Amor fotografado - Primeira Temporada
1 Capítulo 1 - primeiro dia de aula
Notas iniciais
Acordei com a luz fraca do sol na minha na minha cara. Apesar de ele ainda estar nascendo, meus olhos demoram a se adaptar com a luz. Viro para o lado com a intenção de ver a hora. São 5:23h da manhã. Daqui a 1 hora eu tenho que levantar para ir à escola. Porque eu acordei a essa hora? Me levanto e vou em direção a cozinha beber um copo d’água. Assim que mato minha sede volto para o quarto e me deito, mas agora já não tenho mais sono. Sei que não vou conseguir dormir, então, abro a segunda gaveta do meu criado-mudo e pego meu livro de cabeceira: A culpa é das estrelas. Meu livro favorito do meu escritor favorito.
A primeira vista, eu não sou o tipo de garota que curte um romance, mas eu sou completamente apaixonada por eles. Principalmente quando são livros do John Green ou do Nicholas Sparks. Eles parecem entender exatamente o meu conceito de romance e drama. Eu choro em cada palavra que leio dos livros deles.
Me perco na leitura e não vejo o tempo passar. Quando dou por mim, minha mãe está me gritando do pé dá escada.
– JENNIFER!! DESCE LOGO. VOCÊ VAI SE ATRASAR PARA A ESCOLA.
– JÁ TÔ DESCENDO, MÃE.
Como eu não ouvi o despertador tocar? Me levanto da cama e vou para o banheiro. Tomo um banho rápido, escovo os dentes, arrumo o cabelo e tudo mais. Tenho 10 minutos para me vestir e sair de casa. Corro para meu quarto e visto meu uniforme o mais rápido que posso. Pego a mochila e desço a escada correndo. Confiro a hora: 5 minutos até os portões da escola fecharem.
– Não vai tomar café, Jennifer? – Perguntou minha mãe, com o mesmo sorriso doce de sempre.
– Não dá. Tô super atrasada. – Digo dando um beijo em sua testa e saindo como um furacão de casa deixando a porta da frente aberta. – Manda um beijo pro papai. – Grito já do lado de fora da casa, enquanto minha mãe me observa da janela.
Por sorte, a escola fica à 3 quadras da minha casa. Eu chego na hora em que os portões começam a ser fechados. Ás vezes eu sou muito sortuda. Tipo, muito mesmo. Assim que entro, ouço o sinal tocar. Deve ser o segundo sinal. Voo para sala de aula, a qual fica um pouco distante. Quando estou à 3 salas de distância da minha, avisto meu professor que está à 2 salas de distância. Corro ainda mais rápido e entro na sala um milésimo antes do Sr. Schweitzer, meu professor de História, quase o derrubando no chão. Mas ele só perde o equilíbrio por uma fração de segundo. Eu me sento na primeira carteira que eu vejo vazia, bem na frente. Não é o melhor dos lugares, mas é melhor do que ficar em pé e encarar o olhar de um professor que deve estar planejando sua morte. Tiro meu material da mochila, mantendo meu olhar baixo. Quando crio coragem para olhar para o meu querido professor pela primeira vez desde que apostei corrida com ele, recebo um olhar que sinto perfurar minha alma. Ótimo! Um professor para pegar no meu pé no primeiro dia de aula. Minha sorte acabou de me deixar.
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