da CIA? Uma lista me chamou a atenção. Ex-namoradas. Nossa! Eu achava que não era possível um ser humano se relacionar tantas vezes assim numa única vida. Também... O que eu esperava de alguém como Tyler? A não ser que Holly esteja inventando tudo isso. Não... Ela não faria isso.
Li atentamente cada nome na lista: Samantha, Priscila, Fernanda, Caroline, Mariana, Rafaela, Amanda, Ana Bela, Ana Alice, Ana Carolina, Tereza, Paula, Nadia, Olivia, Maria Fernanda, Beatriz, Ellen, Helena, Jules, Karina, Paola, Bianca, Clarissa, Elena, Laura, Bruna, Alisson, Danielle, Gabriella, Roberta, Sabrina... Deus do céu! Fiquei tonta com tanto nome. Decido ir para o fim da lista: Genevive, Judite, Catrina, Beatrice, Giulia, Thalia e Amber. Ps.: está em ordem.. Se eu entendi bem, Amber foi sua última namorada.
Ah, cara. Como isso é ridículo! Por que raios ela pensou que eu iria querer todas essa informações? Eu quero me livrar dele e não descobrir mais sobre ali.
Sou arrancada de meus pensamentos quando alguém bate na porta que está meio aberta como Holly deixara.
Que raios você quer aqui, garoto? Pela minha delicadeza percebe-se quem está encostado no batente da minha porta com a mão direita no bolso, a esquerda apoiada na porta e um sorriso sarcástico no rosto. Se você pensou em Tyler, errou. Mentira, é ele mesmo!
Calma, princesa. Eu só vim conversar. Disse ele entrando. A não ser que você peça por mais. Completou com o sorriso mais largo que antes.
Quem foi que te deu permissão pra entrar no meu quarto? Gritei. E não me chame de princesa, idiota! Ele fechou a porta do quarto e trancou. O que você pensa que tá fazendo?
Impedindo que você me chute pra fora do quarto ou tente fugir. Se sentou na minha cama ao meu lado com as chaves na mão. Seu sorriso agora reduzido a um sorriso de canto.
Nesse caso, eu acho melhor pregar madeiras na janela, porque eu prefiro me jogar daqui de cima a ficar no mesmo quarto que você. Me levantei e fiquei em frente aporta.
Não, é sério. Eu preciso falar com você. Disse com um ar sério e sem sorriso que demonstrasse que ele estava brincando.
Devolve a droga da chave.
Me ouve primeiro.
Eu não tenho nada pra falar com você!
Eu disse pra me escutar e não pra falar comigo.
DEVOLVE A CHAVE! Gritei.
Não. Disse calmamente.
Tá. Bufei. Seja breve.
Você não está em condições de estabelecer regras, se é que não percebeu ainda. Disse balançando as chaves no dedo indicador. Revirei os olhos. Mas relaxa. Não vou demorar.
Então fala logo. Eu tenho mais o que fazer.
O.K. senta aqui. Deu tapinhas no espaço ao lado dele na cama.
Prefiro sentar na minha cadeira, se não se importa. Disse dando um sorriso claramente falso. Puxei a cadeira pra perto dele mantendo uma distância segura. Se é que é possível ficar segura trancada no mesmo quarto que esse daí.
Você que sabe. Então, isso é meio difícil pra mim já que eu nunca fiz isso antes, mas... É. Hum...
Desembucha!
Tá, calma. Ai, cara. Eu tô sendo ridículo. Tá bem. Você é uma menina muito difícil, Dona Jennifer. É indomável, durona e pode causar uma dor do caramba com esse treco ai. Disse se referindo ao gesso no meu braço. Minha cabeça que o diga!
Não se faça de vítima. Você provocou! Me defendi.
É. Pode ser. Enfim. Você é diferente de todas as garotas que já conheci. E eu já conheci muitas garotas. Não me diga! E eu acho que... Ele para no meio da frase e fita o papel rosa aberto em cima da cama. Droga! Eu esqueci o papel na cama! O que é isso? Não sei o que ele está sentindo ou pensando. Ele não deixa transparecer nenhum a emoção. De repente ele sorri. Pressiono meus lábios. Você andou me investigando, Dona Jennifer?
Na verdade, não. Foi minha amiga Holly. Respondi indiferente tentando não parecer nervosa.
E por que sua amiga que eu nunca vi na vida estaria tão interessada em mim, hein? Ele estava com aquele sorriso sarcástico que eu tanto odeio no rosto.
Deixa de ser idiota. Você acha mesmo que eu estaria interessada na sua vida? Me levanto e tento pegar o papel de sua mão, mas ele não deixa. Me dá isso aqui. Tyler, eu tô falando sério. Devolve! Tyler! Eu estava gritando. Deus! Que garoto irritante. Tyler, devolve!
Por que eu devolveria? E se você não se interessa pela mina vida, acho que não vai querer isso aqui, não é? Ele estava gargalhando. Ai meu Deus! Como eu odeio esse garoto!
Ainda tentando pegar o papel, não sei porquê, pulei em cima dele. No segundo seguinte estávamos rolando na cama. Eu tentando pegar a droga do papel e ele tentando defendê-lo. Até que paramos por um momento quando ele estava deitado em cima de mim, nossos rostos a milímetros de distância. Eu sentia sua respiração contra o meu rosto. Ficamos em silêncio, até que, eu achei as chaves penduradas do lado de fora do bolso da calça dele. Peguei-as lentamente para que ele não notasse e ele não notou. Fechei as mãos em torno das chaves e sorri.
O que foi? Perguntou ele sorrindo de volta.
Nada. Menti. Nesse momento o empurrei usando o fator surpresa ao meu favor e corri pra porta. Enquanto tentava destrancá-la, ele me puxava, mas eu consegui. Me livrei dele e corri para a sala.
Por um momento ele me fez esquecer dos problemas. Mas esse momento só durou até que eu visse meu pai na porta da sala com duas malas de roupa, uma em cada mão, e minha mãe chorando na estrada da cozinha assistindo a cena. Meu sorriso sumiu e eu não consegui me mexer. Tyler apareceu atrás de mim e ficou igualmente paralisado. Não via Gustavo, mas não é possível que ele não saiba o que está acontecendo. Porém, a essa altura, eu já nem sei mais o que é possível.
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