Amor e Poder: O Esquadrão da Morte
38 Capítulo 38 - Don't dream it's over...
Notas iniciais
PS 1: Como disse, é duplo, então não me matem!!!
PS 2: Um beijo em cada um de vocês, amores, amigas(os), fantasminhas do coração, todos sem distinção!! Logo a gente se encontra de novo com a Season 3 de "Entre o Amor e a Guerra", porque eu sou como formiguinha, não consigo ficar parada muito tempo!!! Bjs no coração!! Lu
“Há uma liberdade contida, há uma liberdade fora...tente pegar o dilúvio com um copo de papel, lá está uma batalha adiante, muitas batalhas são perdidas mas você nunca verá o fim da estrada enquanto estiver viajando comigo. Se liga, se liga não sonhe, está acabado...se liga, se liga quando o mundo interfere eles vêm, eles vêm construir uma parede entre nós, nós sabemos que não ganharão. Agora estou rebocando meu carro, há um furo no teto...minhas posses estão me tornando suspeita mas não há nenhuma prova. No jornal, hoje, conto de guerras e desperdício, mas você vira a página pra a sessão de TV...”( Don't dream it's over — Nunca sonhe que é o fim)
A tarde de quarta-feira era fria, embora o sol ousasse tentar timidamente espreitar-se por entre as folhas das árvores do cemitério...Rachel caminhava silenciosamente amparada por Santana, enquanto Finn, Kurt e Blake vinham logo atrás, amparando Emily, que embora ainda estivesse bastante debilitada fizera questão de comparecer ao último adeus a sua melhor amiga, aquela que fora sua irmã em todos os momentos mais importantes de sua vida.
Silenciosamente um grupo grande de amigos, colegas de trabalho e familiares da promotora que vieram de longe caminhavam em direção ao jazigo que abrigaria o corpo da promotora Quinn Fabray...cada um, de uma forma particular e carinhosa, lembrava um pouco da amiga bagunceira, da colega de trabalho rígida e correta, da filha distante que dava orgulho à pais ausentes que nunca puderam dizer o quanto a amavam. Mas Rachel era quem mais sentia a dor de deixar ir embora aquela que fez em poucos meses sua vida virar do avesso...dizer adeus a quem se ama é como deixar que um pedaço de si vá embora com aquela pessoa, como se sua alma se fosse e deixasse para trás apenas um corpo vazio de vida, que simplesmente continua a vagar sem rumo. Dizer adeus prematuramente a quem se ama é como dizer também adeus à vida, e era essa a exata sensação que os olhos de Rachel passavam a quem a via amparada pelos amigos, a sensação de que estava morta, mas ainda em vida.
A cerimônia rápida a pedido da própria Quinn à Emily sempre que falava em morte fez lembrar o quanto a promotora lutou por justiça, dignidade e respeito à vida humana; Emily foi quem fez o discurso de último adeus à amiga, exaltando todas as qualidades que a fizeram líder do grupo de investigações do esquadrão da morte, qualidades que a levaram também a morte. Emily lembrou de toda a luta travada para formar um grupo de pessoas honestas e sem interesses particulares, mas que lutavam por uma vida melhor para todo e qualquer ser humano que ousasse lutar contra os mandos e desmandos do crime organizado, lembrou principalmente do quanto a amiga era verdadeira, doce e dedicada a tudo aquilo que acreditava. Em seguida, quando todos imaginavam que a baixinha cairia no choro, Rachel pediu a fala, afinal queria deixar suas últimas palavras para aquela que mais amou em toda a sua curta vida...
– Sobreviver à morte de um grande amor é viver sem um pedaço de si para a vida toda; você só encontra forças para viver nas lembranças do que ficou...um cheiro, a lembrança de um olhar, um momento vivido. Aos poucos a vida vai te ensinando a dizer adeus às pessoas que ama todos os dias, sem tirá-las do coração; vai te ensinado a ser forte quando na verdade esta frágil, sorrir quando o que mais deseja é gritar todas as suas dores. Desde que atingiram Quinn com aqueles dois tiros fatais eu também fui atingida, minha vida virou um quebra- cabeça sem uma única peça, e este quebra-cabeça nunca mais será montado por completo, pois esta peça sempre irá faltar. Posso dizer que nos últimos dias o silêncio é o meu mais paciente amigo, e é ele que me escuta e fica calado, não me critica, não me condena e me faz pensar e repensar em tudo que vivi e tudo que não poderei viver junto a Quinn. O que me deixa mais triste é o dia-a-dia que ainda virá: não ouvir mais a sua voz, suas gargalhadas engraçadas, aquelas músicas altas que me deixava louca no carro a caminho do trabalho. Não ouvir mais o barulho da porta abrindo, a voz dela ao telefone, os gritos de amor, nem mesmo nossas brigas. Somente o silêncio vai existir para lembrar dela....e para pensar nela. Será assim a minha vida...mesmo não a ouvindo eu vou conversar com ela todos os dias, e sei que ela, em algum lugar, vai me ouvir. Saindo daqui hoje eu vou realizar seu último pedido meu amor, eu juro que vou buscar a justiça que você buscou a vida inteira!! Disse Rachel, antes de autorizar que o caixão de Quinn descesse no jazigo frio.
De longe, embora não tenha escutado as últimas palavras de Rachel, David observou toda a movimentação do enterro de Quinn ao lado da filha Kitty, que ouvia música e sorria do sofrimento de cada um naquele cemitério; a certeza da impunidade imperava na família Pierce, afinal a morte de Quinn tinha interrompido a única ação que poderia levar a facção à cadeia, a coletiva que traria a tona o diário macabro do esquadrão da morte. Desde a morte da promotora, quatro dias atrás, nada havia sido dito sobre as provas que seriam apresentadas na coletiva, afinal David conseguira comprar os principais veículos de comunicação que divulgariam os reais motivos que teriam levado ao assassinato da promotora, assim as notícias da morte se limitavam a falar de um possível latrocínio — assalto seguido de morte e nada mais...a impunidade e a corrupção imperavam não só entre os grandes nomes do cenário público da cidade, mas também entre os veículos de comunicação, cujo silêncio havia sido comprado.
Já passava das três da tarde quando o grupo de amigos e familiares da promotora saíam do cemitério...Santana e Rachel se dirigiam ao carro de Finn quando foram abordadas por Kitty, que não se conteve no carro do pai e resolveu “matar a saudade” das ex-amadas...
– Que chato...cheguei atrasada para o enterro da amiga de vocês. Pelo menos deu tempo de encontrar minha maravilhosa ex-namorada Rachel, e minha linda latina Santana...pelo que vejo agora vocês andam com seguranças...é medo de sofrer algum tipo de assalto, como a loirinha sofreu?! Disse Kitty ironicamente, aproximando-se e surpreendendo as duas meninas, que já entravam no carro quando viram a garota se aproximando. Finn, que entrava no carro e se preparava para ligar a ignição não se controlou e saiu em direção à Pierce mais nova; indignado e possesso, não deixaria que ela tripudiasse das amigas, mas em especial de Quinn, com quem aprendera a lutar por justiça...
– Você não vai rir do sofrimento das pessoas que eu amo sua vadia horrorosa. Você não foi mulher o suficiente para segurar nem uma das duas, você é tão filha da puta que as mulheres que você não dava conta você tentava matar não é mesmo sua vagabunda?! Foi assim com a Amanda não foi Kitty Pierce?! Gritou Finn descontrolado e partindo pra cima da garota, sendo alcançado a tempo por Blake que o impediu de bater na menina, muito mais baixa e frágil que ele.
– Foi exatamente assim mesmo policialzinho de merda...Amanda foi burra o suficiente para achar que podia me chantagear, assim como a amiguinha de vocês foi idiota o suficiente para achar que mexeria com o grupo do meu pai, me colocaria na cadeia por vinte e quatro horas e ainda sairia linda e loira da situação...o corpinho bonitinho dela vai apodrecer ali naquele buraco porque ela não entendeu com quem ela estava mexendo, não entendeu que eu sou uma Pierce seu viadinho policial e merda. Quando a menina virava as costas e já ia saindo, foi chamada por Santana, que deixou Rachel na porta do carro e se aproximou da menina...
– Fala latina do meu coração...se quiser ainda podemos voltar a ter aquela conversa de pé de ouvido na sua casa, aquela que começamos e não terminamos. Antes que Kitty terminasse a frase Santana, com o punho fechado esmurrou a cara da loira sem sal, que cambaleou e caiu próximo a Finn, que se segurou para não dar uma bicuda na garota.
– Isso é só o começo...mais tarde você vai se lembrar dessas porradas que lhe dei e vai ter certeza que eles não foram nada perto do que você ainda pode receber. Disse Santana, entrando no carro e pedindo que Finn saísse dali imediatamente, o que o policial acatou. Tinham muito o que fazer ainda aquela tarde, não perderiam tempo com aquela pontinha do iceberg que era o esquadrão...eles queriam os peixes grandes, queriam aqueles que pagaram pela execução de Quinn Fabray!!
Ainda eram quatro da tarde quando Emily, Finn, Santana e Rachel chegaram ao Ministério Público...uma nova equipe formada por promotores, policiais federais e uma equipe da uma organização internacional responsável pela investigação de crimes cometidos por grupos de extermínio os esperava; de posse do diário que Quinn lhe confiara, Rachel, Santana e Finn prestaram seus depoimentos por quase seis horas seguidas. Ao final daquele mesmo dia, quando a noite parecia terminar bem para todos os criminosos da cidade, em um esforço conjunto da polícia federal e estadual, assim como do poder judiciário, foram emitidos os mandados de prisão de todos os nomes citados no “diário de cadáveres”, como ficou conhecido o livro de registro do esquadrão da morte...os mandados incluíam David e Kitty Pierce, que foram presos ainda de madrugada, enquanto comemoravam com champagne francesa a morte de Quinn Fabray.
Na experiência de indignar-se, resistir ao medo, enfrentar ameaças, correr riscos e orquestrar uma rede de alianças produtivas, ao contrário do que todos pregaram, o grupo de Quinn Fabray resistiu, persistiu e conseguiu a condenação não só dos assassinos da promotora, mas também de vários envolvidos nos crimes do esquadrão, incluindo do pai e da irmã de Brittany Pierce. Não se sabe se a morte da promotora foi “vingada” porque aquele grupo que se formou como de investigação e depois se tornou um grupo de amigos nunca acreditou na vingança como forma de justiça; sabe-se que a história daquela promotora ficou conhecida em sua cidade e em todo o país como a história de alguém que brigou até o fim da sua vida por justiça, e isso já bastava para Quinn Fabray, o que fazia de todo o seu grupo um grupo realizado...
Notas finais
Música do capítulo:Essa para mim é a segunda música mais linda interpretada por Cory, por isso escolhi ela para esse capítulo. (http://www.youtube.com/watch?v=q562lDy4rns)
PS 4: A parte que a Rachel fala sobre perder um grande amor foi para todos aqueles que amam e continuarão amando Cory...ele vai ficar pra sempre em cada um de nós!! :(
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